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  • Reflexão Diária: 12 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 12 de Junho 23

    “O amor é a força mais sutil do mundo.”

    Mahatma Gandhi

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    Mahatma Gandhi foi um líder pacifista indiano. Principal personalidade da independência da Índia, então colônia britânica, ganhou destaque na luta contra os ingleses por meio de seu projeto de não violência.

    Além de sua luta pela independência da Índia, certamente, também ficou conhecido por seus pensamentos e sua filosofia. Recorria a jejuns, marchas e à desobediência civil, ou seja, estimulava o não pagamento dos impostos e o boicote aos produtos ingleses.

    Entretanto, as rivalidades entre hindus e muçulmanos retardaram o processo de independência. Contudo, com o início da Segunda Guerra Mundial, Gandhi voltou a lutar pela retirada imediata dos britânicos do seu país. Só em 1947 os ingleses reconheceram a independência da Índia, de fato.

    Morte

    Um ano após conquistar a independência, Gandhi foi assassinado a tiros por um hindu quando se encontrava em Nova Délhi, capital indiana.

    Segundo a tradição, seu corpo foi incinerado. E suas cinzas, jogadas no Rio Ganges, local sagrado para os hindus.

    Pensamento de Gandhi

    A atividade política de Mahatma (grande alma) esteve sempre ligada ao seu pensamento filosófico da não violência, o único caminho para a conquista da igualdade.

    Se opor violência a violência só aumenta o mal. Para ele, a libertação da alma humana em relação à servidão terrestre só pode ser alcançada através de uma disciplina diária. Ou seja, uma rigorosa meditação, jejuns e orações, o que conduz a um completo domínio dos sentidos.

    Considerado uma importante referência histórica para os movimentos pacifistas ocorridos no mundo.

    Nascimento: 2 de outubro de 1869, Porbandar, Índia

    Assassinato: 30 de janeiro de 1948, Birla House, Nova Delhi, Índia

    Reflexão 12 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 13 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 13 de Junho 23

    “Nada é permanente, exceto a mudança”

    Heráclito

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    Heráclito foi um filósofo pré-socrático da Ásia Menor. Escreveu com extrema complexidade a respeito da ciência, da teologia e das relações humanas. Foi considerado o precursor da dialética e um dos fundadores da metafísica.

    Heráclito nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, na Ásia Menor (atual Turquia), no ano de 540 a.C. Filho de tradicional família de sacerdotes, abriu mão de seus direitos em benefício do seu irmão.

    Dedicou-se ao estudo e reflexões em busca da explicação natural do universo.

    Heráclito tentava encontrar o “physis” – o princípio gerador e regulador de todas as coisas da natureza sem recorrer às divindades.

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    Teoria filosófica de Heráclito

    Heráclito considerava que a natureza estava em constante “devir” (transformação), e o fogo era a substância original, ou seja, o primeiro elemento na composição da matéria.

    Para Heráclito, o fogo é a matéria fundamental, o substrato de todas as metáforas e conexão universal. Era definido como mobilidade e inquietação.

    Para ele, tudo está em constante movimento, o mundo passa por criações e destruições perpétuas, porque tudo flui, tudo muda.

    Tais mudanças, porém, não se fazem ao acaso. A marcha e a ordem dos acontecimentos são guiadas pelo “logos”, essência racional do Universo, expressa pelo fogo.

    O logos de Heráclito não é apenas a razão das coisas, mas o fogo que as ilumina e permite vê-las, não apenas o “sentido” do real, mas o pensamento, a sabedoria.

    Ser sábio consiste em saber que o pensamento governa todas as coisas.

    Conforme Heráclito, uma incessante luta de contrários guia o fluxo das coisas. Tudo aquilo que parece estático, por pouco ou muito tempo, está na verdade em equilíbrio, pela ação recíproca de forças contrárias equivalentes. Apresentava-se assim, como um precursor da metafísica.

