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  • Reflexão Diária: 20 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Agosto 23

    “Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”

    Luiz Gonzaga

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    Luiz Gonzaga foi um músico brasileiro. Sanfoneiro, cantor e compositor, recebeu o título de “Rei do Baião”. Foi responsável pela valorização dos ritmos nordestinos, levou o baião, o xote e o xaxado, para todo o país. A música “Asa Branca” feita em parceria com Humberto Teixeira, gravada por Luiz Gonzaga no dia 3 de março de 1947, virou hino do Nordeste brasileiro.

    Luiz Gonzaga no Rio de Janeiro

    Em 1939, Luiz Gonzaga deixou o Exército, foram nove anos sem dar notícias à família. Enquanto esperava o navio para voltar para Pernambuco, Luiz ficou no Batalhão de Guardas do Rio de Janeiro, quando um soldado o aconselhou a ganhar dinheiro tocando na cidade.

    Logo depois, Luiz estava tocando nos bares do Mangue, nas docas do porto e nas ruas, em busca de trocados. Acabou sendo convidado a tocar nos cabarés da Lapa. Por outro lado, nessa época, seu repertório era o exigido pelo público: tangos, fados, valsas, foxtrotes etc. Nesse ritmo fez sua primeira tentativa no rádio, em programa de calouros de Silvino Neto e Ari Barroso, mas sua nota não passava de 3.

    Então, em 1940, um grupo de estudantes cearenses que estudavam no Rio, o aconselhou a tocar as músicas dos sanfoneiros do sertão nordestino. Assim, ao participar de um programa de calouros do rádio, tocando “Vira e Mexe”, Luiz ganhou nota 5 e o prêmio de primeiro lugar.

    No entanto, certo dia, Luiz foi procurado por Januário França para acompanhar Genésio Arruda numa gravação. Luiz se saiu tão bem que foi convidado pelo diretor artístico da RCA, Ernesto Morais, para gravar um disco.

    No dia 14 de março de 1941, Luiz gravou dois discos como solista de sanfona. No primeiro: a mazurca Véspera de São João e Numa Seresta. Já no segundo: “Saudade de São João del Rei” e “Vira e Mexe”, um chamego de sua autoria.

    Durante cinco anos, Luiz Gonzaga gravou cerca de setenta músicas, das quais apenas 10 eram “chamegos”. Fez carreira no rádio e começou a luta para cantar e gravar músicas nordestinas.

    Fez parceria com Miguel Lima, que colocava letras em suas músicas, mas só em 11 de abril de 1945 gravou seu primeiro disco como sanfoneiro e cantor com a música Dança Mariquinha.

    Luiz foi em busca de um parceiro nordestino e conheceu o advogado cearense Humberto Teixeira, era o início de uma parceria que durou cinco anos.

    Nascimento: 13 de dezembro de 1912, Exu, Pernambuco

    Falecimento: 2 de agosto de 1989, Hospital Santa Joana Recife, Recife, Pernambuco

  • Reflexão Diária: 21 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Agosto 23

    “Ensinar superstições como verdades é uma das coisas mais terríveis.”

    Hipátia

    Hipátia de Alexandria (também conhecida como Hipácia ou Hypatia) se considera a primeira mulher matemática do mundo. Ademais, a matemática nasceu em Alexandria, no Egito, durante o século IV (estima-se que em 355), período final do Império Romano. Era filha de Theon, um intelectual (matemático, astrônomo, filósofo) e se inspirou muito na figura do pai.

    O percurso acadêmico de Hipátia

    Hipátia estudou na Academia de Alexandria – onde mais tarde veio a se tornar diretora – e também em uma escola neoplatônica de Atenas.

    Ademais, muito a frente do seu tempo, que condenava as mulheres ao espaço doméstico, Hipátia deu aulas de matemática, astronomia e filosofia.

    Uma mente inquieta, segundo os relatos dos seus alunos, Hipátia também criou um astrolábio e um hidroscópio.

    O legado de Hipátia

    A pensadora produziu uma série de trabalhos sobre aritmética, especialmente inspirada na figura de Diofanto de Alexandria, e medicina.

    Além disso, ao lado do pai, Theon, escreveu comentários acerca dos Elementos de Euclides, treze obras que falam sobre a geometria do mestre grego.

    Infelizmente muitas informações sobre Hipátia foram perdidas porque a Biblioteca de Alexandria, que abrigava uma série de documentos, foi destruída.

