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  • Reflexão Diária: 06 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 06 de Julho 23

    “É necessário que ao menos uma vez na vida você duvide, tanto quanto possível, de todas as coisas”

    René Descartes

    René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês. Autor da frase: “Penso, logo existo”. Considerado o criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna.

    Ademais, sua preocupação era com a ordem e a clareza. Propôs fazer uma filosofia que nunca acreditasse no falso, fundamentada na única e exclusivamente na verdade.

    Ademais, René du Perron Descartes nasceu em La Hayne, antiga província de Touraine, hoje Descartes, na França, no dia 31 de março de 1596. Ademais, seu pai, Joachim Descartes, era advogado e juiz, proprietário de terras, com o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza. Era também conselheiro no Parlamento de Rennes na vizinha cidade de Bretanha.

    Pensamento Cartesiano

    René Descartes fundou o sistema filosófico denominado “Racionalismo” ou “Pensamento Cartesiano” (o termo vem de Cartesius, nome alatinado de Descartes). Além disso, segundo ele, se o homem pretende investigar a verdade, deve examinar seu próprio intelecto, o conhecimento é o mesmo para todos os objetos e o universo espiritual, contém o universo cognitivo da coisa em si.

    Além disso, Descartes parte do ponto de vista, de que na vida se deve duvidar, por princípio, de todas as opiniões recebidas. O fundamento de que parte não é outro senão a autoconsciência.

    O Discurso Sobre o Método

    Além disso, o principal obra de Descartes, “O Discurso Sobre o Método”, é um tratado matemático e filosófico, publicado na França em 1637 e traduzida para o latim em 1656, na qual apresenta o seu método de raciocínio, “Penso, logo existo”, base de toda a sua filosofia e do futuro “racionalismo científico”. Nessa obra expõe quatro regras para se chegar ao conhecimento:

    • Nada é verdadeiro até que venha a ser reconhecido como tal.
    • Os problemas precisam ser analisados e resolvidos sistematicamente.
    • As considerações devem partir do mais simples para o mais complexo.
    • O processo deve ser revisto do começo ao fim para que nada importante seja omitido.

    René Descartes o consideram o pai do racionalismo e ao mesmo tempo, o fundador da moderna metodologia da ciência em sentido crítico. Em 1649, convidado para trabalhar como instrutor da rainha Cristina na Suécia, já com uma saúde frágil. 

    Nascimento: 31 de março de 1596, Descartes, França

    Falecimento: 11 de fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia

    Reflexão 06 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 07 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 07 de Julho 23

    “A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais”

    Arthur Schopenhauer

    Arthur Schopenhauer foi um filósofo alemão do século XIX, fez parte de um grupo de filósofos considerados pessimistas.

    Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig, na Polônia, no dia 22 de fevereiro de 1788. Filho de um bem sucedido negociante e de uma escritora popular.

    Pessimismo de Schopenhauer

    Segundo Schopenhauer a vontade é a origem do mal e da dor. A consciência descobre a vontade como mal, mas é graças a essa descoberta que ela tem o dom de libertar.

    Essa libertação assume várias formas, incluindo a própria rejeição consciente da vida. Caracteriza-se, desse modo, a perspectiva filosófica proposta como essencialmente pessimista.

    Sendo um pessimista sensato, ele evitou a armadilha de otimistas – a tentativa de ganhar a vida escrevendo. Ele havia herdado uma participação na firma de seu pai e vivia com conforto razoável.

    Quando uma das empresas faliu o filósofo alugou dois aposentos em uma pensão e lá viveu os últimos trinta anos de sua vida.

    O reconhecimento da obra de Schopenhauer só veio lentamente. Aos poucos conquistou não só escritores, mas também advogados, médicos, negociantes, artistas e pessoas comuns.

    Todos encontraram nele uma filosofia que lhes oferecia não um mero jargão de irrealidades metafísicas, mas sim um estudo inteligível dos fenômenos da vida real.

