Category: Reflexão do Dia

Reflexões e pensamentos.

  • Reflexão Diária: 17 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Julho 23

    “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.”

    Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Ademais, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Além disso, em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    Assim Falou Zaratustra (1883)

    Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

    Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

    Filosofia e principais ideias

    Nietzsche desenvolveu alguns conceitos filosóficos que se tornaram importantes para o pensamento ocidental.

    Ademais, exemplo disso é a ideia de “super-homem”, originalmente “Übermensch”. Para o pensador, existiria um tipo de sujeito capaz de se superar aos demais, não precisando da religião ou da “moral” para suportar a existência.

    Outra ideia de Nietzsche é a do “eterno retorno”. De forma resumida, esse conceito baseia-se na ideia de que a vida de cada pessoa (e tudo o que acontece nela) se repete infinitamente.

    Para ele, se o tempo e o espaço são infinitos, nossa existência se repete constantemente, como se fosse uma roda que sempre gira e volta para o mesmo ponto. Assim, esse pensamento é visto como uma maneira de aceitar os acontecimentos da vida, amando cada momento, pois ele se repetiria infinitamente.

    “Deus está morto” é também uma afirmação feita pelo pensador para questionar o catolicismo. Assim, ele ataca a moral cristã enquanto defende que as pessoas deveriam ser boas sem pensar em recompensas divinas.

    Assim, o niilismo está bastante presente no pensamento de Nietzsche, pois ele tinha profunda descrença nos valores e na moral imposta.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 17 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 01 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Agosto 23

    “Quantas coisas perdemos por medo de perder.”

    Paulo Coelho

    Paulo Coelho (1947) é um escritor brasileiro, autor de romances, ficção, investigação policial, temas místicos e autoajuda, é um dos autores mais vendidos no mundo. Além disso, eleito para a cadeira n.º 21 da Academia Brasileira de Letras.

    Paulo Coelho de Souza nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 1947. Filho de Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho, família de classe alta, com sete anos ingressou no Colégio Santo Inácio e nessa época já gostava de escrever.

    Além disso, no colégio, Paulo Coelho participava de concursos de poesia e de teatro. Um adolescente problemático e em atritos com os pais, que não queriam que dele um escritor, chegou a internarem-no várias vezes em um hospital psiquiátrico.

    Paulo ingressou na Faculdade de Direito Cândido Mendes, mas abandonou o curso para viver como um hippie, época em que ingressou no mundo das drogas e do ocultismo. Em busca da espiritualidade, se envolveu com algumas sociedades secretas e religiosas.

    Nos anos 70 conheceu o músico Raul Seixas com quem fez uma parceria que rendeu diversas músicas de sucesso para o cantor, entre elas. “Gita”, “Eu Nasci há Dez Mil Anos Atrás”, e “Al Capone”.

    Antes de se dedicar à literatura, Paulo Coelho foi ator, diretor de teatro e secretário de redação do jornal O Globo.

    O Alquimista

    Em 1988, Paulo Coelho publicou “O Alquimista”, que conta uma mágica história de Santiago, um menino pastor andaluz que segue em uma jornada para o Egito.

    Ademais, seu objetivo era partir em busca de um tesouro que ele via em seus sonhos e, depois de consultar uma cigana ele inicia sua longa trajetória, quando conhece o alquimista e também encontra o amor de sua vida.

    O alquimista se tornou best-seller no Brasil e se tornou um dos livros mais vendidos no mundo.

    Academia Brasileira de Letras

    Paulo Coelho foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 25 de julho de 2002, causando certa polêmica entre alguns literatos e críticos. Pois a instituição tinha o histórico de deixar de fora da Instituição autores consagrados, “considerados populares” como Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, entre outros.

    Instituto Paulo Coelho

    Além disso, junto com sua esposa, a artista plástica Christina Oiticica, Paulo Coelho fundou o Instituto Paulo Coelho, instituição sem fins lucrativos. Financiada através dos direitos autorais do escritor, dedicada a ajudar jovens e pessoas menos favorecidas da terceira idade.

