Category: Reflexão do Dia

Reflexões e pensamentos.

  • Reflexão Diária: 24 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Julho 23

    “Educai as crianças para não seja necessário punir os adultos.”

    Pitágoras

    Pitágoras (582 – 497 a. C.) foi um matemático e filósofo grego. Autor do “Teorema de Pitágoras”: “Em um triangulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”. Desenvolveu trabalhos na área da filosofia, música, moral, geografia e medicina.

    Deve-se a Pitágoras a criação da irmandade pitagórica, de natureza religiosa, cujos princípios teóricos influenciaram o pensamento de Platão e Aristóteles.

    Vida e estudos

    Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no mar Egeu, Grécia, por volta de 582 a. C. Filho de um rico comerciante, sua vida e suas ideias são uma mistura de lenda e história real.

    Além disso, a lenda começa antes mesmo de Pitágoras nascer, quando por volta de 580 a. C. a sacerdotisa do Deus Apolo disse a sua mãe: “Tereis um filho de grande beleza e extraordinária inteligência, será um dos homens mais sábios de todos os tempos”.

    Lenda ou não, a inteligência do jovem Pitágoras impressionava os mestres das melhores escolas de Samos, que não conseguiam responder as perguntas do jovem.

    Ademais, com 16 anos de idade, Pitágoras foi enviado para Mileto para estudar com Tales, o maior sábio da época. Logo, Tales reconheceu que nada mais tinha que ensinar ao jovem e passou ele, o mestre, a estudar as descobertas geométricas e matemáticas do aluno.

    Adulto, em busca de novos conhecimentos, Pitágoras começou a somar, além dos números, ideias sobre ciência e religião de outros povos. Foi para a Síria, Arábia, Caldeia, Pérsia, Índia e Egito, onde se fixou e passou mais de 20 anos.

    Para conhecer melhor os mistérios da religião egípcia, se fez sacerdote. Quando Cambises conquistou o Egito, Pitágoras foi obrigado a seguir para a Babilônia, onde passou a estudar e descobrir como se desenvolviam as ciências naquela região.

    Escola Pitagórica

    Por volta de 530 a. C., Pitágoras voltou para Samos com o objetivo de abrir uma escola, mas encontrou a ilha governada pelo ditador Polícrates, que não queria saber nem de escolas nem de templos. Pitágoras foi expulso da Grécia e partiu para Crotona, no sul da Itália, onde se dedicou a ensinar aos filhos dos aristocratas.

    Finalmente, Pitágoras fundou sua escola, a “Escola Pitagórica”, que era mais que uma escola, era uma espécie de irmandade religiosa dedicada à Matemática, Religião, Política e Filosofia. Os membros do grupo pitagórico eram todos aristocratas e obrigados a sigilo, mediante juramento, por isso a irmandade era olhada com suspeição pelo povo comum.

    Ademais, além matemáticos e astrônomos, a escola abrigava biologistas e anatomistas. Os alunos formados, defensores da aristocracia, ocupavam altos cargos no governo local, e dominavam as cidades gregas do sul da Itália. Revoltas populares destruíram o prestígio da seita e incendiaram a escola, e Pitágoras, obrigado a se exilar em Metaponto, ao norte, na Lucânia.

    Embora ele não tenha deixado nenhuma obra escrita, sua doutrina tornou-se conhecida através de seus discípulos.

    Reflexão 24 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 22 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 22 de Julho 23

    “Todo o argumento permite sempre a discussão de duas teses contrárias, inclusive este de que a tese favorável e contrária são igualmente defensáveis.”

    Protágoras

    Protágoras (481-411 a. C.) foi um filósofo grego, um dos mais famosos Sofistas – filósofos que concentravam suas atenções na questão moral e política. É o autor da frase, “O homem é a medida de todas as coisas”.

    Protágoras nasceu em Abdera, na Grécia, por volta do ano 481 a. C. Nessa época, estudado como Período Clássico – século V a. C. e IV a. C., a civilização grega foi marcada por violentas lutas dos gregos contra os povos invasores (persas) e também entre si. Apesar disso, o século V a. C. foi considerado o apogeu da antiga civilização grega.

