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  • Reflexão Diária 27 de Janeiro

    Pensamento do dia 27 de Janeiro de 2023

    Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada para os gozos da vida, a liberdade e o amor, tentar da glória a etérea e altívola escalada, na eterna aspiração de um sonho superior…

    (Gilka Machado)

    Gilka da Costa de Melo Machado (Rio de Janeiro, 12 de março de 1893 — Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1980) foi uma poetisa brasileira.[1] Seu trabalho geralmente é classificado como simbolista. Machado ficou conhecida como uma das primeiras mulheres a escrever poesia erótica no Brasil; também foi uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino (em 1910), que defendia o direito das mulheres ao voto,[2] atuando no mesmo também como tesoureira.

    Desde o resgate de sua vida e obra por pesquisadores nos últimos anos, o interesse pela figura da poeta vem crescendo.

    Nascimento: 12 de março de 1893, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

    Falecimento: 10 de dezembro de 1980, Rio de Janeiro

  • Reflexão Diária 28 de Janeiro

    Pensamento do dia 28 de Janeiro de 2023

    Do meu coração me espanto! O amor só me deu pesar, como tendo amado tanto tenho ainda amor para dar?!. (Gilka Machado)

    Gilka da Costa de Melo Machado (Rio de Janeiro, 12 de março de 1893 — Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1980) foi uma poetisa brasileira.[1] Seu trabalho geralmente é classificado como simbolista. Machado ficou conhecida como uma das primeiras mulheres a escrever poesia erótica no Brasil; também foi uma das fundadoras do Partido Republicano Feminino (em 1910), que defendia o direito das mulheres ao voto,[2] atuando no mesmo também como tesoureira.

    Desde o resgate de sua vida e obra por pesquisadores nos últimos anos, o interesse pela figura da poeta vem crescendo.

    Nascimento: 12 de março de 1893, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

    Falecimento: 10 de dezembro de 1980, Rio de Janeiro

  • Reflexão Diária: 30 de Janeiro

    Pensamento do dia 30 de Janeiro de 2023

    Reflexão Diária 30 de Janeiro

    “Dizem que o tempo ameniza. Isto é faltar com a verdade, dor real se fortalece como os músculos, com a idade.”

    Emily Dickinson

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    Emily Elizabeth Dickinson foi uma das mais importantes escritoras norte-americanas do século XIX. Com uma poesia intimista e ao mesmo tempo universal, Emily não foi reconhecida em vida. Entretanto, após sua morte, teve seus textos publicados e contribuiu para construir as bases da poesia moderna.

    Vivendo em reclusão, a autora nunca se casou mas mantinha contato com amigas e amigos por meio de cartas. Uma de suas grandes amigas foi Susan Gilbert, sua cunhada, com quem trocou correspondências carregadas de afeto.

    Dickinson ficou conhecida por sua reclusão aliás, vivendo grande parte da vida isolada em seu quarto, o que justifica ser chamada de “A Grande Reclusa”. Além disso, em determinado momento ela optou por vestir-se sempre de branco e não receber visitas.

    Ela escreveu intensamente, mas não publicou mais de 10 poemas em vida. Faleceu em 15 de maio de 1886, aos 55 anos, vítima de nefrite e inflamação nos rins.

    Após seu falecimento, a irmã Lavinia encontrou cerca de 1800 textos poéticos, publicando o primeiro livro Poems by Emily Dickinson, em 1890. Emily Dickinson deixou um enorme legado para a literatura ocidental. Sua escrita era inovadora para a época, tanto que parte de seus textos foram alterados.

    A autora se comunicava bastante por cartas e deixou muitos poemas com grande carga sentimental, escritos de forma coloquial e com um lirismo surpreendente e próximo do misticismo. Temas como morte, imortalidade, amor, natureza e relacionamento humano estão presentes em sua obra.

