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  • Reflexão Diária: 20 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Julho 23

    “O silêncio é um amigo que nunca trai”

    Confúcio

    Confúcio (551- 479 a.C.) foi um filósofo chinês, cujas ideias serviram de norma de comportamento à sociedade chinesa durante mais de dois mil anos e exerceu grande influência sobre toda a cultura da Ásia Oriental.

    Confúcio ou K’ung Fu-tsu nasceu no Estado feudal de Lu (atual província de Shantung), na China, no ano de 551 a.C. Sua família era descendente dos Shag – a segunda dinastia da China antiga – mas viviam sem recursos.

    Órfão aos três anos de idade cresceu em um ambiente de pobreza o que não lhe permitiu ter mestres regulares durante a infância. Demonstrou desde cedo um espírito profundamente religioso e aprendeu sozinho, as letras, a arte dos arqueiros e a música.

    Com 19 anos, Confúcio casou-se e logo depois foi nomeado para um cargo administrativo de seu Estado, destacando-se pelo zelo e eficiência que desempenhou a função.

    A ideia política de Confúcio

    A ideia política de Confúcio era extremamente conservadora e preconizava uma volta às instituições dos primeiros tempos da dinastia Chou em que a organização familiar se confundia com a estatal.

    Insistia que o governante deveria esforçar-se para que o povo vivesse em paz e prosperidade. Se não conseguisse isso, deveria ser substituído ainda que fosse pelo uso da força.

    A Ética de Confúcio

    Baseados na ética, seus ensinamentos previam normas de conduta, como o esforço constante para cultivar a própria pessoa e estabelecer a harmonia social.

    Confúcio pregava a existência de cinco virtudes:

    • Jen – a humanidade, bondade, compreensão e o amor pelos outros,
    • Yi – a justiça temperada pelo amor,
    • Li – regras adequadas de conduta, de polidez e de cerimoniais,
    • Chih – autoconsciência da vontade do céu, sabedoria,
    • Ch’i – sinceridade desinteressada.

    A religião

    O “Confucionismo” – doutrina filosófica de Confúcio não chegou a ser uma religião no sentido ocidental do termo, por várias razões:

    • Primeiro porque não tem Deus: venera os ancestrais e reconhece a superioridade dos sábios.
    • Segundo, porque não tem templos: cada lar é o templo onde se honram os antepassados da família. (Só depois é que se iniciou a construção dos templos locais, mas sem o sentido do lugar destinado à veneração de um supremo).
    • Terceiro, porque não tem sacerdotes: o chefe da família é automaticamente o sacerdote da família.
    • Quarto, porque desconhece qualquer dogma ou livro santo: “Pode um só livro conter toda a sabedoria do mundo?” indagava Confúcio.

    Nascimento: Qufu, Jining, China

    Falecimento: Lu

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Julho 23

    “Não siga a estrada, apenas; ao contrário. Vá por onde não haja estrada e deixe uma trilha.”

    Ralph Waldo Emerson

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    Ralph Waldo Emerson foi um escritor, ensaísta, poeta e filósofo norte-americano. É um dos fundadores do movimento cultural denominado Transcendentalismo.

    Filho do Reverendo Willian Emerson, figura ilustre nas artes e na literatura que impulsionou o ambiente cultural de Boston e de Ruth Haskins com quem teve cinco filhos. Ficou órfão com oito anos de idade. Nos três anos seguintes, a mãe e as crianças continuaram morando na casa paroquial da Igreja. Apesar de a família ter passado por muitas necessidades, a preocupação da mãe com a educação dos filhos e a influência intelectual da tia Mary Mood Emerson estiveram sempre presentes. Ralph foi estudar em Harvard, aos 14 anos de idade, obtendo a graduação quatro anos mais tarde, em 1821.