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    Nascimento: 24 de agosto de 1947 (idade 75 anos), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

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    Reflexão 01 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 31 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 31 de Julho 23

    “Toda noite, quando vou dormir, morro. E na manhã seguinte, quando acordo, renasci.”

    Mahatma Gandhi

    Mahatma Gandhi foi um líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica, ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não violência.

    Além de sua luta pela independência da Índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Além disso, as rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia.

    Movimento pacifista na África do Sul

    Em 1893, Mahatma Gandhi foi morar na África do Sul, à época também colônia britânica, onde sentiu pessoalmente os efeitos da discriminação contra os hindus. Ademais, em 1893, iniciou a política de resistência passiva em protesto contra os maus tratos sofridos pela população hindu.

    Em 1894, fundou uma seção do Partido do Congresso Indiano destinada a lutar pelos direitos de seu povo. Já em 1904, Gandhi começou a editar o jornal “Opinião Indiana”.

    Nessa época, além dos textos religiosos hindus, Gandhi leu os Evangelhos, o Corão e as obras de Ruskin, Leon Tolstói e Henry David, quando descobriu as bases da desobediência civil.

    Em 1908, escreveu “Autonomia Indiana”, em que ele coloca em discussão os valores da civilização ocidental. Em 1914, retornou ao seu país e começou a difundir suas ideias.

    Independência da Índia

    Terminada a Primeira Guerra Mundial, a burguesia na Índia desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líderes Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nahru.

    Ademais, o programa pregava: a independência total da Índia, uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas socioeconômicas e administrativas e a modernização do Estado.

    Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Embora usassem a violência na repressão ao movimento nacionalista da Índia, os ingleses evitavam o confronto aberto. Em 1922, uma greve contra o aumento de impostos reúne uma multidão que queima um posto policial e Gandhi é detido, julgado e condenado a seis anos de prisão.

    Além disso, libertado em 1924, Gandhi abandonou por alguns anos a atividade política ostensiva. Em 1930, organizou e liderou a célebre marcha para o mar, quando milhares de pessoas andaram mais de 320 quilômetros, de Ahmedhabad a Dandi, para protestar contra os impostos sobre o sal.

    As rivalidades que existiam entre hindus e muçulmanos, que tinham como representante Mohammed Ali Jinnah e que defendiam a criação de um Estado muçulmano, retardaram o processo de independência.

    Em 1932, sua greve de fome chama a atenção do mundo inteiro.

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    Nascimento: 2 de outubro de 1869, Porbandar, Índia

    Assassinato: 30 de janeiro de 1948, Birla House, Nova Delhi, Índia

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    Reflexão 31 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 30 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Julho 23

    “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

    Simone de Beauvoir

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    Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, foi considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

    Com seus romances, ensaios e peças, nos quais transparece uma clara intenção didática, Simone de Beauvoir contribuiu para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.

    Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.

    Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre

    Simone de Beauvoir, contudo manteve um relacionamento aberto e um compartilhamento intelectual com o também filósofo Jean-Paul Sartre por mais de 50 anos. Nunca chegaram a se casar ou a ter filhos.

    Pensamentos de Simone de Beauvoir

    Para entender as ideias pensadas por Simone de Beauvoir é preciso entender algumas concepções sociológicas da autora, afinal. Por isso, sua convivência com Sartre fez com que muitos dos seus pensamentos tivessem influência no existencialismo sartriano.

    Simone foi uma “filósofa existencialista” que, de fato, enfatizava a “liberdade e a reflexão” sobre a colocação da mulher na sociedade, tornando-se estes os principais pilares para a formação do seu pensamento.

    Simone, certamente, possuía a habilidade de refletir profundamente sobre o cotidiano da vida, observando as falhas e injustiças sociais que passavam despercebidas pela maioria das pessoas.

