Category: Reflexão do Dia

Reflexões e pensamentos.

  • Reflexão Diária: 06 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 06 de Junho 23

    “Não tenho certeza de nada mas a visão das estrelas me faz sonhar”

    Vincent van Gogh

    Vincent van Gogh foi um importante pintor holandês, um dos maiores representantes do pós-impressionismo. Van Gogh morreu praticamente no anonimato, depois de uma vida atormentada que o levou ao isolamento e finalmente ao suicídio.

    Com uma trajetória difícil, cheia de problemas emocionais, Van Gogh deixou uma obra comovente e vigorosa que se constitui em um dos maiores legados artísticos da humanidade.

    Infância e juventude melancólicas

    Vincent Willem van Gogh nasceu em Groot Zundert, uma pequena aldeia holandesa, no dia 30 de março de 1853. Filho de um pastor calvinista, era o primogênito de seis filhos. Passou a infância melancólico e inclinado à solidão.

    Gostava muito de ler, sobretudo histórias sobre os oprimidos, o que posteriormente justifica seu interesse pelo sofrimento e injustiças sociais. Em 1865 ingressou em um internato provinciano.

    Desajustado no lar e insatisfeito com a estrutura da sociedade à qual pertencia, com 16 anos aceitou a sugestão do pai e foi para Haia trabalhar com o tio, que abriu a filial da Galeria Goupil, importante empresa francesa que comerciava livros e obras de arte.

    Depois de três anos insiste com o tio para viajar e ver o mundo. É, então, mandado para Bruxelas, onde passa dois anos. Depois vai para Londres, sempre a serviço da galeria, onde permanece dois anos e meio.

    Ademais, em 1875, Van Gogh consegue realizar seu desejo de conhecer Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Mas não gosta do emprego. Dedica-se à leitura de livros sobre arte, forma opinião e discute com os clientes. Em abril de 1876 é demitido do grupo Goupil.

    Início da carreira como pintor

    Em 1880, Van Gogh vai para Bruxelas e, com o dinheiro que o irmão lhe manda, estuda anatomia e perspectiva. Agora sabe o que quer: será pintor. Passa os dias desenhando.

    Além disso, em 1881 muda-se para Haia, onde é acolhido pelo pintor Mauve. Pinta aquarelas, nas quais aparecem marinheiros, pescadores e camponeses. Pinta gente viva e ativa e critica os personagens da pintura clássica, “gente que não trabalha”.

    Escreve para o irmão: “Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”. Realiza numerosos desenhos e pinturas a óleo. No ano seguinte volta para a casa dos pais, onde passa os dias lendo e pintando.

    Além disso, em março de 1885 seu pai morre repentinamente. Em abril do mesmo ano, Van Gogh pinta Os Comedores de Batata, caracterizado pelas tonalidades escuras. Sobre essa tela o artista disse: “Poderíamos dizer que se trata de uma verdadeira pintura de camponeses. Eu sei que é”. 

    Nascimento: 30 de março de 1853, Zundert, Países Baixos

    Falecimento: 29 de julho de 1890, Auvers-sur-Oise, França

    Reflexão 06 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Junho 23

    “O ser é o não ser; o não ser é o nada; o nada, é tudo.”

    Parmênides.

    Parmênides foi um filósofo grego da Antiguidade, o primeiro pensador a discutir questões relativas ao “Ser”. Foi um dos três mais importantes filósofos da escola eleática, junto com Xenófanes e Zenão.

    Parmênides ou Parmênides de Eleia nasceu na colônia grega de Eleia, no litoral sudoeste da atual Itália, na Magna Grécia. Além disso, descendente de uma família rica e ilustre recebeu boa educação sendo admirado por seus conterrâneos por levar uma vida regrada e exemplar. Seu interesse pela filosofia o levou a se aproximar das ideias do filósofo Pitágoras (582-497) e da escola itálica. Esteve em Atenas, porém não se aprofundou nas questões difundidas por ele.

