Category: Reflexão do Dia

Reflexões e pensamentos.

  • Reflexão Diária: 08 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 08 de Agosto 23

    “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”

    Immanuel Kant

    Immanuel Kant foi um filósofo alemão, fundador da “Filosofia Crítica” – sistema que procurou determinar os limites da razão humana. Sua obra é considerada a pedra angular da filosofia moderna.

    Sua obra-prima “Crítica da Razão Pura” deu início a grande era da metafísica alemã. A obra diz respeito a “tudo que transcende o mundo físico que experimentamos”.

    Infância e Formação

    Immanuel Kant nasceu na cidade báltica de Königsberg, então capital da província alemã da Prússia Oriental (atualmente Kaliningrado, na Rússia), no dia 22 de abril de 1724. Filho de um artesão de descendência escocesa era o quarto de nove filhos.

    Na época do nascimento de Kant, a Prússia Oriental se recuperava das devastações trazidas pela guerra e pela peste, que dizimou mais da metade da população.

    Ademais, sua mãe tinha o hábito de levá-lo para passeios no campo e dizer-lhe o nome das plantas e flores. À noite, costumava mostrar-lhe as estrelas indicando o seu nome e as constelações a que pertenciam.

    Kant passou grande parte de sua vida nos arredores de sua cidade natal. Dos pais luteranos recebeu uma severa educação religiosa. Dos oito aos 16 anos frequentou a escola local.

    Ademais, em 1737, sua mãe faleceu. Em 1740, com 16 anos, Kant ingressou na Universidade de Königsberg, como estudante de Teologia. No início, recebeu ajuda financeira da igreja e colaborava dando aulas para alguns alunos mais atrasados.

    Pensamento Filosófico de Kant

    O pensamento filosófico de Kant se distingue por três períodos distintos:

    • Em seu período inicial, Kant sofreu a influência da filosofia de Leibniz e de Christian Wolff e na física de Newton, como fica evidente em seu trabalho: “História Geral da Natureza e Teoria do Céu”.
    • No segundo período, gradativamente, Kant se deixou influenciar pela ética e pela filosofia empírica dos ingleses, sobretudo de David Hume. Segundo o próprio Kant, ele “despertou do sono dogmático.” Passou a adotar uma postura crítica ante a estreita correlação entre conhecimento e realidade. Nessa época publicou; “Sonhos de Um Visionário” (1766).
    • No terceiro período, Kant desenvolveu a sua própria “Filosofia Crítica”, que começou, em 1770, com sua aula inaugural como professor de Filosofia, intitulada: “Sobre a Forma e Os Princípios do Mundo Sensível e Inteligente”, conhecida como “Dissertação”, quando ele estabeleceu as bases sobre as quais se desenvolveria sua obra filosófica.

    A Filosofia de Kant

    O sistema filosófico Kantiano foi concebido como uma síntese e superação das duas grandes correntes da filosofia da época: o “racionalismo” que enfatizava a preponderância da razão como forma de conhecer a realidade, e o “empirismo”, que dava primazia à experiência.

    Além disso, com Kant surge o “Racionalismo Crítico” ou “Criticismo”: sistema que procura determinar os limites da razão humana. Sua filosofia foi sintetizada em suas três obras principais: “Crítica da Razão Pura”, “Crítica da Razão Prática” e “Crítica do Juízo”.

    Além disso, com a publicação de “Crítica da Razão Pura” (1781), sua obra-prima, Kant tratou de fundamentar o conhecimento humano e fixar seus limites. Além disso, diante da questão: “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos?” Kant colocou a razão num tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não tem fundamento. Com isso pretendia superar a dicotomia racionalismo-empirismo.

    Ademais, Kant condenava os empiristas (tudo que conhecemos vem dos sentidos) e, não concordava com os racionalistas (é errado julgar que tudo que pensamos vem de nós): o conhecimento deve constar de juízos universais, da mesma maneira que deriva da experiência sensível.