    Além disso, a Europa desiludida com os ideais e esforços de 1848, voltou-se para essa filosofia, que interpretava o desespero de 1815.

    As Dores do Mundo

    Em 1850, Schopenhauer escreveu As Dores do Mundo, uma série de reflexões sobre a existência, propondo uma nova forma de pensar a dor e a felicidade.

    A obra reúne os temas que constituem a base do conhecimento humano, como:

    O Amor (I Metafísica do Amor, II Esboços acerca das mulheres), A Morte, A Arte, A Moral (I O Egoísmo, II A Piedade, III Resignação, Renúncia, Ascetismo e Libertação), A Religião, A Política e O Homem e a Sociedade.

    O ataque da ciência à teologia, a denúncia socialista da pobreza e da guerra, a tensão biológica pela sobrevivência, contribuíram para que o filósofo conquistasse finalmente a fama.

    Arthur Schopenhauer faleceu em Frankfurt, Alemanha, no dia 21 de setembro de 1860.

    Nascimento: 22 de fevereiro de 1788, Gdansk, Polônia

    Falecimento: 21 de setembro de 1860, Cidade Livre de Frankfurt

    Reflexão 07 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 08 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 08 de Julho 23

    “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

    Simone de Beauvoir

    Simone de Beauvoir (1908-1986) foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, foi considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

    Com seus romances, ensaios e peças, nos quais transparece uma clara intenção didática, Simone de Beauvoir contribuiu para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.

    Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.

    Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925, Simone de Beauvoir ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.

    Ademais, em seguida, Simone de Beauvoir estudou Filosofia na Universidade de Sorbonne, onde entrou em contato com outros jovens intelectuais como René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um longo e polêmico relacionamento. Em 1929 concluiu o curso de Filosofia.

    Além disso, em 1931, com 23 anos, Simone de Beauvoir nomearam-na professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até 1932. Em seguida foi transferida para Ruen. Em 1943, retornou a Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.

    O Segundo Sexo (1949)

    Em 1949, Simone de Beauvoir publicou “O Segundo Sexo”, o principal livro da escritora, que representou uma desconstrução para os padrões impostos pela sociedade e pela igreja da época.

    Ademais, a obra, que alcançou repercussão internacional, serviu de referência para o movimento feminista mundial e marcou toda uma geração interessada, como a autora, na abolição das questões ligadas à opressão feminina e à busca da independência da mulher diante da sociedade.

    Além disso, escrita em dois volumes, o primeiro representa a parte filosófica do pensamento da autora, em que ela apresenta importantes reflexões sobre o existencialismo e o contexto social da época – que trata de maneira desigual os papéis do homem e da mulher.

    Ademais, na segunda parte, Simone traz a célebre frase que explicita a ideia fundamental da filosofia existencialista, segundo a qual a existência precede a essência

    Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris

    Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França

    Reflexão 08 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 10 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 10 de Julho 23

    “⁠A vida sem reflexão não merece ser vivida.”

    Sócrates

    Sócrates (470-399 a.C.) foi um filósofo da Grécia antiga, o primeiro pensador do trio de antigos filósofos gregos, que incluía Platão e Aristóteles, a estabelecer os fundamentos filosóficos da cultura ocidental. “Conhece-te a ti mesmo” é a essência de todo seu ensinamento.

    Sócrates nasceu em Atenas, Grécia, no ano de 470 a.C. Filho de um escultor e pedreiro e de uma parteira, da sua infância nada se sabe. Em sua juventude, tomou parte de três campanhas militares.


    Além disso, entre 406 e 405 a.C., integrou o conselho legislativo de Atenas. Em 404 a.C. arriscou a vida por recusar-se a colaborar em manobras políticas arquitetadas pela dinastia dos Trinta Tiranos, que governavam a cidade.

    Homem feito, Sócrates chamava atenção não só pela sua inteligência, mas também pela estranheza de sua figura e seus hábitos. Corpulento, baixo, nariz chato, olhos saltados, vestes rotas, pés descalços, vagava pelas ruas de Atenas.