    O que sabemos de Hipátia nos dias de hoje foi reportado pelos seus alunos.

    A morte de Hipátia: um assassinato cruel

    Consta que Hipátia perdeu a vida porque defendeu o raciocínio lógico implementado pelos gregos.

    Muitos a acusavam de ser anticristã, embora não haja nenhuma prova de que ela tivesse seguido esse percurso.

    Não se sabe ao certo como Hipátia foi assassinada, há várias versões, mas todas partem do denominador comum de que ela teria sido atacada por fanáticos religiosos a meio da rua. Especula-se que o brutal assassinato tenha ocorrido entre 415 e 416.

    Nascimento: Alexandria, Egito

    Falecimento: março de 415 d.C., Alexandria, Egito

    Reflexão 21 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 22 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 22 de Agosto 23

    “Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar.”

    Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Ademais, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Além disso, em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    Assim Falou Zaratustra (1883)

    Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

    Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

    Filosofia e principais ideias

    Nietzsche desenvolveu alguns conceitos filosóficos que se tornaram importantes para o pensamento ocidental.

    Ademais, exemplo disso é a ideia de “super-homem”, originalmente “Übermensch”. Para o pensador, existiria um tipo de sujeito capaz de se superar aos demais, não precisando da religião ou da “moral” para suportar a existência.

    Outra ideia de Nietzsche é a do “eterno retorno”. De forma resumida, esse conceito baseia-se na ideia de que a vida de cada pessoa (e tudo o que acontece nela) se repete infinitamente.

    Para ele, se o tempo e o espaço são infinitos, nossa existência se repete constantemente, como se fosse uma roda que sempre gira e volta para o mesmo ponto. Assim, esse pensamento é visto como uma maneira de aceitar os acontecimentos da vida, amando cada momento, pois ele se repetiria infinitamente.

    “Deus está morto” é também uma afirmação feita pelo pensador para questionar o catolicismo. Assim, ele ataca a moral cristã enquanto defende que as pessoas deveriam ser boas sem pensar em recompensas divinas.

    Assim, o niilismo está bastante presente no pensamento de Nietzsche, pois ele tinha profunda descrença nos valores e na moral imposta.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 22 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Agosto 23

    “O homem rico nem sempre é sábio, mas o homem sábio é sempre rico.”

    Tales de Mileto

    Tales de Mileto foi um filósofo, matemático e astrônomo grego, considerado um dos mais importantes representantes da primeira fase da filosofia grega chamada de Pré-Socrática ou Cosmológica. Para Tales, a água era o elemento fundamental do universo e de toda a matéria.

    Nenhum escrito de Tales sobreviveu e as realizações que lhe são atribuídas baseiam-se em referências tardias ou em lendas mantidas pela tradição. 

    Tales de Mileto nasceu em Mileto, antiga colônia grega da Ásia Menor, localizada na região da Jônia, na atual Turquia, por volta de 624 a. C.

    Além disso, acredita-se que começou sua vida como mercador e enriqueceu o suficiente para se dedicar ao estudo e realizar algumas viagens. Supõe-se que esteve no Egito onde aprendeu geometria e na Babilônia onde entrou em contato com tabelas e instrumentos astronômicos.

    Ademais, sabe-se que Tales desempenhou funções políticas em sua cidade e que realizou trabalhos nas áreas da filosofia, geometria e astronomia. Segundo Heródoto, Tales foi um estadista de visão que advogou a federação das cidades jônicas da região do Egeu.

    A filosofia pré-socrática

    A filosofia grega compreende três períodos: pré-socrático, socrático e pós-socrático. O período pré-socrático compreende os primeiros filósofos propriamente ditos, ou seja, os que procuravam explicar racionalmente o universo, sem recorrer a entidades sobrenaturais.

    Os filósofos pré-socráticos foram reunidos em diversas escolas de pensamentos: Escola Jônica (ou Escola de Mileto), Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística e Os Sofistas.

    A Escola Jônica, ou Escola de Mileto, fundada no século VI a.C. na colônia grega de Jônia, na Ásia Menor, na atual Turquia. Os principais filósofos da Escola Jônica foram: Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes. 

    Além disso, os filósofos da Escola de Mileto eram homens de saber prático, acostumados a viajar, dedicados à política e ao trabalho intelectual. A preocupação desses filósofos era perguntar e compreende a natureza do mundo.