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    Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris

    Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França

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    Reflexão 30 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 29 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Julho 23

    “⁠Que ironia um escravo poder viver sem seu senhor, mas o senhor não poder viver sem seu escravo. Quem é dono de quem agora?”

    Diogenes

    Nascido em 413 a.C. na cidade de Sínope (atual Turquia), Diógenes era filho de um fabricante de moedas.

    Um fato de forjar as moedas levou a prisão de seu pai e o exílio de Diógenes. Por esse motivo, viveu grande parte de sua vida em Atenas.

    Foi um grande estudioso, no entanto, preferiu se afastar dos bens materiais para atingir a plenitude por meio do conhecimento.

    De tal modo, teve uma postura radical e anti-materialista se afastando dos bens materiais e do luxo, que, segundo ele, cegavam o ser humano.

    A grande questão imposta pelo filósofo foi de que cada ser humano deveria se aprofundar no conhecimento de si.

    Assim, permaneceu durante muito tempo perambulando nas ruas de Atenas e vivendo num barril com o mínimo que precisava para sobreviver.

    Uma de suas frases enquanto caminhava pelas ruas era “procuro um homem”. Suas palavras estavam relacionadas com a busca de alguém que pudesse viver sem o luxo da sociedade.

    Alguns começaram a lhe chamar de “Diógenes, o cão” posto que vivia sua vida da maneira mais simples possível, como um cachorro de rua.

    Por outro lado, esse apelido pode estar estava relacionado com a Escola do Cinismo, uma vez que o termo é derivado da palavra “cão” (Kynos).

    Diógenes e Alexandre, o Grande

    Um episódio interessante de sua vida foi o encontro com Alexandre, o Grande, que ouviu rumores de sua sapiência.

    Alexandre foi até Diógenes e perguntou o que ele queria. Sem hesitar Diógenes respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.

    Noutra versão ele teria respondido “Sim, podes sair da frente do meu sol”. Impressionado com o desprezo do filósofo, o conquistador comentou: “Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes”.

    Cinismo

    Diógenes representou uma das mais importantes figuras da corrente filosófica do Cinismo. Os Cínicos eram homens simples, nômades, sem família e sem pátria.

    Seu mestre e fundador da Escola do Cinismo foi o filósofo Antístenes. Com ele desenvolveu diversas teorias acerca do mundo.

    Ao contrário da corrente do hedonismo e do epicurismo, em que a busca do prazer era o mais importante, para os cínicos o prazer leva o homem à alienação.

    Dessa forma, o ser humano se torna escravo de si, o afastando da sua real liberdade, uma vez que eles se tornam escravos de suas ações.

    Em resumo, esses filósofos acreditavam que a felicidade não podia ser encontrada pelos supérfluos que preenchiam a vida, e sim pelo autoconhecimento.

    Nascimento: Sinope, Turquia

    Falecimento: 323 a.C., Corinto, Grécia

    Reflexão 29 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 28 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 28 de Julho 23

    “A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.”

    Arthur Schopenhauer

    Arthur Schopenhauer foi um filósofo alemão do século XIX, fez parte de um grupo de filósofos considerados pessimistas.

    Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig, na Polônia, no dia 22 de fevereiro de 1788. Filho de um bem sucedido negociante e de uma escritora popular.

    Infância e juventude

    Com cinco anos, Schopenhauer mudou-se com a família para Hamburgo. Com nove anos foi para a França estudar a língua francesa.

    Schopenhauer cresceu em um ambiente de negócios e finanças. Foi preparado para a carreira mercantil.

    Em 1804 viajando através da França e da Austrália, ficou chocado com o caos e a sujeira das vilas, com a pobreza dos fazendeiros e com a inquietação e miséria das cidades.

    Tornou-se um jovem sombrio e desconfiado, era obcecado por temores e visões sinistras, nunca entregou o pescoço à navalha de um barbeiro e dormia com pistolas carregadas ao lado da cama.