    Parmênides fez parte dos primeiros sábios gregos a estudar a natureza cosmológica, procurando um elemento constitutivo de todas as coisas sem recorrer aos mitos, portanto, é a passagem do mito para a razão. Na Grécia, o filósofo era também o homem do saber científico. Os escritos desses filósofos desapareceram com o tempo, e só restaram alguns fragmentos ou referências feitas por outros filósofos posteriores. Os primeiros filósofos gregos foram, mais tarde, classificados como pré-socráticos, pois a divisão da filosofia grega se centraliza na figura de Sócrates.

    Parmênides considera-se o fundador da escola eleática, criada em sua cidade natal. Nela se destacam também os filósofos Xenófanes e Zenão. Baseado nas teorias de Xenófanes partiu para desenvolver seus próprios pensamentos. Ademais o ser de sua teoria é equivalente à concepção de “deus” de Xenófanes. Os estudos foram baseados na ontologia (do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres), na razão e na lógica. Seu pensamento influenciou a filosofia de seus discípulos, entre eles, Melisso de Samos e Platão, como também a filosofia moderna e contemporânea.

    O Pensamento de Parmênides

    Ao contrário da maioria dos primeiros filósofos gregos que escreviam em prosa, Parmênides escreveu grande parte de seu pensamento na obra poética denominada “Da Natureza”, em versos hexâmetros semelhantes aos de Homero. A maioria dos primeiros filósofos considerava um elemento concreto como princípio de todas as coisas, porém Parmênides organizou uma doutrina seguindo um pensamento abstrato. Em sua doutrina, surge o monismo e o imobilismo, onde propôs que tudo que existe é eterno, imutável, indestrutível, indivisível, portanto imóvel.

    Além disso, Parmênides acreditava que o pensamento humano poderia atingir o conhecimento genuíno e a compreensão. Esta percepção do domínio do “ser” corresponde às coisas que são percebidas pela mente. Porém, o que é percebido pelas sensações é enganoso e falso, pertencendo ao domínio do “não ser”. Seu pensamento influenciou a “teoria das formas” de Platão (427-347).

    Data de nascimento: ca. 530 a.C.

    Reflexão 21 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 05 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 05 de Junho 23

    “Pois toda felicidade não é mais, talvez, que felicidade de expressão.”

    Michel Foucault

    Michel Foucault foi um filosofo francês que exerceu grande influência sobre os intelectuais contemporâneos. Ficou conhecido por suas posição contrária ao sistema prisional tradicional.

    O pensador estruturalista elaborou uma análise original dos discursos que regem as instâncias de saber e poder da sociedade e criticou a psiquiatria e a psicanálise.

    Formação

    Michel Paul Foucault nasceu em Poitiers, França, no dia 15 de outubro de 1926. Estudou no Lycée Henri IV, e em seguida, na École Normale Supérieure, em Paris, onde desenvolveu um interesse pela filosofia.

    Foi aluno da Sorbonne, onde se formou em filosofia e psicologia. Em 1954, publicou “Doença Mental e Psicologia”.

    Após vários anos como diplomata cultural no exterior, ele retornou à França, e a partir de 1960, passou a lecionar na Universidade de Clemont-Ferrand e em universidades da Alemanha e da Suécia. Em 1961, publicou sua grande obra: “História da Loucura na Era Clássica”.

    Além disso, em 1966, após deixar Clemont, Foucault lecionou na Universidade de Tunis, permanecendo até 1968, quando retornou à França e passou a chefiar o departamento de filosofia da nova universidade experimental de Paris.

    Ademais, em 1970, Foucault passou a lecionar “História do Pensamento” no Colégio de França. Tornou-se um ativista de vários grupos envolvidos em campanhas contra o racismo, contra os abusos dos direitos humanos e em campanhas pela reforma penal.

    Michel Foucault esteve cinco vezes no Brasil, a primeira foi em 1965. No final dos anos 70, foi descoberto pela universidade de Berkeley, na Califórnia, onde foi bem acolhido, e realizou palestras.