    Evolução do Pensamento

    O seu percurso eclesiástico teve início ao aceitar uma oferta para pastor júnior na Segunda Igreja de Boston. Contudo, era reconhecido como uma pessoa de mente aberta, envolvida com a comunidade, tendo dado voz aos defensores da abolição da escravatura na sua igreja. Em 1829 se casou com a jovem Ellen Tucker e pouco tempo depois se tornou pastor sênior. Mas Ellen tinha graves problemas de saúde e veio a falecer após um ano e meio de casados.

    Inconformado com a perda da esposa, então, não encontrou conforto espiritual na Igreja e começou a discordar de alguns dos rituais religiosos, como a oração em público ou a administração da comunhão. Renunciou ao serviço religioso por não considerá-lo compatível com o seu desejo de evolução intelectual, passando assim a gozar da liberdade necessária para refletir sobre novas ideias. Viajou para a Europa onde esteve em contato com ilustres pensadores da época. mesmo que com Thomas Carlyle manteve uma relação de amizade especial tendo sido profundamente influenciado pelas suas teorias.

    Transcendentalismo

    Participava ativamente do Transcendental Club, constituído por um grupo de intelectuais que defendiam a mesma linha de pensamento, no qual teve origem o movimento denominado Transcendentalismo da Nova Inglaterra. Nas suas frequentes palestras discursava sobre essa nova doutrina e, desse modo, abordava outro tema sensível: a sua oposição à escravatura. 

    Tornou-se um conferencista reconhecido nos Estados Unidos, no entanto, e em outros países onde divulgou o seu trabalho. Não obstante, após um discurso na Harvard Divinity School, no qual criticava o cristianismo por transformar Jesus em um “semideus”, como resultado, acusaram-no de ser ateu e de corromper os jovens com suas ideias.

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    Nascimento: 25 de maio de 1803, Boston, Massachusetts, EUA

    Falecimento: 27 de abril de 1882, Concord, Massachusetts, EUA

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Julho 23

    “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.”

    Voltaire

    Voltaire, (1694-1778) foi um filósofo e escritor francês, um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França. Foi também ensaísta, poeta, dramaturgo e historiador.

    Ademais, voltaire foi um dos homens mais influentes do século XVIII. Os monarcas esclarecidos sempre lhe pediam conselhos, seus livros foram lidos em toda a Europa. Voltaire, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau foram os três nomes mais significativos do Iluminismo francês.

    Voltaire, pseudônimo literário de François Marie Arouet, nasceu em Paris, França, no dia 21 de novembro de 1694. Descendente de família burguesa, entre 1704 e 1711, foi aluno do Collège Louis-le Grand, em Paris, uma das mais importantes instituições de ensino da França. Iniciou o curso de direito, porém não terminou.

    Ideias de Voltaire

    Além disso, na Inglaterra, Voltaire tomou contato com as ideias de John Locke e influenciado pelo regime de governo parlamentar, instituído após a Revolução Gloriosa de 1688, passou a defender a ideia de que a tolerância religiosa e a monarquia constitucional inglesa deveriam ser adotadas por todas as nações europeias.

    Voltaire condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada em que os reis, assessorados pelos filósofos fossem capazes de fazer reformas de acordo com o interesse da sociedade.

    Embora afirmasse que “todo homem tem o direito de acreditar ser igual aos outros homens”, Voltaire tinha verdadeiro desprezo pelo povo.

    Voltaire foi atuante propagandista das ideias liberais, defendendo o direito dos indivíduos à liberdade política e de expressão. Criticava a Igreja, mas não era ateu e sim deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza, e como nela se encontra o homem, Deus estava presente também no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria.

    Últimos Anos

    Em 1744, Voltaire retornou para Paris, e dois anos mais tarde, eleito para a Academia Francesa e introduzido por Madame Pompadour na corte. Em 1749, com a morte da marquesa, e com a perda de prestígio na corte, aceitou o convite de Frederico II o Grande, da Prússia, para viver na corte de Potsdam.