    Em 1805 ingressou na Faculdade de Comércio de Hamburgo. Nesse mesmo ano ficou órfão de pai. Mudou-se para Weimar, centro da vida intelectual alemã daquela época.

    Mais tarde, com a herança recebida, abandonou os negócios e pode se dedicar as atividades intelectuais. O difícil convívio com a mãe o levou a deixar Weimar.

    Ademais, em 1809 ingressou no curso de Medicina na Universidade de Gottingen. Em 1811 transferiu-se para a Universidade de Berlim para estudar Filosofia.

    m 1813 ficou dominado pelo entusiasmo do filósofo Fichte por uma guerra de libertação contra Napoleão. Pensou em se apresentar como voluntário, mas desistiu.

    Em vez de partir para guerra se dedicou a escrever sua tese de doutorado de Filosofia. A Quádrupla Razão do Princípio de Razão Suficiente (1813).

    Pessimismo de Schopenhauer

    Segundo Schopenhauer a vontade é a origem do mal e da dor. A consciência descobre a vontade como mal, mas é graças a essa descoberta que ela tem o dom de libertar.

    Essa libertação assume várias formas, incluindo a própria rejeição consciente da vida. Caracteriza-se, desse modo, a perspectiva filosófica proposta como essencialmente pessimista.

    Além disso, sendo um pessimista sensato, ele evitou a armadilha de otimistas – a tentativa de ganhar a vida escrevendo. Ele havia herdado uma participação na firma de seu pai e vivia com conforto razoável.

    Ademais, quando uma das empresas faliu o filósofo alugou dois aposentos em uma pensão e lá viveu os últimos trinta anos de sua vida.

    O reconhecimento da obra de Schopenhauer só veio lentamente. Aos poucos conquistou não só escritores, mas também advogados, médicos, negociantes, artistas e pessoas comuns.

    Todos encontraram nele uma filosofia que lhes oferecia não um mero jargão de irrealidades metafísicas, mas sim um estudo inteligível dos fenômenos da vida real.

    Uma Europa desiludida com os ideais e esforços de 1848, voltou-se para essa filosofia, que interpretava o desespero de 1815.

    Nascimento: 22 de fevereiro de 1788, Gdansk, Polônia

    Falecimento: 21 de setembro de 1860, Cidade Livre de Frankfurt

    Reflexão 28 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 27 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 27 de Julho 23

    “As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta”

    Santo Agostinho

    Santo Agostinho (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado dominaram toda a Idade Média.

    Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

    Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.

    Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão, e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.

    Estudo e religião

    Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.

    Em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma,  um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.

    Em 373 nasceu Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.

    De volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte nomea-se mestre de eloquência em Milão.

    Além disso, a inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.

    Durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.

    Obras e pensamentos

    Entre 397 e 398, Agostinho se dedica a escrever “Confissões”, em que narra a juventude e sua conversão, quando revela os caminhos da fé em meio às angústias do mundo.

    O livro é uma autobiografia que também imprime o seu pensamento filosófico. Cria a noção de espaço interior como campo da verdade essencial do homem:

    Em 413 começa a obra “A Cidade de Deus”, escrita para consolar os cristãos após Roma ser saqueada pelos bárbaros visigodos, em 410. Na obra, Santo Agostinho apresenta a defesa do cristianismo e convida seus contemporâneos a compreender o sentido profundo da história.

    Ademais, já não se trata de um reino de Deus que sucede à vida terrena. A cidade de Deus e a dos homens coexistem: a primeira, antes simbolizada por Jerusalém, é agora a comunidade dos cristãos.

    A cidade dos homens tem poderes políticos, moral, e existências próprias. “As duas cidades permanecerão lado a lado até o fim dos tempos, mas depois a divina triunfará, para participar da eternidade”.