    Fragmentos de sua obra

    Em meados de 490 a.C. Heráclito escreveu “Sobre a Natureza”, da qual restam mais de cem fragmentos. Complexa e enigmática rendeu ao filósofo o codinome de “Obscuro”.

    Seus escritos, de extrema complexidade, tratam sobre ciência, teologia e relações humanas.

    Apesar de ter recebido influência de seus antecessores, fazia críticas ao pensamento vigente e chamava os poetas épicos de “tolos” e “Pitágoras” de impostor.

    Nascimento: Éfeso, Turquia

    Falecimento: Éfeso, Turquia

    Reflexão 13 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 14 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 14 de Junho 23

    “O meu desejo é que conseguisse eliminar todos os pensamentos que envenenam a minha felicidade, mas eu tiro uma espécie de prazer ao ser indulgente com eles.”

    Frederic Chopin

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    Frédéric Chopin, foi um músico polonês, radicado na França, considerado um dos mais importantes compositores para piano. 

    Essencialmente pianístico, é autor  de prelúdios, noturnos, sonatas, baladas, concertos, sendo admirado no mundo inteiro.

    Frédéric François Chopin (Frederyk  Franciszek Chopin, em polonês) nasceu em Zelazowa Wola, na Polônia, provavelmente no dia 22 de fevereiro de 1810. Apelidado pela família de “Fricek.”

    Seu pai, Nicolas Chopin, neto de imigrantes franceses, era capitão do exército rebelde e professor de francês. Sua mãe, a pianista polonesa Tekla Justina, era de origem aristocrática.

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    Chopin em Paris

    Chopin resolveu seguir para a França. No caminho, passou por Linz, Salzburgo, na Áustria. Demorou-se em Munique e seguiu para Stuttgart na Alemanha, onde saube que na Polônia o levante não teve êxito, e diversas pessoas foram levadas para as prisões na Sibéria.

    Sob o impacto desse desgosto e quase sem dinheiro, ele escreveu o “Opus 10”, posteriormente conhecido como “Revolucionário”.

    Ademais, ao chegar em Paris, o pianista traduziu seu nome para Frédéric François Chopin. Com uma carta de apresentação que levara para Ferdinand Paer, logo apresentado aos mais destacados músicos da cidade.

    Kalkbrenner, apesar de lhe indicar mais três anos de estudo, o levou para uma das mais famosas salas de concerto de Paris.

    Com a colaboração do pianista Hiller e o violoncelista Franchomme, Chopin organiza sua primeira apresentação pública na França. Assim, em fevereiro de 1832, Chopin se apresenta em um concerto coletivo com mais cinco pianistas.

    Depois, Chopin demonstrou seu estilo, sutil e delicado. O público explodiu em aplausos, e artistas como Franz Liszt e Mendelssohn o cumprimentaram efusivamente.

    Além disso, chopin volta aos salões aristocráticos e passa a dar aulas para as pessoas mais ricas de Paris. Depois da penúria, instala-se em um luxuoso apartamento, compra carruagem, contrata cocheiro e criados.

    Em 1833, publica numerosas criações, mas muitas ficam na gaveta, por cobrar preços exagerados. Essas obras só foram publicadas após sua morte.

    São desse período as “Cinco Mazurcas, Opus 7”, o “Trio para Piano, Violino e Violoncelo” e os “Três Noturnos, Opus 9”.

    Nascimento: 1 de março de 1810, Żelazowa Wola, Polônia

    Falecimento: 17 de outubro de 1849, Paris, França

    Reflexão 14 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 15 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 15 de Junho 23

    “Viverás a mais bela das vidas se fores indiferente às coisas indiferentes.”

    Marco Aurélio

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    Marco Aurélio (Imperador romano) foi imperador romano entre os anos de 161 e 180, o quarto imperador da dinastia dos Antoninos. Ficou conhecido como imperador-filósofo, pois cultivava ideias de justiça e bondade.