    Sócrates costumava passar horas, mergulhado em seus pensamentos. Quando não estava meditando solitário, conversava com seus discípulos, procurando ajudá-los na busca da verdade.

    Período Socrático

    Antes de Sócrates surgir no panorama intelectual da Grécia, os filósofos estavam voltados para a explicação natural do universo, período que ficou conhecido como “pré-socrático”.

    Ademais, no final do século V a.C. iniciou-se a segunda fase da filosofia grega, que ficou conhecida como “socrática”, onde a preocupação de maior vulto se relacionava com o indivíduo e a organização da humanidade.

    Esses filósofos passaram a perguntar: O que é a verdade? O que é o bem? O que é a justiça?

    As ideias de Sócrates

    Para Sócrates sua maior ambição era ser não somente um mestre, mas um benfeitor da humanidade. Desejava ver a justiça social estabelecida em todo o mundo.

    Sócrates não tinha propriamente uma escola, mas um círculo de familiares e de discípulos, com os quais se encontrava no ginásio do Liceu. Tratava dos negócios alheios e esquecia os seus. Sua mulher, Xantipa, dizia que ele era um deus para os jovens atenienses.

    Sócrates tinha um meio característico de expressar suas ideias. A fim de transmitir o saber, jamais respondia a perguntas, pelo contrário, fazia perguntas.

    Nascimento: Alópece

    Falecimento: 15 de fevereiro de 399 a.C., Atenas Clássica

    Reflexão 10 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 11 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 11 de Julho 23

    “O importante não é viver, mas viver bem”

    Platão

    Platão foi um filósofo grego da antiguidade, considerado um dos principais pensadores da história da filosofia. Era discípulo do filósofo Sócrates.

    Ademais, sua filosofia é baseada na teoria de que o mundo que percebemos com nossos sentidos é um mundo ilusório, confuso. O mundo espiritual é mais elevado, eterno, onde o que existe verdadeiramente são as ideias, que só a razão pode conhecer.

    Infância e juventude

    Platão nasceu em Atenas, Grécia, provavelmente no ano 427 a.C. Pertencia a uma das mais nobres famílias de Atenas.

    Como todo aristocrata de sua época, recebeu educação especial, estudou leitura e escrita, música, pintura, poesia e ginástica Era excelente atleta, participou dos jogos olímpicos como lutador.

    Seu nome verdadeiro era Arístocles, mas recebeu o apelido de “Platão”, que em grego significa “ombros largos”.

    Por tradição de família, Platão desejava dedicar-se à vida pública e fazer uma brilhante carreira politica, como descreveu em uma de suas muitas cartas.

    Platão e Sócrates

    Desde cedo, Platão tornou-se discípulo de Sócrates, aprendendo e discutindo com esse filósofo os problemas do conhecimento do mundo e das virtudes humanas.

    Além disso, quando condenaram Sócrates à morte sob a acusação de “perverter a juventude”, Platão desiludiu-se da política e resolveu voltar-se inteiramente para a filosofia.

    Sua amizade com Sócrates quase lhe custou a vida. Obrigado a deixar a cidade, retirou-se para Megara, onde conviveu com Euclides.

    Ademais, viajou por Cirene, Itália e Egito, entrando em contato com grandes mentalidades da época. Foram doze anos aprendendo, e criando sua própria filosofia.

    Filosofia Platônica

    Para explicar seu pensamento filosófico, Platão escreveu em forma de diálogo, no livro VII da República, uma história famosa: “o mito da caverna”.

    Platão explica que a alma, antes de ficar aprisionada no corpo, habita o “mundo luminoso das ideias”, guardando apenas vagas lembranças dessa existência anterior.

    Além disso, as ideias, para Platão, são objetos imutáveis e eternos do pensamento e servem para explicar a aquisição de conceitos, a possibilidade de conhecimentos e o significado das palavras. Dizia ele:

    Platão é também famoso por sua “teoria da anamnese” (reminiscência).