    Ademais, a filosofia, que surgiu no Período Arcaico da história grega com a chamada Escola de Mileto, da qual destacaram-se Tales, Anaxímenes e Anaximandro, atravessou várias outras escolas, onde os filósofos buscavam uma explicação para o mundo e para a vida.

    No século V a. C. surgiram os Sofistas, pensadores dedicados à crítica das tradições do Estado, da religião e dos privilégios e defensores da democracia. Os Sofistas tiveram um papel político extremamente importante, pois sua ação era no sentido de popularizar a cultura e levar ao povo as discussões científicas e filosóficas.

    Além disso, Protágoras foi o mais importante dos Sofistas, destacando-se também: Górgias, de Leôncio, na Sicília, Híppias, de Elis, entre outros. Protágoras tinha no homem o alvo de suas preocupações, recriminando aqueles que simplesmente especulavam sobre o universo. Dizia ele: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para ele as coisas são relativas aos indivíduos, que têm a faculdade de julgar com justiça.

    Verdades Absolutas

    Protágoras não acreditava em verdades absolutas, em sua opinião, havia visões diferentes sobre o mundo e as coisas que estavam em contínua transformação. Era materialista, ou seja, procurava explicar a realidade concreta e sensível, distinguindo natureza e sociedade.

    Vindos de todas as partes do mundo grego, os Sofistas desenvolveram um ensino itinerante pelos locais em que passavam, mas não se fixavam em nenhum lugar. Com o brilhantismo da participação no debate público, os Sofistas deslumbravam os jovens de seu tempo. Desenvolveram o espírito crítico e a facilidade de expressão, mas eram frequentemente acusados de superficialidade, de pronunciar um discurso vazio.

    Com relação aos deuses, Protágoras dizia que não poderia afirmar se eles existiam, pois vários motivos o impediam de fazê-lo. Ele considerava o assunto obscuro e a vida breve para se achar uma resposta para a questão. Para ele, era possível criarmos argumentos tanto a favor como contra a existência dos deuses. Acusado de ateu, teve seus livros queimados em praça pública. Foi banido de Atenas e morreu logo depois em um naufrágio quando fugia para Sicília.

    Protágoras faleceu em Mileto, no ano 411 a. C.

    Nascimento: Abdera, Grécia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 22 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Julho 23

    “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.”

    Voltaire

    Voltaire, (1694-1778) foi um filósofo e escritor francês, um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França. Foi também ensaísta, poeta, dramaturgo e historiador.

    Ademais, voltaire foi um dos homens mais influentes do século XVIII. Os monarcas esclarecidos sempre lhe pediam conselhos, seus livros foram lidos em toda a Europa. Voltaire, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau foram os três nomes mais significativos do Iluminismo francês.

    Voltaire, pseudônimo literário de François Marie Arouet, nasceu em Paris, França, no dia 21 de novembro de 1694. Descendente de família burguesa, entre 1704 e 1711, foi aluno do Collège Louis-le Grand, em Paris, uma das mais importantes instituições de ensino da França. Iniciou o curso de direito, porém não terminou.

    Ideias de Voltaire

    Além disso, na Inglaterra, Voltaire tomou contato com as ideias de John Locke e influenciado pelo regime de governo parlamentar, instituído após a Revolução Gloriosa de 1688, passou a defender a ideia de que a tolerância religiosa e a monarquia constitucional inglesa deveriam ser adotadas por todas as nações europeias.

    Voltaire condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada em que os reis, assessorados pelos filósofos fossem capazes de fazer reformas de acordo com o interesse da sociedade.

    Embora afirmasse que “todo homem tem o direito de acreditar ser igual aos outros homens”, Voltaire tinha verdadeiro desprezo pelo povo.

    Voltaire foi atuante propagandista das ideias liberais, defendendo o direito dos indivíduos à liberdade política e de expressão. Criticava a Igreja, mas não era ateu e sim deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza, e como nela se encontra o homem, Deus estava presente também no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria.