    Nascimento: 22 de abril de 1724, Königsberg

    Falecimento: 12 de fevereiro de 1804, Königsberg

    Reflexão 08 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Agosto 23

    “O homem rico nem sempre é sábio, mas o homem sábio é sempre rico.”

    Tales de Mileto

    Tales de Mileto foi um filósofo, matemático e astrônomo grego, considerado um dos mais importantes representantes da primeira fase da filosofia grega chamada de Pré-Socrática ou Cosmológica. Para Tales, a água era o elemento fundamental do universo e de toda a matéria.

    Nenhum escrito de Tales sobreviveu e as realizações que lhe são atribuídas baseiam-se em referências tardias ou em lendas mantidas pela tradição. 

    Tales de Mileto nasceu em Mileto, antiga colônia grega da Ásia Menor, localizada na região da Jônia, na atual Turquia, por volta de 624 a. C.

    Além disso, acredita-se que começou sua vida como mercador e enriqueceu o suficiente para se dedicar ao estudo e realizar algumas viagens. Supõe-se que esteve no Egito onde aprendeu geometria e na Babilônia onde entrou em contato com tabelas e instrumentos astronômicos.

    Ademais, sabe-se que Tales desempenhou funções políticas em sua cidade e que realizou trabalhos nas áreas da filosofia, geometria e astronomia. Segundo Heródoto, Tales foi um estadista de visão que advogou a federação das cidades jônicas da região do Egeu.

    A filosofia pré-socrática

    A filosofia grega compreende três períodos: pré-socrático, socrático e pós-socrático. O período pré-socrático compreende os primeiros filósofos propriamente ditos, ou seja, os que procuravam explicar racionalmente o universo, sem recorrer a entidades sobrenaturais.

    Os filósofos pré-socráticos foram reunidos em diversas escolas de pensamentos: Escola Jônica (ou Escola de Mileto), Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística e Os Sofistas.

    A Escola Jônica, ou Escola de Mileto, fundada no século VI a.C. na colônia grega de Jônia, na Ásia Menor, na atual Turquia. Os principais filósofos da Escola Jônica foram: Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes. 

    Além disso, os filósofos da Escola de Mileto eram homens de saber prático, acostumados a viajar, dedicados à política e ao trabalho intelectual. A preocupação desses filósofos era perguntar e compreende a natureza do mundo.

    Diante da multiplicidade e da mutabilidade das aparências, buscavam um princípio unificador imutável, ao qual chamaram de “arké” – origem, substrato e causa de todas as coisas.

    Buscando entender a origem de todas as coisas, chegaram a conclusões diferentes, mas todas ligadas a uma explicação física dos fenômenos.

    Nascimento: Mileto, Turquia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 23 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 22 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 22 de Agosto 23

    “Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar.”

    Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Ademais, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Além disso, em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    Assim Falou Zaratustra (1883)

    Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

    Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

    Filosofia e principais ideias

    Nietzsche desenvolveu alguns conceitos filosóficos que se tornaram importantes para o pensamento ocidental.

    Ademais, exemplo disso é a ideia de “super-homem”, originalmente “Übermensch”. Para o pensador, existiria um tipo de sujeito capaz de se superar aos demais, não precisando da religião ou da “moral” para suportar a existência.

    Outra ideia de Nietzsche é a do “eterno retorno”. De forma resumida, esse conceito baseia-se na ideia de que a vida de cada pessoa (e tudo o que acontece nela) se repete infinitamente.

    Para ele, se o tempo e o espaço são infinitos, nossa existência se repete constantemente, como se fosse uma roda que sempre gira e volta para o mesmo ponto. Assim, esse pensamento é visto como uma maneira de aceitar os acontecimentos da vida, amando cada momento, pois ele se repetiria infinitamente.

    “Deus está morto” é também uma afirmação feita pelo pensador para questionar o catolicismo. Assim, ele ataca a moral cristã enquanto defende que as pessoas deveriam ser boas sem pensar em recompensas divinas.