    Nascimento: 10 de dezembro de 1830, Amherst, Massachusetts, EUA

    Falecimento: 15 de maio de 1886, Amherst, Massachusetts, EUA

    Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 05 de Fevereiro

    Pensamento do dia 05 de Fevereiro de 2023

    Reflexão Diária 05 de Fevereiro

    “Acredite que você pode, assim você já estará no meio do caminho”

    Theodore Roosevelt

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    Theodore Roosevelt

    Theodore Roosevelt foi um político norte-americano. Contudo, foi o vice-presidente de William McKinley, que venceu as eleições presidenciais de 1900. Logo após o assassinato de McKinley, em 1901, Roosevelt assumiu a presidência. Como resultado nas eleições de 1904, foi eleito presidente dos Estados Unidos.

    Assim sendo filho de uma rica família, descendente de holandeses que se estabeleceram na América no século XVII. Todavia, com 18 anos ingressou na Universidade de Harvard onde dividia seu tempo entre os livros e os esportes. Depois de se formar todavia, em 1880, foi estudar na Alemanha, onde permaneceu durante um ano.

    Por conseguinte, após terminar seu mandato, Roosevelt viajou pela Europa e pela África. Por fim, em 1912, fundou o Partido Progressista. Apesar de sua enorme popularidade, não conseguiu se reeleger. Ao dividir os republicanos, no entanto permitiu que Woodrow Wilson conseguisse a presidência para os democratas.

    Em 1913, Theodore Roosevelt tomou parte da expedição realizada pelo interior do Brasil, acompanhado de seu filho Kermit, secretários e cientistas, com o intuito de recolher material para o Museu de História Natural de Nova Iorque. 

    A saber, a expedição definiu o traçado do Rio da Dúvida, que nasce no estado de Rondônia, que foi rebatizado de Rio Roosevelt. Theodore Roosevelt deixou grande produção literária, sem dúvida, que inclui 26 livros, mais de mil artigos de revistas e milhares de discursos e cartas.

    Theodore Roosevelt faleceu em Sagamore Hill, bem como seu busto foi esculpido no Monte Rushmore, Keystone, Dakota do Sul, ao lado de George Washington, Thomas Jefferson e Abraham Lincoln. 

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    Nascimento: 27 de outubro de 1858, Theodore Roosevelt Birthplace National Historic Site, Nova Iorque, Nova York, EUA

    Falecimento: 6 de janeiro de 1919, Sagamore Hill National Historic Site, Cove Neck, Nova York, EUA

    Foz em Destaque – 05 de Fevereiro

  • Reflexão Diária: 31 de Janeiro

    Reflexão Diária: 31 de Janeiro

    Não preciso de escoras

    nem de corrimãos.

    Sei quem sou.

    Estou sozinho num universo hostil

    e aprendi a dizer: que seja!

    (mestre Juan Matus)

    Carlos Castaneda (Escritor e Antropólogo)

    Carlos César Salvador Arana Castañeda, mais conhecido simplesmente como Carlos Castaneda (Cajamarca25 de dezembro de 1925 — Los Angeles27 de abril de 1998), foi um escritor e antropólogo formado pela Universidade da Califórnia; notabilizou-se após a publicação, em 1968, de sua dissertação de mestrado intitulada The Teachings of Don Juan – a Yaqui way of knowledge, lançada no Brasil como A Erva do Diabo.[1]

    Pôr do sol no deserto de Sonora

    Vida e obra

    Sua obra consiste em onze livros autobiográficos nos quais relata experiências decorrentes de sua associação com o bruxo conhecido por Don Juan Matus, índio da tribo Yaquis, do deserto de Sonora, no México. Como relata em entrevista para Sam Keen, pensando em ir para o curso de antropologia, buscava a publicação de um artigo científico para dar início à carreira acadêmica. Castaneda havia lido o livro de Aldous Huxley As Portas da Percepção, que havia celebrizado, no mundo ocidental, os efeitos psicotrópicos da mescalinaalcaloide alucinógeno presente em grandes quantidades no botão do cacto de peiote, que era usado de forma ritual por vários povos indígenas americanos. Castaneda havia escrito um pequeno ensaio sobre o livro. Castaneda, então, pesquisou o tema das plantas medicinais em livros como o de Weston La BarreO ritual do peiote, e partiu para o trabalho de campo no sudoeste da Califórnia.

