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  • Reflexão Diária: 23 de Março

    Pensamento do dia 23 de Março de 2023

    “O tempo é um ótimo professor. Pena que mata seus alunos.”

    Hector Berlioz

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    Hector Berlioz foi um compositor romântico francês, incluindo-se nas suas obras mais conhecidas a Sinfonia Fantástica, Haroldo na Itália, o Réquiem, Os Troianos e A Danação de Fausto, tendo contribuído significativamente para a orquestração moderna com o seu Treatise on Instrumentation.

    Ele definiu enormes grupos orquestrais para alguns de seus trabalhos, tendo realizado vários concertos com mais de mil músicos. Também compôs cerca de cinquenta canções com acompanhamento de piano e orquestra. Certamente, a sua influência foi fundamental para o desenvolvimento do Romantismo, especialmente em compositores como Richard Wagner, Nikolai Rimsky-Korsakov, Franz Liszt, Richard Strauss e Gustav Mahler.

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    Década produtiva

    Entre 1830 e 1847, Berlioz escreveu muitas de suas obras mais populares e duradouras. Ademais, as mais importantes são a Sinfonia Fantástica (1830), Haroldo na Itália (1834), a Grande Messe des morts ( Requiem ) (1837) e Romeu e Julieta (1839).

    Em 1834, o virtuoso violinista e compositor Niccolò Paganini encomendou a Berlioz um concerto para viola, com a intenção de o estrear como solista. Esta obra tornou-se sinfonia para viola e orquestra Haroldo na Itália. Paganini mudou de ideia quanto a tocar a peça quando viu os primeiros esboços do trabalho, tendo expressado dúvidas sobre a falta de complexidade.

    No mesmo ano em que Roméo estreou, Berlioz foi nomeado Conservador Adjunto (Vice-bibliotecário) da Biblioteca do Conservatório de Paris. Para se suportar e à sua família, continuou escrevendo crítica musical para publicações parisienses, principalmente no Journal des Débats, durante mais de trinta anos, mas também na Gazette musicale e no Le Rénovateur.

    A sua carreira como crítico e escritor proporcionou-lhe uma confortável renda, tendo um talento óbvio para a escrita, mas que acabou por detestar dado o tempo gasto assistindo a performances e à escrita da crítica dos mesmos, ocupação que lhe limitava severamente o tempo disponível para desenvolver os seus próprios trabalhos e produzir mais composições. Apesar de sua posição de destaque na crítica musical, ele não usou os seus artigos para promover as suas próprias obras.

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    Últimos anos 

    Berlioz encontrou Estelle Fornier – o objeto da sua afeição juvenil – em Lyon, pela primeira vez em quarenta anos, tendo começado uma correspondência regular com ela. Berlioz logo percebeu que ainda ansiava por ela, mas ela acabou por informá-lo que, sendo uma mulher casada, não haveria nenhuma possibilidade do seu relacionamento ir além da amizade. Em 1865, concluiu as suas Mémoires que tiveram uma tiragem inicial de mil e duzentos exemplares.

    Em São Petersburgo, Berlioz experimentou um prazer especial em executar com a Orquestra de “primeira linha” do Conservatório da cidade. Retornou a Paris em 1868, exausto, com a saúde abalada devido ao inverno russo. Logo depois, rumou a Nice, para se recuperar no clima ameno do Mediterrâneo. Lá, acabou acidentando-se na beira do mar, talvez devido a um princípio de derrame, o que o obrigou a retornar à capital. De volta, viveu os seus últimos dias como um inválido.

    Em agosto de 1868, fez sua última viagem a Grenoble, onde ele vivera com a sua irmã e a família dela, convidado pelo prefeito Jean Vendre para acompanhar os três dias de festividades para a inauguração de uma estátua de Napoleão, tendo ainda presidido a um festival de música.

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    Nascimento: 11 de dezembro de 1803, La Côte-Saint-André, França

    Falecimento: 8 de março de 1869, Rue de Calais, Paris, França

    Foz em Destaque – 23 de Março

  • Reflexão Diária: 24 de Março

    Pensamento do dia 24 de Março de 2023

    “Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”

    Declaração Universal Dos Direitos Humanos

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    Declaração Universal Dos Direitos Humanos

    A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento base não jurídico que delineia a proteção universal dos direitos humanos básicos, adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, elaborado principalmente pelo jurista canadense John Peters Humphrey, contando com a ajuda de várias representantes de origens jurídicas e culturais de todas as regiões do planeta.

    Abalados pela recente barbárie da Segunda Guerra Mundial, e com o intuito de construir um mundo sob novos alicerces ideológicos, os dirigentes das nações que emergiram como potências no período pós-guerra, liderados por Estados Unidos e União Soviética, estabeleceram, na Conferência de Yalta, na Rússia, em 1945, as bases de uma futura paz mundial, definindo áreas de influência das potências e acertando a criação de uma organização multilateral que promovesse negociações sobre conflitos internacionais, para evitar guerras e promover a paz e a democracia, e fortalecer os Direitos Humanos.