    Além disso, em 1753, depois de se desentender com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Nessa época, comprou o castelo e a fazenda de Ferney, perto de Genebra, onde instalou uma fábrica de tecidos e outra de relógios, ganhando muito dinheiro. Em 1778, viajou para Paris, onde foi recebido com entusiasmo, mas ali faleceu pouco depois.

    Voltaire faleceu em Paris, França, no dia 30 de maio de 1778.

    Nascimento: 21 de novembro de 1694, Paris, França

    Falecimento: 30 de maio de 1778, Paris, França

    Reflexão 21 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 22 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 22 de Julho 23

    “Todo o argumento permite sempre a discussão de duas teses contrárias, inclusive este de que a tese favorável e contrária são igualmente defensáveis.”

    Protágoras

    Protágoras (481-411 a. C.) foi um filósofo grego, um dos mais famosos Sofistas – filósofos que concentravam suas atenções na questão moral e política. É o autor da frase, “O homem é a medida de todas as coisas”.

    Protágoras nasceu em Abdera, na Grécia, por volta do ano 481 a. C. Nessa época, estudado como Período Clássico – século V a. C. e IV a. C., a civilização grega foi marcada por violentas lutas dos gregos contra os povos invasores (persas) e também entre si. Apesar disso, o século V a. C. foi considerado o apogeu da antiga civilização grega.

    Ademais, a filosofia, que surgiu no Período Arcaico da história grega com a chamada Escola de Mileto, da qual destacaram-se Tales, Anaxímenes e Anaximandro, atravessou várias outras escolas, onde os filósofos buscavam uma explicação para o mundo e para a vida.

    No século V a. C. surgiram os Sofistas, pensadores dedicados à crítica das tradições do Estado, da religião e dos privilégios e defensores da democracia. Os Sofistas tiveram um papel político extremamente importante, pois sua ação era no sentido de popularizar a cultura e levar ao povo as discussões científicas e filosóficas.

    Além disso, Protágoras foi o mais importante dos Sofistas, destacando-se também: Górgias, de Leôncio, na Sicília, Híppias, de Elis, entre outros. Protágoras tinha no homem o alvo de suas preocupações, recriminando aqueles que simplesmente especulavam sobre o universo. Dizia ele: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para ele as coisas são relativas aos indivíduos, que têm a faculdade de julgar com justiça.

    Verdades Absolutas

    Protágoras não acreditava em verdades absolutas, em sua opinião, havia visões diferentes sobre o mundo e as coisas que estavam em contínua transformação. Era materialista, ou seja, procurava explicar a realidade concreta e sensível, distinguindo natureza e sociedade.

    Vindos de todas as partes do mundo grego, os Sofistas desenvolveram um ensino itinerante pelos locais em que passavam, mas não se fixavam em nenhum lugar. Com o brilhantismo da participação no debate público, os Sofistas deslumbravam os jovens de seu tempo. Desenvolveram o espírito crítico e a facilidade de expressão, mas eram frequentemente acusados de superficialidade, de pronunciar um discurso vazio.

    Com relação aos deuses, Protágoras dizia que não poderia afirmar se eles existiam, pois vários motivos o impediam de fazê-lo. Ele considerava o assunto obscuro e a vida breve para se achar uma resposta para a questão. Para ele, era possível criarmos argumentos tanto a favor como contra a existência dos deuses. Acusado de ateu, teve seus livros queimados em praça pública. Foi banido de Atenas e morreu logo depois em um naufrágio quando fugia para Sicília.

    Protágoras faleceu em Mileto, no ano 411 a. C.

    Nascimento: Abdera, Grécia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 22 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 24 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Julho 23

    “Educai as crianças para não seja necessário punir os adultos.”

    Pitágoras

    Pitágoras (582 – 497 a. C.) foi um matemático e filósofo grego. Autor do “Teorema de Pitágoras”: “Em um triangulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”. Desenvolveu trabalhos na área da filosofia, música, moral, geografia e medicina.