    Últimos Anos

    Em 1744, Voltaire retornou para Paris, e dois anos mais tarde, eleito para a Academia Francesa e introduzido por Madame Pompadour na corte. Em 1749, com a morte da marquesa, e com a perda de prestígio na corte, aceitou o convite de Frederico II o Grande, da Prússia, para viver na corte de Potsdam.

    Além disso, em 1753, depois de se desentender com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Nessa época, comprou o castelo e a fazenda de Ferney, perto de Genebra, onde instalou uma fábrica de tecidos e outra de relógios, ganhando muito dinheiro. Em 1778, viajou para Paris, onde foi recebido com entusiasmo, mas ali faleceu pouco depois.

    Voltaire faleceu em Paris, França, no dia 30 de maio de 1778.

    Nascimento: 21 de novembro de 1694, Paris, França

    Falecimento: 30 de maio de 1778, Paris, França

    Reflexão 21 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 06 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 06 de Agosto 23

    “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.”

    Paulo Freire

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    Paulo Freire foi um educador brasileiro, criador de um método inovador para alfabetização de adultos. Ao mesmo tempo em que alfabetizava em tempo recorde trazia um exercício de cidadania por meio de debates.

    Tão celebrado mundo afora, Paulo Freire foi, entretanto, contestado em seu próprio país. O problema foi a associação do seu trabalho à ideologia das ditaduras comunistas do século XX.

    Método de Alfabetização de Paulo Freire

    Em 1960, preocupado com o grande número de adultos analfabetos na área rural dos estados nordestinos – que formavam consequentemente um grande número de excluídos – Paulo Freire desenvolveu um método de alfabetização.

    Sua proposta de ensino baseava-se no vocabulário do cotidiano e da realidade dos alunos: as palavras eram discutidas e colocadas no contexto social do indivíduo. Por exemplo: o agricultor aprendia as palavras, cana, enxada, terra, colheita etc.

    O “Método Paulo Freire” aplicado pela primeira vez em 1962 na cidade de Angicos, no sertão do Rio Grande do Norte, quando alfabetizaram-se 300 trabalhadores da agricultura.

    O projeto ficou conhecido como “As 40 horas de Angicos”, porque nesse período tão curto, os adultos analfabetos já conseguiam ler e escrever uma série de palavras, que faziam parte de sua rotina. A alfabetização mais completa levou  45 dias. 

    Paulo Freire se tornou uma estrela da educação brasileira, e Jango, que era entusiasta das Reformas de Base, aprovou a multiplicação dessa experiência no Plano Nacional de Alfabetização.

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    Nascimento: 19 de setembro de 1921, Recife, Pernambuco

    Falecimento: 2 de maio de 1997, São Paulo, São Paulo

    Reflexão 06 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Julho 23

    “Não siga a estrada, apenas; ao contrário. Vá por onde não haja estrada e deixe uma trilha.”

    Ralph Waldo Emerson

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    Ralph Waldo Emerson foi um escritor, ensaísta, poeta e filósofo norte-americano. É um dos fundadores do movimento cultural denominado Transcendentalismo.

    Filho do Reverendo Willian Emerson, figura ilustre nas artes e na literatura que impulsionou o ambiente cultural de Boston e de Ruth Haskins com quem teve cinco filhos. Ficou órfão com oito anos de idade. Nos três anos seguintes, a mãe e as crianças continuaram morando na casa paroquial da Igreja. Apesar de a família ter passado por muitas necessidades, a preocupação da mãe com a educação dos filhos e a influência intelectual da tia Mary Mood Emerson estiveram sempre presentes. Ralph foi estudar em Harvard, aos 14 anos de idade, obtendo a graduação quatro anos mais tarde, em 1821.

    Evolução do Pensamento

    O seu percurso eclesiástico teve início ao aceitar uma oferta para pastor júnior na Segunda Igreja de Boston. Contudo, era reconhecido como uma pessoa de mente aberta, envolvida com a comunidade, tendo dado voz aos defensores da abolição da escravatura na sua igreja. Em 1829 se casou com a jovem Ellen Tucker e pouco tempo depois se tornou pastor sênior. Mas Ellen tinha graves problemas de saúde e veio a falecer após um ano e meio de casados.

