Category: Reflexão do Dia

Reflexões e pensamentos.

  • Reflexão Diária: 24 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Julho 23

    “Educai as crianças para não seja necessário punir os adultos.”

    Pitágoras

    Pitágoras (582 – 497 a. C.) foi um matemático e filósofo grego. Autor do “Teorema de Pitágoras”: “Em um triangulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”. Desenvolveu trabalhos na área da filosofia, música, moral, geografia e medicina.

    Deve-se a Pitágoras a criação da irmandade pitagórica, de natureza religiosa, cujos princípios teóricos influenciaram o pensamento de Platão e Aristóteles.

    Vida e estudos

    Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no mar Egeu, Grécia, por volta de 582 a. C. Filho de um rico comerciante, sua vida e suas ideias são uma mistura de lenda e história real.

    Além disso, a lenda começa antes mesmo de Pitágoras nascer, quando por volta de 580 a. C. a sacerdotisa do Deus Apolo disse a sua mãe: “Tereis um filho de grande beleza e extraordinária inteligência, será um dos homens mais sábios de todos os tempos”.

    Lenda ou não, a inteligência do jovem Pitágoras impressionava os mestres das melhores escolas de Samos, que não conseguiam responder as perguntas do jovem.

    Ademais, com 16 anos de idade, Pitágoras foi enviado para Mileto para estudar com Tales, o maior sábio da época. Logo, Tales reconheceu que nada mais tinha que ensinar ao jovem e passou ele, o mestre, a estudar as descobertas geométricas e matemáticas do aluno.

    Adulto, em busca de novos conhecimentos, Pitágoras começou a somar, além dos números, ideias sobre ciência e religião de outros povos. Foi para a Síria, Arábia, Caldeia, Pérsia, Índia e Egito, onde se fixou e passou mais de 20 anos.

    Para conhecer melhor os mistérios da religião egípcia, se fez sacerdote. Quando Cambises conquistou o Egito, Pitágoras foi obrigado a seguir para a Babilônia, onde passou a estudar e descobrir como se desenvolviam as ciências naquela região.

    Escola Pitagórica

    Por volta de 530 a. C., Pitágoras voltou para Samos com o objetivo de abrir uma escola, mas encontrou a ilha governada pelo ditador Polícrates, que não queria saber nem de escolas nem de templos. Pitágoras foi expulso da Grécia e partiu para Crotona, no sul da Itália, onde se dedicou a ensinar aos filhos dos aristocratas.

    Finalmente, Pitágoras fundou sua escola, a “Escola Pitagórica”, que era mais que uma escola, era uma espécie de irmandade religiosa dedicada à Matemática, Religião, Política e Filosofia. Os membros do grupo pitagórico eram todos aristocratas e obrigados a sigilo, mediante juramento, por isso a irmandade era olhada com suspeição pelo povo comum.

    Ademais, além matemáticos e astrônomos, a escola abrigava biologistas e anatomistas. Os alunos formados, defensores da aristocracia, ocupavam altos cargos no governo local, e dominavam as cidades gregas do sul da Itália. Revoltas populares destruíram o prestígio da seita e incendiaram a escola, e Pitágoras, obrigado a se exilar em Metaponto, ao norte, na Lucânia.

    Embora ele não tenha deixado nenhuma obra escrita, sua doutrina tornou-se conhecida através de seus discípulos.

    Reflexão 24 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 22 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 22 de Julho 23

    “Todo o argumento permite sempre a discussão de duas teses contrárias, inclusive este de que a tese favorável e contrária são igualmente defensáveis.”

    Protágoras

    Protágoras (481-411 a. C.) foi um filósofo grego, um dos mais famosos Sofistas – filósofos que concentravam suas atenções na questão moral e política. É o autor da frase, “O homem é a medida de todas as coisas”.

    Protágoras nasceu em Abdera, na Grécia, por volta do ano 481 a. C. Nessa época, estudado como Período Clássico – século V a. C. e IV a. C., a civilização grega foi marcada por violentas lutas dos gregos contra os povos invasores (persas) e também entre si. Apesar disso, o século V a. C. foi considerado o apogeu da antiga civilização grega.

