Category: Reflexão do Dia

Reflexões e pensamentos.

  • Reflexão Diária: 03 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 03 de Agosto 23

    “Todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são imitações de nossas mais vivas impressões ou percepções.”

    David Hume

    David Hume foi um filósofo, historiador, ensaísta e diplomata escocês. Tornou-se conhecido por seu radical sistema filosófico baseado no empirismo, ceticismo e naturalismo.

    Se considerado um dos mais importantes representantes do empirismo radical e um dos mais destacados filósofos modernos do Iluminismo.

    Acusado de herege pela Igreja Católica, suas obras foram relacionadas no “Índice dos Livros Proibidos”.

    David Hume nasceu em Edimburgo, Escócia no dia 7 de maio de 1711. Filho de um prestigiado advogado, desde jovem demostrou interesse pela filosofia e pelas artes.

    Além disso, em 1724, com apenas 13 anos, devido a sua precocidade intelectual, foi enviado pela família para cursar Direito na Universidade de Edimburgo. Depois de dois anos deixou a universidade e se viu obrigado a trabalhar.

    Ademais, ingressou no mundo do comércio e empregou-se em uma importadora de açúcar em Bristol, na Inglaterra. Nessa época, se dedicava à leitura de obras literárias, filosóficas e históricas, além de estudar matemática e ciências naturais.

    Em 1734, com o objetivo de se aprofundar nos estudos, David Hume viajou para a França. Entre 1734 e 1737 escreveu grande parte de seu “Tratado”.

    Além disso, em 1737 retornou à Inglaterra. Nessa época trabalhou como preceptor de um jovem marquês e depois como secretário do general James St. Clair, a quem acompanhou em uma missão diplomática em Viena e Turim.

    Teoria de David Hume

    Influenciado pelo empirismo de John Loock, Hume radicalizou e criou o “fenomenismo” – teoria filosófica que  contraria as crenças naturais e do sentido comum.

    Hume dizia que todo conhecimento só é possível através das percepções da experiência, percepções que podem ser “impressões”, dados diretos dos sentidos ou da consciência interna, ou “ideias”, que resultam da combinação de impressões.

    Segundo ele, existem ideias simples e compostas, essas últimas, produto da generalização, mas todas podem reduzir-se a uma associação de impressões, noções como a relação causa-efeito.

    Nessa linha de pensamento, Hume questionou a existência da alma. É a generalização de ideias simples que conduz à crença de que existe um “eu” pensante, idêntico a si mesmo.

    Segundo Hume, há somente um conjunto de conteúdos de consciência, sem substância que lhe sirva de suporte.

    A moralidade e a religião, por conseguinte, são apenas o resultado de costumes e hábitos. Devem basear-se no bem comum, que constitui o princípio fundamental da sociedade.

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    Nascimento: 7 de maio de 1711, Edimburgo, Reino Unido

    Falecimento: 25 de agosto de 1776, Edimburgo, Reino Unido

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    Reflexão 03 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 18 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 18 de Julho 23

    “Um homem livre é aquele que, tendo força e talento para fazer uma coisa, não encontra barreiras à sua vontade.”

    Thomas Hobbes

    Thomas Hobbes foi um teórico político e filósofo inglês. Sua obra de maior destaque é “Leviatã”, um tratado político cuja ideia central é a defesa do absolutismo e a elaboração da tese do contrato social.

    Sua teoria a respeito da origem contratual do estado, exerceu grande influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas.

    Infância e Formação

    Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Filho de um clérigo anglicano, vigário de Westport, teve uma infância marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, na época da rainha Elizabeth I.

    Inculto e violento, após uma briga com outro clérigo na frente de sua igreja, seu pai abandonou sua esposa e os três filhos, deixando-os sob a tutela de seu irmão.

    Educado por seu tio, aos quatro anos, Hobbes ingressou na escola da igreja de Westport, em seguida, ingressou em uma escola particular. Aos 15 anos, matriculado na Magdalen Hall da Universidade de Oxford, onde se formou, em 1608.

    Além disso, Thomas Hobbes teve toda sua vida ligada à monarquia inglesa. Tornou-se preceptor de William Cavendish, que viria a ser o segundo duque de Devonshire, ficando amigo da família por toda a vida.

    Ademais, como era hábito na época, ele viajou com seu aluno para a França e Itália, entre 1608 e 1610. Lá, ele descobriu que a filosofia de Aristóteles, que estudou em Oxford, estava sendo combatida e desacreditada devido às descobertas de Galileu e Kepler.