    Inconformado com a perda da esposa, então, não encontrou conforto espiritual na Igreja e começou a discordar de alguns dos rituais religiosos, como a oração em público ou a administração da comunhão. Renunciou ao serviço religioso por não considerá-lo compatível com o seu desejo de evolução intelectual, passando assim a gozar da liberdade necessária para refletir sobre novas ideias. Viajou para a Europa onde esteve em contato com ilustres pensadores da época. mesmo que com Thomas Carlyle manteve uma relação de amizade especial tendo sido profundamente influenciado pelas suas teorias.

    Transcendentalismo

    Participava ativamente do Transcendental Club, constituído por um grupo de intelectuais que defendiam a mesma linha de pensamento, no qual teve origem o movimento denominado Transcendentalismo da Nova Inglaterra. Nas suas frequentes palestras discursava sobre essa nova doutrina e, desse modo, abordava outro tema sensível: a sua oposição à escravatura. 

    Tornou-se um conferencista reconhecido nos Estados Unidos, no entanto, e em outros países onde divulgou o seu trabalho. Não obstante, após um discurso na Harvard Divinity School, no qual criticava o cristianismo por transformar Jesus em um “semideus”, como resultado, acusaram-no de ser ateu e de corromper os jovens com suas ideias.

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    Nascimento: 25 de maio de 1803, Boston, Massachusetts, EUA

    Falecimento: 27 de abril de 1882, Concord, Massachusetts, EUA

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 05 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 05 de Agosto 23

    “Só há um meio de ser livre: é desprezar tudo quanto de nós não depende.”

    Epicteto

    Epicteto nasceu em 50 d.C. AD, em Hierápolis na Frígia; provavelmente filho de escravos, ele próprio era escravo e vendido em Roma a um funcionário de Nero: Epafrodito. Epafrodito autoriza Epicteto a assistir às conferências do estóico Musônio Rufo, grande figura do estoicismo. Pouco depois da morte de Nero em 68, Epicteto foi libertado sob condições que permanecem desconhecidas. Ele então se dedicou a praticar e ensinar filosofia estóica.

    Em Roma, morava em um casebre sempre aberto, mobiliado com mesa e colchão. Em 89, ele teve que deixar Roma seguindo o decreto de expulsão dos filósofos da cidade, conforme a vontade do imperador Domiciano, porque este não se adaptou bem à influência dos filósofos que geraram opositores de seu regime tirânico.

    Epicteto se retira para Nicópolis, cidade por onde nobres gregos e romanos viajavam para a Itália e para a Grécia, vivendo na pobreza, sem família. Em Nicópolis, ele abriu uma escola estóica que foi muito bem-sucedida. Por vários anos, ele ensinou na forma de discussões e questionamentos. Seus contemporâneos registraram grande estima pela qualidade de seu ensino.

    Segundo consta na Suda, ele viveu até o reinado de Marco Aurélio, mas de acordo com Aulo Gélio, Epicteto já estava morto quando Marco Aurélio chegou ao poder. Acredita-se que ele tenha ensinado Júnio Rústico, que mais tarde se tornou o professor de Marco Aurélio e o apresentou à filosofia estóica, notadamente por meio de Epicteto.

    De acordo com essas fontes, podemos constatar que Epicteto morreu em Nicópolis, entre os anos de 125 e 130.

    Pensamento

    Epicteto não deixou escritos, mas um de seus discípulos, Arriano, coletou suas observações agrupadas em várias obras, duas das quais sobrevivem: Os Discursos (em grego antigo: διατριβαί, diatribai) e O Manual (Enkheiridion), que resumem sua doutrina. Os Discursos foi originalmente composto por oito livros, dos quais apenas os quatro primeiros sobreviveram.

    Já O Manual é um compêndio, composto por 53 capítulos curtos, que coloca em aforismos as palavras de Epicteto. A seleção feita por Arriano centra-se sobretudo na condução da vida e do espírito em todas as circunstâncias, apresentando-se como um trabalho eminentemente prático. Seu legado foi preservado através de um único manuscrito, datado do século XI ou XII, e mantido na Biblioteca de Oxford.