    Foi então para o estado de Arizona, onde conheceu o índio bruxo conhecido como Don Juan Matus. Este viria a ser seu guia, e é personagem central nos livros autobiográficos que escreveu. O encontro com o índio foi um episódio marcante, que é recontado várias vezes na sua obra. Numa estação rodoviária, indicado por um colega da faculdade, Castaneda aproximou-se e apresentou-se como especialista em peiote, convidando o índio a lhe conceder uma entrevista. Como não sabia virtualmente nada a respeito do cacto, segundo relata, Don Juan teria captado sua mentira e devolvido-a com um olhar. Este olhar foi bastante significativo, pois Castaneda, normalmente um homem falante e extrovertido, ficou sem ação e tímido ao ser perscrutado. Nas explanações posteriores, diz que Don Juan o havia capturado com o olhar mostrando-lhe o nagualismo, pois havia percebido que Castaneda poderia ser o homem que ele procurava para lhe passar seu conhecimento. Depois de mais alguns encontros, Don Juan lhe anuncia sua decisão e decide levá-lo a experimentar as plantas medicinais que Castaneda tanto pedia.

    Aos poucos, o jovem latino e acadêmico foi sendo posto ao encontro de experiências cognitivas que desafiavam o poder de explicação de sua razão, sendo forçado finalmente a mudar toda a sua concepção de mundo em prol das novas explicações que o mestre lhe fornecia e que ia compreendendo, gradualmente. A Erva do Diabo, seu primeiro livro, também tese de mestrado, tornou-se um best-seller entre os jovens do movimento hippie e da contracultura, que, rapidamente, elegeram Castaneda um guru da nova era, formando legiões de admiradores que queriam, por conta própria, reviver as experiências descritas no livro. O livro também era bastante prezado no meio acadêmico, sobretudo porque, em seu princípio, era considerada uma obra de cunho científico. Foi muito criticada por, supostamente, atrair os jovens para o mundo das drogas e do crime.

    Uma controvérsia formou-se em torno de sua figura tanto por parte de admiradores, que queriam encontrar Don Juan pessoalmente e, de alguma forma, fazer parte do processo de aprendizado, quanto de céticos, que queriam encontrar motivos para desacreditá-lo academicamente, argumentando que o testemunho fornecido em seus escritos era ficcional e apontando a escassez de fontes documentais sobre sua pesquisa de campo [junto ao] com o mestre indígena. Castaneda foi procurado pela polícia brasileira durante a ditadura militar brasileira e seus livros foram banidos de entrar no Brasil pelo Governo Federal, por se acreditar que o livro incentivava os jovens do movimento hippie ao uso de drogas (no caso, o cacto peiote descrito no livro “A Erva do Diabo“).

    Em 1973, no auge de sua fama, a conhecida revista norte-americana Time publicou uma extensa matéria de capa sobre o autor. Esta só foi conseguida depois de muita insistência [junto aos] com os agentes literários do autor, que, inclusive, imploraram para Castaneda posar para fotos em ângulos parciais, o que sempre evitava a todo custo. A abrangente matéria notabilizou-se por publicar o resultado de uma suposta investigação envolvendo a biografia de Castaneda antes da fama, a qual tinha, entre seus objetivos implícitos e explícitos, o propósito de retratá-lo como um mentiroso. A reportagem alega que Castaneda era peruano, nascido na andina cidade de Cajamarca. A reportagem cita amigos da terra natal e mesmo uma irmã de Castaneda, falando sobre traços da personalidade de Castaneda, como sendo alguém dono de imaginação fértil e entregue ao vício do jogo e das drogas. Segundo ela, Castaneda seria filho de um relojoeiro e teria nascido no ano de 1925. Aos 24 anos, em 1951, teria decidido imigrar para os Estados Unidos após a traumática morte da mãe, assassinada por seu pai, o que teria sido testemunhado por Castaneda em seus seis anos de vida. No livro de entrevistas “Conversando com Carlos Castaneda”, da jornalista Carmina Fort, Castaneda, décadas depois, lamenta a decisão da TIME de publicar estes dados, que teriam sido inseridos porque ela “precisava de uma história”. O autor ironiza o esforço da matéria em situar sua ascendência [junto a] de índios sul-americanos.