    Ademais, a filosofia, que surgiu no Período Arcaico da história grega com a chamada Escola de Mileto, da qual destacaram-se Tales, Anaxímenes e Anaximandro, atravessou várias outras escolas, onde os filósofos buscavam uma explicação para o mundo e para a vida.

    No século V a. C. surgiram os Sofistas, pensadores dedicados à crítica das tradições do Estado, da religião e dos privilégios e defensores da democracia. Os Sofistas tiveram um papel político extremamente importante, pois sua ação era no sentido de popularizar a cultura e levar ao povo as discussões científicas e filosóficas.

    Além disso, Protágoras foi o mais importante dos Sofistas, destacando-se também: Górgias, de Leôncio, na Sicília, Híppias, de Elis, entre outros. Protágoras tinha no homem o alvo de suas preocupações, recriminando aqueles que simplesmente especulavam sobre o universo. Dizia ele: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para ele as coisas são relativas aos indivíduos, que têm a faculdade de julgar com justiça.

    Verdades Absolutas

    Protágoras não acreditava em verdades absolutas, em sua opinião, havia visões diferentes sobre o mundo e as coisas que estavam em contínua transformação. Era materialista, ou seja, procurava explicar a realidade concreta e sensível, distinguindo natureza e sociedade.

    Vindos de todas as partes do mundo grego, os Sofistas desenvolveram um ensino itinerante pelos locais em que passavam, mas não se fixavam em nenhum lugar. Com o brilhantismo da participação no debate público, os Sofistas deslumbravam os jovens de seu tempo. Desenvolveram o espírito crítico e a facilidade de expressão, mas eram frequentemente acusados de superficialidade, de pronunciar um discurso vazio.

    Com relação aos deuses, Protágoras dizia que não poderia afirmar se eles existiam, pois vários motivos o impediam de fazê-lo. Ele considerava o assunto obscuro e a vida breve para se achar uma resposta para a questão. Para ele, era possível criarmos argumentos tanto a favor como contra a existência dos deuses. Acusado de ateu, teve seus livros queimados em praça pública. Foi banido de Atenas e morreu logo depois em um naufrágio quando fugia para Sicília.

    Protágoras faleceu em Mileto, no ano 411 a. C.

    Nascimento: Abdera, Grécia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 22 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Julho 23

    “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.”

    Voltaire

    Voltaire, (1694-1778) foi um filósofo e escritor francês, um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França. Foi também ensaísta, poeta, dramaturgo e historiador.

    Ademais, voltaire foi um dos homens mais influentes do século XVIII. Os monarcas esclarecidos sempre lhe pediam conselhos, seus livros foram lidos em toda a Europa. Voltaire, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau foram os três nomes mais significativos do Iluminismo francês.

    Voltaire, pseudônimo literário de François Marie Arouet, nasceu em Paris, França, no dia 21 de novembro de 1694. Descendente de família burguesa, entre 1704 e 1711, foi aluno do Collège Louis-le Grand, em Paris, uma das mais importantes instituições de ensino da França. Iniciou o curso de direito, porém não terminou.

    Ideias de Voltaire

    Além disso, na Inglaterra, Voltaire tomou contato com as ideias de John Locke e influenciado pelo regime de governo parlamentar, instituído após a Revolução Gloriosa de 1688, passou a defender a ideia de que a tolerância religiosa e a monarquia constitucional inglesa deveriam ser adotadas por todas as nações europeias.

    Voltaire condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada em que os reis, assessorados pelos filósofos fossem capazes de fazer reformas de acordo com o interesse da sociedade.

    Embora afirmasse que “todo homem tem o direito de acreditar ser igual aos outros homens”, Voltaire tinha verdadeiro desprezo pelo povo.

    Voltaire foi atuante propagandista das ideias liberais, defendendo o direito dos indivíduos à liberdade política e de expressão. Criticava a Igreja, mas não era ateu e sim deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza, e como nela se encontra o homem, Deus estava presente também no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria.