    Entre 1621 e 1625 secretariou Francis Bacon ajudando-o a traduzir alguns de seus ensaios para o latim.

    Do Cidadão (1642)

    Em 1637, Hobbes voltou à Inglaterra que se achava às vésperas de uma guerra civil. Em 1640 decidiu circular entre seus amigos o exemplar manuscrito do terceiro trabalho de sua planejada trilogia filosófica: “De Cive” (Do Cidadão), com o título de “Elementos da Lei Natural e Política”, em que tratou a questão das relações entre a Igreja e o Estado.

    Ademais, para Hobbes, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir as questões religiosas e presidir o culto.

    Quando o Arcebispo Laud e o Conde de Strafford, principais auxiliares do rei, foram levados à torre acusados de conspiração, Hobbes retirou-se para a França. Em 1642 publicou “Do Cidadão”.

    Além disso, em 1646 tornou-se professor de matemática do príncipe Carlos, futuro Carlos II, filho de Carlos I, da Inglaterra, que também estava exilado na França, depois da instalação da república na Inglaterra, sob a liderança de Oliver Cromwell.

    Leviatã (1651)

    Ainda em Paris, em 1651, Hobbes publicou “Leviatã”, no qual defende a monarquia absolutista. A razão disto deriva da visão que ele tinha da sociedade, segundo ele, sempre ameaçada por uma guerra civil, quando todos os seus integrantes vivem em uma situação de permanente conflito: “uma guerra de um contra todos e de todos entre si”.

    O estado da natureza, segundo ele, não tinha nada de harmonioso. O mundo antigo dos primeiros homens era um mundo de feras, onde “o verdadeiro lobo do homem era o próprio homem”.

    Além disso, para se chegar a uma sociedade civil era necessário que todos, por meio de um “contrato social”, concordassem em transferir as suas liberdades naturais a um só homem: o rei, somente ele deveria deter o monopólio da violência. Somente o rei deve ter poderes que lhe permitam impor sua vontade sobre todos para o bem geral da comunidade.

    Ademais, no seu ponto de vista, não existe o direito à propriedade, nem à vida, nem à liberdade, que não sejam garantidos pela autoridade real. Rebelar-se contra ela, significa regredir no reino animal, onde impera sempre a violência, pondo em risco as conquistas da civilização.

    A obra desagradou a Igreja Católica e o Governo Francês, por ser muito radicalista e, sob essa pressão foi obrigado a deixar o país.

    Nascimento: 5 de abril de 1588, Malmesbury, Reino Unido

    Falecimento: 4 de dezembro de 1679, National Trust – Hardwick Hall, Reino Unido

    Reflexão 18 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Agosto 23

    “O amor não se prova, nem se mede. (…) Existe, isso basta.”

    Jorge Amado

    Jorge Amado foi um escritor brasileiro, um dos maiores representantes da ficção regionalista que marcou o Segundo Tempo Modernista. Sua obra é baseada na exposição e análise realista dos cenários rurais e urbanos da Bahia.

    Ademais, traduzido para mais de trinta idiomas e detentor de inúmeros e importantes prêmios, o escritor teve vários de seus trabalhos adaptados para a televisão e o cinema, entre eles, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Gabriela Cravo e Canela”.

    Infância e Adolescência

    Jorge Amado de Farias nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Seus pais, João Amado de Faria e Eulália Leal Amado eram fazendeiros de cacau. Quando tinha menos de um ano, Jorge viu o pai gravemente ferido, por um jagunço, devido à disputa de terras na região.

    Em janeiro de 1914, por causa de uma grande enchente do rio Cachoeira que acabou toda a plantação da fazenda, e por uma epidemia de varíola, a família mudou-se para Ilhéus, onde Jorge passou parte da infância.

    Além disso, com seis anos, Jorge iniciou seus estudos em uma escola local. Além disso, com 11 anos, foi levado por seu pai para estudar no Colégio Antônio Vieira, em Salvador, onde aprendeu o gosto pela leitura com o padre Cabral, que disse que Jorge seria escritor.

    Ademais, aos 12 anos, fugiu do internato e foi para Itaporanga, em Sergipe, onde morava seu avô. Depois de seis meses, seu pai mandou busca-lo e sem desejar voltar para a escola, Jorge foi plantar cacau.