    Deve-se a Pitágoras a criação da irmandade pitagórica, de natureza religiosa, cujos princípios teóricos influenciaram o pensamento de Platão e Aristóteles.

    Vida e estudos

    Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no mar Egeu, Grécia, por volta de 582 a. C. Filho de um rico comerciante, sua vida e suas ideias são uma mistura de lenda e história real.

    Além disso, a lenda começa antes mesmo de Pitágoras nascer, quando por volta de 580 a. C. a sacerdotisa do Deus Apolo disse a sua mãe: “Tereis um filho de grande beleza e extraordinária inteligência, será um dos homens mais sábios de todos os tempos”.

    Lenda ou não, a inteligência do jovem Pitágoras impressionava os mestres das melhores escolas de Samos, que não conseguiam responder as perguntas do jovem.

    Ademais, com 16 anos de idade, Pitágoras foi enviado para Mileto para estudar com Tales, o maior sábio da época. Logo, Tales reconheceu que nada mais tinha que ensinar ao jovem e passou ele, o mestre, a estudar as descobertas geométricas e matemáticas do aluno.

    Adulto, em busca de novos conhecimentos, Pitágoras começou a somar, além dos números, ideias sobre ciência e religião de outros povos. Foi para a Síria, Arábia, Caldeia, Pérsia, Índia e Egito, onde se fixou e passou mais de 20 anos.

    Para conhecer melhor os mistérios da religião egípcia, se fez sacerdote. Quando Cambises conquistou o Egito, Pitágoras foi obrigado a seguir para a Babilônia, onde passou a estudar e descobrir como se desenvolviam as ciências naquela região.

    Escola Pitagórica

    Por volta de 530 a. C., Pitágoras voltou para Samos com o objetivo de abrir uma escola, mas encontrou a ilha governada pelo ditador Polícrates, que não queria saber nem de escolas nem de templos. Pitágoras foi expulso da Grécia e partiu para Crotona, no sul da Itália, onde se dedicou a ensinar aos filhos dos aristocratas.

    Finalmente, Pitágoras fundou sua escola, a “Escola Pitagórica”, que era mais que uma escola, era uma espécie de irmandade religiosa dedicada à Matemática, Religião, Política e Filosofia. Os membros do grupo pitagórico eram todos aristocratas e obrigados a sigilo, mediante juramento, por isso a irmandade era olhada com suspeição pelo povo comum.

    Ademais, além matemáticos e astrônomos, a escola abrigava biologistas e anatomistas. Os alunos formados, defensores da aristocracia, ocupavam altos cargos no governo local, e dominavam as cidades gregas do sul da Itália. Revoltas populares destruíram o prestígio da seita e incendiaram a escola, e Pitágoras, obrigado a se exilar em Metaponto, ao norte, na Lucânia.

    Embora ele não tenha deixado nenhuma obra escrita, sua doutrina tornou-se conhecida através de seus discípulos.

    Reflexão 24 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 25 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 25 de Julho 23

    “Ninguém se aparta de ninguém. Ninguém luta por si mesmo. Tudo é tudo e um.”

    Frida Kahlo

    Frida Kahlo (1907-1954) foi uma pintora mexicana conhecida por seus autorretratos de inspiração surrealista e também por suas fotografias.

    Frida Kahlo, nome artístico de Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, nasceu na vila de Coyoacán, no México, no dia 6 de julho de 1907. Filha de pai alemão e mãe espanhola, desde pequena teve uma saúde debilitada. Com seis anos contraiu poliomielite, que lhe deixou uma sequela no pé. Com 18 anos sofreu um grave acidente de ônibus, que a deixou um longo período no hospital.

    Apesar de deprimida e incapacitada de andar, Frida passou a pintar sua imagem com um espelho pendurado na sua frente e um cavalete adaptado para que pudesse pintar deitada. Dizia: “Para que preciso de pés quando tenho asas para voar”. Sua primeira pintura foi “Autorretrato em um Vestido de Veludo”, dedicado a Alejandro Gómez Arias, seu ex-noivo.