    De acordo com a qual, muitos de nossos conhecimentos não se adquirirem através da experiência, mas já conhecidos pela alma na ocasião do nascimento, uma vez que a experiência serve apenas para ativar a memória.

    Nascimento: Atenas Clássica

    Falecimento: Atenas, Grécia

    Reflexão 11 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 12 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 12 de Julho 23

    “Toma para ti o conselho que dá aos outros.”

    Tales de Mileto

    Tales de Mileto foi um filósofo, matemático e astrônomo grego, considerado um dos mais importantes representantes da primeira fase da filosofia grega chamada de Pré-Socrática ou Cosmológica. Para Tales, a água era o elemento fundamental do universo e de toda a matéria.

    Nenhum escrito de Tales sobreviveu e as realizações que lhe são atribuídas baseiam-se em referências tardias ou em lendas mantidas pela tradição. 

    Tales de Mileto nasceu em Mileto, antiga colônia grega da Ásia Menor, localizada na região da Jônia, na atual Turquia, por volta de 624 a. C.

    Além disso, acredita-se que começou sua vida como mercador e enriqueceu o suficiente para se dedicar ao estudo e realizar algumas viagens. Supõe-se que esteve no Egito onde aprendeu geometria e na Babilônia onde entrou em contato com tabelas e instrumentos astronômicos.

    Ademais, sabe-se que Tales desempenhou funções políticas em sua cidade e que realizou trabalhos nas áreas da filosofia, geometria e astronomia. Segundo Heródoto, Tales foi um estadista de visão que advogou a federação das cidades jônicas da região do Egeu.

    A filosofia pré-socrática

    A filosofia grega compreende três períodos: pré-socrático, socrático e pós-socrático. O período pré-socrático compreende os primeiros filósofos propriamente ditos, ou seja, os que procuravam explicar racionalmente o universo, sem recorrer a entidades sobrenaturais.

    Os filósofos pré-socráticos foram reunidos em diversas escolas de pensamentos: Escola Jônica (ou Escola de Mileto), Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística e Os Sofistas.

    A Escola Jônica, ou Escola de Mileto, fundada no século VI a.C. na colônia grega de Jônia, na Ásia Menor, na atual Turquia. Os principais filósofos da Escola Jônica foram: Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes. 

    Além disso, os filósofos da Escola de Mileto eram homens de saber prático, acostumados a viajar, dedicados à política e ao trabalho intelectual. A preocupação desses filósofos era perguntar e compreende a natureza do mundo.

    Diante da multiplicidade e da mutabilidade das aparências, buscavam um princípio unificador imutável, ao qual chamaram de “arké” – origem, substrato e causa de todas as coisas.

    Buscando entender a origem de todas as coisas, chegaram a conclusões diferentes, mas todas ligadas a uma explicação física dos fenômenos.

    Reflexão 12 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 13 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 13 de Julho 23

    “O que a história ensina é que os governos e as pessoas nunca aprendem com a história.”

    Georg Wilhelm Friedrich Hegel

    Friedrich Hegel foi um filósofo alemão, um dos criadores de sistemas filosóficos do final do século XVIII e início do século XIX. Representou a culminância do “idealismo alemão”.

    Hegel lançou as bases da maior parte das tendências filosóficas e ideológicas posteriores, como o marxismo, o existencialismo e a fenomenologia.

    Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831) nasceu em Stuttgart, Alemanha, no dia 27 de agosto de 1770. Seu pai era um funcionário público. Desde pequeno, recebeu uma esmerada educação cristã.

    Dialética hegeliana

    A ideia de dialética, entendida como estrutura da realidade e do pensamento, Friedrich Hegel herdou de Heráclito de Éfeso. Para Hegel, o fundamento supremo da realidade não podia ser o “absoluto” nem o “eu”, e sim a “ideia”, que se desenvolve numa linha de estrita necessidade.