    Diante da multiplicidade e da mutabilidade das aparências, buscavam um princípio unificador imutável, ao qual chamaram de “arké” – origem, substrato e causa de todas as coisas.

    Buscando entender a origem de todas as coisas, chegaram a conclusões diferentes, mas todas ligadas a uma explicação física dos fenômenos.

    Nascimento: Mileto, Turquia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 23 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 24 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Agosto 23

    “A Informação Gera a Ação e a Desinformação Gera a Conformação”

    Friedrich Hegel

    Friedrich Hegel foi um filósofo alemão, um dos criadores de sistemas filosóficos do final do século XVIII e início do século XIX. Representou a culminância do “idealismo alemão”.

    Hegel lançou as bases da maior parte das tendências filosóficas e ideológicas posteriores, como o marxismo, o existencialismo e a fenomenologia.

    Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) nasceu em Stuttgart, Alemanha, no dia 27 de agosto de 1770. Seu pai era um funcionário público. Desde pequeno, recebeu uma esmerada educação cristã.

    Dialética hegeliana

    A ideia de dialética, entendida como estrutura da realidade e do pensamento, Friedrich Hegel herdou de Heráclito de Éfeso. Para Hegel, o fundamento supremo da realidade não podia ser o “absoluto” nem o “eu”, e sim a “ideia”, que se desenvolve numa linha de estrita necessidade.

    A dinâmica dessa necessidade não teria sua lógica determinada pelos princípios de identidade e contradição, mas sim pela “dialética”, realizada em três fases: “tese”, “antítese” e “síntese”. Assim, toda realidade, primeiro “se apresenta”, depois se nega a si própria e em um terceiro momento supera e elimina essa contradição.

    De acordo com o as três fases do processo dialético que Hegel denominou “simplicidade, cisão e reconciliação, dão origem a contradições novas e novas soluções.

    Idealismo Absoluto ou Hegelianismo

    A ideia fundamental de Hegel é a de que o objetivo da filosofia é o mesmo da religião, o absoluto em Deus.

    Enquanto a religião o apreende na forma da representação/imagem e sentimento, a filosofia o apreende na forma do conceito, compreendendo-o como unidade ou síntese do finito e do infinito.

    Para Hegel a religião absoluta é o cristianismo, que se distingue das demais por sua ideia da encarnação, que representa a união do divino e do humano.

    O sistema desenvolvido por Hegel, o idealismo absoluto, abrangeu várias áreas do conhecimento como a lógica, a filosofia da natureza e a filosofia do espírito.

    A lógica de Hegel

    A lógica de Hegel é uma ontologia, que estuda o ser, a essência e o conceito. O ser enquanto tal é o imediatamente indeterminado, quer dizer, o nada.

    Essa aparente contradição se resolve no devir, ao longo do qual o não ser vem a ser (o homem nasce) e o ser deixa de ser (o homem morre). Nada há no céu e na terra, escreve Hegel, que não contenha ao mesmo tempo o ser e o nada.

    A tese, ser. e a antítese, nada, não passam pois, de abstrações ou momentos de um processo em que ambas são absorvidas e superadas na e pela síntese. A realidade é assim, contraditória ou dialética em si mesma e não apenas no nosso pensamento.

    Nascimento: 27 de agosto de 1770, Stuttgart, Alemanha

    Falecimento: 14 de novembro de 1831, Berlim, Alemanha

    Reflexão 24 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 25 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 25 de Agosto 23

    “A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo.”

    Victor Hugo

    Victor Hugo foi um poeta, dramaturgo e estadista francês. Autor dos romances, “Os Miseráveis”, “O Homem que Ri”, “O Corcunda de Notre-Dame”, “Cantos do Crepúsculo”, entre outras obras célebres. Grande representante do Romantismo, foi eleito para a Academia Francesa.

    Romantismo Francês

    Em 1822, Victor Hugo casou-se com Adèle Foucher, amiga de infância. Nesse mesmo ano publica sua primeira antologia poética “Odes e Poesias Diversas”, obra que lhe valeu uma pensão de Luís XVIII.

    Então, em 1823 publica seu primeiro romance, “Han de Islândia” e a partir desse momento começou a se aproximar das ideias românticas.