    Depois de seis meses no meio do povo, tomou conhecimento da luta entre fazendeiros e exportadores de cacau, que iria marcar fortemente sua obra de romancista.

    Carreira literária

    De volta aos estudos, Jorge Amado ingressou no Ginásio Ipiranga, outro internato, onde permaneceu até os 14 anos. Nessa época, publicou “Poema ou Prosa”, uma sátira aos poemas da época, na revista “A Luva”.

    Ademais, ainda com 14 anos, já fora do internato, continuou seus estudos e começou a trabalhar no “Diário da Bahia”, depois no jornal “O Imparcial”. Morando em um sobrado no Pelourinho vivia misturado com o povo da Bahia.

    Além disso, em 1927, Jorge ligou-se à “Academia dos Rebeldes”, um grupo de jovens chefiado pelo poeta panfletário Pinheiro Viegas que tinha como objetivo a renovação literária.

    Além disso, frequentador do candomblé, desde muito cedo, Jorge Amado tornou-se amigo de pais-de-santo, perseguidos pela polícia. Em seus livros “Jubiabá” e “Tenda dos Milagres”, esses fatos são relatados.

    Nascimento: 10 de agosto de 1912, Itabuna, Bahia

    Falecimento: 6 de agosto de 2001, Salvador, Bahia

    Reflexão 02 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 17 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Julho 23

    “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.”

    Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Ademais, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Além disso, em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    Assim Falou Zaratustra (1883)

    Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

    Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

    Filosofia e principais ideias

    Nietzsche desenvolveu alguns conceitos filosóficos que se tornaram importantes para o pensamento ocidental.

    Ademais, exemplo disso é a ideia de “super-homem”, originalmente “Übermensch”. Para o pensador, existiria um tipo de sujeito capaz de se superar aos demais, não precisando da religião ou da “moral” para suportar a existência.

    Outra ideia de Nietzsche é a do “eterno retorno”. De forma resumida, esse conceito baseia-se na ideia de que a vida de cada pessoa (e tudo o que acontece nela) se repete infinitamente.

    Para ele, se o tempo e o espaço são infinitos, nossa existência se repete constantemente, como se fosse uma roda que sempre gira e volta para o mesmo ponto. Assim, esse pensamento é visto como uma maneira de aceitar os acontecimentos da vida, amando cada momento, pois ele se repetiria infinitamente.

    “Deus está morto” é também uma afirmação feita pelo pensador para questionar o catolicismo. Assim, ele ataca a moral cristã enquanto defende que as pessoas deveriam ser boas sem pensar em recompensas divinas.

    Assim, o niilismo está bastante presente no pensamento de Nietzsche, pois ele tinha profunda descrença nos valores e na moral imposta.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 17 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 01 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Agosto 23

    “Quantas coisas perdemos por medo de perder.”

    Paulo Coelho

    Paulo Coelho (1947) é um escritor brasileiro, autor de romances, ficção, investigação policial, temas místicos e autoajuda, é um dos autores mais vendidos no mundo. Além disso, eleito para a cadeira n.º 21 da Academia Brasileira de Letras.

    Paulo Coelho de Souza nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 1947. Filho de Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho, família de classe alta, com sete anos ingressou no Colégio Santo Inácio e nessa época já gostava de escrever.

    Além disso, no colégio, Paulo Coelho participava de concursos de poesia e de teatro. Um adolescente problemático e em atritos com os pais, que não queriam que dele um escritor, chegou a internarem-no várias vezes em um hospital psiquiátrico.

    Paulo ingressou na Faculdade de Direito Cândido Mendes, mas abandonou o curso para viver como um hippie, época em que ingressou no mundo das drogas e do ocultismo. Em busca da espiritualidade, se envolveu com algumas sociedades secretas e religiosas.

    Nos anos 70 conheceu o músico Raul Seixas com quem fez uma parceria que rendeu diversas músicas de sucesso para o cantor, entre elas. “Gita”, “Eu Nasci há Dez Mil Anos Atrás”, e “Al Capone”.

    Antes de se dedicar à literatura, Paulo Coelho foi ator, diretor de teatro e secretário de redação do jornal O Globo.

    O Alquimista

    Em 1988, Paulo Coelho publicou “O Alquimista”, que conta uma mágica história de Santiago, um menino pastor andaluz que segue em uma jornada para o Egito.