    Recuperada, Frida passa a estudar desenho e modelagem na Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México. Em 1928, filiou-se ao Partido Comunista Mexicano, onde conheceu Diego Rivera, um importante pintor do “Muralismo Mexicano”

    Retorno ao México

    Em 1934, o casal retorna ao México. Frida sofre mais um aborto. Nessa época, tem os dedos do pé direito amputados. Em 1935, Frida e Rivera se separam. Rivera se relaciona com a irmã de Frida, Cristina. Logo depois, Frida e Rivera voltam a viver juntos. Em 1936, Frida passa por nova cirurgia no pé e sofre com fortes dores na coluna. Mesmo debilitada, continua pintando. É dessa época a obra a seguir:

    Além disso, em 1937, Frida conhece Leon Trotski, que se refugiou em sua casa em Coyoacán, no México, junto com sua esposa Natália Sedova. Em 1939, Frida e Rivera se separam definitivamente e Frida declara: “Diego, houve dois grandes acidentes na minha vida: o ônibus e você. Você sem dúvida foi o pior deles”. Em 1939, já separada do marido, Frida expõe em Nova Iorque e em Paris. Nessa época entra em contato com Pablo Picasso e Wassily Kandinsky. O Museu do Louvre adquire um de seus autorretratos.

    Apesar de passar por diversas cirurgias e usar um colete de gesso em consequência do acidente, Frida não parava de pintar. Sua obra recebia influência da arte indígena mexicana. Pintava paisagens mortas e cenas imaginárias. Usava cores fortes e vivas, explorando principalmente os autorretratos. Frida Kahlo era também aficionada por fotografia, hábito que herdou de seu pai e do seu avô materno, ambos, fotógrafos profissionais. Entre outras obras destacam-se:

    Reflexão 25 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 26 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 26 de Julho 23

    “O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.”

    Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Além disso, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche, convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Ademais, em 1869, com 25 anos, contrataram-no para Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    O Anticristo

    Em 1888, Nietzsche iniciou a obra “O Anticristo”, que só se publicou em 1895, na qual faz uma comparação com outras religiões, criticando com veemência a mudança de foco que o cristianismo opera, uma vez que o centro da vida passa a ser o além e não o mundo presente.

    Últimos ano e morte

    Além disso, a fase criativa de Nietzsche foi interrompida em 03 de janeiro de 1889, quando sofreu um grave colapso nas ruas de Turim e perdeu definitivamente a razão. Ao ser internado na Basileia, foi diagnosticado com paralisia progressiva, provavelmente em consequência da sífilis.

    Quando um exemplar de sua obra-prima, “Assim Falou Zaratustra”, foi colocado diante dele, leu-o durante alguns minutos e disse em seguida: “Não sei quem é o autor deste livro. Mas, pelos deuses, que pensador deve ele ter sido!”.

    Friedrich Nietzsche morreu em Weimar, Alemanha, no dia 25 de agosto de 1900.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 26 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 27 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 27 de Julho 23

    “As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta”

    Santo Agostinho

    Santo Agostinho (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado dominaram toda a Idade Média.

    Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

    Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.

    Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão, e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.

    Estudo e religião

    Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.

    Em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma,  um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.

    Em 373 nasceu Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.

    De volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte nomea-se mestre de eloquência em Milão.

    Além disso, a inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.

    Durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.

    Obras e pensamentos

    Entre 397 e 398, Agostinho se dedica a escrever “Confissões”, em que narra a juventude e sua conversão, quando revela os caminhos da fé em meio às angústias do mundo.

    O livro é uma autobiografia que também imprime o seu pensamento filosófico. Cria a noção de espaço interior como campo da verdade essencial do homem:

    Em 413 começa a obra “A Cidade de Deus”, escrita para consolar os cristãos após Roma ser saqueada pelos bárbaros visigodos, em 410. Na obra, Santo Agostinho apresenta a defesa do cristianismo e convida seus contemporâneos a compreender o sentido profundo da história.