    Entretanto, em 1827, escreveu “Cromwell”, sua primeira peça teatral, sucesso de público e crítica. Em 1829 publica “O Último Dia de um Condenado”, um apelo ao fim da pena de morte, e a peça “Marion Delorme” vetada pela censura, pois um dos personagens é Luís XIII.

    Ademais, em 1831, escreve seu mais célebre romance “Notre-Dame de Paris” (O Corcunda de Notre-Dame), romance medievalista centrado na tragédia do “corcunda Quasímodo” e da “cigana Esmeralda”.

    Defensor do livre arbítrio tanto na religião quanto na política, Victor Hugo se proclamou um liberal. Em seguida lança “Lucrécia Borgia” (1833) e “Maria Tudor” (1833). Separado de Adèle, com quem teve cinco filhos, passa a viver com a atriz Juliette Drouet, que foi sua companheira até a morte.

    Victor Hugo se torna o mais famoso poeta e prosador do Romantismo francês. Grande defensor das novas ideias do Romantismo, declarou: “A liberdade literária é filha da liberdade política. Eis-nos libertos da velha forma social; e como não nos libertaríamos da velha forma poética? A um povo novo, uma nova arte”.

    Nascimento: 26 de fevereiro de 1802, Besançon, departamento de Doubs, França

    Morte: 22 de maio de 1885 (83 anos,) Paris, França

    Foz em Destaque – 25 de Agosto

  • Reflexão Diária: 27 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 27 de Agosto 23

    “O olho vê somente o que a mente está preparada para compreender.” 

    Henri Bergson

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    O filósofo e diplomata francês Henri-Louis Bergson nasceu em Paris, no dia 18 de outubro de 1859, fruto da união de pais judeus, a mãe de procedência inglesa e o pai polonês. Apesar de ter vivido algum tempo na cidade de Londres, ele voltou para Paris aos nove anos, assumindo a cidadania francesa.

    Sua educação foi realizada na França, e neste país ele se licenciou em Letras, apesar de seu incrível talento para as disciplinas científicas. Em 1881 ele inicia o magistério, lecionando em Angers e, posteriormente, em Clermont, até regressar para sua terra natal em 1889.

    Na cidade-luz ele ministra aulas no Liceu Henri 4º, na École Normale Supérieure e no Collège de France, no qual ele ingressa depois de se doutorar em Letras pela Universidade de Paris, defendendo tese sobre o filósofo Aristóteles. Neste Colégio suas aulas são disputadas, seu trabalho conquista um sucesso nunca antes igualado.

    Filosofia e a Consciência

    Segundo este pensador, o ser humano tem o poder de transcender a esfera do inteligível, preservando o ímpeto criativo para assim vencer a face paralisante da moral e da religião, até exceder os limites do que ele chama de élan vital, o estímulo vital que provém de Deus, se não é ele mesmo a própria divindade. Bergson defende, assim, quatro conceitos básicos, a ‘intuição’, a ‘durée’, a memória e o élan vital, aqui descritos sucintamente.

    Para Henri Bergson, a duração real revela-se na vida interior, lugar a que se tem acesso por meio da experiência interna. A duração, afirmou o filósofo, é “de essência psicológica’’, caracterizada por mudança incessante, uma corrente contínua e ininterrupta que varia sem trégua. Não é espacial nem calculável. Não é possível reduzir a duração da consciência ao tempo homogêneo do qual fala a ciência, constituído por instantes iguais e sucessivos.

    A consciência não é uma multiplicidade numérica de estados, e, sim, uma “multiplicidade indistinta ou qualitativa” (expressão de Bergson) de um só estado, que, como uma forte corrente, dura e flui sem interrupção.

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    Nascimento: 18 de outubro de 1859, França

    Falecimento: 4 de janeiro de 1941, Boulevard de Beauséjour, Paris, França

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    Foz em Destaque – 27 de Agosto

  • Reflexão Diária: 17 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Julho 23

    “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.”

    Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Ademais, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Além disso, em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    Assim Falou Zaratustra (1883)

    Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

    Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

    Filosofia e principais ideias

    Nietzsche desenvolveu alguns conceitos filosóficos que se tornaram importantes para o pensamento ocidental.

    Ademais, exemplo disso é a ideia de “super-homem”, originalmente “Übermensch”. Para o pensador, existiria um tipo de sujeito capaz de se superar aos demais, não precisando da religião ou da “moral” para suportar a existência.