    Embora não seja um documento com obrigatoriedade legal, serviu como base para os dois tratados sobre direitos humanos da ONU de força legal: o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, além de inspirar os artigos de constituições de democracias recentes.Continua a ser amplamente citado por acadêmicos, advogados e cortes constitucionais. Especialistas em direito internacional discutem, com frequência, quais de seus artigos representam o direito internacional usual.

    Segundo o Guinness Book of World Records, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é o documento traduzido no maior número de línguas. Em setembro de 2018, o site oficial da Declaração Universal dos Direitos Humanos informou a existência de 525 traduções disponíveis.

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    Data da primeira publicação: 10 de dezembro de 1948

    Autor: Comitê de Redação da Declaração Universal dos Direitos Humanos

    Idiomas originais: Francês, Inglês

    Foz em Destaque – 24 de Março

  • Reflexão Diária: 25 de Março

    Pensamento do dia 25 de Março de 2023

    “A Constituição é a primeira e mais importante voz do Direito aos ouvidos do povo.”

    Ministro Ayres Britto

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    Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto GOMM é um professor, escritor, jurista, advogado, magistrado e poeta brasileiro. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2003 a 2012, tendo sido presidente daquela corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2012.

    Foi, também, professor da Universidade Federal de Sergipe. Além disso, professor nos cursos de mestrado e doutorado do Centro Universitário de Brasília (UNICEUB) e presidente do Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais dessa instituição.

    É autor de diversas obras jurídicas e de poesia. Conferencista requisitado, é membro da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e da Academia Sergipana de Letras.

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    Formação e atividade acadêmica

    Carlos Ayres Britto formou-se bacharel em direito (1966) pela Universidade Federal de Sergipe, instituição da qual posteriormente foi professor. Tornou-se mestre (1982) e doutor (1998) em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, tendo sido orientado no doutorado por Celso Ribeiro Bastos.

    Foi professor da Universidade Federal de Sergipe de 1973 a 1983 e de 1990 até 2003, tendo ali lecionado direito constitucional, direito administrativo, teoria do estado e ética geral e profissional.

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    Advocacia e política

    Desse modo, iniciou sua trajetória profissional na advocacia em 1967 e ocupou, em Sergipe, os cargos de chefe do departamento jurídico do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado – CONDESE (1970 a 1978), Consultor-Geral do Estado no governo José Rollemberg Leite (1975-1979), Procurador-Geral de Justiça (1983-1984) e Procurador do Tribunal de Contas do Estado (1978-1990).

    Candidatou-se, em 1990, a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), porém não se elegeu. Em seguida, foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de 1993 a 1994 e membro da Comissão de Constituição e Justiça do órgão nos períodos de 1995 a 1996 e 1998 a 1999.

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    Supremo Tribunal Federal

    Nomeado, em 2003, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, em virtude da aposentadoria do ministro Ilmar Galvão

    Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral no período de 6 de maio de 2008 a 22 de abril de 2010. Sucedeu ao ministro Marco Aurélio e sendo sucedido pelo ministro Joaquim Barbosa. Considerado pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

    O ministro Ayres Britto foi relator de processos de grande repercussão social. Inegavelmente, os julgamentos sobre a constitucionalidade da utilização de células-tronco embrionárias na pesquisa de cura para doenças crônicas. Bem como a proibição do nepotismo, o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e a inconstitucionalidade da Lei de Imprensa.

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    Nascimento: Propriá, 18 de novembro de 1942

    Foz em Destaque – 25 de Março

  • Reflexão Diária: 26 de Março

    Pensamento do dia 26 de Março de 2023

    “Temos um destino comum, que deve nos unir, nos tornar solidários.”

    Edgar Morin

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    Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum, é um antropólogo, sociólogo e filósofo francês judeu de origem sefardita. Pesquisador emérito do CNRS. Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia.

    Edgar Nahoum veio de uma família de judeus sefarditas e quase não nasceu naquele 8 de julho de 1921, quando sua mãe entrou em trabalho de parto. Desaconselhada a ter filhos, Luna Beressi sofria de complicações causadas pela gripe espanhola. Ambos sobreviveram, mas dez anos depois, após a morte de sua mãe, o jovem experimentaria sua “Hiroshima interior”.

    O codinome Morin foi adotado quando serviu como tenente das forças combatentes francesas, em 1944. Participou ativamente do movimento de resistência à ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, afastou-se do Partido Comunista, o qual foi expulso.