    Epicteto faz parte da tradição estoica e seus desenvolvimentos durante o período imperial. Seu conhecido ensino privilegia a Ética e não traz nenhum traço de estudo da física, e coloca em segundo plano o estudo da lógica, tradicional na escola estoica. A ética se divide em ética teórica e ética prática, sendo a primeira subordinada à segunda; seu ensino se divide em três etapas: aprender as regras da vida, correspondentes à ética prática, é o primeiro e mais necessário passo.

    A justificativa dessas práticas, que é a ética teórica, vem em segundo lugar e é apenas complementar e explicativa. A base dialética que sustenta a veracidade dos princípios teóricos vem por último e constitui a lógica.

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    Nascimento: Hierápolis, Turquia

    Falecimento: 135 d.C., Nicópolis, Grécia

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    Reflexão 05 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 20 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Julho 23

    “O silêncio é um amigo que nunca trai”

    Confúcio

    Confúcio (551- 479 a.C.) foi um filósofo chinês, cujas ideias serviram de norma de comportamento à sociedade chinesa durante mais de dois mil anos e exerceu grande influência sobre toda a cultura da Ásia Oriental.

    Confúcio ou K’ung Fu-tsu nasceu no Estado feudal de Lu (atual província de Shantung), na China, no ano de 551 a.C. Sua família era descendente dos Shag – a segunda dinastia da China antiga – mas viviam sem recursos.

    Órfão aos três anos de idade cresceu em um ambiente de pobreza o que não lhe permitiu ter mestres regulares durante a infância. Demonstrou desde cedo um espírito profundamente religioso e aprendeu sozinho, as letras, a arte dos arqueiros e a música.

    Com 19 anos, Confúcio casou-se e logo depois foi nomeado para um cargo administrativo de seu Estado, destacando-se pelo zelo e eficiência que desempenhou a função.

    A ideia política de Confúcio

    A ideia política de Confúcio era extremamente conservadora e preconizava uma volta às instituições dos primeiros tempos da dinastia Chou em que a organização familiar se confundia com a estatal.

    Insistia que o governante deveria esforçar-se para que o povo vivesse em paz e prosperidade. Se não conseguisse isso, deveria ser substituído ainda que fosse pelo uso da força.

    A Ética de Confúcio

    Baseados na ética, seus ensinamentos previam normas de conduta, como o esforço constante para cultivar a própria pessoa e estabelecer a harmonia social.

    Confúcio pregava a existência de cinco virtudes:

    • Jen – a humanidade, bondade, compreensão e o amor pelos outros,
    • Yi – a justiça temperada pelo amor,
    • Li – regras adequadas de conduta, de polidez e de cerimoniais,
    • Chih – autoconsciência da vontade do céu, sabedoria,
    • Ch’i – sinceridade desinteressada.

    A religião

    O “Confucionismo” – doutrina filosófica de Confúcio não chegou a ser uma religião no sentido ocidental do termo, por várias razões:

    • Primeiro porque não tem Deus: venera os ancestrais e reconhece a superioridade dos sábios.
    • Segundo, porque não tem templos: cada lar é o templo onde se honram os antepassados da família. (Só depois é que se iniciou a construção dos templos locais, mas sem o sentido do lugar destinado à veneração de um supremo).
    • Terceiro, porque não tem sacerdotes: o chefe da família é automaticamente o sacerdote da família.
    • Quarto, porque desconhece qualquer dogma ou livro santo: “Pode um só livro conter toda a sabedoria do mundo?” indagava Confúcio.

    Nascimento: Qufu, Jining, China

    Falecimento: Lu

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Julho 23

    “Tua tarefa única na terra é esta: salvar almas.”

    John Wesley

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    John Wesley foi um reverendo anglicano e teólogo britânico. Foi o líder e precursor do Movimento Metodista ocorrido na Inglaterra no século XVIII.

    John Wesley nasceu em Epworth, na Inglaterra, no dia 17 de junho de 1703. Filho de um sacerdote anglicano foi o décimo quinto filho de uma família de dezenove irmãos.