    Outra ideia de Nietzsche é a do “eterno retorno”. De forma resumida, esse conceito baseia-se na ideia de que a vida de cada pessoa (e tudo o que acontece nela) se repete infinitamente.

    Para ele, se o tempo e o espaço são infinitos, nossa existência se repete constantemente, como se fosse uma roda que sempre gira e volta para o mesmo ponto. Assim, esse pensamento é visto como uma maneira de aceitar os acontecimentos da vida, amando cada momento, pois ele se repetiria infinitamente.

    “Deus está morto” é também uma afirmação feita pelo pensador para questionar o catolicismo. Assim, ele ataca a moral cristã enquanto defende que as pessoas deveriam ser boas sem pensar em recompensas divinas.

    Assim, o niilismo está bastante presente no pensamento de Nietzsche, pois ele tinha profunda descrença nos valores e na moral imposta.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 17 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 18 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 18 de Julho 23

    “Um homem livre é aquele que, tendo força e talento para fazer uma coisa, não encontra barreiras à sua vontade.”

    Thomas Hobbes

    Thomas Hobbes foi um teórico político e filósofo inglês. Sua obra de maior destaque é “Leviatã”, um tratado político cuja ideia central é a defesa do absolutismo e a elaboração da tese do contrato social.

    Sua teoria a respeito da origem contratual do estado, exerceu grande influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas.

    Infância e Formação

    Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Filho de um clérigo anglicano, vigário de Westport, teve uma infância marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, na época da rainha Elizabeth I.

    Inculto e violento, após uma briga com outro clérigo na frente de sua igreja, seu pai abandonou sua esposa e os três filhos, deixando-os sob a tutela de seu irmão.

    Educado por seu tio, aos quatro anos, Hobbes ingressou na escola da igreja de Westport, em seguida, ingressou em uma escola particular. Aos 15 anos, matriculado na Magdalen Hall da Universidade de Oxford, onde se formou, em 1608.

    Além disso, Thomas Hobbes teve toda sua vida ligada à monarquia inglesa. Tornou-se preceptor de William Cavendish, que viria a ser o segundo duque de Devonshire, ficando amigo da família por toda a vida.

    Ademais, como era hábito na época, ele viajou com seu aluno para a França e Itália, entre 1608 e 1610. Lá, ele descobriu que a filosofia de Aristóteles, que estudou em Oxford, estava sendo combatida e desacreditada devido às descobertas de Galileu e Kepler.

    Entre 1621 e 1625 secretariou Francis Bacon ajudando-o a traduzir alguns de seus ensaios para o latim.

    Do Cidadão (1642)

    Em 1637, Hobbes voltou à Inglaterra que se achava às vésperas de uma guerra civil. Em 1640 decidiu circular entre seus amigos o exemplar manuscrito do terceiro trabalho de sua planejada trilogia filosófica: “De Cive” (Do Cidadão), com o título de “Elementos da Lei Natural e Política”, em que tratou a questão das relações entre a Igreja e o Estado.

    Ademais, para Hobbes, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir as questões religiosas e presidir o culto.

    Quando o Arcebispo Laud e o Conde de Strafford, principais auxiliares do rei, foram levados à torre acusados de conspiração, Hobbes retirou-se para a França. Em 1642 publicou “Do Cidadão”.

    Além disso, em 1646 tornou-se professor de matemática do príncipe Carlos, futuro Carlos II, filho de Carlos I, da Inglaterra, que também estava exilado na França, depois da instalação da república na Inglaterra, sob a liderança de Oliver Cromwell.

    Leviatã (1651)

    Ainda em Paris, em 1651, Hobbes publicou “Leviatã”, no qual defende a monarquia absolutista. A razão disto deriva da visão que ele tinha da sociedade, segundo ele, sempre ameaçada por uma guerra civil, quando todos os seus integrantes vivem em uma situação de permanente conflito: “uma guerra de um contra todos e de todos entre si”.

    O estado da natureza, segundo ele, não tinha nada de harmonioso. O mundo antigo dos primeiros homens era um mundo de feras, onde “o verdadeiro lobo do homem era o próprio homem”.

    Além disso, para se chegar a uma sociedade civil era necessário que todos, por meio de um “contrato social”, concordassem em transferir as suas liberdades naturais a um só homem: o rei, somente ele deveria deter o monopólio da violência. Somente o rei deve ter poderes que lhe permitam impor sua vontade sobre todos para o bem geral da comunidade.