    Últimos Anos

    Em 1744, Voltaire retornou para Paris, e dois anos mais tarde, eleito para a Academia Francesa e introduzido por Madame Pompadour na corte. Em 1749, com a morte da marquesa, e com a perda de prestígio na corte, aceitou o convite de Frederico II o Grande, da Prússia, para viver na corte de Potsdam.

    Além disso, em 1753, depois de se desentender com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Nessa época, comprou o castelo e a fazenda de Ferney, perto de Genebra, onde instalou uma fábrica de tecidos e outra de relógios, ganhando muito dinheiro. Em 1778, viajou para Paris, onde foi recebido com entusiasmo, mas ali faleceu pouco depois.

    Voltaire faleceu em Paris, França, no dia 30 de maio de 1778.

    Nascimento: 21 de novembro de 1694, Paris, França

    Falecimento: 30 de maio de 1778, Paris, França

    Reflexão 21 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 06 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 06 de Agosto 23

    “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.”

    Paulo Freire

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    Paulo Freire foi um educador brasileiro, criador de um método inovador para alfabetização de adultos. Ao mesmo tempo em que alfabetizava em tempo recorde trazia um exercício de cidadania por meio de debates.

    Tão celebrado mundo afora, Paulo Freire foi, entretanto, contestado em seu próprio país. O problema foi a associação do seu trabalho à ideologia das ditaduras comunistas do século XX.

    Método de Alfabetização de Paulo Freire

    Em 1960, preocupado com o grande número de adultos analfabetos na área rural dos estados nordestinos – que formavam consequentemente um grande número de excluídos – Paulo Freire desenvolveu um método de alfabetização.

    Sua proposta de ensino baseava-se no vocabulário do cotidiano e da realidade dos alunos: as palavras eram discutidas e colocadas no contexto social do indivíduo. Por exemplo: o agricultor aprendia as palavras, cana, enxada, terra, colheita etc.

    O “Método Paulo Freire” aplicado pela primeira vez em 1962 na cidade de Angicos, no sertão do Rio Grande do Norte, quando alfabetizaram-se 300 trabalhadores da agricultura.

    O projeto ficou conhecido como “As 40 horas de Angicos”, porque nesse período tão curto, os adultos analfabetos já conseguiam ler e escrever uma série de palavras, que faziam parte de sua rotina. A alfabetização mais completa levou  45 dias. 

    Paulo Freire se tornou uma estrela da educação brasileira, e Jango, que era entusiasta das Reformas de Base, aprovou a multiplicação dessa experiência no Plano Nacional de Alfabetização.

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    Nascimento: 19 de setembro de 1921, Recife, Pernambuco

    Falecimento: 2 de maio de 1997, São Paulo, São Paulo

    Reflexão 06 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Julho 23

    “Não siga a estrada, apenas; ao contrário. Vá por onde não haja estrada e deixe uma trilha.”

    Ralph Waldo Emerson

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    Ralph Waldo Emerson foi um escritor, ensaísta, poeta e filósofo norte-americano. É um dos fundadores do movimento cultural denominado Transcendentalismo.

    Filho do Reverendo Willian Emerson, figura ilustre nas artes e na literatura que impulsionou o ambiente cultural de Boston e de Ruth Haskins com quem teve cinco filhos. Ficou órfão com oito anos de idade. Nos três anos seguintes, a mãe e as crianças continuaram morando na casa paroquial da Igreja. Apesar de a família ter passado por muitas necessidades, a preocupação da mãe com a educação dos filhos e a influência intelectual da tia Mary Mood Emerson estiveram sempre presentes. Ralph foi estudar em Harvard, aos 14 anos de idade, obtendo a graduação quatro anos mais tarde, em 1821.

    Evolução do Pensamento

    O seu percurso eclesiástico teve início ao aceitar uma oferta para pastor júnior na Segunda Igreja de Boston. Contudo, era reconhecido como uma pessoa de mente aberta, envolvida com a comunidade, tendo dado voz aos defensores da abolição da escravatura na sua igreja. Em 1829 se casou com a jovem Ellen Tucker e pouco tempo depois se tornou pastor sênior. Mas Ellen tinha graves problemas de saúde e veio a falecer após um ano e meio de casados.