    Estudou durante seis anos na escola de Charterhouse, em Londres. Em 1720 foi para a Christ Church College, em Oxford. Em 1726 elegeram-no membro da Lincoln College.

    John Wesley ordenou-se diácono para o Ministério Anglicano, em 1728, e passou a acompanhar seu pai na direção da Igreja Anglicana.

    Os Metodistas

    Em Oxford, Wesley se reunia com um grupo de estudantes, entre eles, seu irmão Charles Wesley e o pastor Jorge Whitefield, com a finalidade de estudar as Escrituras e praticar a religião com fidelidade.

    Logo John Wesley assumiu a liderança do grupo, no entanto, cujas atividades religiosas incluíam, várias práticas devotas, como comungar uma vez por semana, orar diariamente, além de reservar três horas diárias para estudar a Bíblia. 

    Então, passou a fazer pregações, onde reunia um grande número de pessoas na Inglaterra e na Irlanda. Em suma, fez campanhas para diversas questões sociais, entre elas, a reforma do sistema educacional e prisional.

    Ruptura com a Igreja Anglicana

    Apesar de Wesley ter a intenção de permanecer como membro da Igreja Anglicana, em 1740, o bispo de Londres negou-se a ordenar fiéis para atuarem nos Estados Unidos. Wesley chamou para si essa missão.

    Quando excluiram os seus seguidores da comunhão, ele passou a administrar a comunhão durante as suas reuniões.

    Seus trabalhos logo foram difundidos em vários países. Principalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, reunindo milhares de integrantes, deixando um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais.

    Só após a morte de Wesley, a Igreja Metodista se organizou como Igreja propriamente formada. Primeiro nos Estados Unidos e depois na Inglaterra.

    Nascimento: 28 de junho de 1703, Epworth, Reino Unido

    Falecimento: 2 de março de 1791, Londres, Reino Unido

    Reflexão 02 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 01 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Julho 23

    “Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.”

    Ludwig Wittgenstein

    Ludwig Wittgenstein (1889-1951) foi um filósofo austríaco que contribuiu com colocações inovadoras para a filosofia moderna, nos campos da lógica, da filosofia da linguagem e da mente.

    Ludwig Wittgenstein nasceu em Viena, na Áustria, no dia 26 de abril de 1889. Filho de rica família, em 1906, ingressou na Techinsche Hochschule de Berlim. Em 1908 entrou na Universidade de Manchester, com o objetivo de estudar engenharia aeronáutica.

    Logo desistiu do curso e por influência de Gottlob Frege, matemático e filósofo alemão e um dos criadores da lógica moderna, inscreve-se no curso do filósofo britânico, Bertrand Russell, no Trinity College, em Cambridge. Em 1913 mudou-se para a Noruega onde se dedicou ao estudo de lógica.

    Ademais, em 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário no exército austríaco, sendo enviado para a linha de frente na Rússia e na Itália. Em 1918 foi ferido e preso pelos italianos e só libertado em 1919. Nessa época, escreveu o esboço de sua principal obra, resultado de seus debates com Russel, intitulada “Tratado Lógico-Filosófico”.

    Em 1919, após o falecimento de seu pai, renunciou a herança e assumiu o cargo de professor em uma pequena escola primária na Baixa Áustria. Nessa época, elaborou um dicionário ortográfico para o ensino infantil. Em 1921 publicou “Tractatus Logico-Philosophicus” (Tratado Lógico-Filosófico), em alemão e traduzido para o inglês no ano seguinte.

    Além disso, em 1926, em razão de seu estilo rigoroso, demostrando pouca paciência com as crianças que não conseguiam acompanhar seu raciocínio, os pais dos alunos pediram seu afastamento da escola. Em seguida, trabalhou como jardineiro em um monastério nas proximidades de Viena.

    Doutorado

    Nesse mesmo ano concluiu o doutorado, apresentando como tese o próprio “Tractatus Logico-Philosophicus”, sob a orientação de Ramsey. A partir de 1930 passou a lecionar na mesma universidade.