    A dinâmica dessa necessidade não teria sua lógica determinada pelos princípios de identidade e contradição, mas sim pela “dialética”, realizada em três fases: “tese”, “antítese” e “síntese”. Assim, toda realidade, primeiro “se apresenta”, depois se nega a si própria e em um terceiro momento supera e elimina essa contradição.

    De acordo com o as três fases do processo dialético que Hegel denominou “simplicidade, cisão e reconciliação, dão origem a contradições novas e novas soluções.

    Idealismo Absoluto ou Hegelianismo

    A ideia fundamental de Hegel é a de que o objetivo da filosofia é o mesmo da religião, o absoluto em Deus.

    Enquanto a religião o apreende na forma da representação/imagem e sentimento, a filosofia o apreende na forma do conceito, compreendendo-o como unidade ou síntese do finito e do infinito.

    Para Hegel a religião absoluta é o cristianismo, que se distingue das demais por sua ideia da encarnação, que representa a união do divino e do humano.

    O sistema desenvolvido por Hegel, o idealismo absoluto, abrangeu várias áreas do conhecimento como a lógica, a filosofia da natureza e a filosofia do espírito.

    A lógica de Hegel

    A lógica de Hegel é uma ontologia, que estuda o ser, a essência e o conceito. O ser enquanto tal é o imediatamente indeterminado, quer dizer, o nada.

    Essa aparente contradição se resolve no devir, ao longo do qual o não ser vem a ser (o homem nasce) e o ser deixa de ser (o homem morre). Nada há no céu e na terra, escreve Hegel, que não contenha ao mesmo tempo o ser e o nada.

    A tese, ser. e a antítese, nada, não passam pois, de abstrações ou momentos de um processo em que ambas são absorvidas e superadas na e pela síntese. A realidade é assim, contraditória ou dialética em si mesma e não apenas no nosso pensamento.

    Nascimento: 27 de agosto de 1770, Stuttgart, Alemanha

    Falecimento: 14 de novembro de 1831, Berlim, Alemanha

    Reflexão 13 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 14 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 14 de Julho 23

    “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”

    Immanuel Kant

    Immanuel Kant foi um filósofo alemão, fundador da “Filosofia Crítica” – sistema que procurou determinar os limites da razão humana. Sua obra é considerada a pedra angular da filosofia moderna.

    Sua obra-prima “Crítica da Razão Pura” deu início a grande era da metafísica alemã. A obra diz respeito a “tudo que transcende o mundo físico que experimentamos”.

    Infância e Formação

    Immanuel Kant nasceu na cidade báltica de Königsberg, então capital da província alemã da Prússia Oriental (atualmente Kaliningrado, na Rússia), no dia 22 de abril de 1724. Filho de um artesão de descendência escocesa era o quarto de nove filhos.

    Na época do nascimento de Kant, a Prússia Oriental se recuperava das devastações trazidas pela guerra e pela peste, que dizimou mais da metade da população.

    Além disso, sua mãe tinha o hábito de levá-lo para passeios no campo e dizer-lhe o nome das plantas e flores. À noite, costumava mostrar-lhe as estrelas indicando o seu nome e as constelações a que pertenciam.

    Kant passou grande parte de sua vida nos arredores de sua cidade natal. Dos pais luteranos recebeu uma severa educação religiosa. Dos oito aos 16 anos frequentou a escola local.

    Em 1737, sua mãe faleceu. Em 1740, Ademais, com 16 anos, Kant ingressou na Universidade de Königsberg, como estudante de Teologia. No início, recebeu ajuda financeira da igreja e colaborava dando aulas para alguns alunos mais atrasados.