    Inconformado com a perda da esposa, então, não encontrou conforto espiritual na Igreja e começou a discordar de alguns dos rituais religiosos, como a oração em público ou a administração da comunhão. Renunciou ao serviço religioso por não considerá-lo compatível com o seu desejo de evolução intelectual, passando assim a gozar da liberdade necessária para refletir sobre novas ideias. Viajou para a Europa onde esteve em contato com ilustres pensadores da época. mesmo que com Thomas Carlyle manteve uma relação de amizade especial tendo sido profundamente influenciado pelas suas teorias.

    Transcendentalismo

    Participava ativamente do Transcendental Club, constituído por um grupo de intelectuais que defendiam a mesma linha de pensamento, no qual teve origem o movimento denominado Transcendentalismo da Nova Inglaterra. Nas suas frequentes palestras discursava sobre essa nova doutrina e, desse modo, abordava outro tema sensível: a sua oposição à escravatura. 

    Tornou-se um conferencista reconhecido nos Estados Unidos, no entanto, e em outros países onde divulgou o seu trabalho. Não obstante, após um discurso na Harvard Divinity School, no qual criticava o cristianismo por transformar Jesus em um “semideus”, como resultado, acusaram-no de ser ateu e de corromper os jovens com suas ideias.

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    Nascimento: 25 de maio de 1803, Boston, Massachusetts, EUA

    Falecimento: 27 de abril de 1882, Concord, Massachusetts, EUA

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 05 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 05 de Agosto 23

    “Só há um meio de ser livre: é desprezar tudo quanto de nós não depende.”

    Epicteto

    Epicteto nasceu em 50 d.C. AD, em Hierápolis na Frígia; provavelmente filho de escravos, ele próprio era escravo e vendido em Roma a um funcionário de Nero: Epafrodito. Epafrodito autoriza Epicteto a assistir às conferências do estóico Musônio Rufo, grande figura do estoicismo. Pouco depois da morte de Nero em 68, Epicteto foi libertado sob condições que permanecem desconhecidas. Ele então se dedicou a praticar e ensinar filosofia estóica.

    Em Roma, morava em um casebre sempre aberto, mobiliado com mesa e colchão. Em 89, ele teve que deixar Roma seguindo o decreto de expulsão dos filósofos da cidade, conforme a vontade do imperador Domiciano, porque este não se adaptou bem à influência dos filósofos que geraram opositores de seu regime tirânico.

    Epicteto se retira para Nicópolis, cidade por onde nobres gregos e romanos viajavam para a Itália e para a Grécia, vivendo na pobreza, sem família. Em Nicópolis, ele abriu uma escola estóica que foi muito bem-sucedida. Por vários anos, ele ensinou na forma de discussões e questionamentos. Seus contemporâneos registraram grande estima pela qualidade de seu ensino.

    Segundo consta na Suda, ele viveu até o reinado de Marco Aurélio, mas de acordo com Aulo Gélio, Epicteto já estava morto quando Marco Aurélio chegou ao poder. Acredita-se que ele tenha ensinado Júnio Rústico, que mais tarde se tornou o professor de Marco Aurélio e o apresentou à filosofia estóica, notadamente por meio de Epicteto.

    De acordo com essas fontes, podemos constatar que Epicteto morreu em Nicópolis, entre os anos de 125 e 130.

    Pensamento

    Epicteto não deixou escritos, mas um de seus discípulos, Arriano, coletou suas observações agrupadas em várias obras, duas das quais sobrevivem: Os Discursos (em grego antigo: διατριβαί, diatribai) e O Manual (Enkheiridion), que resumem sua doutrina. Os Discursos foi originalmente composto por oito livros, dos quais apenas os quatro primeiros sobreviveram.