    Ademais, seu objetivo era partir em busca de um tesouro que ele via em seus sonhos e, depois de consultar uma cigana ele inicia sua longa trajetória, quando conhece o alquimista e também encontra o amor de sua vida.

    O alquimista se tornou best-seller no Brasil e se tornou um dos livros mais vendidos no mundo.

    Academia Brasileira de Letras

    Paulo Coelho foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 25 de julho de 2002, causando certa polêmica entre alguns literatos e críticos. Pois a instituição tinha o histórico de deixar de fora da Instituição autores consagrados, “considerados populares” como Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, entre outros.

    Instituto Paulo Coelho

    Além disso, junto com sua esposa, a artista plástica Christina Oiticica, Paulo Coelho fundou o Instituto Paulo Coelho, instituição sem fins lucrativos. Financiada através dos direitos autorais do escritor, dedicada a ajudar jovens e pessoas menos favorecidas da terceira idade.

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    Nascimento: 24 de agosto de 1947 (idade 75 anos), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

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    Reflexão 01 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 31 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 31 de Julho 23

    “Toda noite, quando vou dormir, morro. E na manhã seguinte, quando acordo, renasci.”

    Mahatma Gandhi

    Mahatma Gandhi foi um líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica, ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não violência.

    Além de sua luta pela independência da Índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Além disso, as rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia.

    Movimento pacifista na África do Sul

    Em 1893, Mahatma Gandhi foi morar na África do Sul, à época também colônia britânica, onde sentiu pessoalmente os efeitos da discriminação contra os hindus. Ademais, em 1893, iniciou a política de resistência passiva em protesto contra os maus tratos sofridos pela população hindu.

    Em 1894, fundou uma seção do Partido do Congresso Indiano destinada a lutar pelos direitos de seu povo. Já em 1904, Gandhi começou a editar o jornal “Opinião Indiana”.

    Nessa época, além dos textos religiosos hindus, Gandhi leu os Evangelhos, o Corão e as obras de Ruskin, Leon Tolstói e Henry David, quando descobriu as bases da desobediência civil.

    Em 1908, escreveu “Autonomia Indiana”, em que ele coloca em discussão os valores da civilização ocidental. Em 1914, retornou ao seu país e começou a difundir suas ideias.

    Independência da Índia

    Terminada a Primeira Guerra Mundial, a burguesia na Índia desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líderes Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nahru.

    Ademais, o programa pregava: a independência total da Índia, uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas socioeconômicas e administrativas e a modernização do Estado.

    Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Embora usassem a violência na repressão ao movimento nacionalista da Índia, os ingleses evitavam o confronto aberto. Em 1922, uma greve contra o aumento de impostos reúne uma multidão que queima um posto policial e Gandhi é detido, julgado e condenado a seis anos de prisão.

    Além disso, libertado em 1924, Gandhi abandonou por alguns anos a atividade política ostensiva. Em 1930, organizou e liderou a célebre marcha para o mar, quando milhares de pessoas andaram mais de 320 quilômetros, de Ahmedhabad a Dandi, para protestar contra os impostos sobre o sal.

    As rivalidades que existiam entre hindus e muçulmanos, que tinham como representante Mohammed Ali Jinnah e que defendiam a criação de um Estado muçulmano, retardaram o processo de independência.

    Em 1932, sua greve de fome chama a atenção do mundo inteiro.

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    Nascimento: 2 de outubro de 1869, Porbandar, Índia

    Assassinato: 30 de janeiro de 1948, Birla House, Nova Delhi, Índia

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    Reflexão 31 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 30 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Julho 23

    “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

    Simone de Beauvoir

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    Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, foi considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

    Com seus romances, ensaios e peças, nos quais transparece uma clara intenção didática, Simone de Beauvoir contribuiu para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.

    Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.

    Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre

    Simone de Beauvoir, contudo manteve um relacionamento aberto e um compartilhamento intelectual com o também filósofo Jean-Paul Sartre por mais de 50 anos. Nunca chegaram a se casar ou a ter filhos.

    Pensamentos de Simone de Beauvoir

    Para entender as ideias pensadas por Simone de Beauvoir é preciso entender algumas concepções sociológicas da autora, afinal. Por isso, sua convivência com Sartre fez com que muitos dos seus pensamentos tivessem influência no existencialismo sartriano.

    Simone foi uma “filósofa existencialista” que, de fato, enfatizava a “liberdade e a reflexão” sobre a colocação da mulher na sociedade, tornando-se estes os principais pilares para a formação do seu pensamento.

