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  • Reflexão Diária: 30 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Julho 23

    “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

    Simone de Beauvoir

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    Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, foi considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

    Com seus romances, ensaios e peças, nos quais transparece uma clara intenção didática, Simone de Beauvoir contribuiu para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.

    Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.

    Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre

    Simone de Beauvoir, contudo manteve um relacionamento aberto e um compartilhamento intelectual com o também filósofo Jean-Paul Sartre por mais de 50 anos. Nunca chegaram a se casar ou a ter filhos.

    Pensamentos de Simone de Beauvoir

    Para entender as ideias pensadas por Simone de Beauvoir é preciso entender algumas concepções sociológicas da autora, afinal. Por isso, sua convivência com Sartre fez com que muitos dos seus pensamentos tivessem influência no existencialismo sartriano.

    Simone foi uma “filósofa existencialista” que, de fato, enfatizava a “liberdade e a reflexão” sobre a colocação da mulher na sociedade, tornando-se estes os principais pilares para a formação do seu pensamento.

    Simone, certamente, possuía a habilidade de refletir profundamente sobre o cotidiano da vida, observando as falhas e injustiças sociais que passavam despercebidas pela maioria das pessoas.

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    Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris

    Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França

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    Reflexão 30 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 31 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 31 de Julho 23

    “Toda noite, quando vou dormir, morro. E na manhã seguinte, quando acordo, renasci.”

    Mahatma Gandhi

    Mahatma Gandhi foi um líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica, ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não violência.

    Além de sua luta pela independência da Índia, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Além disso, as rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia.

    Movimento pacifista na África do Sul

    Em 1893, Mahatma Gandhi foi morar na África do Sul, à época também colônia britânica, onde sentiu pessoalmente os efeitos da discriminação contra os hindus. Ademais, em 1893, iniciou a política de resistência passiva em protesto contra os maus tratos sofridos pela população hindu.

    Em 1894, fundou uma seção do Partido do Congresso Indiano destinada a lutar pelos direitos de seu povo. Já em 1904, Gandhi começou a editar o jornal “Opinião Indiana”.

    Nessa época, além dos textos religiosos hindus, Gandhi leu os Evangelhos, o Corão e as obras de Ruskin, Leon Tolstói e Henry David, quando descobriu as bases da desobediência civil.

    Em 1908, escreveu “Autonomia Indiana”, em que ele coloca em discussão os valores da civilização ocidental. Em 1914, retornou ao seu país e começou a difundir suas ideias.

    Independência da Índia

    Terminada a Primeira Guerra Mundial, a burguesia na Índia desenvolveu forte movimento nacionalista, formando o Partido do Congresso Nacional Indiano, tendo como líderes Mahatma Gandhi e Jawaharlal Nahru.

    Ademais, o programa pregava: a independência total da Índia, uma confederação democrática, a igualdade política para todas as raças, religiões e classes, as reformas socioeconômicas e administrativas e a modernização do Estado.

    Mahatma Gandhi destacou-se como principal personagem da luta pela independência indiana. Recorria a marchas e a desobediência civil, incentivando o não pagamento de impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Embora usassem a violência na repressão ao movimento nacionalista da Índia, os ingleses evitavam o confronto aberto. Em 1922, uma greve contra o aumento de impostos reúne uma multidão que queima um posto policial e Gandhi é detido, julgado e condenado a seis anos de prisão.

    Além disso, libertado em 1924, Gandhi abandonou por alguns anos a atividade política ostensiva. Em 1930, organizou e liderou a célebre marcha para o mar, quando milhares de pessoas andaram mais de 320 quilômetros, de Ahmedhabad a Dandi, para protestar contra os impostos sobre o sal.

    As rivalidades que existiam entre hindus e muçulmanos, que tinham como representante Mohammed Ali Jinnah e que defendiam a criação de um Estado muçulmano, retardaram o processo de independência.

    Em 1932, sua greve de fome chama a atenção do mundo inteiro.

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    Nascimento: 2 de outubro de 1869, Porbandar, Índia

    Assassinato: 30 de janeiro de 1948, Birla House, Nova Delhi, Índia

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    Reflexão 31 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 01 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Agosto 23

    “Quantas coisas perdemos por medo de perder.”