    Em 1973, revê os conceitos apresentados na primeira obra em uma versão de sua tese de doutorado em filosofia intitulada Journey to Ixtlan – Lessons of Don Juan (Viagem a Ixtlan). Como explica no sexto livro, O Presente da Águia, o sistema de interpretações e crenças que se dispôs a estudar terminou por engalfinhá-lo, ao se revelar tão ou mais complexo que o sistema “ocidental” de interpretações do mundo.

    Um 13° livro chamado Magical Passes (Passes Mágicos) foi lançado, destoando aparentemente do conjunto da obra, pois parece se aproximar mais de um manual prático de aplicação de exercícios corporais de educação física, embora não o seja.

    Livros

    • A Erva do Diabo (The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge – 1968)
    • Uma Estranha Realidade (A Separate Reality: Further Conversations with Don Juan – 1971)
    • Viagem a Ixtlan (Journey to Ixtlan: The Lessons of Don Juan – 1972) Tese de PhD de Castaneda na UCLA em 1973 com o título: “Sorcery: A Description of the World”
    • Porta Para o Infinito (Tales of Power – 1975)
    • O Segundo Círculo do Poder (The Second Ring of Power – 1977)
    • O Presente da Águia (The Eagle’s Gift – 1981)
    • O Fogo Interior (The Fire from Within – 1984)
    • O Poder do Silêncio (The Power of Silence: Further Lessons of Don Juan – 1987)
    • A Arte do Sonhar (The Art of Dreaming – 1993)
    • Readers of Infinity: A Journal of Applied Hermeneutics – 1996 – Diários do trabalho de Castaneda com suas discípulas ainda não traduzido.
    • Passes Mágicos (Magical Passes: The Practical Wisdom of the Shamans of Ancient Mexico – 1998)
    • O Lado Ativo do Infinito (The Active Side of Infinity – 1999)
    • A Roda do Tempo (The Wheel Of Time: The Shamans Of Mexico – 2000) – uma antologia de citações comentadas.

    A interessante travessia de Carlos Castaneda

    Carlos Castaneda foi um homem peculiar. Sábio para alguns, vigarista para outros. Este artigo expõe brevemente a sua história.
    A interessante travessia de Carlos Castaneda
    Carlos Castaneda foi um homem difícil de classificar. Para um grande número de pessoas, era um sábio à frente do seu tempo, dotado de uma lucidez que impressionava. Para outros, um charlatão que especulava com as crenças ancestrais e que se tornou milionário vendendo livros que não diziam nada.

    Seu nome verdadeiro era Carlos César Salvador Arana Castañeda, e nasceu em Cajamarca (Peru) em 25 de dezembro de 1925. Embora afirmasse ser brasileiro, há cópias de sua certidão de nascimento no país inca.

    Era filho de um joalheiro e uma dona de casa. Estudou pela primeira vez em sua cidade natal e depois terminou o ensino médio em Lima. Depois, estudou na Escola de Belas Artes e, quando sua mãe morreu, viajou para os Estados Unidos.

    “Observe cada caminho de perto então faça a si mesmo esta pergunta crucial: meu coração me leva por esse caminho? Se o levar, então a estrada é boa. Se não, é inútil.”
    -Carlos Castaneda-

    Em São Francisco, fez alguns cursos de redação criativa e jornalismo. Ele então formou-se em Artes Plásticas na UCLA e, mais tarde, obteve um doutorado em antropologia.