    No contexto de seus debates com o Círculo de Viana, aos poucos, Ludwig Wittgenstein foi percebendo erros e equívocos graves em sua primeira obra, e começou a escrever “As Investigações Filosóficas”, publicada postumamente em 1953, numa edição bilíngue alemão/inglês.

    Ademais, em 1939, Ludwig Witttgenstein foi naturalizado cidadão britânico. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ofereceu-se como voluntário para os serviços de saúde e trabalhou no Guy’s Hospital. Dois anos depois da Guerra, demitiu-se da Universidade, passando a viver entre a Irlanda, Oxford e Cambridge.

    Além disso, a filosofia de Wittgenstein foi dividida em dois períodos: o primeiro, denominado Wittgenstein I, é o período anterior a 1929, que corresponde ao “Tratado Lógico-Filosófico”, e a enorme influência que exerceu sobre o Círculo de Viena.

    Além disso, o segundo, denominado Wittgenstein II, é o período posterior a 1930 e correspondente às “Investigações Filosóficas”, que exerceram grande influência sobre a filosofia analítica em geral, e sobre as escolas de Cambridge e de Oxford.

    Ludwig Wittgenstein faleceu em Cambridge, Inglaterra, no dia 29 de abril de 1951.

    Nascimento: 26 de abril de 1889, Viena, Áustria

    Falecimento: 29 de abril de 1951, Cambridge, Reino Unido

    Reflexão 01 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 30 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Junho 23

    “Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente.”

    Burrhus Frederic Skinner

    Burrhus Frederic Skinner foi um psicólogo norte-americano, seguidor do Behaviorismo de J. B. Watson, mas na década de 40, criou o Behaviorismo Radical com uma proposta filosófica sobre o comportamento humano.

    Burrhus Frederic Skinner nasceu em Susquehanna, Pensilvânia, Estados Unidos, no dia 20 de março de 1904. Filho de um advogado e de uma dona de casa desde cedo despertou o interesse sobre o comportamento dos animais.

    Ingressou no Hamilton College em Nova Iorque, com o objetivo de se tornar escritor. Em 1926 concluiu o bacharelado em Literatura Inglesa e Línguas Românicas. Durante dois anos se dedicou a escrever, mas concluiu que lhe faltava habilidades literárias.

    Em 1928, Skinner inscreveu-se no curso de pós-graduação em Psicologia pela Universidade de Harvard, embora nunca tenha estudado psicologia antes. Concluiu o mestrado em 1930 e o doutorado em 1931, permanecendo na Universidade, como pesquisador, até 1936.

    Nesse mesmo ano, casou-se com Yvonne Blue, com quem teve dois filhos. Ainda em 1936 começou a lecionar na Universidade de Minnesota, onde permaneceu durante nove anos. Entre 1945 e 1947 lecionou na Universidade de Indiana, onde se tornou presidente do Departamento de Psicologia. Em 1948 retornou para Harvard como professor titular.

    Teoria Comportamental

    Influenciado pela teoria dos reflexos condicionados de Pavlov e pelo estudo do comportamento de John B. Watson, Skinner acreditou que era possível explicar a conduta dos indivíduos como um conjunto de respostas fisiológicas condicionadas.

    Se dedicou ao estudo das possibilidades que ofereciam o controle científico da conduta mediante técnicas de reforço (estímulo do comportamento desejado). Para ele, a aprendizagem concentra-se na capacidade de estimular ou reprimir comportamentos, desejáveis ou indesejáveis.

    Além disso, seu encontro com o Behaviorismo de Watson o levou ao desenvolvimento de sua própria versão, o “Behaviorismo Radical”, que se definia contra causas internas (mentais) para explicar a conduta humana e negou também à realidade e a atuação dos elementos cognitivos, opondo-se a concepção de Watson. Para ele, o indivíduo era um ser único, homogêneo e não um todo construído de corpo e mente.

    Nascimento: 20 de março de 1904, Susquehanna Depot, Pensilvânia, EUA

    Falecimento: 18 de agosto de 1990, Cambridge, Massachusetts, EUA

    Reflexão 30 de Junho 23 – Foz em Destaque