    Paulo Coelho

    Paulo Coelho (1947) é um escritor brasileiro, autor de romances, ficção, investigação policial, temas místicos e autoajuda, é um dos autores mais vendidos no mundo. Além disso, eleito para a cadeira n.º 21 da Academia Brasileira de Letras.

    Paulo Coelho de Souza nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de agosto de 1947. Filho de Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho, família de classe alta, com sete anos ingressou no Colégio Santo Inácio e nessa época já gostava de escrever.

    Além disso, no colégio, Paulo Coelho participava de concursos de poesia e de teatro. Um adolescente problemático e em atritos com os pais, que não queriam que dele um escritor, chegou a internarem-no várias vezes em um hospital psiquiátrico.

    Paulo ingressou na Faculdade de Direito Cândido Mendes, mas abandonou o curso para viver como um hippie, época em que ingressou no mundo das drogas e do ocultismo. Em busca da espiritualidade, se envolveu com algumas sociedades secretas e religiosas.

    Nos anos 70 conheceu o músico Raul Seixas com quem fez uma parceria que rendeu diversas músicas de sucesso para o cantor, entre elas. “Gita”, “Eu Nasci há Dez Mil Anos Atrás”, e “Al Capone”.

    Antes de se dedicar à literatura, Paulo Coelho foi ator, diretor de teatro e secretário de redação do jornal O Globo.

    O Alquimista

    Em 1988, Paulo Coelho publicou “O Alquimista”, que conta uma mágica história de Santiago, um menino pastor andaluz que segue em uma jornada para o Egito.

    Ademais, seu objetivo era partir em busca de um tesouro que ele via em seus sonhos e, depois de consultar uma cigana ele inicia sua longa trajetória, quando conhece o alquimista e também encontra o amor de sua vida.

    O alquimista se tornou best-seller no Brasil e se tornou um dos livros mais vendidos no mundo.

    Academia Brasileira de Letras

    Paulo Coelho foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 25 de julho de 2002, causando certa polêmica entre alguns literatos e críticos. Pois a instituição tinha o histórico de deixar de fora da Instituição autores consagrados, “considerados populares” como Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Vinícius de Moraes, entre outros.

    Instituto Paulo Coelho

    Além disso, junto com sua esposa, a artista plástica Christina Oiticica, Paulo Coelho fundou o Instituto Paulo Coelho, instituição sem fins lucrativos. Financiada através dos direitos autorais do escritor, dedicada a ajudar jovens e pessoas menos favorecidas da terceira idade.

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    Nascimento: 24 de agosto de 1947 (idade 75 anos), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

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    Reflexão 01 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Agosto 23

    “O amor não se prova, nem se mede. (…) Existe, isso basta.”

    Jorge Amado

    Jorge Amado foi um escritor brasileiro, um dos maiores representantes da ficção regionalista que marcou o Segundo Tempo Modernista. Sua obra é baseada na exposição e análise realista dos cenários rurais e urbanos da Bahia.

    Ademais, traduzido para mais de trinta idiomas e detentor de inúmeros e importantes prêmios, o escritor teve vários de seus trabalhos adaptados para a televisão e o cinema, entre eles, “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Gabriela Cravo e Canela”.

    Infância e Adolescência

    Jorge Amado de Farias nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Seus pais, João Amado de Faria e Eulália Leal Amado eram fazendeiros de cacau. Quando tinha menos de um ano, Jorge viu o pai gravemente ferido, por um jagunço, devido à disputa de terras na região.

    Em janeiro de 1914, por causa de uma grande enchente do rio Cachoeira que acabou toda a plantação da fazenda, e por uma epidemia de varíola, a família mudou-se para Ilhéus, onde Jorge passou parte da infância.

    Além disso, com seis anos, Jorge iniciou seus estudos em uma escola local. Além disso, com 11 anos, foi levado por seu pai para estudar no Colégio Antônio Vieira, em Salvador, onde aprendeu o gosto pela leitura com o padre Cabral, que disse que Jorge seria escritor.

    Ademais, aos 12 anos, fugiu do internato e foi para Itaporanga, em Sergipe, onde morava seu avô. Depois de seis meses, seu pai mandou busca-lo e sem desejar voltar para a escola, Jorge foi plantar cacau.