    Já O Manual é um compêndio, composto por 53 capítulos curtos, que coloca em aforismos as palavras de Epicteto. A seleção feita por Arriano centra-se sobretudo na condução da vida e do espírito em todas as circunstâncias, apresentando-se como um trabalho eminentemente prático. Seu legado foi preservado através de um único manuscrito, datado do século XI ou XII, e mantido na Biblioteca de Oxford.

    Epicteto faz parte da tradição estoica e seus desenvolvimentos durante o período imperial. Seu conhecido ensino privilegia a Ética e não traz nenhum traço de estudo da física, e coloca em segundo plano o estudo da lógica, tradicional na escola estoica. A ética se divide em ética teórica e ética prática, sendo a primeira subordinada à segunda; seu ensino se divide em três etapas: aprender as regras da vida, correspondentes à ética prática, é o primeiro e mais necessário passo.

    A justificativa dessas práticas, que é a ética teórica, vem em segundo lugar e é apenas complementar e explicativa. A base dialética que sustenta a veracidade dos princípios teóricos vem por último e constitui a lógica.

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    Nascimento: Hierápolis, Turquia

    Falecimento: 135 d.C., Nicópolis, Grécia

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    Reflexão 05 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 20 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Julho 23

    “O silêncio é um amigo que nunca trai”

    Confúcio

    Confúcio (551- 479 a.C.) foi um filósofo chinês, cujas ideias serviram de norma de comportamento à sociedade chinesa durante mais de dois mil anos e exerceu grande influência sobre toda a cultura da Ásia Oriental.

    Confúcio ou K’ung Fu-tsu nasceu no Estado feudal de Lu (atual província de Shantung), na China, no ano de 551 a.C. Sua família era descendente dos Shag – a segunda dinastia da China antiga – mas viviam sem recursos.

    Órfão aos três anos de idade cresceu em um ambiente de pobreza o que não lhe permitiu ter mestres regulares durante a infância. Demonstrou desde cedo um espírito profundamente religioso e aprendeu sozinho, as letras, a arte dos arqueiros e a música.

    Com 19 anos, Confúcio casou-se e logo depois foi nomeado para um cargo administrativo de seu Estado, destacando-se pelo zelo e eficiência que desempenhou a função.

    A ideia política de Confúcio

    A ideia política de Confúcio era extremamente conservadora e preconizava uma volta às instituições dos primeiros tempos da dinastia Chou em que a organização familiar se confundia com a estatal.

    Insistia que o governante deveria esforçar-se para que o povo vivesse em paz e prosperidade. Se não conseguisse isso, deveria ser substituído ainda que fosse pelo uso da força.

    A Ética de Confúcio

    Baseados na ética, seus ensinamentos previam normas de conduta, como o esforço constante para cultivar a própria pessoa e estabelecer a harmonia social.

    Confúcio pregava a existência de cinco virtudes:

    • Jen – a humanidade, bondade, compreensão e o amor pelos outros,
    • Yi – a justiça temperada pelo amor,
    • Li – regras adequadas de conduta, de polidez e de cerimoniais,
    • Chih – autoconsciência da vontade do céu, sabedoria,
    • Ch’i – sinceridade desinteressada.

    A religião

    O “Confucionismo” – doutrina filosófica de Confúcio não chegou a ser uma religião no sentido ocidental do termo, por várias razões:

    • Primeiro porque não tem Deus: venera os ancestrais e reconhece a superioridade dos sábios.
    • Segundo, porque não tem templos: cada lar é o templo onde se honram os antepassados da família. (Só depois é que se iniciou a construção dos templos locais, mas sem o sentido do lugar destinado à veneração de um supremo).
    • Terceiro, porque não tem sacerdotes: o chefe da família é automaticamente o sacerdote da família.
    • Quarto, porque desconhece qualquer dogma ou livro santo: “Pode um só livro conter toda a sabedoria do mundo?” indagava Confúcio.

    Nascimento: Qufu, Jining, China

    Falecimento: Lu

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 04 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 04 de Agosto 23

    “Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência”.

    Santo Agostinho

    Santo Agostinho foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado dominaram toda a Idade Média.

    Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

    Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.

    Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão, e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.

    Estudo e religião

    Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.

    Além disso, em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma,  um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.