    Assim, o niilismo está bastante presente no pensamento de Nietzsche, pois ele tinha profunda descrença nos valores e na moral imposta.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 22 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Agosto 23

    “Ensinar superstições como verdades é uma das coisas mais terríveis.”

    Hipátia

    Hipátia de Alexandria (também conhecida como Hipácia ou Hypatia) se considera a primeira mulher matemática do mundo. Ademais, a matemática nasceu em Alexandria, no Egito, durante o século IV (estima-se que em 355), período final do Império Romano. Era filha de Theon, um intelectual (matemático, astrônomo, filósofo) e se inspirou muito na figura do pai.

    O percurso acadêmico de Hipátia

    Hipátia estudou na Academia de Alexandria – onde mais tarde veio a se tornar diretora – e também em uma escola neoplatônica de Atenas.

    Ademais, muito a frente do seu tempo, que condenava as mulheres ao espaço doméstico, Hipátia deu aulas de matemática, astronomia e filosofia.

    Uma mente inquieta, segundo os relatos dos seus alunos, Hipátia também criou um astrolábio e um hidroscópio.

    O legado de Hipátia

    A pensadora produziu uma série de trabalhos sobre aritmética, especialmente inspirada na figura de Diofanto de Alexandria, e medicina.

    Além disso, ao lado do pai, Theon, escreveu comentários acerca dos Elementos de Euclides, treze obras que falam sobre a geometria do mestre grego.

    Infelizmente muitas informações sobre Hipátia foram perdidas porque a Biblioteca de Alexandria, que abrigava uma série de documentos, foi destruída.

    O que sabemos de Hipátia nos dias de hoje foi reportado pelos seus alunos.

    A morte de Hipátia: um assassinato cruel

    Consta que Hipátia perdeu a vida porque defendeu o raciocínio lógico implementado pelos gregos.

    Muitos a acusavam de ser anticristã, embora não haja nenhuma prova de que ela tivesse seguido esse percurso.

    Não se sabe ao certo como Hipátia foi assassinada, há várias versões, mas todas partem do denominador comum de que ela teria sido atacada por fanáticos religiosos a meio da rua. Especula-se que o brutal assassinato tenha ocorrido entre 415 e 416.

    Nascimento: Alexandria, Egito

    Falecimento: março de 415 d.C., Alexandria, Egito

    Reflexão 21 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 20 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Agosto 23

    “Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”

    Luiz Gonzaga

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    Luiz Gonzaga foi um músico brasileiro. Sanfoneiro, cantor e compositor, recebeu o título de “Rei do Baião”. Foi responsável pela valorização dos ritmos nordestinos, levou o baião, o xote e o xaxado, para todo o país. A música “Asa Branca” feita em parceria com Humberto Teixeira, gravada por Luiz Gonzaga no dia 3 de março de 1947, virou hino do Nordeste brasileiro.

    Luiz Gonzaga no Rio de Janeiro

    Em 1939, Luiz Gonzaga deixou o Exército, foram nove anos sem dar notícias à família. Enquanto esperava o navio para voltar para Pernambuco, Luiz ficou no Batalhão de Guardas do Rio de Janeiro, quando um soldado o aconselhou a ganhar dinheiro tocando na cidade.

    Logo depois, Luiz estava tocando nos bares do Mangue, nas docas do porto e nas ruas, em busca de trocados. Acabou sendo convidado a tocar nos cabarés da Lapa. Por outro lado, nessa época, seu repertório era o exigido pelo público: tangos, fados, valsas, foxtrotes etc. Nesse ritmo fez sua primeira tentativa no rádio, em programa de calouros de Silvino Neto e Ari Barroso, mas sua nota não passava de 3.

    Então, em 1940, um grupo de estudantes cearenses que estudavam no Rio, o aconselhou a tocar as músicas dos sanfoneiros do sertão nordestino. Assim, ao participar de um programa de calouros do rádio, tocando “Vira e Mexe”, Luiz ganhou nota 5 e o prêmio de primeiro lugar.