    Depois de seis meses no meio do povo, tomou conhecimento da luta entre fazendeiros e exportadores de cacau, que iria marcar fortemente sua obra de romancista.

    Carreira literária

    De volta aos estudos, Jorge Amado ingressou no Ginásio Ipiranga, outro internato, onde permaneceu até os 14 anos. Nessa época, publicou “Poema ou Prosa”, uma sátira aos poemas da época, na revista “A Luva”.

    Ademais, ainda com 14 anos, já fora do internato, continuou seus estudos e começou a trabalhar no “Diário da Bahia”, depois no jornal “O Imparcial”. Morando em um sobrado no Pelourinho vivia misturado com o povo da Bahia.

    Além disso, em 1927, Jorge ligou-se à “Academia dos Rebeldes”, um grupo de jovens chefiado pelo poeta panfletário Pinheiro Viegas que tinha como objetivo a renovação literária.

    Além disso, frequentador do candomblé, desde muito cedo, Jorge Amado tornou-se amigo de pais-de-santo, perseguidos pela polícia. Em seus livros “Jubiabá” e “Tenda dos Milagres”, esses fatos são relatados.

    Nascimento: 10 de agosto de 1912, Itabuna, Bahia

    Falecimento: 6 de agosto de 2001, Salvador, Bahia

    Reflexão 02 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 03 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 03 de Agosto 23

    “Todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são imitações de nossas mais vivas impressões ou percepções.”

    David Hume

    David Hume foi um filósofo, historiador, ensaísta e diplomata escocês. Tornou-se conhecido por seu radical sistema filosófico baseado no empirismo, ceticismo e naturalismo.

    Se considerado um dos mais importantes representantes do empirismo radical e um dos mais destacados filósofos modernos do Iluminismo.

    Acusado de herege pela Igreja Católica, suas obras foram relacionadas no “Índice dos Livros Proibidos”.

    David Hume nasceu em Edimburgo, Escócia no dia 7 de maio de 1711. Filho de um prestigiado advogado, desde jovem demostrou interesse pela filosofia e pelas artes.

    Além disso, em 1724, com apenas 13 anos, devido a sua precocidade intelectual, foi enviado pela família para cursar Direito na Universidade de Edimburgo. Depois de dois anos deixou a universidade e se viu obrigado a trabalhar.

    Ademais, ingressou no mundo do comércio e empregou-se em uma importadora de açúcar em Bristol, na Inglaterra. Nessa época, se dedicava à leitura de obras literárias, filosóficas e históricas, além de estudar matemática e ciências naturais.

    Em 1734, com o objetivo de se aprofundar nos estudos, David Hume viajou para a França. Entre 1734 e 1737 escreveu grande parte de seu “Tratado”.

    Além disso, em 1737 retornou à Inglaterra. Nessa época trabalhou como preceptor de um jovem marquês e depois como secretário do general James St. Clair, a quem acompanhou em uma missão diplomática em Viena e Turim.

    Teoria de David Hume

    Influenciado pelo empirismo de John Loock, Hume radicalizou e criou o “fenomenismo” – teoria filosófica que  contraria as crenças naturais e do sentido comum.

    Hume dizia que todo conhecimento só é possível através das percepções da experiência, percepções que podem ser “impressões”, dados diretos dos sentidos ou da consciência interna, ou “ideias”, que resultam da combinação de impressões.

    Segundo ele, existem ideias simples e compostas, essas últimas, produto da generalização, mas todas podem reduzir-se a uma associação de impressões, noções como a relação causa-efeito.

    Nessa linha de pensamento, Hume questionou a existência da alma. É a generalização de ideias simples que conduz à crença de que existe um “eu” pensante, idêntico a si mesmo.

    Segundo Hume, há somente um conjunto de conteúdos de consciência, sem substância que lhe sirva de suporte.

    A moralidade e a religião, por conseguinte, são apenas o resultado de costumes e hábitos. Devem basear-se no bem comum, que constitui o princípio fundamental da sociedade.

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    Nascimento: 7 de maio de 1711, Edimburgo, Reino Unido

    Falecimento: 25 de agosto de 1776, Edimburgo, Reino Unido

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    Reflexão 03 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 04 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 04 de Agosto 23

    “Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência”.

    Santo Agostinho

    Santo Agostinho foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado dominaram toda a Idade Média.

    Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

    Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.

    Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão, e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.

    Estudo e religião

    Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.

    Além disso, em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma,  um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.

    Em 373 nasceu Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.

    Ademais, de volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte é nomeado mestre de eloquência em Milão.

    A inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.

    Além disso, durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.

    Conversão ao catolicismo

    Insatisfeito com as respostas que o maniqueísmo oferecia, Agostinho resolveu abandonar a doutrina, e seu lugar é temporariamente preenchido por um profundo ceticismo.

    Em 386 procura Ambrósio, o poderoso bispo do Império, em busca de uma colocação oficial como professor. Em vez disso, encontra respostas para algumas das suas dúvidas. Passa a assistir os sermões de Ambrósio, inspirados, sobretudo, no Antigo Testamento.

    Finalmente, a influência de Santo Ambrósio foi decisiva para convertê-lo ao Cristianismo. Em 387, Agostinho e Adeodato são batizados. No ano seguinte, retorna definitivamente para Tagaste onde se dedica à vida monástica. Em seguida, vende a propriedade deixada pelo pai e distribui o dinheiro entre os pobres.

    Ademais, conserva apenas uma pequena porção de terra, onde, ao lado dos amigos Alípio e Ovídio, funda o primeiro mosteiro agostiniano. Em 391 é sagrado sacerdote em Hipona, região provinciana do Império Romano. Em 396 é sagrado bispo auxiliar de Hipona, onde se tornou um dos pilares da teologia católica.

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    Nascimento: 13 de novembro de 354 d.C., Tagaste

    Falecimento: 28 de agosto de 430 d.C., Hipona, Annaba, Argélia

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    Reflexão 04 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 05 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 05 de Agosto 23

    “Só há um meio de ser livre: é desprezar tudo quanto de nós não depende.”

    Epicteto

    Epicteto nasceu em 50 d.C. AD, em Hierápolis na Frígia; provavelmente filho de escravos, ele próprio era escravo e vendido em Roma a um funcionário de Nero: Epafrodito. Epafrodito autoriza Epicteto a assistir às conferências do estóico Musônio Rufo, grande figura do estoicismo. Pouco depois da morte de Nero em 68, Epicteto foi libertado sob condições que permanecem desconhecidas. Ele então se dedicou a praticar e ensinar filosofia estóica.

    Em Roma, morava em um casebre sempre aberto, mobiliado com mesa e colchão. Em 89, ele teve que deixar Roma seguindo o decreto de expulsão dos filósofos da cidade, conforme a vontade do imperador Domiciano, porque este não se adaptou bem à influência dos filósofos que geraram opositores de seu regime tirânico.

    Epicteto se retira para Nicópolis, cidade por onde nobres gregos e romanos viajavam para a Itália e para a Grécia, vivendo na pobreza, sem família. Em Nicópolis, ele abriu uma escola estóica que foi muito bem-sucedida. Por vários anos, ele ensinou na forma de discussões e questionamentos. Seus contemporâneos registraram grande estima pela qualidade de seu ensino.

    Segundo consta na Suda, ele viveu até o reinado de Marco Aurélio, mas de acordo com Aulo Gélio, Epicteto já estava morto quando Marco Aurélio chegou ao poder. Acredita-se que ele tenha ensinado Júnio Rústico, que mais tarde se tornou o professor de Marco Aurélio e o apresentou à filosofia estóica, notadamente por meio de Epicteto.

    De acordo com essas fontes, podemos constatar que Epicteto morreu em Nicópolis, entre os anos de 125 e 130.

    Pensamento

    Epicteto não deixou escritos, mas um de seus discípulos, Arriano, coletou suas observações agrupadas em várias obras, duas das quais sobrevivem: Os Discursos (em grego antigo: διατριβαί, diatribai) e O Manual (Enkheiridion), que resumem sua doutrina. Os Discursos foi originalmente composto por oito livros, dos quais apenas os quatro primeiros sobreviveram.

    Já O Manual é um compêndio, composto por 53 capítulos curtos, que coloca em aforismos as palavras de Epicteto. A seleção feita por Arriano centra-se sobretudo na condução da vida e do espírito em todas as circunstâncias, apresentando-se como um trabalho eminentemente prático. Seu legado foi preservado através de um único manuscrito, datado do século XI ou XII, e mantido na Biblioteca de Oxford.