    As Teorias de Foucault

    As teorias de Foucault abordam principalmente a relação entre o poder e o conhecimento e como elas são usadas com o objetivo de controle social através das instituições.

    Embora citado como estruturalista e pós-modernista Foucault rejeitou esse rótulo preferindo apresentar seu pensamento como uma história crítica da modernidade.

    Suas teorias influenciaram acadêmicos, que trabalham em estudos de sociologia, teoria literária, teoria crítica, comunicação e também alguns grupos ativistas.

    Nascimento: 15 de outubro de 1926, Poitiers, França

    Falecimento: 25 de junho de 1984, Paris, França

    Reflexão 05 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 20 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Junho 23

    “A morte não nos concerne, pois quando vivemos, a morte não está aqui. E quando ela chega, não estamos mais vivos.”

    Demócrito

    Demócrito foi um filósofo grego do período pré-socrático e agrupado na escola atomista. Julgava que todos os elementos do universo eram compostos de átomos.

    Além disso, demócrito de Abdera nasceu em Abdera, na Grécia, por volta de 460 a.C. Descendente de família nobre, aprofundou seus conhecimentos viajando por diversas cidades.

    Além disso, esteve em Atenas, Egito, Pérsia, Babilônia, Etiópia e Índia. Estudou filosofia, matemática, física, astronomia, ética, linguística e música.

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    Período pré-socrático

    Demócrito foi discípulo de Leucipo de Mileto. Sua obra, da qual só restam fragmentos, insere-se no contexto dos filósofos pré-socráticos.

    Além disso, os filósofos desse período buscavam descobrir, de maneira racional e lógica e não mais nos relatos míticos, o “arché” ou o princípio gerador de todas as coisas.

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    Teoria de Demócrito

    Os principais representantes da escola de Abdera foram Leucipo e Demócrito. Leucipo iniciou a “teoria atomista”, mas coube a Demócrito desenvolve-la.

    Segundo Demócrito, existem dois elementos principais para a formação de todas as coisas: o átomo e o vazio.

    Além disso, afirmava que os átomos são partículas indivisíveis, individuais, invariáveis, eternas e em perpetuo movimento, que diferem apenas pela forma, tamanho, posição e ordem.

    Os corpos são combinações de átomos ardentes, leves e esféricos. O deslocamento dos átomos em várias direções forma uma pluralidade de mundos.

    Ademais, entre as teorias dos filósofos gregos sobre a composição da matéria formadora do universo, o atomismo foi aquela que mais se aproximou das modernas concepções científicas.

    Nascimento: Abdera, Grécia

    Morte: ca. 370 a.C. (90 anos)

    Reflexão 20 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 03 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 03 de Junho 23

    “Lembre-se de que o que tem agora, estava outrora entre as coisas por que esperava.”

    Epicuro

    Epicuro foi um filósofo da Grécia Antiga, o fundador do “Epicurismo” – sistema filosófico que proclama o prazer obtido mediante a prática da virtude como o único bem superior do homem.

    Epicuro nasceu na ilha de Samos, Grécia, no ano 341 a.C. Desde muito jovem interessou-se pela filosofia. Assistiu às aulas do filósofo platônico Pânfilo.

    Com 18 anos viajou para Atenas, onde ouviu os ensinamentos de Xenócrates, sucessor de Platão na Academia. Após diversas viagens ensinou em Mitilene, Lampsaca.

    Escola de Epicuro

    Em 306 a.C. voltou a Atenas e comprou uma propriedade e fundou sua própria escola que chamou de “Jardim”, onde formou uma comunidade em que conviveu com amigos e discípulos.

    Pregava um bom relacionamento entre mestre e aluno. Era um filósofo pessimista, mas um pessimista sorridente.

    Pregava ele que a vida é quando muito uma tragédia. Que não somos os filhos de Deus, mas os enteados da natureza. “Nascemos e vivemos por acaso.” “Depois da morte não há outra vida”.

    Epicuro não acreditava na imortalidade. “Por que temer a morte e os infernos, se a alma não passa de um conjunto de átomos que se desintegram com o corpo?”