    No entanto, certo dia, Luiz foi procurado por Januário França para acompanhar Genésio Arruda numa gravação. Luiz se saiu tão bem que foi convidado pelo diretor artístico da RCA, Ernesto Morais, para gravar um disco.

    No dia 14 de março de 1941, Luiz gravou dois discos como solista de sanfona. No primeiro: a mazurca Véspera de São João e Numa Seresta. Já no segundo: “Saudade de São João del Rei” e “Vira e Mexe”, um chamego de sua autoria.

    Durante cinco anos, Luiz Gonzaga gravou cerca de setenta músicas, das quais apenas 10 eram “chamegos”. Fez carreira no rádio e começou a luta para cantar e gravar músicas nordestinas.

    Fez parceria com Miguel Lima, que colocava letras em suas músicas, mas só em 11 de abril de 1945 gravou seu primeiro disco como sanfoneiro e cantor com a música Dança Mariquinha.

    Luiz foi em busca de um parceiro nordestino e conheceu o advogado cearense Humberto Teixeira, era o início de uma parceria que durou cinco anos.

    Nascimento: 13 de dezembro de 1912, Exu, Pernambuco

    Falecimento: 2 de agosto de 1989, Hospital Santa Joana Recife, Recife, Pernambuco

  • Reflexão Diária: 19 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 19 de Agosto 23

    “A história se repete, a primeira vez como tragédia, e a segunda como farsa.”

    Karl Marx

    Assim como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgânica, Marx descobriu a lei do desenvolvimento da natureza humana […] Marx descobriu também a lei específica que move o atual modo de produção capitalista e a sociedade burguesa criada por ele”. Mas ele não se contentava com os estudos, com as brilhantes conclusões a que chegava como resultado de suas investigações. O que considerava a verdadeira missão de sua vida? “…Marx era, acima de tudo, um revolucionário. Cooperar para a derrubada da sociedade capitalista, contribuir para a emancipação do proletariado. A luta era seu elemento. (Engels, discurso no túmulo de Marx em 17/3/1883).

    Em 1835, foi para a Universidade de Bonn mas logo se transferiu para a de Berlim, “centro de toda cultura e de toda a verdade”, como a classificava o filósofo Hegel. Foi nela que depois de muito estudo, muita reflexão, se tornou um jovem hegeliano. Marx dedicou-se ao estudo da filosofia, do direito, da história, da geografia e expressava essa ânsia de saber nas cartas ao pai e em poesias.

    Rompimento com o Hegelianismo

    Os estudos da economia política e do socialismo levaram Marx a romper com a visão hegeliana e aderir ao comunismo. Em outubro de 1843, morando em Paris com Jenny, com quem se casara em setembro daquele ano, escreveu em Anais Franco-alemães, publicação que dirigiu: “…O sistema de lucro e do comércio, da propriedade privada e da exploração do homem, acarreta no seio da sociedade atual, um dilaceramento que o antigo sistema é incapaz de curar porque ele não cria nem cura, mas apenas existe e goza”.

    Anais Franco-alemães publicou um trabalho intitulado Esboço de uma Crítica da Economia Política, que Max classificou de genial. Era de autoria de Friedrich Engels, que por sua vez acompanhava com admiração os escritos de Marx. Os dois se encontraram em Paris em setembro de 1844, ocasião em que nasceu uma amizade e uma parceria ímpares e fundamentais para a elaboração da teoria do socialismo científico.

    Até ser expulso da França em 1845, a pedido do governo prussiano, Marx conviveu com os operários, conheceu seus movimentos, os socialistas utópicos e teóricos como Proudhon, com quem estabeleceu uma polêmica.

    O Manifesto Comunista e a organização do proletariado

    Expulso de Paris, Marx foi para Bruxelas, onde ingressou na Liga dos Comunistas, organização dos operários alemães imigrados, à qual já pertencia Engels. A Liga definiu seus princípios e atribuiu a Marx e Engels a tarefa de dar-lhes forma e fundamentação teórica. Nasceu o Manifesto do Partido Comunista publicado em 1848, que se tornou a bíblia do movimento operário revolucionário. O Manifesto trata de três temas essenciais:

    1-  a história do desenvolvimento da burguesia. Sua obra positiva e negativa;
    2-  a luta de classe e o papel do proletariado;
    3-  a ação revolucionária dos comunistas.