    César Marco Aurélio Antonino nasceu em Roma, Itália, em abril de 121. Ao nascer, sua família gozava de grande prestígio. Seu avô paterno era cônsul e prefeito de Roma.

    Sua avó materna herdou uma grande fortuna, fazendo Marco Aurélio conviver com a riqueza e o poder. Recebeu de mestres gregos esmerada educação humanística.

    Uma tia paterna casou com Antonino Pio que veio a ser imperador, sucedendo Adriano. Ao ficar órfão ainda jovem, Marco Aurélio foi adotado pelo tio, Antonino Pio.

    No ano 136, o imperador Adriano anunciou como seu sucessor, Lúcio Cômodo, que morreu dois anos depois. Adriano escolheu então Antonino Pio para suceder-lhe., porém, teria Antonino Pio o compromisso de adotar como filho o jovem Lúcio Vero, filho de Cômodo.

    Com a morte do Imperador Adriano em 138, Antonino Pio tornou-se imperador. Nessa época, Marco Aurélio foi três vezes cônsul e casou-se, em 145, com Faustina a filha do imperador.

    Em 147, Marco Aurélio recebeu o “Imperium” e a “Tribunicia potestas”, os maiores poderes formais do império.

    Imperador Romano

    Com a morte de Antonino Pio, em 161, Marco Aurélio, assumiu o trono juntamente com Lúcio Vero.

    Entre 162 e 166 Marco Aurélio e Lúcio Vero guerrearam contra os partos, que invadiram a Síria. Os romanos voltaram vitoriosos, mas trouxeram a peste, que dizimou muitas vidas.

    Em 168, enquanto os imperadores estavam em uma expedição ao longo do Danúbio, hordas germânicas invadiram a Itália e sitiaram Aquiléia. Os dois se voltaram contra os invasores e saíram vitoriosos.

    Em 169, Lúcio Vero morreu subitamente, deixando assim Marco Aurélio como único imperador de Roma.

    Marco Aurélio continuou a luta para restaurar a fronteira do Danúbio e saiu vitorioso. Tratou de pacificar as províncias do Oriente.

    Uma estátua equestre em bronze de Marco Aurélio, encontra-se na Piazza del Campidoglio, em Roma, em frente ao Palácio de Latrão.

    Marco Aurélio visitou a Antioquia, Alexandria e Atenas. Durante essas viagens, sua esposa Faustina faleceu.

    Em 177, seu filho Cômodo passou a governar junto com o pai. E foi com ele que as guerras do Danúbio foram retomadas.

    Seu governo foi marcado por sangrentas batalhas e graves problemas internos, porém, Marco Aurélio é citado como um excelente administrador, um homem misericordioso com os inimigos e justo nas suas decisões.

    Nascimento: 26 de abril de 121 d.C., Roma, Itália

    Falecimento: 17 de março de 180 d.C., Sírmio

    Reflexão 15 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 16 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 16 de Junho 23

    “A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos.”

    Montesquieu

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    Montesquieu (1689-1755) foi um filósofo social e escritor francês. É o autor de “Espírito das Leis”. Foi o grande teórico da doutrina que veio a ser mais tarde a separação dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. É considerado o autêntico precursor da Sociologia Francesa.

    Pensador influente nas áreas da filosofia da história e do direito constitucional, foi também um dos maiores prosadores da língua francesa. Montesquieu foi um dos grandes nomes do pensamento iluminista, junto com Voltaire, John Locke e Jean-Jacques Rousseau.

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    Juventude e formação

    Charles-Louis de Sécondat, conhecido como Montesquieu, nasceu no castelo de La Brède, perto de Bordéus, França, no dia 18 de janeiro de 1689. Filho de aristocratas, estudou no Colégio Juilly, onde fez sólidos estudos humanísticos.