    Além disso, supõem os historiadores que Epicuro foi o primeiro homem da história a sugerir a Teoria darwiniana. Escreveu um esboço extraordinariamente moderno, da evolução da espécie, 2 300 anos antes de Darwin.

    Epicurismo

    Segundo os estudiosos, o epicurismo é essencialmente a filosofia da Grécia em crise, e significou uma moral para gente com medo do mundo, do qual fugia para se confinar no estreito egoísmo

    Ademais, noo sistema filosófico de Epicuro era dever do homem, tornar a sua vida presente a melhor possível, onde o supremo bem está no prazer.

    Além disso, Epicuro aparece na história como o filósofo do prazer, os mais tranquilos prazeres do pensamento. Para ele, o supremo bem está no prazer autêntico obtido mediante a prática da virtude, como o único bem supremo do homem. 

    Pregava ele que o sábio deve afastar-se dos desejos impetuosos, cheios de violência e angústia, deve evitar as paixões eróticas ou políticas, que serão fontes de dor.

    Os Homens devem desembaraçar-se do temor aos deuses e das ambições, a fim de obter o uso racional e moderado dos prazeres.

    Nascimento: fevereiro de 341 a.C., Samos, Grécia

    Falecimento: 270 a.C., Atenas, Grécia

    Reflexão 03 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 19 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 19 de Junho 23

    “Nunca espere resultados diferentes se você toma as mesmas decisões. Nunca espere que as coisas sejam diferentes se você se envolve com a mesma pessoa. Sua felicidade depende das suas ações.”

    Glauber Rocha

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    Glauber Rocha (1939-1981) foi cineasta brasileiro. Um dos responsáveis pelo movimento de vanguarda intitulado “Cinema Novo”. Produziu filmes de grande repercussão, entre eles, “Terra em Transe” e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”.

    Além disso, Glauber Pedro de Andrade Rocha nasceu em Vitória da Conquista, Bahia, no dia 14 de março de 1939. Filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e de Lúcia Mendes de Andrade Rocha. Iniciou seus estudos em casa, com sua mãe. Ingressou no colégio do padre Palmeira.

    Ademais, mudou-se com a família para Salvador, em 1947. Estudou no Colégio 2 de Julho, instituição presbiteriana. Nessa época, participava de um grupo de teatro onde escrevia e atuava.

    Em 1959, ingressou na Faculdade de Direito da Bahia, hoje Universidade Federal da Bahia. Participou do movimento estudantil e de um grupo de cineastas amadores.

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    Carreira de cineasta

    Nessa época, Glauber conheceu o cineasta Luiz Paulino dos Santos e teve seu primeiro contato com a produção de um filme ao colaborar com o curta-metragem “Um Dia Na Rampa”.

    Em 1959 dirigiu seu primeiro curta-metragem o documentário O Pátio (1959) e em seguida Cruz na Praça, em 1960.

    Além disso, em 1961, Glauber Rocha abandonou o curso de Direito para iniciar sua breve carreira de jornalista escrevendo como crítico de cinema. Nessa época, casou-se com sua colega de faculdade, Helena Ignez.

    Em 1961, Glauber Rocha dirigiu seu primeiro longa-metragem, “Barravento”, produzido por Braga Netto e Rex Schindler, que foi premiado na Tchecoslováquia.

    Cinema Novo

    Ademais, Glauber Rocha tornou-se o líder de um movimento que pregava um cinema nacional autêntico, “O Cinema Novo”, voltado para uma temática social e com preocupação com a linguagem.

    Ademais, no Rio de Janeiro o movimento foi encabeçado por Nelson Pereira dos Santos e Joaquim Pedro de Andrade, e em São Paulo por Roberto Santos.

    Nascimento: 14 de março de 1939, Vitória da Conquista, Bahia

    Falecimento: 22 de agosto de 1981, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

    Reflexão 18 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Junho 23

    “O interesse e o medo são o princípio da sociedade.”