    Em 373 nasceu Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.

    Ademais, de volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte é nomeado mestre de eloquência em Milão.

    A inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.

    Além disso, durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.

    Conversão ao catolicismo

    Insatisfeito com as respostas que o maniqueísmo oferecia, Agostinho resolveu abandonar a doutrina, e seu lugar é temporariamente preenchido por um profundo ceticismo.

    Em 386 procura Ambrósio, o poderoso bispo do Império, em busca de uma colocação oficial como professor. Em vez disso, encontra respostas para algumas das suas dúvidas. Passa a assistir os sermões de Ambrósio, inspirados, sobretudo, no Antigo Testamento.

    Finalmente, a influência de Santo Ambrósio foi decisiva para convertê-lo ao Cristianismo. Em 387, Agostinho e Adeodato são batizados. No ano seguinte, retorna definitivamente para Tagaste onde se dedica à vida monástica. Em seguida, vende a propriedade deixada pelo pai e distribui o dinheiro entre os pobres.

    Ademais, conserva apenas uma pequena porção de terra, onde, ao lado dos amigos Alípio e Ovídio, funda o primeiro mosteiro agostiniano. Em 391 é sagrado sacerdote em Hipona, região provinciana do Império Romano. Em 396 é sagrado bispo auxiliar de Hipona, onde se tornou um dos pilares da teologia católica.

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    Nascimento: 13 de novembro de 354 d.C., Tagaste

    Falecimento: 28 de agosto de 430 d.C., Hipona, Annaba, Argélia

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    Reflexão 04 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 19 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 19 de Julho 23

    “Não poderás encontrar nenhuma paixão se te conformas com uma vida que é inferior àquela que és capaz de viver.”

    Nelson Mandela

    Nelson Mandela foi presidente da África do Sul. Foi o líder do movimento contra o Apartheid – legislação que segregava os negros no país. Condenado em 1964 à prisão perpetua, libertado em 1990 depois de grande pressão internacional. Recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”, em dezembro de 1993, por sua luta contra o regime de segregação racial.

    Infância e juventude

    Nelson Mandela nasceu em Mzevo, África do Sul, no dia 18 de julho de 1918. Foi um dos treze filhos de Nkosi Mandela. chefe do povo Thembu com sua terceira mulher, Noqaphi Nosekeni. Descendente de uma família de nobreza tribal, da etnia Xhosa, e membro do clá Madiba. recebeu o nome de Rolihiahia Dalibhunga Mandela.

    Além disso, em 1925 ingressou na escola primária, quando passou a se chamar, pela professora, com o nome de Nelson, em homenagem ao Almirante Nelson, seguindo um costume de dar nomes ingleses a todas as crianças que frequentavam a escola.

    Com nove anos de idade, após a morte do seu pai, Mandela foi levado para a vila real onde ficou aos cuidados do regente do povo Thembu.

    Ademais, ao terminar sua formação elementar, Mandela entrou na escola preparatória, Clarkebury Boarding Institute, um colégio exclusivo para negros, onde estudou a cultura ocidental. Em seguida, ingressou no Colégio Healdtown, onde era interno.

    Em 1939, Mandela ingressou no curso de Direito, na Universidade de Fort Hare, a primeira Universidade da África do Sul a ministrar cursos para negros.

    Ademais, por se envolver em protestos, junto com o movimento estudantil, contra a falta de democracia racial na instituição, ele foi obrigado a abandonar o curso. Mudou-se para Joanesburgo, onde se deparou com o regime de terror imposto à maioria negra.

    Além disso, em 1943, concluiu o bacharelado em Artes pela Universidade da África do Sul. Continuou os estudos de Direito, por correspondência, na universidade de Fort Hare. (Mais tarde receberia o título de “Doutor Honoris Causa”, na tentativa de compensar a sua expulsão).

    A luta de Mandela contra as leis de Apartheid

    Em 1944, junto com Walter Sisulo e Oliver Tambo, Mandela fundou a “Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA)”, que se tornou o principal instrumento de representação política dos negros.