    Além disso, com 16 anos, Montesquieu ingressou no curso de Direito da Universidade de Bordéus. Nessa época, frequentou os círculos da boêmia literária de Paris.

    Além disso, com a morte de seu pai, Montesquieu herdou o título de Barão de La Brède. Mais tarde, herdou de um tio o título de Barão de Montesquieu, e, uma propriedade rural produtora de vinho, que manteve pelo resto da vida.

    Seguindo uma tradição familiar, em 1714, tornou-se conselheiro do tribunal provençal de Bordéus, que presidiu entre 1716 e 1726. Ademais, quando resolveu conhecer de perto as instituições políticas de outros povos, Montesquieu percorreu vários países em viagem de estudos e, atraído pelo modelo político britânico esteve em Londres, entre 1729 e 1731.

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    A Filosofia da história

    Além disso, o humanismo de Montesquieu é o fundamento da obra “Considerações Sobre a Causa da Grandeza dos Romanos e de Sua Decadência” (1734) na qual o escritor procura determinar as causas da grandeza e da queda das nações e dos impérios.

    Ademais, na obra, Montesquieu explica o curso da história por meio de fatos naturais, econômicos, políticos, situação geográfica e amplitude de seus domínios. Além disso, como precursor das ideias de Turgot e Friedrich Hegel, Montesquieu foi um dos fundadores da filosofia da história. Foi o primeiro a usar o termo “decadência”, a propósito de uma nação e de seu destino histórico.

    Nascimento: 18 de janeiro de 1689, Brède, França

    Falecimento: 10 de fevereiro de 1755, Paris, França

    Reflexão 16 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 17 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Junho 23

    “A necessidade natural tem seu limite próprio, enquanto as necessidades artificiais e derivadas do mero prazer não conhecem limites”

    Séneca

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    Sêneca foi um filósofo, escritor e político romano. Mestre da retórica foi o principal representante do Estoicismo durante o Império Romano.

    Lucius Annaeus Sêneca, conhecido como Sêneca o Jovem, nasceu em Córdoba, Espanha, por volta do ano 04 a. C., durante o Império Romano. Filho do célebre orador Lucius Annaeus Séneca (o Velho), ainda criança, foi enviado a Roma para estudar oratória e filosofia.

    Em Roma, Sêneca recebeu ensinamentos de vários mestres que o iniciaram no Estoicismo. Mais tarde, passou uma temporada no Egito, para tratamento da saúde.

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    Senador Romano

    Quando retornou a Roma, por volta de 31 da era cristã, Sêneca iniciou sua carreira de orador e advogado e logo foi nomeado questor e em seguida Senador.

    Ao discursar no foro criticando a instituição da escravidão e as desigualdades sociais do governo de Calígula e, destacando a fraternidade e o amor como fundamento das relações entre os homens, provocou a ira de Calígula que se sentiu ofendido e decidiu mata-lo, porém Sêneca foi salvo por uma das amantes do imperador.

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    Trabalhos Filosóficos

    Em 41, com o assassinato de Calígula, sobe ao poder o imperador Cláudio. Nesse mesmo ano, acusam Sêneca de adultério com a princesa Julia Livilla, sobrinha do imperador. Então o exilam na ilha de Córsega, onde viveu oito anos.

    Ademais, nessa época, Sêneca dedicou-se aos estudos e redigiu seus principais tratados filosóficos, entre eles, “Ad Marciam de Consolationes”, “Ad Helviam” e “Ad Polybium” em que expõe os ideais estoicos clássicos de renúncia aos bens materiais e a busca da tranquilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação.

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    Conselheiro de Nero

    Ao Nero tornar-se imperador, Sêneca se tornou um de seus principais conselheiros e tentou orienta-lo para uma política justa e humanitária. Durante algum tempo, exerceu influência sobre o imperador, mas em 59, decepcionado com os maus instintos de Nero, Sêneca resolve se retirar da vida pública.