    Thomas Hobbes.

    Thomas Hobbes foi um teórico político e filósofo inglês. Sua obra de maior destaque é “Leviatã”, um tratado político cuja ideia central é a defesa do absolutismo e a elaboração da tese do contrato social.

    Sua teoria a respeito da origem contratual do estado, exerceu grande influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas.

    Infância e Formação

    Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Filho de um clérigo anglicano, vigário de Westport, teve uma infância marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, na época da rainha Elizabeth I.

    Inculto e violento, após uma briga com outro clérigo na frente de sua igreja, seu pai abandonou sua esposa e os três filhos, deixando-os sob a tutela de seu irmão.

    Educado por seu tio, aos quatro anos, Hobbes ingressou na escola da igreja de Westport, em seguida, ingressou em uma escola particular. Aos 15 anos foi matriculado na Magdalen Hall da Universidade de Oxford, onde se formou, em 1608.

    Além disso, Thomas Hobbes teve toda sua vida ligada à monarquia inglesa. Tornou-se preceptor de William Cavendish, que viria a ser o segundo duque de Devonshire, ficando amigo da família por toda a vida.

    Ademais, como era hábito na época, ele viajou com seu aluno para a França e Itália, entre 1608 e 1610. Lá, ele descobriu que a filosofia de Aristóteles, que estudou em Oxford, estava sendo combatida e desacreditada devido às descobertas de Galileu e Kepler.

    Entre 1621 e 1625 secretariou Francis Bacon ajudando-o a traduzir alguns de seus ensaios para o latim.

    Em 1628, com a morte de seu aluno, Hobbes voltou a viajar como preceptor do filho de Sir Gervase Clifton. Durante sua estada na França, entre 1629 e 1631, Hobbes estudou Euclides e despertou o interesse pela matemática. Em 1631 foi chamado como preceptor de outro filho da família Cavendish.

    Além disso, 1634, acompanhado de seu novo aluno, fez a terceira viagem pelo continente, ocasião em que entrou em contato com o matemático e teólogo Marin Mersenne. Em 1636 esteve com Galileu e René Descartes, mas desdenhava do experimentalismo de Galilei como também do de Francis Bacon.

    Leviatã (1651)

    Ainda em Paris, em 1651, Hobbes publicou “Leviatã”, no qual defende a monarquia absolutista. A razão disto vem da visão que ele tinha da sociedade, segundo ele, sempre ameaçada por uma guerra civil, quando todos os seus integrantes vivem em uma situação de permanente conflito: “uma guerra de um contra todos e de todos entre si”.

    O estado da natureza, segundo ele, não tinha nada de harmonioso. O mundo antigo dos primeiros homens era um mundo de feras, onde “o verdadeiro lobo do homem era o próprio homem”.

    Além disso, para se chegar a uma sociedade civil era necessário que todos, por meio de um “contrato social”, concordassem em transferir as suas liberdades naturais a um só homem: o rei, somente ele deveria deter o monopólio da violência. Somente o rei deve ter poderes que lhe permitam impor sua vontade sobre todos para o bem geral da comunidade.

    Ademais, no seu ponto de vista, não existe o direito à propriedade, nem à vida, nem à liberdade, que não sejam garantidos pela autoridade real. Rebelar-se contra ela, significa regredir no reino animal, onde impera sempre a violência, pondo em risco as conquistas da civilização.

    A obra desagradou a Igreja Católica e o Governo Francês, por caracterizar-se radicalista e, sob essa pressão, deixou o país.

    Nascimento: 5 de abril de 1588, Malmesbury, Reino Unido

    Falecimento: 4 de dezembro de 1679, National Trust – Hardwick Hall, Reino Unido

    Reflexão 02 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 18 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 18 de Junho 23

    “O paladar é uma extensão da inteligência.”

    Antonin Carême, Chef Francês

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    Marie-Antoine Carême, chamado de Antonin Carême, foi um chef de cozinha francês. Tornou-se conhecido pela simplificação e codificação do estilo de culinária chamado haute cuisine, ou alta gastronomia francesa, que é o centro da culinária da França. Famoso como o “chef dos reis e o rei dos chefs”, é certamente lembrado como o primeiro chef celebridade. 