    Pensamento Filosófico de Kant

    O pensamento filosófico de Kant se distingue por três períodos distintos:

    • Em seu período inicial, Kant sofreu a influência da filosofia de Leibniz e de Christian Wolff e na física de Newton, como fica evidente em seu trabalho: “História Geral da Natureza e Teoria do Céu”.
    • No segundo período, gradativamente, Kant se deixou influenciar pela ética e pela filosofia empírica dos ingleses, sobretudo de David Hume. Segundo o próprio Kant, ele “despertou do sono dogmático.” Passou a adotar uma postura crítica ante a estreita correlação entre conhecimento e realidade. Nessa época publicou; “Sonhos de Um Visionário” (1766).
    • No terceiro período, Kant desenvolveu a sua própria “Filosofia Crítica”, que começou, em 1770, com sua aula inaugural como professor de Filosofia, intitulada: “Sobre a Forma e Os Princípios do Mundo Sensível e Inteligente”, conhecida como “Dissertação”, quando ele estabeleceu as bases sobre as quais se desenvolveria sua obra filosófica.

    A Filosofia de Kant

    Além disso, o sistema filosófico Kantiano foi concebido como uma síntese e superação das duas grandes correntes da filosofia da época: o “racionalismo” que enfatizava a preponderância da razão como forma de conhecer a realidade, e o “empirismo”, que dava primazia à experiência.

    Com Kant surge o “Racionalismo Crítico” ou “Criticismo”: sistema que procura determinar os limites da razão humana. Sua filosofia foi sintetizada em suas três obras principais: “Crítica da Razão Pura”, “Crítica da Razão Prática” e “Crítica do Juízo”.

    Ademais, com a publicação de “Crítica da Razão Pura” (1781), sua obra-prima, Kant tratou de fundamentar o conhecimento humano e fixar seus limites. Além disso, diante da questão: “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos?” Kant colocou a razão num tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não tem fundamento. Com isso pretendia superar a dicotomia racionalismo-empirismo.

    Nascimento: 22 de abril de 1724, Königsberg

    Falecimento: 12 de fevereiro de 1804, Königsberg

    Reflexão 14 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 16 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 16 de Julho 23

    “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”

    Paracelso 

    .

    Paracelso foi um médico, alquimista e filósofo suíço. Revolucionou a medicina de seu tempo ao anunciar alguns dos princípios que seriam resgatados no século XIX pela homeopatia.

    Médico inovador e criativo, preparou e aplicou muitos novos medicamentos, formados sobretudo de substâncias tóxicas como o arsênio, o mercúrio, o enxofre e o ópio.

    Biografia

    Philippus Aureolus Theophrastus Bombast von Hohenheim, conhecido como Paracelso, nasceu em Einseideln, na Suíça,  entre 10 e 14 de novembro de 1493. Formou-se em medicina em Viena e doutorou-se em Ferrara na Universidade de Basileia.

    Adotou o nome Paracelso, que para muitos significa “superior a Celso” (Aulo Cornélio Celso, famoso médico romano do século I). Para outros, vem do equivalente ao seu sobrenome alemão “Hohenheim”, “lugar alto”. Porém, o prefíxo grego pará ocorre com certa frequência nos escritos de Paracelso como sentido superlativo.

    Após uma estada em Tirol, quando se ocupou em pesquisar a natureza dos minerais, voltou para a Basileia, quando, em 1527, chamaram-no para ocupar uma cadeira no curso de medicina.

    Paracelso, com suas ideias inovadoras, opunha-se à medicina ensinada na época, baseada nas teses de Cláudio Galeno, Avicena e Rhazés. Afastado do cargo e viajou pela Europa, estudando e divulgando suas teorias.

    Precursor da homeopatia

    Paracelso pretendia que houvesse correspondência entre o mundo exterior e as diversas partes do organismo humano, e seguindo as lições dos alquimistas, no entanto, ensinava que o “mercúrio, o sal e o enxofre” eram os elementos principais do nosso corpo.

    Segundo ele, a predominância de um deles causaria determinada enfermidade. De suas observações surgiram métodos inovadores. Em 1530 fez a melhor descrição até então registrada da sífilis e assegurou que a doença podia ser curada com doses de mercúrio.

    Em 1536 publicou “Grande Tratado de Cirurgia”, que lhe trouxe fama e riqueza. Descobriu que a doença dos mineiros era silicose e não castigo divino, como se acreditava, e enunciou alguns dos princípios que seriam, no futuro, resgatados no século XIX por Hahnemann, fundador da homeopatia.