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    Últimos Textos

    Além disso, em 62, Sêneca passa a se dedicar a escrever e defender sua filosofia. Entre seus últimos textos estão um trabalho científico intitulado “Problemas Naturais”, os tratados: “Sobre a Brevidade da Vida” e “Sobre o Ócio” e, sua obra mais profunda, as “Epistolai Morales ad Lucilium”, em que reúne conselhos estoicos e elementos epicuristas na pregação de uma fraternidade universal, mais tarde adotadas pela igreja cristã.

    Sêneca deixou também nove peças dramáticas inspiradas nos modelos clássicos e que são de fato estudos das tensões emocionais a que se vêm submetidos os personagens. Entre elas: “Medeia”, “Fedra”, Édipo”, “Hércules” e “Agamenon” .

    Nascimento: 4 a.C., Córdoba, Espanha

    Falecimento: 65 d.C., Roma, Itália

    Reflexão 17 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 18 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 18 de Junho 23

    “O paladar é uma extensão da inteligência.”

    Antonin Carême, Chef Francês

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    Marie-Antoine Carême, chamado de Antonin Carême, foi um chef de cozinha francês. Tornou-se conhecido pela simplificação e codificação do estilo de culinária chamado haute cuisine, ou alta gastronomia francesa, que é o centro da culinária da França. Famoso como o “chef dos reis e o rei dos chefs”, é certamente lembrado como o primeiro chef celebridade. 

    Sabe-se apenas que a sua família era muito numerosa, pois o casal tinha 15 a 25 filhos. Antonin viveu na casa paterna até aos 9 ou 12 anos, depois, segundo a tradição, o pai levou-o a um restaurante e, após pagar a conta, despediu-se do filho com estas terríveis palavras: “Este é o último dinheiro que posso gastar contigo.” Nunca mais se voltaram a ver.

    A alta-cozinha

    No auge do caos da Revolução Francesa. Trabalhou como auxiliar de cozinha em um restaurante barato parisiense, em troca de cama e comida. Entretanto, em 1798, tornou-se aprendiz de Sylvain Bailly, um famoso pâtissier, proprietário de uma loja próxima ao Palais-Royal. Bailly logo reconheceu seu talento e ambição.

    Ademais, Carême ganhou fama em Paris por suas pièces montées, composições elaboradas usadas como arranjos de centro, que Bailly exibia na vitrine da pastelaria. Essas peças eram altas e feitas de material comestível como açúcar, marzipã e massa. Pois ele as modelava como templos, pirâmides e ruínas antigas, extraindo referências de livros de arquitetura histórica, que lia na Bibliothèque Nationale.

    Utilizando seu conhecimento de arquitetura, combinado com sua genialidade culinária, alguns de seus trabalhos em açúcar eram tão elaborados que cortesãos podiam dançar sobre eles enquanto entretinham o rei.

    Trabalhou criando arranjos para o diplomata e gourmet francês Charles Maurice de Talleyrand-Périgord, e também para outros membros da alta sociedade parisiense, incluindo Napoleão.

    Embora famoso por sua indiferença com relação à comida, Napoleão entendia a importância das relações sociais no mundo da diplomacia. Em 1804, deu dinheiro a Talleyrand para a compra do Château de Valençay, uma vasta propriedade fora de Paris. O château deveria tornar-se uma espécie de centro de atividades diplomáticas. Quando Talleyrand mudou-se para lá, levou Carême consigo.

    Então, Talleyrand propôs um teste a Carême: criar um menu para o ano inteiro, sem repetição e usando apenas os produtos da estação. Carême passou no teste e completou seu treinamento na cozinha de Talleyrand. Dessa forma, após a queda de Napoleão, Carême foi para Londres e trabalhou como chef de cuisine para o Príncipe Regente, George IV. Retornando ao continente, serviu ao Czar Alexander I em São Petersburgo, antes de retornar à Paris, onde trabalhou como chef para o banqueiro James Mayer Rothschild.