    Ademais, no seu ponto de vista, não existe o direito à propriedade, nem à vida, nem à liberdade, que não sejam garantidos pela autoridade real. Rebelar-se contra ela, significa regredir no reino animal, onde impera sempre a violência, pondo em risco as conquistas da civilização.

    A obra desagradou a Igreja Católica e o Governo Francês, por ser muito radicalista e, sob essa pressão foi obrigado a deixar o país.

    Nascimento: 5 de abril de 1588, Malmesbury, Reino Unido

    Falecimento: 4 de dezembro de 1679, National Trust – Hardwick Hall, Reino Unido

    Reflexão 18 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 19 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 19 de Julho 23

    “Não poderás encontrar nenhuma paixão se te conformas com uma vida que é inferior àquela que és capaz de viver.”

    Nelson Mandela

    Nelson Mandela foi presidente da África do Sul. Foi o líder do movimento contra o Apartheid – legislação que segregava os negros no país. Condenado em 1964 à prisão perpetua, libertado em 1990 depois de grande pressão internacional. Recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”, em dezembro de 1993, por sua luta contra o regime de segregação racial.

    Infância e juventude

    Nelson Mandela nasceu em Mzevo, África do Sul, no dia 18 de julho de 1918. Foi um dos treze filhos de Nkosi Mandela. chefe do povo Thembu com sua terceira mulher, Noqaphi Nosekeni. Descendente de uma família de nobreza tribal, da etnia Xhosa, e membro do clá Madiba. recebeu o nome de Rolihiahia Dalibhunga Mandela.

    Além disso, em 1925 ingressou na escola primária, quando passou a se chamar, pela professora, com o nome de Nelson, em homenagem ao Almirante Nelson, seguindo um costume de dar nomes ingleses a todas as crianças que frequentavam a escola.

    Com nove anos de idade, após a morte do seu pai, Mandela foi levado para a vila real onde ficou aos cuidados do regente do povo Thembu.

    Ademais, ao terminar sua formação elementar, Mandela entrou na escola preparatória, Clarkebury Boarding Institute, um colégio exclusivo para negros, onde estudou a cultura ocidental. Em seguida, ingressou no Colégio Healdtown, onde era interno.

    Em 1939, Mandela ingressou no curso de Direito, na Universidade de Fort Hare, a primeira Universidade da África do Sul a ministrar cursos para negros.

    Ademais, por se envolver em protestos, junto com o movimento estudantil, contra a falta de democracia racial na instituição, ele foi obrigado a abandonar o curso. Mudou-se para Joanesburgo, onde se deparou com o regime de terror imposto à maioria negra.

    Além disso, em 1943, concluiu o bacharelado em Artes pela Universidade da África do Sul. Continuou os estudos de Direito, por correspondência, na universidade de Fort Hare. (Mais tarde receberia o título de “Doutor Honoris Causa”, na tentativa de compensar a sua expulsão).

    A luta de Mandela contra as leis de Apartheid

    Em 1944, junto com Walter Sisulo e Oliver Tambo, Mandela fundou a “Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA)”, que se tornou o principal instrumento de representação política dos negros.

    Além disso, entre as heranças deixadas pelos colonizadores europeus na África, o mais brutal foi o racismo da África do Sul. Apoiados nas ideias de superioridade racial do branco, o homem europeu instituiu leis que sustentaram o regime de “apartheid” (separação), que foi instalado em 1948 pelo Partido Nacional. 

    Ademais, o regime proibia o casamento inter-racial, obrigava o registro da raça na certidão, brancos e negros viviam em áreas separadas nas escolas, hospitais, praças, etc., onde eram estabelecidos em locais distintos para as duas raças. 

    Além disso, a segregação racial, a falta de direitos políticos e civis e o confinamento dos negros em regiões determinadas pelo governo branco provocou uma série de massacres e mortes da população negra.

    Ademais, muitos homens e mulheres da comunidade negra sul-africana dedicaram suas vidas a essa grande causa: o fim do apartheid. Nelson Mandela foi um dos mais notáveis líderes do movimento negro da África do Sul.

    Nascimento: 18 de julho de 1918, Mvezo, África do Sul

    Falecimento: 5 de dezembro de 2013, Houghton, Johanesburgo, África do Sul

    Reflexão 19 de Julho 23 – Foz em Destaque