    Sabe-se apenas que a sua família era muito numerosa, pois o casal tinha 15 a 25 filhos. Antonin viveu na casa paterna até aos 9 ou 12 anos, depois, segundo a tradição, o pai levou-o a um restaurante e, após pagar a conta, despediu-se do filho com estas terríveis palavras: “Este é o último dinheiro que posso gastar contigo.” Nunca mais se voltaram a ver.

    A alta-cozinha

    No auge do caos da Revolução Francesa. Trabalhou como auxiliar de cozinha em um restaurante barato parisiense, em troca de cama e comida. Entretanto, em 1798, tornou-se aprendiz de Sylvain Bailly, um famoso pâtissier, proprietário de uma loja próxima ao Palais-Royal. Bailly logo reconheceu seu talento e ambição.

    Ademais, Carême ganhou fama em Paris por suas pièces montées, composições elaboradas usadas como arranjos de centro, que Bailly exibia na vitrine da pastelaria. Essas peças eram altas e feitas de material comestível como açúcar, marzipã e massa. Pois ele as modelava como templos, pirâmides e ruínas antigas, extraindo referências de livros de arquitetura histórica, que lia na Bibliothèque Nationale.

    Utilizando seu conhecimento de arquitetura, combinado com sua genialidade culinária, alguns de seus trabalhos em açúcar eram tão elaborados que cortesãos podiam dançar sobre eles enquanto entretinham o rei.

    Trabalhou criando arranjos para o diplomata e gourmet francês Charles Maurice de Talleyrand-Périgord, e também para outros membros da alta sociedade parisiense, incluindo Napoleão.

    Embora famoso por sua indiferença com relação à comida, Napoleão entendia a importância das relações sociais no mundo da diplomacia. Em 1804, deu dinheiro a Talleyrand para a compra do Château de Valençay, uma vasta propriedade fora de Paris. O château deveria tornar-se uma espécie de centro de atividades diplomáticas. Quando Talleyrand mudou-se para lá, levou Carême consigo.

    Então, Talleyrand propôs um teste a Carême: criar um menu para o ano inteiro, sem repetição e usando apenas os produtos da estação. Carême passou no teste e completou seu treinamento na cozinha de Talleyrand. Dessa forma, após a queda de Napoleão, Carême foi para Londres e trabalhou como chef de cuisine para o Príncipe Regente, George IV. Retornando ao continente, serviu ao Czar Alexander I em São Petersburgo, antes de retornar à Paris, onde trabalhou como chef para o banqueiro James Mayer Rothschild.

    Nascimento: 8 de junho de 1784, Paris, França

    Falecimento: 12 de janeiro de 1833, Paris, França

    Reflexão 18 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 04 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 04 de Junho 23

    “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

    Chico Xavier

    Chico Xavier foi um médium brasileiro, certamente, reconhecido como o maior psicógrafo de todos os tempos. Com 4 anos de idade já via e ouvia os espíritos e conversava com eles.

    Seu primeiro livro com 256 poemas, atribuídos a poetas mortos, publicado em 1932. Além disso, psicografou mais de 400 livros e doou os direitos autorais para a Federação Espírita.

    Primeira sessão em público

    Uma nova sede do Centro Espírita Luiz Gonzaga, embora construída no local onde se erguia a antiga casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.

    Primeiro livro

    Seu primeiro livro psicografado, “Parnaso de Além-Túmulo”, que reúne 256 poemas, assim atribuídos a poetas mortos, e publicado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier já havia psicografado mais de 50 livros.

    Mudança para Uberaba

    Sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, no dia 5 de janeiro de 1959, Chico Xavier mudou-se para Uberaba, iniciando nessa mesma data as atividades mediúnicas, em reunião pública da “Comunhão Espírita Cristã”.