    Os dados sobre sua vida são difusos e imprecisos, pois ele próprio foi responsável por apagar seus rastros quando iniciou seu processo de transformação espiritual.

    O que se sabe é que, quando se naturalizou nos Estados Unidos, adotou apenas o sobrenome de sua mãe e substituiu o ‘ñ’ por um ‘n’. Desde então, seu nome oficial foi Carlos Castaneda.

    Aspectos da vida de Carlos Castaneda
    Inicialmente, Carlos Castaneda não teve uma vida fácil nos Estados Unidos. Ele teve que vender hambúrgueres nas ruas, trabalhar como motorista de táxi e até como cabeleireiro.

    Desde 1960, antes de se formar como antropólogo, ele entrou em contato com don Juan Matus, um xamã da comunidade yaqui no deserto de Sonora, no México. Esse vínculo permaneceu até 1973.

    Foto de Carlos Castaneda jovem
    Também em 1960, Castaneda se casou com Margaret Runyan. No entanto, alguns meses depois ele a deixou por outra jovem chamada Mary Joan Barker. Carlos Castaneda admitiu que teve uma filha chamada Marilyn Castañeda, a quem ele nunca reconheceu.

    Aparentemente ele reconheceu outras crianças, embora não fossem biológicas. Já sua filha natural e biológica não foi sequer mencionada em seu testamento multimilionário.

    Em seus últimos anos, Carlos Castaneda teve várias mulheres que lhe serviam como “acólitas”. Segundo Amy Wallace, filha do escritor Irving Wallace, três delas faziam parte de seu círculo íntimo.

    Todas elas eram suas amantes e, aparentemente, concordaram em cometer um suicídio coletivo com a morte de Castaneda.

    Uma transformação espiritual
    Carlos Castaneda tornou-se mundialmente famoso graças à publicação de seu livro Os Ensinamentos de Don Juan, uma forma de conhecimento yaqui. A primeira edição teve um prefácio de Octavio Paz.

    O texto inclui as conversas de Castaneda com Don Juan Matus, com quem ele supostamente iniciou um processo de aprendizagem para se tornar um xamã nagual tolteca.

    Segundo Castaneda, Don Juan era o líder do último grupo de feiticeiros de uma longa dinastia. Em seus livros, no entanto, Castaneda combina a sabedoria yaqui com as tradições toltecas e até mesmo com aspectos das artes marciais.

    Do ponto de vista antropológico, seu trabalho não é verificável e, portanto, não tem validade.

    Um dos aspectos que mais chamaram a atenção em seu trabalho foi a descrição de estados alterados de consciência induzidos por alucinógenos. Aparentemente, Don Juan o introduziu ao uso do peiote.

    Castaneda não apresentou os diários de campo da experiência, aspecto que faz muitos pensarem que Don Juan nem sequer existia. Para eles, toda a narrativa nada mais é do que ficção literária.

    Ilustração de região árida
    Uma história com muitas lacunas
    Carlos Castaneda não permitia que o gravassem ou fotografassem. Depois de ter feito várias publicações na mesma linha que a primeira, em 1993 ele anunciou que iria anunciar os “passes mágicos”.

    Ele criou a fundação Cleargreen para divulgar sua nova abordagem. A partir de então, fez várias aparições públicas.

    Desde o início, o trabalho de Carlos Castaneda provocou um grande alvoroço. Ele teve seguidores em todo o mundo, verdadeiros fãs de seu trabalho. Entre eles estavam John Lennon, Deepak Chopra e Federico Fellini.

    Ao mesmo tempo, nos círculos científicos, seu trabalho era visto com enorme suspeita. Até o FBI seguiu seus passos ao suspeitar de que era o líder de uma seita perigosa.

    Em sua obra, há uma grande contradição de datas. Há também dados sobre a cultura yaqui que não coincidem com os coletados pelos estudiosos da disciplina. Apesar das fortes dúvidas deixadas pela obra de Castaneda, ele ainda tem milhares de seguidores em todo o planeta.