    Simone, certamente, possuía a habilidade de refletir profundamente sobre o cotidiano da vida, observando as falhas e injustiças sociais que passavam despercebidas pela maioria das pessoas.

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    Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris

    Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França

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    Reflexão 30 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 29 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Julho 23

    “⁠Que ironia um escravo poder viver sem seu senhor, mas o senhor não poder viver sem seu escravo. Quem é dono de quem agora?”

    Diogenes

    Nascido em 413 a.C. na cidade de Sínope (atual Turquia), Diógenes era filho de um fabricante de moedas.

    Um fato de forjar as moedas levou a prisão de seu pai e o exílio de Diógenes. Por esse motivo, viveu grande parte de sua vida em Atenas.

    Foi um grande estudioso, no entanto, preferiu se afastar dos bens materiais para atingir a plenitude por meio do conhecimento.

    De tal modo, teve uma postura radical e anti-materialista se afastando dos bens materiais e do luxo, que, segundo ele, cegavam o ser humano.

    A grande questão imposta pelo filósofo foi de que cada ser humano deveria se aprofundar no conhecimento de si.

    Assim, permaneceu durante muito tempo perambulando nas ruas de Atenas e vivendo num barril com o mínimo que precisava para sobreviver.

    Uma de suas frases enquanto caminhava pelas ruas era “procuro um homem”. Suas palavras estavam relacionadas com a busca de alguém que pudesse viver sem o luxo da sociedade.

    Alguns começaram a lhe chamar de “Diógenes, o cão” posto que vivia sua vida da maneira mais simples possível, como um cachorro de rua.

    Por outro lado, esse apelido pode estar estava relacionado com a Escola do Cinismo, uma vez que o termo é derivado da palavra “cão” (Kynos).

    Diógenes e Alexandre, o Grande

    Um episódio interessante de sua vida foi o encontro com Alexandre, o Grande, que ouviu rumores de sua sapiência.

    Alexandre foi até Diógenes e perguntou o que ele queria. Sem hesitar Diógenes respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.

    Noutra versão ele teria respondido “Sim, podes sair da frente do meu sol”. Impressionado com o desprezo do filósofo, o conquistador comentou: “Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes”.

    Cinismo

    Diógenes representou uma das mais importantes figuras da corrente filosófica do Cinismo. Os Cínicos eram homens simples, nômades, sem família e sem pátria.

    Seu mestre e fundador da Escola do Cinismo foi o filósofo Antístenes. Com ele desenvolveu diversas teorias acerca do mundo.

    Ao contrário da corrente do hedonismo e do epicurismo, em que a busca do prazer era o mais importante, para os cínicos o prazer leva o homem à alienação.

    Dessa forma, o ser humano se torna escravo de si, o afastando da sua real liberdade, uma vez que eles se tornam escravos de suas ações.

    Em resumo, esses filósofos acreditavam que a felicidade não podia ser encontrada pelos supérfluos que preenchiam a vida, e sim pelo autoconhecimento.

    Nascimento: Sinope, Turquia

    Falecimento: 323 a.C., Corinto, Grécia

    Reflexão 29 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 28 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 28 de Julho 23

    “A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.”

    Arthur Schopenhauer

    Arthur Schopenhauer foi um filósofo alemão do século XIX, fez parte de um grupo de filósofos considerados pessimistas.

    Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig, na Polônia, no dia 22 de fevereiro de 1788. Filho de um bem sucedido negociante e de uma escritora popular.

    Infância e juventude

    Com cinco anos, Schopenhauer mudou-se com a família para Hamburgo. Com nove anos foi para a França estudar a língua francesa.

    Schopenhauer cresceu em um ambiente de negócios e finanças. Foi preparado para a carreira mercantil.

    Em 1804 viajando através da França e da Austrália, ficou chocado com o caos e a sujeira das vilas, com a pobreza dos fazendeiros e com a inquietação e miséria das cidades.

    Tornou-se um jovem sombrio e desconfiado, era obcecado por temores e visões sinistras, nunca entregou o pescoço à navalha de um barbeiro e dormia com pistolas carregadas ao lado da cama.

    Em 1805 ingressou na Faculdade de Comércio de Hamburgo. Nesse mesmo ano ficou órfão de pai. Mudou-se para Weimar, centro da vida intelectual alemã daquela época.

    Mais tarde, com a herança recebida, abandonou os negócios e pode se dedicar as atividades intelectuais. O difícil convívio com a mãe o levou a deixar Weimar.