    Ademais, já não se trata de um reino de Deus que sucede à vida terrena. A cidade de Deus e a dos homens coexistem: a primeira, antes simbolizada por Jerusalém, é agora a comunidade dos cristãos.

    A cidade dos homens tem poderes políticos, moral, e existências próprias. “As duas cidades permanecerão lado a lado até o fim dos tempos, mas depois a divina triunfará, para participar da eternidade”.

    Santo Agostinho deixou uma obra fundamental para a doutrina da igreja católica, que foi registrada em tratados filosóficos, teológicos, comentários, sermões e cartas. Exerceu grande influência em várias áreas do conhecimento.

    Além disso, Santo Agostinho teve papel importante na fixação da hierarquia na Igreja Católica e fez a síntese entre a filosofia grega e o pensamento cristão. Fixou a ideia da vida interior do homem como o palco essencial da construção da identidade.

    Santo Agostinho faleceu em Hipona, África, no dia 28 de agosto de 430. Santo Agostinho foi canonizado por aclamação popular, e reconhecido como Doutor da Igreja, em 1292, pelo papa Bonifácio VIII.

    Nascimento: 13 de novembro de 354 d.C., Tagaste

    Falecimento: 28 de agosto de 430 d.C., Hipona, Annaba, Argélia

    Reflexão 27 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 28 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 28 de Julho 23

    “A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.”

    Arthur Schopenhauer

    Arthur Schopenhauer foi um filósofo alemão do século XIX, fez parte de um grupo de filósofos considerados pessimistas.

    Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig, na Polônia, no dia 22 de fevereiro de 1788. Filho de um bem sucedido negociante e de uma escritora popular.

    Infância e juventude

    Com cinco anos, Schopenhauer mudou-se com a família para Hamburgo. Com nove anos foi para a França estudar a língua francesa.

    Schopenhauer cresceu em um ambiente de negócios e finanças. Foi preparado para a carreira mercantil.

    Em 1804 viajando através da França e da Austrália, ficou chocado com o caos e a sujeira das vilas, com a pobreza dos fazendeiros e com a inquietação e miséria das cidades.

    Tornou-se um jovem sombrio e desconfiado, era obcecado por temores e visões sinistras, nunca entregou o pescoço à navalha de um barbeiro e dormia com pistolas carregadas ao lado da cama.

    Em 1805 ingressou na Faculdade de Comércio de Hamburgo. Nesse mesmo ano ficou órfão de pai. Mudou-se para Weimar, centro da vida intelectual alemã daquela época.

    Mais tarde, com a herança recebida, abandonou os negócios e pode se dedicar as atividades intelectuais. O difícil convívio com a mãe o levou a deixar Weimar.

    Ademais, em 1809 ingressou no curso de Medicina na Universidade de Gottingen. Em 1811 transferiu-se para a Universidade de Berlim para estudar Filosofia.

    m 1813 ficou dominado pelo entusiasmo do filósofo Fichte por uma guerra de libertação contra Napoleão. Pensou em se apresentar como voluntário, mas desistiu.

    Em vez de partir para guerra se dedicou a escrever sua tese de doutorado de Filosofia. A Quádrupla Razão do Princípio de Razão Suficiente (1813).

    Pessimismo de Schopenhauer

    Segundo Schopenhauer a vontade é a origem do mal e da dor. A consciência descobre a vontade como mal, mas é graças a essa descoberta que ela tem o dom de libertar.

    Essa libertação assume várias formas, incluindo a própria rejeição consciente da vida. Caracteriza-se, desse modo, a perspectiva filosófica proposta como essencialmente pessimista.