    Castaneda morreu em Los Angeles, em 1998, vítima de câncer no fígado. No entanto, não houve sinal do fogo interno que ele previu que o consumiria de dentro para fora e que o levaria envolto em uma luz para outra dimensão.

  • Reflexão Diária: 01 de Fevereiro

    Reflexão Diária: 01 de Fevereiro

    Reflexão Diária: 01 de Fevereiro

    Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida.” (Platão)

    Platão (em grego clássico: Πλάτων, transl Plátōn, “amplo”,[1] Atenas,[nota 1] 428/427[nota 2] – Atenas, 348/347 a.C.) foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental.

    Ele é amplamente considerado a figura central na história do grego antigo e da filosofia ocidental, juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles.

    Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental, e também tem sido frequentemente citado como um dos fundadores da religião ocidental, da ciência[12] e da espiritualidade.[13] 

    O assim chamado neoplatonismo de filósofos como Plotino e Porfírio influenciou Santo Agostinho e, portanto, o cristianismo, bem como a filosofia árabe[14][15] e judaica.[16][17] 

    Alfred North Whitehead observou certa vez: “a caracterização geral mais segura da tradição filosófica europeia é de que ela consiste em uma série de notas de rodapé sobre Platão”.

    Platão era um racionalistarealistaidealista e dualista e a ele tem sido associadas muitas das ideias que inspiraram essas filosofias mais tarde.[19] Foi o inovador do diálogo escrito e das formas dialéticas da filosofia. Platão também parece ter sido o fundador da filosofia política ocidental.

    Sua mais famosa contribuição leva seu nome, platonismo (também ambiguamente chamado de realismo platônico ou idealismo platônico), a doutrina das Formas conhecidas pela razão pura para fornecer uma solução realista para o problema dos universais.

    Ele também é o epônimo do amor platônico e dos sólidos platônicos. Alguns já alegaram que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles.

    Acredita-se que suas influências filosóficas mais decisivas tenham sido da mesma linha de Sócrates, do pré-socrático PitágorasHeráclito e Parmênides, embora poucas das obras de seus antecessores permaneçam íntegras e muito do que sabemos sobre essas figuras hoje deriva do próprio Platão.

    O filósofo lituano Algis Uždavinys chega a propôr e evidenciar de forma acadêmica que sua filosofia deriva de uma continuidade de um pensamento filosófico que pode ser visto desde as inscrições do Egito Antigo, relatada por diversas fontes gregas antigas.

    Pesquisadores da chamada Escola Tübingen e de Milão alegam que seu corpo textual contém fragmentos de doutrinas não escritas que eram lecionadas oralmente na sua Academia.

    Ao contrário do trabalho de quase todos os seus contemporâneos, acredita-se que o corpo inteiro de trabalho de Platão tenha sobrevivido intacto por mais de 2 400 anos.

    Embora sua popularidade tenha oscilado ao longo dos anos, os trabalhos de Platão nunca ficaram sem leitores desde a época em que foram escritos.

    Fonte: Wikipédia

    Para Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Fevereiro

    Pensamento do dia 02 de Fevereiro de 2023

    “Enquanto você sonha, você está fazendo o rascunho do seu futuro.”

    Charles Chaplin

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    Charles Chaplin foi um ator, dançarino, diretor e produtor inglês. Embora também conhecido por “Carlitos”, foi o mais famoso artista cinematográfico da era do cinema mudo. Afinal, ficou notabilizado por suas mímicas e comédias do gênero pastelão.

    O personagem que mais marcou sua carreira, certamente, foi “O Vagabundo” (The Tramp), um andarilho pobretão com maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro, que se vestia com um casaco esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu coco, uma bengala e seu marcante bigode.

    Em 1919, Charles Chaplin fundou sua própria produtora, a United Artists, junto com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith. Com seu personagem “Carlitos”, criou filmes com uma mescla de humor, poesia, ternura e crítica social, os mais longos do período.