    Sempre perseguido, Paracelso encontrou refúgio em Salzburg onde permaneceu, graças à proteção do arcebispo Ernst, até seus últimos dias.

    Nascimento: Egg SZ, Einsiedeln, Suíça

    Falecimento: 24 de setembro de 1541, Salzburgo, Áustria

    Reflexão 14 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 15 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 15 de Julho 23

    “A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla.”

    David Hume

    David Hume foi um filósofo, historiador, ensaísta e diplomata escocês. Tornou-se conhecido por seu radical sistema filosófico baseado no empirismo, ceticismo e naturalismo.

    Considerado um dos mais importantes representantes do empirismo radical e um dos mais destacados filósofos modernos do Iluminismo.

    Acusado de herege pela Igreja Católica, relacionaram suas obras no “Índice dos Livros Proibidos”.

    David Hume nasceu em Edimburgo, Escócia no dia 7 de maio de 1711. Filho de um prestigiado advogado, desde jovem demostrou interesse pela filosofia e pelas artes.

    Além disso, em 1724, com apenas 13 anos, devido a sua precocidade intelectual, foi enviado pela família para cursar Direito na Universidade de Edimburgo. Depois de dois anos deixou a universidade e se viu obrigado a trabalhar.

    Ademais, ingressou no mundo do comércio e empregou-se em uma importadora de açúcar em Bristol, na Inglaterra. Nessa época, se dedicava à leitura de obras literárias, filosóficas e históricas, além de estudar matemática e ciências naturais.

    Em 1734, com o objetivo de se aprofundar nos estudos, David Hume viajou para a França. Entre 1734 e 1737 escreveu grande parte de seu “Tratado”.

    Além disso, em 1737 retornou à Inglaterra. Ademais, nessa época trabalhou como preceptor de um jovem marquês e depois como secretário do general James St. Clair, a quem acompanhou em uma missão diplomática em Viena e Turim.

    Teoria de David Hume

    Influenciado pelo empirismo de John Loock, Hume radicalizou e criou o “fenomenismo” – teoria filosófica que  contraria as crenças naturais e do sentido comum.

    Hume dizia que todo conhecimento só é possível através das percepções da experiência, percepções que podem ser “impressões”, dados diretos dos sentidos ou da consciência interna, ou “ideias”, que resultam da combinação de impressões.

    Segundo ele, existem ideias simples e compostas, essas últimas, produto da generalização, mas todas podem reduzir-se a uma associação de impressões, noções como a relação causa-efeito.

    Além disso, nessa linha de pensamento, Hume questionou a existência da alma. É a generalização de ideias simples que conduz à crença de que existe um “eu” pensante, idêntico a si mesmo.

    Segundo Hume, há somente um conjunto de conteúdos de consciência, sem substância que lhe sirva de suporte.

    A moralidade e a religião, por conseguinte, são apenas o resultado de costumes e hábitos. Devem basear-se no bem comum, que constitui o princípio fundamental da sociedade.

    Últimos anos

    Em 1756, Hume foi acusado de heresia e de ateísmo, sendo alvo de um processo mal sucedido de excomunhão.

    Considerado um herege, os livros de Hume foram condenados pela Igreja Católica, sendo incluídos no “Índice dos Livros Proibidos”.

    Além disso, depois de uma estada de três anos em Londres, em 1769, Hume retirou-se definitivamente para Edimburgo. Dedicou-se à revisão de sua obra e redigiu uma autobiografia, que só foi publicada após sua morte.

    Ademais, apesar da rejeição da Igreja e a recusa do mundo acadêmico, sua influência posterior na teoria do conhecimento influenciou filósofos e pensadores, como Immanuel Kant, John Mill, e Augusto Cont

    Nascimento: 7 de maio de 1711, Edimburgo, Reino Unido

    Falecimento: 25 de agosto de 1776, Edimburgo, Reino Unido

    Reflexão 15 de Julho 23 – Foz em Destaque