    Ademais, em 1809 ingressou no curso de Medicina na Universidade de Gottingen. Em 1811 transferiu-se para a Universidade de Berlim para estudar Filosofia.

    m 1813 ficou dominado pelo entusiasmo do filósofo Fichte por uma guerra de libertação contra Napoleão. Pensou em se apresentar como voluntário, mas desistiu.

    Em vez de partir para guerra se dedicou a escrever sua tese de doutorado de Filosofia. A Quádrupla Razão do Princípio de Razão Suficiente (1813).

    Pessimismo de Schopenhauer

    Segundo Schopenhauer a vontade é a origem do mal e da dor. A consciência descobre a vontade como mal, mas é graças a essa descoberta que ela tem o dom de libertar.

    Essa libertação assume várias formas, incluindo a própria rejeição consciente da vida. Caracteriza-se, desse modo, a perspectiva filosófica proposta como essencialmente pessimista.

    Além disso, sendo um pessimista sensato, ele evitou a armadilha de otimistas – a tentativa de ganhar a vida escrevendo. Ele havia herdado uma participação na firma de seu pai e vivia com conforto razoável.

    Ademais, quando uma das empresas faliu o filósofo alugou dois aposentos em uma pensão e lá viveu os últimos trinta anos de sua vida.

    O reconhecimento da obra de Schopenhauer só veio lentamente. Aos poucos conquistou não só escritores, mas também advogados, médicos, negociantes, artistas e pessoas comuns.

    Todos encontraram nele uma filosofia que lhes oferecia não um mero jargão de irrealidades metafísicas, mas sim um estudo inteligível dos fenômenos da vida real.

    Uma Europa desiludida com os ideais e esforços de 1848, voltou-se para essa filosofia, que interpretava o desespero de 1815.

    Nascimento: 22 de fevereiro de 1788, Gdansk, Polônia

    Falecimento: 21 de setembro de 1860, Cidade Livre de Frankfurt

    Reflexão 28 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 27 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 27 de Julho 23

    “As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta”

    Santo Agostinho

    Santo Agostinho (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado dominaram toda a Idade Média.

    Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

    Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.

    Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão, e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.

    Estudo e religião

    Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.

    Em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma,  um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.

    Em 373 nasceu Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.

    De volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte nomea-se mestre de eloquência em Milão.

    Além disso, a inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.

    Durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.

    Obras e pensamentos

    Entre 397 e 398, Agostinho se dedica a escrever “Confissões”, em que narra a juventude e sua conversão, quando revela os caminhos da fé em meio às angústias do mundo.

    O livro é uma autobiografia que também imprime o seu pensamento filosófico. Cria a noção de espaço interior como campo da verdade essencial do homem:

    Em 413 começa a obra “A Cidade de Deus”, escrita para consolar os cristãos após Roma ser saqueada pelos bárbaros visigodos, em 410. Na obra, Santo Agostinho apresenta a defesa do cristianismo e convida seus contemporâneos a compreender o sentido profundo da história.

    Ademais, já não se trata de um reino de Deus que sucede à vida terrena. A cidade de Deus e a dos homens coexistem: a primeira, antes simbolizada por Jerusalém, é agora a comunidade dos cristãos.

    A cidade dos homens tem poderes políticos, moral, e existências próprias. “As duas cidades permanecerão lado a lado até o fim dos tempos, mas depois a divina triunfará, para participar da eternidade”.

    Santo Agostinho deixou uma obra fundamental para a doutrina da igreja católica, que foi registrada em tratados filosóficos, teológicos, comentários, sermões e cartas. Exerceu grande influência em várias áreas do conhecimento.

    Além disso, Santo Agostinho teve papel importante na fixação da hierarquia na Igreja Católica e fez a síntese entre a filosofia grega e o pensamento cristão. Fixou a ideia da vida interior do homem como o palco essencial da construção da identidade.

    Santo Agostinho faleceu em Hipona, África, no dia 28 de agosto de 430. Santo Agostinho foi canonizado por aclamação popular, e reconhecido como Doutor da Igreja, em 1292, pelo papa Bonifácio VIII.

    Nascimento: 13 de novembro de 354 d.C., Tagaste

    Falecimento: 28 de agosto de 430 d.C., Hipona, Annaba, Argélia

    Reflexão 27 de Julho 23 – Foz em Destaque