    O primeiro filme falado de Charles Chaplin foi The Great Dictator (1940) (O Grande Ditador), o filme faz uma sátira ao nazismo e ao fascismo. Recebeu cinco indicações ao Oscar em 1941, nas categorias de melhor filme, melhor ator para Charles Chaplin, melhor roteiro original, melhor trilha sonora e melhor ator coadjuvante para Jack Oakle.

    Em 1972, Charles Chaplin voltou aos Estados Unidos para receber o “Prêmio Especial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas”. Em 1975, foi agraciado pela Rainha Elizabeth II com o título de Sir.

    Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 03 de Fevereiro

    Pensamento do dia 03 de Fevereiro de 2023

    “O que chamamos de destino é o que fazemos de nossas vidas.” 

    Augusto Roa Bastos

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    Augusto Roa Bastos

    Augusto Roa Bastos foi jornalista e romancista é, igualmente, considerado uma figura lendária na literatura latino-americana e o único escritor paraguaio de renome internacional. Em 1935 iniciou sua carreira no jornal El País, de Assunción. Chegando a chefe de redação e correspondente em Londres, após a II Guerra Mundial. 

    Ao regressar entrou em conflito aberto com a ditadura de Stroessner, teve sua casa invadida pela polícia política. Por conseqüência passou a ser procurado “vivo ou morto”, sendo obrigado a procurar abrigo na Embaixada do Brasil. Em seguida parte para um longo exílio, que durou mais de 50 anos, começando por Buenos Aires. 

    Não foi um escritor prolífico; escreveu poucos livros, só que consistentes. Em 1941 publicou sua primeira novela, Fulgencio Miranda, e aliás, foi premiado. O segundo livro,  uma coletânea de contos, só viria em 1953: El trueño entre las hojas. O livro seguinte – Hijo de hombre -, publicado em 1960, consagrou-o como escritor destacado entre os latino-americanos. 

    Em 1967, contudo, recebe um convite de Carlos Fuentes e Mario Vargas Llosa para escrever um capítulo de um livro que se chamaria Los padres da la pátria, que não chegou a se realizar. Mais tarde, entretanto, este capítulo se transformou em sua obra prima  Eu o supremo (Paz e Terra, 1974), livro que lhe valeu o Prêmio Cervantes 1989 e sob o qual gravita toda sua obra. 

    Por volta do ano 2000 afirmou mais de uma vez que estava de mudança para morar no Rio de Janeiro e que considera a literatura brasileira, a melhor da América Latina. Não obstante ser um vizinho ilustre e pouco conhecido dos brasileiros, teve seus principais livros traduzidos para o português – Vigília do almirante, (Mirabilia, 1992); O fiscal (Alfaguara, 1993)  e  Contravida (Ediouro, 1994) – e foi agraciado com uma premiação do Memorial da América Latina, em 1988 e teve uma exposição de toda sua obra neste mesmo recinto em 2004.

    Nascimento: 13 de junho de 1917, Assunção, Paraguai

    Falecimento: 26 de abril de 2005, Assunção, Paraguai

    Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 04 de Fevereiro

    Pensamento do dia 04 de Fevereiro de 2023

    “A amizade não consiste em apoiar os amigos quando eles tem razão, mas quando erram.”

    André Malraux

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    André Malraux

    André Malraux foi um intelectual, aventureiro francês e escritor francês de assuntos políticos e culturais. Em 1926, havia publicado o seu primeiro livro, La Tentation de l’Occident (A Tentação do Ocidente, editado em Portugal em 2005, composto pela troca de correspondência entre um chinês em viagem pela Europa e um francês no Extremo-Oriente.

    Dois anos mais tarde, a experiência chinesa inspirou Malraux a escrever Les Conquérants (Os Conquistadores). O escritor francês lançou logo depois, em 1930, “La Voie Royale (A Estrada Real)”, um romance passado na Indochina. Então, em 1933, ganhou o prestigiado prémio literário francês Goncourt graças à La Condition Humaine (A Condição Humana). Assim, manteve a atividade de escritor e, em 1937, lançou L’Espoir (A Esperança).