    Epicteto faz parte da tradição estoica e seus desenvolvimentos durante o período imperial. Seu conhecido ensino privilegia a Ética e não traz nenhum traço de estudo da física, e coloca em segundo plano o estudo da lógica, tradicional na escola estoica. A ética se divide em ética teórica e ética prática, sendo a primeira subordinada à segunda; seu ensino se divide em três etapas: aprender as regras da vida, correspondentes à ética prática, é o primeiro e mais necessário passo.

    A justificativa dessas práticas, que é a ética teórica, vem em segundo lugar e é apenas complementar e explicativa. A base dialética que sustenta a veracidade dos princípios teóricos vem por último e constitui a lógica.

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    Nascimento: Hierápolis, Turquia

    Falecimento: 135 d.C., Nicópolis, Grécia

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    Reflexão 05 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 06 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 06 de Agosto 23

    “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.”

    Paulo Freire

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    Paulo Freire foi um educador brasileiro, criador de um método inovador para alfabetização de adultos. Ao mesmo tempo em que alfabetizava em tempo recorde trazia um exercício de cidadania por meio de debates.

    Tão celebrado mundo afora, Paulo Freire foi, entretanto, contestado em seu próprio país. O problema foi a associação do seu trabalho à ideologia das ditaduras comunistas do século XX.

    Método de Alfabetização de Paulo Freire

    Em 1960, preocupado com o grande número de adultos analfabetos na área rural dos estados nordestinos – que formavam consequentemente um grande número de excluídos – Paulo Freire desenvolveu um método de alfabetização.

    Sua proposta de ensino baseava-se no vocabulário do cotidiano e da realidade dos alunos: as palavras eram discutidas e colocadas no contexto social do indivíduo. Por exemplo: o agricultor aprendia as palavras, cana, enxada, terra, colheita etc.

    O “Método Paulo Freire” aplicado pela primeira vez em 1962 na cidade de Angicos, no sertão do Rio Grande do Norte, quando alfabetizaram-se 300 trabalhadores da agricultura.

    O projeto ficou conhecido como “As 40 horas de Angicos”, porque nesse período tão curto, os adultos analfabetos já conseguiam ler e escrever uma série de palavras, que faziam parte de sua rotina. A alfabetização mais completa levou  45 dias. 

    Paulo Freire se tornou uma estrela da educação brasileira, e Jango, que era entusiasta das Reformas de Base, aprovou a multiplicação dessa experiência no Plano Nacional de Alfabetização.

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    Nascimento: 19 de setembro de 1921, Recife, Pernambuco

    Falecimento: 2 de maio de 1997, São Paulo, São Paulo

    Reflexão 06 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Junho 23

    “Nunca foi alcançado nada de grande sem perigo.”

    Nicolau Maquiavel

    Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi um filósofo político, historiador, estadista e escritor italiano, autor da obra-prima “O Príncipe”. Foi profundo conhecedor da política da época e a estudou em suas diferentes obras. Viveu durante o governo de Lourenço de Médici. Realista e patriota, definiu os meios para a unificação da Itália.

    Além disso, Nicolau Maquiavel nasceu em Florença, Itália, no dia 3 de maio de 1469. Sua família de origem Toscana participou dos cargos públicos por mais de três séculos. Seu pai, Bernardo Maquiavel, era jurista e tesoureiro da província de Marca de Ancona. Sua mãe, Bartolomea Nelli, era ligada às mais ilustres família de Florença.

    Ademais, interessado pelos problemas de seu tempo, Maquiavel participou ativamente da política de Florença. Com 29 anos tornou-se secretário da Segunda Chancelaria durante o governo de Piero Soderini. Tinha a seu cargo questões militares e de ordem interna.

    Realizou várias missões diplomáticas envolvendo a França, Alemanha, os Estados papais e diversas cidades italianas, como Milão, Pisa e Veneza.

    Entre 1502 e 1503, Maquiavel exerceu o cargo de embaixador junto a César Bórgia, filho do papa Alexandre VI e capitão das forças papais que dominava o governo papal.

    Ademais, o estadista inescrupuloso usava todos os meios para conquistar novas terra e estender o domínio da família Bórgia. Os cinco meses como embaixador junto a César Bórgia encheu Maquiavel de admiração.