    Nascimento: 8 de junho de 1784, Paris, França

    Falecimento: 12 de janeiro de 1833, Paris, França

    Reflexão 18 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 19 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 19 de Junho 23

    “Nunca espere resultados diferentes se você toma as mesmas decisões. Nunca espere que as coisas sejam diferentes se você se envolve com a mesma pessoa. Sua felicidade depende das suas ações.”

    Glauber Rocha

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    Glauber Rocha (1939-1981) foi cineasta brasileiro. Um dos responsáveis pelo movimento de vanguarda intitulado “Cinema Novo”. Produziu filmes de grande repercussão, entre eles, “Terra em Transe” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”.

    Além disso, Glauber Pedro de Andrade Rocha nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, no dia 14 de março de 1939. Filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e de Lúcia Mendes de Andrade Rocha. Iniciou seus estudos em casa, com sua mãe. Ingressou no colégio do padre Palmeira.

    Ademais, mudou-se com a família para Salvador, em 1947. Estudou no Colégio 2 de Julho, instituição presbiteriana. Nessa época, participava de um grupo de teatro onde escrevia e atuava.

    Em 1959, ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, hoje Universidade Federal da Bahia. Participou do movimento estudantil e de um grupo de cineastas amadores.

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    Carreira de cineasta

    Nessa época, Glauber conheceu o cineasta Luiz Paulino dos Santos e teve seu primeiro contato com a produção de um filme ao colaborar com o curta-metragem “Um Dia Na Rampa”.

    Em 1959 dirigiu seu primeiro curta-metragem o documentário O Pátio (1959) e em seguida Cruz na Praça, em 1960.

    Além disso, em 1961, Glauber Rocha abandonou o curso de Direito para iniciar sua breve carreira de jornalista escrevendo como crítico de cinema. Nessa época, casou-se com sua colega de faculdade, Helena Ignez.

    Em 1961, Glauber Rocha dirigiu seu primeiro longa-metragem, “Barravento”, produzido por Braga Netto e Rex Schindler, que foi premiado na Tchecoslováquia.

    Cinema Novo

    Ademais, Glauber Rocha tornou-se o líder de um movimento que pregava um cinema nacional autêntico, “O Cinema Novo”, voltado para uma temática social e com preocupação com a linguagem.

    Ademais, no Rio de Janeiro o movimento foi encabeçado por Nelson Pereira dos Santos e Joaquim Pedro de Andrade, e em São Paulo por Roberto Santos.

    Nascimento: 14 de março de 1939, Vitória da Conquista, Bahia

    Falecimento: 22 de agosto de 1981, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

    Reflexão 18 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 20 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Junho 23

    “A morte não nos concerne, pois quando vivemos, a morte não está aqui. E quando ela chega, não estamos mais vivos.”

    Demócrito

    Demócrito foi um filósofo grego do período pré-socrático e agrupado na escola atomista. Julgava que todos os elementos do universo eram compostos de átomos.

    Além disso, demócrito de Abdera nasceu em Abdera, na Grécia, por volta de 460 a.C. Descendente de família nobre, aprofundou seus conhecimentos viajando por diversas cidades.

    Além disso, esteve em Atenas, Egito, Pérsia, Babilônia, Etiópia e Índia. Estudou filosofia, matemática, física, astronomia, ética, linguística e música.

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    Período pré-socrático

    Demócrito foi discípulo de Leucipo de Mileto. Sua obra, da qual só restam fragmentos, insere-se no contexto dos filósofos pré-socráticos.

    Além disso, os filósofos desse período buscavam descobrir, de maneira racional e lógica e não mais nos relatos míticos, o “arché” ou o princípio gerador de todas as coisas.

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    Teoria de Demócrito

    Os principais representantes da escola de Abdera foram Leucipo e Demócrito. Leucipo iniciou a “teoria atomista”, mas coube a Demócrito desenvolve-la.