    Mal é editado o Manifesto Comunista, eclode a revolução de 1848, que destrona a monarquia reinstalada na França pela burguesia, e se espalha por toda a Europa. Marx foi imediatamente preso e expulso de Bruxelas. Engels conseguiu se engajar no movimento revolucionário e participou de várias batalhas. Com a derrota, deixou o país. Ambos foram viver na Inglaterra, Marx em Londres e Engels em Manchester, mas comunicavam-se diariamente e voltaram a ser vizinhos 20 anos depois. Nesse período Marx se dedicou à elaboração de O Capital, sua principal obra, e aos contatos com o movimento operário.

    A idéia surgiu da correspondência entre militantes operários da Inglaterra e da França e em setembro de 1864 se fundou a Associação Internacional de Trabalhadores. A mensagem inaugural, redigida por Marx, destaca a necessidade de uma ação econômica e política da classe operária em favor da transformação da sociedade. Marx dedicou-se á Internacional de 1865 a 1871, ano em que ela foi dissolvida, graças à ação dos anarquistas seguidores de Michael Bakunine (ativista russo).

    Legado e atualidade do marxismo

    “Os filósofos buscam interpretar o mundo, enquanto nós queremos transforma-lo”, assim diferenciava Marx o materialismo histórico e dialético da filosofia clássica e mesmo da hegeliana. E o marxismo tem sido, de fato, guia para ação dos movimentos revolucionários dos trabalhadores em todo o mundo.

    Apressada, a burguesia comemorou a derrocada dos regimes ditos socialistas da URSS e do leste europeu no final dos anos 80 e início da década de 90 e chegou a propalar o “fim da história”, deixando de observar que a tragédia se deu exatamente porque os dirigentes, atraídos pelo canto de sereia burguês, se desviaram do marxismo que norteou a Revolução Bolchevique de 1917, dirigida por Lênin, um genial discípulo de Marx.

    Mas não demorou e o champanhe, substituído por lágrimas, em decorrência dos conflitos que se sucederam nos quatro cantos do mundo e atingiram o centro do imperialismo.

    Ao contrário, a evolução do capitalismo só tem comprovado as teses marxistas e seu caráter científico.

    Nascimento: 5 de maio de 1818, Tréveris, Alemanha

    Falecimento: 14 de março de 1883, Londres, Reino Unido

    Reflexão 19 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 01 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Agosto 23

    “Quantas coisas perdemos por medo de perder.”

    Paulo Coelho

    Paulo Coelho (1947) é um escritor brasileiro, autor de romances, ficção, investigação policial, temas místicos e autoajuda, é um dos autores mais vendidos no mundo. Além disso, eleito para a cadeira n.º 21 da Academia Brasileira de Letras.

    Paulo Coelho de Souza nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 1947. Filho de Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho, família de classe alta, com sete anos ingressou no Colégio Santo Inácio e nessa época já gostava de escrever.

    Além disso, no colégio, Paulo Coelho participava de concursos de poesia e de teatro. Um adolescente problemático e em atritos com os pais, que não queriam que dele um escritor, chegou a internarem-no várias vezes em um hospital psiquiátrico.

    Paulo ingressou na Faculdade de Direito Cândido Mendes, mas abandonou o curso para viver como um hippie, época em que ingressou no mundo das drogas e do ocultismo. Em busca da espiritualidade, se envolveu com algumas sociedades secretas e religiosas.

    Nos anos 70 conheceu o músico Raul Seixas com quem fez uma parceria que rendeu diversas músicas de sucesso para o cantor, entre elas. “Gita”, “Eu Nasci há Dez Mil Anos Atrás”, e “Al Capone”.