    Além disso, sendo um pessimista sensato, ele evitou a armadilha de otimistas – a tentativa de ganhar a vida escrevendo. Ele havia herdado uma participação na firma de seu pai e vivia com conforto razoável.

    Ademais, quando uma das empresas faliu o filósofo alugou dois aposentos em uma pensão e lá viveu os últimos trinta anos de sua vida.

    O reconhecimento da obra de Schopenhauer só veio lentamente. Aos poucos conquistou não só escritores, mas também advogados, médicos, negociantes, artistas e pessoas comuns.

    Todos encontraram nele uma filosofia que lhes oferecia não um mero jargão de irrealidades metafísicas, mas sim um estudo inteligível dos fenômenos da vida real.

    Uma Europa desiludida com os ideais e esforços de 1848, voltou-se para essa filosofia, que interpretava o desespero de 1815.

    Nascimento: 22 de fevereiro de 1788, Gdansk, Polônia

    Falecimento: 21 de setembro de 1860, Cidade Livre de Frankfurt

    Reflexão 28 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 29 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Julho 23

    “⁠Que ironia um escravo poder viver sem seu senhor, mas o senhor não poder viver sem seu escravo. Quem é dono de quem agora?”

    Diogenes

    Nascido em 413 a.C. na cidade de Sínope (atual Turquia), Diógenes era filho de um fabricante de moedas.

    Um fato de forjar as moedas levou a prisão de seu pai e o exílio de Diógenes. Por esse motivo, viveu grande parte de sua vida em Atenas.

    Foi um grande estudioso, no entanto, preferiu se afastar dos bens materiais para atingir a plenitude por meio do conhecimento.

    De tal modo, teve uma postura radical e anti-materialista se afastando dos bens materiais e do luxo, que, segundo ele, cegavam o ser humano.

    A grande questão imposta pelo filósofo foi de que cada ser humano deveria se aprofundar no conhecimento de si.

    Assim, permaneceu durante muito tempo perambulando nas ruas de Atenas e vivendo num barril com o mínimo que precisava para sobreviver.

    Uma de suas frases enquanto caminhava pelas ruas era “procuro um homem”. Suas palavras estavam relacionadas com a busca de alguém que pudesse viver sem o luxo da sociedade.

    Alguns começaram a lhe chamar de “Diógenes, o cão” posto que vivia sua vida da maneira mais simples possível, como um cachorro de rua.

    Por outro lado, esse apelido pode estar estava relacionado com a Escola do Cinismo, uma vez que o termo é derivado da palavra “cão” (Kynos).

    Diógenes e Alexandre, o Grande

    Um episódio interessante de sua vida foi o encontro com Alexandre, o Grande, que ouviu rumores de sua sapiência.

    Alexandre foi até Diógenes e perguntou o que ele queria. Sem hesitar Diógenes respondeu: “Senhor, apenas não tire de mim o que não pode me dar”.

    Noutra versão ele teria respondido “Sim, podes sair da frente do meu sol”. Impressionado com o desprezo do filósofo, o conquistador comentou: “Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes”.

    Cinismo

    Diógenes representou uma das mais importantes figuras da corrente filosófica do Cinismo. Os Cínicos eram homens simples, nômades, sem família e sem pátria.

    Seu mestre e fundador da Escola do Cinismo foi o filósofo Antístenes. Com ele desenvolveu diversas teorias acerca do mundo.

    Ao contrário da corrente do hedonismo e do epicurismo, em que a busca do prazer era o mais importante, para os cínicos o prazer leva o homem à alienação.

    Dessa forma, o ser humano se torna escravo de si, o afastando da sua real liberdade, uma vez que eles se tornam escravos de suas ações.

    Em resumo, esses filósofos acreditavam que a felicidade não podia ser encontrada pelos supérfluos que preenchiam a vida, e sim pelo autoconhecimento.

    Nascimento: Sinope, Turquia

    Falecimento: 323 a.C., Corinto, Grécia

    Reflexão 29 de Julho 23 – Foz em Destaque