    Segundo Demócrito, existem dois elementos principais para a formação de todas as coisas: o átomo e o vazio.

    Além disso, afirmava que os átomos são partículas indivisíveis, individuais, invariáveis, eternas e em perpetuo movimento, que diferem apenas pela forma, tamanho, posição e ordem.

    Os corpos são combinações de átomos ardentes, leves e esféricos. O deslocamento dos átomos em várias direções forma uma pluralidade de mundos.

    Ademais, entre as teorias dos filósofos gregos sobre a composição da matéria formadora do universo, o atomismo foi aquela que mais se aproximou das modernas concepções científicas.

    Nascimento: Abdera, Grécia

    Morte: ca. 370 a.C. (90 anos)

    Reflexão 20 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Junho 23

    “O ser é o não ser; o não ser é o nada; o nada, é tudo.”

    Parmênides.

    Parmênides foi um filósofo grego da Antiguidade, o primeiro pensador a discutir questões relativas ao “Ser”. Foi um dos três mais importantes filósofos da escola eleática, junto com Xenófanes e Zenão.

    Parmênides ou Parmênides de Eleia nasceu na colônia grega de Eleia, no litoral sudoeste da atual Itália, na Magna Grécia. Além disso, descendente de uma família rica e ilustre recebeu boa educação sendo admirado por seus conterrâneos por levar uma vida regrada e exemplar. Seu interesse pela filosofia o levou a se aproximar das ideias do filósofo Pitágoras (582-497) e da escola itálica. Esteve em Atenas, porém não se aprofundou nas questões difundidas por ele.

    Parmênides fez parte dos primeiros sábios gregos a estudar a natureza cosmológica, procurando um elemento constitutivo de todas as coisas sem recorrer aos mitos, portanto, é a passagem do mito para a razão. Na Grécia, o filósofo era também o homem do saber científico. Os escritos desses filósofos desapareceram com o tempo, e só restaram alguns fragmentos ou referências feitas por outros filósofos posteriores. Os primeiros filósofos gregos foram, mais tarde, classificados como pré-socráticos, pois a divisão da filosofia grega se centraliza na figura de Sócrates.

    Parmênides considera-se o fundador da escola eleática, criada em sua cidade natal. Nela se destacam também os filósofos Xenófanes e Zenão. Baseado nas teorias de Xenófanes partiu para desenvolver seus próprios pensamentos. Ademais o ser de sua teoria é equivalente à concepção de “deus” de Xenófanes. Os estudos foram baseados na ontologia (do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres), na razão e na lógica. Seu pensamento influenciou a filosofia de seus discípulos, entre eles, Melisso de Samos e Platão, como também a filosofia moderna e contemporânea.

    O Pensamento de Parmênides

    Ao contrário da maioria dos primeiros filósofos gregos que escreviam em prosa, Parmênides escreveu grande parte de seu pensamento na obra poética denominada “Da Natureza”, em versos hexâmetros semelhantes aos de Homero. A maioria dos primeiros filósofos considerava um elemento concreto como princípio de todas as coisas, porém Parmênides organizou uma doutrina seguindo um pensamento abstrato. Em sua doutrina, surge o monismo e o imobilismo, onde propôs que tudo que existe é eterno, imutável, indestrutível, indivisível, portanto imóvel.

    Além disso, Parmênides acreditava que o pensamento humano poderia atingir o conhecimento genuíno e a compreensão. Esta percepção do domínio do “ser” corresponde às coisas que são percebidas pela mente. Porém, o que é percebido pelas sensações é enganoso e falso, pertencendo ao domínio do “não ser”. Seu pensamento influenciou a “teoria das formas” de Platão (427-347).

    Data de nascimento: ca. 530 a.C.

    Reflexão 21 de Junho 23 – Foz em Destaque