    Antes de se dedicar à literatura, Paulo Coelho foi ator, diretor de teatro e secretário de redação do jornal O Globo.

    O Alquimista

    Em 1988, Paulo Coelho publicou “O Alquimista”, que conta uma mágica história de Santiago, um menino pastor andaluz que segue em uma jornada para o Egito.

    Ademais, seu objetivo era partir em busca de um tesouro que ele via em seus sonhos e, depois de consultar uma cigana ele inicia sua longa trajetória, quando conhece o alquimista e também encontra o amor de sua vida.

    O alquimista se tornou best-seller no Brasil e se tornou um dos livros mais vendidos no mundo.

    Academia Brasileira de Letras

    Paulo Coelho foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 25 de julho de 2002, causando certa polêmica entre alguns literatos e críticos. Pois a instituição tinha o histórico de deixar de fora da Instituição autores consagrados, “considerados populares” como Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, entre outros.

    Instituto Paulo Coelho

    Além disso, junto com sua esposa, a artista plástica Christina Oiticica, Paulo Coelho fundou o Instituto Paulo Coelho, instituição sem fins lucrativos. Financiada através dos direitos autorais do escritor, dedicada a ajudar jovens e pessoas menos favorecidas da terceira idade.

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    Nascimento: 24 de agosto de 1947 (idade 75 anos), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

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    Reflexão 01 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 31 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 31 de Julho 23

    “Toda noite, quando vou dormir, morro. E na manhã seguinte, quando acordo, renasci.”

    Mahatma Gandhi

    Mahatma Gandhi foi um líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica, ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não violência.

    Além de sua luta pela independência da Índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Além disso, as rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia.

    Movimento pacifista na África do Sul

    Em 1893, Mahatma Gandhi foi morar na África do Sul, à época também colônia britânica, onde sentiu pessoalmente os efeitos da discriminação contra os hindus. Ademais, em 1893, iniciou a política de resistência passiva em protesto contra os maus tratos sofridos pela população hindu.

    Em 1894, fundou uma seção do Partido do Congresso Indiano destinada a lutar pelos direitos de seu povo. Já em 1904, Gandhi começou a editar o jornal “Opinião Indiana”.

    Nessa época, além dos textos religiosos hindus, Gandhi leu os Evangelhos, o Corão e as obras de Ruskin, Leon Tolstói e Henry David, quando descobriu as bases da desobediência civil.

    Em 1908, escreveu “Autonomia Indiana”, em que ele coloca em discussão os valores da civilização ocidental. Em 1914, retornou ao seu país e começou a difundir suas ideias.

    Independência da Índia

    Terminada a Primeira Guerra Mundial, a burguesia na Índia desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líderes Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nahru.

    Ademais, o programa pregava: a independência total da Índia, uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas socioeconômicas e administrativas e a modernização do Estado.

    Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Embora usassem a violência na repressão ao movimento nacionalista da Índia, os ingleses evitavam o confronto aberto. Em 1922, uma greve contra o aumento de impostos reúne uma multidão que queima um posto policial e Gandhi é detido, julgado e condenado a seis anos de prisão.

    Além disso, libertado em 1924, Gandhi abandonou por alguns anos a atividade política ostensiva. Em 1930, organizou e liderou a célebre marcha para o mar, quando milhares de pessoas andaram mais de 320 quilômetros, de Ahmedhabad a Dandi, para protestar contra os impostos sobre o sal.

    As rivalidades que existiam entre hindus e muçulmanos, que tinham como representante Mohammed Ali Jinnah e que defendiam a criação de um Estado muçulmano, retardaram o processo de independência.

    Em 1932, sua greve de fome chama a atenção do mundo inteiro.

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    Nascimento: 2 de outubro de 1869, Porbandar, Índia

    Assassinato: 30 de janeiro de 1948, Birla House, Nova Delhi, Índia

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    Reflexão 31 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 30 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Julho 23

    “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

    Simone de Beauvoir

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    Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, foi considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

    Com seus romances, ensaios e peças, nos quais transparece uma clara intenção didática, Simone de Beauvoir contribuiu para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.

    Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.

    Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre

    Simone de Beauvoir, contudo manteve um relacionamento aberto e um compartilhamento intelectual com o também filósofo Jean-Paul Sartre por mais de 50 anos. Nunca chegaram a se casar ou a ter filhos.

    Pensamentos de Simone de Beauvoir

    Para entender as ideias pensadas por Simone de Beauvoir é preciso entender algumas concepções sociológicas da autora, afinal. Por isso, sua convivência com Sartre fez com que muitos dos seus pensamentos tivessem influência no existencialismo sartriano.

    Simone foi uma “filósofa existencialista” que, de fato, enfatizava a “liberdade e a reflexão” sobre a colocação da mulher na sociedade, tornando-se estes os principais pilares para a formação do seu pensamento.

    Simone, certamente, possuía a habilidade de refletir profundamente sobre o cotidiano da vida, observando as falhas e injustiças sociais que passavam despercebidas pela maioria das pessoas.

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    Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris

    Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França

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    Reflexão 30 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 29 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Julho 23

    “⁠Que ironia um escravo poder viver sem seu senhor, mas o senhor não poder viver sem seu escravo. Quem é dono de quem agora?”

    Diogenes

    Nascido em 413 a.C. na cidade de Sínope (atual Turquia), Diógenes era filho de um fabricante de moedas.

    Um fato de forjar as moedas levou a prisão de seu pai e o exílio de Diógenes. Por esse motivo, viveu grande parte de sua vida em Atenas.

    Foi um grande estudioso, no entanto, preferiu se afastar dos bens materiais para atingir a plenitude por meio do conhecimento.

    De tal modo, teve uma postura radical e anti-materialista se afastando dos bens materiais e do luxo, que, segundo ele, cegavam o ser humano.

    A grande questão imposta pelo filósofo foi de que cada ser humano deveria se aprofundar no conhecimento de si.

    Assim, permaneceu durante muito tempo perambulando nas ruas de Atenas e vivendo num barril com o mínimo que precisava para sobreviver.

    Uma de suas frases enquanto caminhava pelas ruas era “procuro um homem”. Suas palavras estavam relacionadas com a busca de alguém que pudesse viver sem o luxo da sociedade.

    Alguns começaram a lhe chamar de “Diógenes, o cão” posto que vivia sua vida da maneira mais simples possível, como um cachorro de rua.

    Por outro lado, esse apelido pode estar estava relacionado com a Escola do Cinismo, uma vez que o termo é derivado da palavra “cão” (Kynos).

    Diógenes e Alexandre, o Grande

    Um episódio interessante de sua vida foi o encontro com Alexandre, o Grande, que ouviu rumores de sua sapiência.

    Alexandre foi até Diógenes e perguntou o que ele queria. Sem hesitar Diógenes respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.

    Noutra versão ele teria respondido “Sim, podes sair da frente do meu sol”. Impressionado com o desprezo do filósofo, o conquistador comentou: “Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes”.

    Cinismo

    Diógenes representou uma das mais importantes figuras da corrente filosófica do Cinismo. Os Cínicos eram homens simples, nômades, sem família e sem pátria.

    Seu mestre e fundador da Escola do Cinismo foi o filósofo Antístenes. Com ele desenvolveu diversas teorias acerca do mundo.

    Ao contrário da corrente do hedonismo e do epicurismo, em que a busca do prazer era o mais importante, para os cínicos o prazer leva o homem à alienação.

    Dessa forma, o ser humano se torna escravo de si, o afastando da sua real liberdade, uma vez que eles se tornam escravos de suas ações.

    Em resumo, esses filósofos acreditavam que a felicidade não podia ser encontrada pelos supérfluos que preenchiam a vida, e sim pelo autoconhecimento.

    Nascimento: Sinope, Turquia

    Falecimento: 323 a.C., Corinto, Grécia

    Reflexão 29 de Julho 23 – Foz em Destaque