    Além disso, entre as heranças deixadas pelos colonizadores europeus na África, o mais brutal foi o racismo da África do Sul. Apoiados nas ideias de superioridade racial do branco, o homem europeu instituiu leis que sustentaram o regime de “apartheid” (separação), que foi instalado em 1948 pelo Partido Nacional. 

    Ademais, o regime proibia o casamento inter-racial, obrigava o registro da raça na certidão, brancos e negros viviam em áreas separadas nas escolas, hospitais, praças, etc., onde eram estabelecidos em locais distintos para as duas raças. 

    Além disso, a segregação racial, a falta de direitos políticos e civis e o confinamento dos negros em regiões determinadas pelo governo branco provocou uma série de massacres e mortes da população negra.

    Ademais, muitos homens e mulheres da comunidade negra sul-africana dedicaram suas vidas a essa grande causa: o fim do apartheid. Nelson Mandela foi um dos mais notáveis líderes do movimento negro da África do Sul.

    Nascimento: 18 de julho de 1918, Mvezo, África do Sul

    Falecimento: 5 de dezembro de 2013, Houghton, Johanesburgo, África do Sul

    Reflexão 19 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 03 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 03 de Agosto 23

    “Todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são imitações de nossas mais vivas impressões ou percepções.”

    David Hume

    David Hume foi um filósofo, historiador, ensaísta e diplomata escocês. Tornou-se conhecido por seu radical sistema filosófico baseado no empirismo, ceticismo e naturalismo.

    Se considerado um dos mais importantes representantes do empirismo radical e um dos mais destacados filósofos modernos do Iluminismo.

    Acusado de herege pela Igreja Católica, suas obras foram relacionadas no “Índice dos Livros Proibidos”.

    David Hume nasceu em Edimburgo, Escócia no dia 7 de maio de 1711. Filho de um prestigiado advogado, desde jovem demostrou interesse pela filosofia e pelas artes.

    Além disso, em 1724, com apenas 13 anos, devido a sua precocidade intelectual, foi enviado pela família para cursar Direito na Universidade de Edimburgo. Depois de dois anos deixou a universidade e se viu obrigado a trabalhar.

    Ademais, ingressou no mundo do comércio e empregou-se em uma importadora de açúcar em Bristol, na Inglaterra. Nessa época, se dedicava à leitura de obras literárias, filosóficas e históricas, além de estudar matemática e ciências naturais.

    Em 1734, com o objetivo de se aprofundar nos estudos, David Hume viajou para a França. Entre 1734 e 1737 escreveu grande parte de seu “Tratado”.

    Além disso, em 1737 retornou à Inglaterra. Nessa época trabalhou como preceptor de um jovem marquês e depois como secretário do general James St. Clair, a quem acompanhou em uma missão diplomática em Viena e Turim.

    Teoria de David Hume

    Influenciado pelo empirismo de John Loock, Hume radicalizou e criou o “fenomenismo” – teoria filosófica que  contraria as crenças naturais e do sentido comum.

    Hume dizia que todo conhecimento só é possível através das percepções da experiência, percepções que podem ser “impressões”, dados diretos dos sentidos ou da consciência interna, ou “ideias”, que resultam da combinação de impressões.

    Segundo ele, existem ideias simples e compostas, essas últimas, produto da generalização, mas todas podem reduzir-se a uma associação de impressões, noções como a relação causa-efeito.

    Nessa linha de pensamento, Hume questionou a existência da alma. É a generalização de ideias simples que conduz à crença de que existe um “eu” pensante, idêntico a si mesmo.

    Segundo Hume, há somente um conjunto de conteúdos de consciência, sem substância que lhe sirva de suporte.

    A moralidade e a religião, por conseguinte, são apenas o resultado de costumes e hábitos. Devem basear-se no bem comum, que constitui o princípio fundamental da sociedade.

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    Nascimento: 7 de maio de 1711, Edimburgo, Reino Unido

    Falecimento: 25 de agosto de 1776, Edimburgo, Reino Unido

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    Reflexão 03 de Agosto 23 – Foz em Destaque