    Santo Agostinho deixou uma obra fundamental para a doutrina da igreja católica, que foi registrada em tratados filosóficos, teológicos, comentários, sermões e cartas. Exerceu grande influência em várias áreas do conhecimento.

    Além disso, Santo Agostinho teve papel importante na fixação da hierarquia na Igreja Católica e fez a síntese entre a filosofia grega e o pensamento cristão. Fixou a ideia da vida interior do homem como o palco essencial da construção da identidade.

    Santo Agostinho faleceu em Hipona, África, no dia 28 de agosto de 430. Santo Agostinho foi canonizado por aclamação popular, e reconhecido como Doutor da Igreja, em 1292, pelo papa Bonifácio VIII.

    Nascimento: 13 de novembro de 354 d.C., Tagaste

    Falecimento: 28 de agosto de 430 d.C., Hipona, Annaba, Argélia

    Reflexão 27 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 10 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 10 de Julho 23

    “⁠A vida sem reflexão não merece ser vivida.”

    Sócrates

    Sócrates (470-399 a.C.) foi um filósofo da Grécia antiga, o primeiro pensador do trio de antigos filósofos gregos, que incluía Platão e Aristóteles, a estabelecer os fundamentos filosóficos da cultura ocidental. “Conhece-te a ti mesmo” é a essência de todo seu ensinamento.

    Sócrates nasceu em Atenas, Grécia, no ano de 470 a.C. Filho de um escultor e pedreiro e de uma parteira, da sua infância nada se sabe. Em sua juventude, tomou parte de três campanhas militares.


    Além disso, entre 406 e 405 a.C., integrou o conselho legislativo de Atenas. Em 404 a.C. arriscou a vida por recusar-se a colaborar em manobras políticas arquitetadas pela dinastia dos Trinta Tiranos, que governavam a cidade.

    Homem feito, Sócrates chamava atenção não só pela sua inteligência, mas também pela estranheza de sua figura e seus hábitos. Corpulento, baixo, nariz chato, olhos saltados, vestes rotas, pés descalços, vagava pelas ruas de Atenas.

    Sócrates costumava passar horas, mergulhado em seus pensamentos. Quando não estava meditando solitário, conversava com seus discípulos, procurando ajudá-los na busca da verdade.

    Período Socrático

    Antes de Sócrates surgir no panorama intelectual da Grécia, os filósofos estavam voltados para a explicação natural do universo, período que ficou conhecido como “pré-socrático”.

    Ademais, no final do século V a.C. iniciou-se a segunda fase da filosofia grega, que ficou conhecida como “socrática”, onde a preocupação de maior vulto se relacionava com o indivíduo e a organização da humanidade.

    Esses filósofos passaram a perguntar: O que é a verdade? O que é o bem? O que é a justiça?

    As ideias de Sócrates

    Para Sócrates sua maior ambição era ser não somente um mestre, mas um benfeitor da humanidade. Desejava ver a justiça social estabelecida em todo o mundo.

    Sócrates não tinha propriamente uma escola, mas um círculo de familiares e de discípulos, com os quais se encontrava no ginásio do Liceu. Tratava dos negócios alheios e esquecia os seus. Sua mulher, Xantipa, dizia que ele era um deus para os jovens atenienses.

    Sócrates tinha um meio característico de expressar suas ideias. A fim de transmitir o saber, jamais respondia a perguntas, pelo contrário, fazia perguntas.

    Nascimento: Alópece

    Falecimento: 15 de fevereiro de 399 a.C., Atenas Clássica

    Reflexão 10 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 08 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 08 de Julho 23

    “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

    Simone de Beauvoir

    Simone de Beauvoir (1908-1986) foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, foi considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

    Com seus romances, ensaios e peças, nos quais transparece uma clara intenção didática, Simone de Beauvoir contribuiu para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.

    Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.

    Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925, Simone de Beauvoir ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.