    Exílio

    Em 1512 quando os Médici derrubaram a República e retomaram o governo de Florença, perdido em 1494, Maquiavel foi destituído de seu cargo e recolheu-se ao exílio voluntário na propriedade de San Casciano, perto de Florença, onde iniciou sua atividade de escritor político, historiador e literato.

    Além disso, em 1513, Maquiavel começou a trabalhar nos “Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio”, no qual faz uma análise da República Romana e procura nas experiências do passado uma solução para os problemas da Itália.

    Ademais, durante o exílio, escreveu também “O Príncipe” (1513) e “O Diário em Torno de Nossa Língua” (1516) procurando demonstrar a superioridade do dialeto florentino sobre os demais dialetos da Itália.

    Nascimento: 3 de maio de 1469, Florença, Itália

    Falecimento: 21 de junho de 1527, Florença, Itália

    Reflexão 23 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 24 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Junho 23

    “A leitura traz ao homem plenitude; o discurso, segurança; e a escrita, precisão.”

    Francis Bacon

    Francis Bacon foi um filósofo, político e ensaísta inglês. Recebeu os títulos de Visconde de Albans e Barão de Verulam. Foi importante na formulação de teorias que fundamentaram a ciência moderna. Se considerado o pai do método experimental.

    Além disso, Francis Bacon nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 22 de janeiro de 1561. Filho caçula de Sir Nicholas Bacon, Guardião do Selo Real, e de sua segunda esposa Ann. Estudou no Trinity College em Cambridge em 1576 formou-se em Direito, pela Universidade de Cambridge.

    Destinado à carreira diplomática, esteve na França como acompanhante do embaixador inglês, e só em 1579, com o falecimento do pai, regressou para Londres a fim de retomar a carreira jurídica e política.

    Carreira política

    Além disso, em 1584, Bacon eleito para a Câmara dos Comuns, como representante de um pequeno distrito. Nessa época escreve a Carta de Conselhos à rainha Elizabeth I, que advoga várias medidas de tolerância religiosa e de supremacia estatal em relação à Igreja.

    Pretendendo se ligar aos serviços da coroa, fez uso das influências do tesoureiro real Lord Burghley, seu tio materno, e do Conde de Essex até tornar-se seu conselheiro particular. Mas não conseguiu, sob o reinado de Elizabeth I, nomeado procurador geral, como ambicionava.

    Sob o reinado de Jaime I, foi sucessivamente nomeado procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), Lorde Conselheiro (1616), Lorde Guardião (1617) e finalmente Lorde Chanceler (1618). Ainda em 1618 foi nomeado Barão de Verullan e, em 1621, Visconde de St. Albans.

    Ademais, em 1621, Francis Bacon, o Grande Chanceler do rei, foi acusado de suborno e corrução pela Câmara dos Comuns, e condenado pela Câmara dos Lordes ao pagamento de enorme multa e à prisão na Torre de Londres.

    Embora perdoado pelo rei, não pode mais retornar às atividades públicas, porém, havia conquistado fama de orador e escritor. O resto da vida foi dedicado inteiramente à filosofia científica e ao ensaio político. E sua obra literária teve muito mais importância que toda sua carreira de estadista.

    A Filosofia de Francis Bacon

    Paralelamente à atividade política, Bacon elaborou uma importante obra filosófica reunida em textos como Novum Organum (1620, Novo Método) e De Dignitate et Augmentis Scientiarum (1623, Sobre a Dignificação e Progresso da Ciência).

    Além disso, nas obras, Bacon expõe sua filosofia da ciência, de grande influência sobre o pensamento posterior, onde salienta a primazia dos fatos em relação à teorização e rejeita a especulação filosófica como cientificamente válida.

    Ademais, seus textos deveriam fazer parte de uma obra ambiciosa que ficou inacabada, intitulada Instauratio Magna (Grande Restauração). Com a qual pretendia criar uma nova ciência, capaz de restaurar o saber, infecundo e falso dos pensadores precedentes.

    Nascimento: 22 de janeiro de 1561

    Falecimento: 9 de abril de 1626, Highgate, Londres, Reino Unido

    Reflexão 24 de Junho 23 – Foz em Destaque