    Com o fim da guerra, Malraux dedicou-se ainda mais à política e, em 1945 e 1946, foi ministro da Informação do governo provisório liderado por De Gaulle. Contudo, continuou a escrever e, entre a Segunda Guerra Mundial e meados da década de 50, publicou vários trabalhos sobre arte e estética. 

    Entre estas obras destacam-se, inegavelmente, Voix du Silence (As Vozes do Silêncio) e Le Musée Imaginaire de la Sculpture Mondiale (O Museu Imaginário da Escultura Mundial). Ao mesmo tempo, em 1958, para assumir de novo a chefia do Ministério da Informação, num governo liderado por Charles de Gaulle. Logo no ano seguinte, aliás, assumiu a pasta da Cultura e foi ministro desta área até 1969. Embora tenha sido o ano que abandonou o cargo após a contestação surgida por ocasião das manifestações estudantis de maio de 68.

    Até morrer, André Malraux dedicou-se em exclusivo à escrita. Tendo lançado, sucessivamente, Les Chênes qu’on abat (1970, Quando os Robles se Abbatem), Oraisons funèbres (1971), Le miroir des limbes (1972), La corde et les souris (1976), este último a sua derradeira obra.

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    Nascimento: 3 de novembro de 1901, Paris, França

    Falecimento: 23 de novembro de 1976, Créteil, França

    Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 06 de Fevereiro

    Pensamento do dia 06 de Fevereiro de 2023

    “Não desejo que as mulheres tenham poder sobre os homens, e sim, sobre si mesmas.”

    Mary Wollstonecraft

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    Mary Wollstonecraft foi uma importante escritora e ativista dos direitos humanos, sobretudo, das mulheres. Vale ressaltar também suas ideias abolicionistas.

    Certamente é considerada a “pioneira do feminismo”. Porque Mary empenhou-se na luta por uma educação igualitária entre meninos e meninas. Além de defender maior autonomia das mulheres no casamento e sociedade, sendo uma influência e inspiração para os movimentos feministas que surgiram no século XIX.

    Nascida em Londres, na Inglaterra, em 17 de abril de 1759, Mary veio de uma família de classe média e traçou uma trajetória pouco convencional para uma mulher de seu tempo. Escreveu livros, artigos e traduziu obras, sendo sua obra mais importante uma reivindicação pelos direitos da mulher (1792).

    A ativista é também lembrada por ser a mãe de Mary Shelley, que viria a se tornar a autora da importante obra de ficção científica Frankenstein.

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    Uma reivindicação pelos direitos da mulher (1792)

    Como citado, a obra literária de maior importância dessa intelectual foi “Uma reivindicação pelos Direitos da Mulher”, lançada em 1792 e vista como uma das bases do feminismo.

    O livro constitui um documento essencial sobre o pensamento vigente no final do século XVIII. Ao mesmo tempo com os argumentos contundentes de Mary a favor de um tratamento e educação igualitária entre os gêneros.

    A obra foi uma resposta à constituição francesa de 1789. Contudo, se dirige diretamente a intelectuais do iluminismo como John Gregory, James Fordyce e Jean-Jacques Rousseau.

    Nesse livro é possível entender as principais ideias feministas da autora, que acreditava na racionalidade e acesso ao conhecimento como forma de emancipação e liberdade.

    Mary ainda criticava o excesso de sentimentalismo e superficialidade a que as mulheres (burguesas) estavam sujeitas e defendia que elas deviam ter condições de se desenvolverem intelectualmente tanto quanto os homens e gerenciar seus próprios bens.

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    Nascimento: 27 de abril de 1759, Spitalfields, Londres, Reino Unido

    Falecimento: 10 de setembro de 1797, Somers Town, Londres, Reino Unido

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