    Ademais, em seguida, Simone de Beauvoir estudou Filosofia na Universidade de Sorbonne, onde entrou em contato com outros jovens intelectuais como René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um longo e polêmico relacionamento. Em 1929 concluiu o curso de Filosofia.

    Além disso, em 1931, com 23 anos, Simone de Beauvoir nomearam-na professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até 1932. Em seguida foi transferida para Ruen. Em 1943, retornou a Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.

    O Segundo Sexo (1949)

    Em 1949, Simone de Beauvoir publicou “O Segundo Sexo”, o principal livro da escritora, que representou uma desconstrução para os padrões impostos pela sociedade e pela igreja da época.

    Ademais, a obra, que alcançou repercussão internacional, serviu de referência para o movimento feminista mundial e marcou toda uma geração interessada, como a autora, na abolição das questões ligadas à opressão feminina e à busca da independência da mulher diante da sociedade.

    Além disso, escrita em dois volumes, o primeiro representa a parte filosófica do pensamento da autora, em que ela apresenta importantes reflexões sobre o existencialismo e o contexto social da época – que trata de maneira desigual os papéis do homem e da mulher.

    Ademais, na segunda parte, Simone traz a célebre frase que explicita a ideia fundamental da filosofia existencialista, segundo a qual a existência precede a essência

    Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris

    Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França

    Reflexão 08 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 07 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 07 de Julho 23

    “A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais”

    Arthur Schopenhauer

    Arthur Schopenhauer foi um filósofo alemão do século XIX, fez parte de um grupo de filósofos considerados pessimistas.

    Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig, na Polônia, no dia 22 de fevereiro de 1788. Filho de um bem sucedido negociante e de uma escritora popular.

    Pessimismo de Schopenhauer

    Segundo Schopenhauer a vontade é a origem do mal e da dor. A consciência descobre a vontade como mal, mas é graças a essa descoberta que ela tem o dom de libertar.

    Essa libertação assume várias formas, incluindo a própria rejeição consciente da vida. Caracteriza-se, desse modo, a perspectiva filosófica proposta como essencialmente pessimista.

    Sendo um pessimista sensato, ele evitou a armadilha de otimistas – a tentativa de ganhar a vida escrevendo. Ele havia herdado uma participação na firma de seu pai e vivia com conforto razoável.

    Quando uma das empresas faliu o filósofo alugou dois aposentos em uma pensão e lá viveu os últimos trinta anos de sua vida.

    O reconhecimento da obra de Schopenhauer só veio lentamente. Aos poucos conquistou não só escritores, mas também advogados, médicos, negociantes, artistas e pessoas comuns.

    Todos encontraram nele uma filosofia que lhes oferecia não um mero jargão de irrealidades metafísicas, mas sim um estudo inteligível dos fenômenos da vida real.

    Além disso, a Europa desiludida com os ideais e esforços de 1848, voltou-se para essa filosofia, que interpretava o desespero de 1815.

    As Dores do Mundo

    Em 1850, Schopenhauer escreveu As Dores do Mundo, uma série de reflexões sobre a existência, propondo uma nova forma de pensar a dor e a felicidade.

    A obra reúne os temas que constituem a base do conhecimento humano, como:

    O Amor (I Metafísica do Amor, II Esboços acerca das mulheres), A Morte, A Arte, A Moral (I O Egoísmo, II A Piedade, III Resignação, Renúncia, Ascetismo e Libertação), A Religião, A Política e O Homem e a Sociedade.

    O ataque da ciência à teologia, a denúncia socialista da pobreza e da guerra, a tensão biológica pela sobrevivência, contribuíram para que o filósofo conquistasse finalmente a fama.

    Arthur Schopenhauer faleceu em Frankfurt, Alemanha, no dia 21 de setembro de 1860.

    Nascimento: 22 de fevereiro de 1788, Gdansk, Polônia

    Falecimento: 21 de setembro de 1860, Cidade Livre de Frankfurt

    Reflexão 07 de Julho 23 – Foz em Destaque