    Nessa época, teve início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da “Comunhão Espírita-Cristã”, o médium visitava alguns lares carentes levando-lhes a alegria de sua presença amiga acompanhado por grande número de pessoas. A cidade de Uberaba, transformou-se num polo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil e até mesmo do exterior.

    Chico psicografou 451 livros, que reproduziam o que os espíritos lhe transmitiam. E seus livros, traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias. Ademais, os direitos autorais de seus livros publicados eram cedidos gratuitamente às editoras espíritas e desde os anos 70, Chico ajudava as pessoas necessitadas.

    Nascimento: 2 de abril de 1910, Pedro Leopoldo, Minas Gerais

    Falecimento: 30 de junho de 2002, Uberaba, Minas Gerais

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    Reflexão 04 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 17 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Junho 23

    “A necessidade natural tem seu limite próprio, enquanto as necessidades artificiais e derivadas do mero prazer não conhecem limites”

    Séneca

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    Sêneca foi um filósofo, escritor e político romano. Mestre da retórica foi o principal representante do Estoicismo durante o Império Romano.

    Lucius Annaeus Sêneca, conhecido como Sêneca o Jovem, nasceu em Córdoba, Espanha, por volta do ano 04 a. C., durante o Império Romano. Filho do célebre orador Lucius Annaeus Séneca (o Velho), ainda criança, foi enviado a Roma para estudar oratória e filosofia.

    Em Roma, Sêneca recebeu ensinamentos de vários mestres que o iniciaram no Estoicismo. Mais tarde, passou uma temporada no Egito, para tratamento da saúde.

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    Senador Romano

    Quando retornou a Roma, por volta de 31 da era cristã, Sêneca iniciou sua carreira de orador e advogado e logo foi nomeado questor e em seguida Senador.

    Ao discursar no foro criticando a instituição da escravidão e as desigualdades sociais do governo de Calígula e, destacando a fraternidade e o amor como fundamento das relações entre os homens, provocou a ira de Calígula que se sentiu ofendido e decidiu mata-lo, porém Sêneca foi salvo por uma das amantes do imperador.

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    Trabalhos Filosóficos

    Em 41, com o assassinato de Calígula, sobe ao poder o imperador Cláudio. Nesse mesmo ano, acusam Sêneca de adultério com a princesa Julia Livilla, sobrinha do imperador. Então o exilam na ilha de Córsega, onde viveu oito anos.

    Ademais, nessa época, Sêneca dedicou-se aos estudos e redigiu seus principais tratados filosóficos, entre eles, “Ad Marciam de Consolationes”, “Ad Helviam” e “Ad Polybium” em que expõe os ideais estoicos clássicos de renúncia aos bens materiais e a busca da tranquilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação.

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    Conselheiro de Nero

    Ao Nero tornar-se imperador, Sêneca se tornou um de seus principais conselheiros e tentou orienta-lo para uma política justa e humanitária. Durante algum tempo, exerceu influência sobre o imperador, mas em 59, decepcionado com os maus instintos de Nero, Sêneca resolve se retirar da vida pública.

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    Últimos Textos

    Além disso, em 62, Sêneca passa a se dedicar a escrever e defender sua filosofia. Entre seus últimos textos estão um trabalho científico intitulado “Problemas Naturais”, os tratados: “Sobre a Brevidade da Vida” e “Sobre o Ócio” e, sua obra mais profunda, as “Epistolai Morales ad Lucilium”, em que reúne conselhos estoicos e elementos epicuristas na pregação de uma fraternidade universal, mais tarde adotadas pela igreja cristã.

    Sêneca deixou também nove peças dramáticas inspiradas nos modelos clássicos e que são de fato estudos das tensões emocionais a que se vêm submetidos os personagens. Entre elas: “Medeia”, “Fedra”, Édipo”, “Hércules” e “Agamenon” .

    Nascimento: 4 a.C., Córdoba, Espanha

    Falecimento: 65 d.C., Roma, Itália

    Reflexão 17 de Junho 23 – Foz em Destaque