    Enquanto estudava não se via com habilidades para praticar nenhuma profissão, a não ser responder seus questionamentos. Dessa forma, estudou História, Geografia, Sociologia, Direito e Ciências Políticas.

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    Teoria da Complexidade

    Dentre todas as suas teorias, a Teoria da Complexidade, uma das mais conhecidas, é a ideia chave da coletânea composta por seis volumes e escrita por Edgar, O Método. Essa teoria, baseada em seus fundamentos e conceitos, é muito usada na área da Educação.

    Essa teoria tem como fundamento as formulações surgidas no campo das ciências exatas e naturais, como as teorias da informação e dos sistemas. Dessa forma, elas ressaltaram a importância de não existir uma divisão entre as disciplinas.

    Morin acredita que os professores de Ensino Fundamental têm o dever de acabar com as barreiras do conhecimento, por duas razões. Primeiro porque os professores de séries iniciais lidam com experiências generalistas. Segundo, porque nessa fase as crianças possuem um modo de pensar que ainda não foi influenciado pela separação das disciplinas.

    De forma geral, Morin acredita que os saberes precisam se interligar para formar uma configuração que faça sentido, e responda às nossas expectativas, nossos desejos e nossas interrogações cognitivas.

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    Lições para um próximo século

    Edgar Morin não promete nenhum ensinamento ou reflexão em seu último livro. Na contramão do título, o francês nos insiste em mostrar que a história até pode ser “inteligível a posteriori, mas imprevisível a priori”.

    Jurando não nos dar lições, Morin cai mais uma vez em sua “contradição” dialógica. O “pacifista e guerrilheiro, comunista e anti-stalinista”, como o definiu o jornal Le Monde, tem muito ainda a nos ensinar, em seus mais diversos estudos, para os próximos séculos que virão. Todo dia acaba um século diferente, é verdade, mas com certeza o de Morin teve um sabor especial.

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    Nascimento: 8 de julho de 1921 (idade 101 anos), Paris, França

    Foz em Destaque – 26 de Março

  • Reflexão Diária: 27 de Março

    Pensamento do dia 27 de Março de 2023

    Reflexão Diária: 27 de Março

    “Me deixe fazer parte de tudo, compartilhe seus sonhos comigo.”

    O Rei do Show (filme)

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    O Rei do Show é um filme norte-americano de 2017, do gênero drama musical e biográfico, dirigido por Michael Gracey e escrito por Jenny Bicks e Bill Condon. Estrelado por Hugh Jackman, Zac Efron, Michelle Williams, Rebecca Ferguson e Zendaya, o filme baseia-se na narrativa de P. T. Barnum sobre a criação do circo Barnum & Bailey Circus e as vidas de seus artistas.

    A filmagem principal teve início em Nova Iorque em novembro de 2016. O filme estreou em 8 de dezembro de 2017 numa cerimônia a bordo do RMS Queen Mary 2. Nos Estados Unidos, o filme lançado em 20 de dezembro pela 20th Century Studios e arrecadou mais de 434 milhões de dólares em bilheterias mundiais, e assim tornando-se o terceiro mais lucrativo filme musical de todos os tempos.

    O filme recebeu críticas mistas, incluindo elogios às performances, música e produção. Mas também críticas à licença artística, sendo que alguns críticos o consideraram “sem inspiração e superficial”.  No 75º Globo de Ouro, a produção foi indicada nas categorias de Melhor Filme – Comédia ou Musical. Enquanto Jackman foi indicado ao prêmio de Melhor Ator – Comédia ou Musical. A canção “This Is Me” recebeu o Globo de Ouro de Melhor Canção Original e foi indicada ao Óscar de Melhor Canção Original.

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    Sinopse

    De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P.T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha do patrão do pai e dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo, de fato, abrindo uma espécie de museu de curiosidades. O empreendimento fracassou, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por freaks, fraudes, bizarrices e rejeitados de todos os tipos.

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    O Rei do Show: inspirado em uma história real

    A demais, o título do filme, O Rei do Show, ou The Greatest Showman em inglês, refere-se diretamente ao espetáculo itinerante que mudou o circo americano: The Greatest Show de Phineas Taylor Barnum.

    Mistificador, charlatão, publicitário… Barnum é um vigarista profissional que não hesitou em enganar seus clientes para vender-lhes um espetáculo incomum, porém falso. Datado do século XIX, ele revolucionou o mundo do entretenimento e da publicidade, com o qual lidou maravilhosamente, atraindo cada vez mais multidões sob sua marquise.

    Na verdade, o Barnum Circus desencadeou uma onda de histeria toda vez que chegava à cidade. Escravos, negócios com animais selvagens, exibições de mulheres barbudas… O filme de Michael Gracey, entretanto, se distancia da realidade e ignora os detalhes questionáveis ​​da carreira do personagem em que se baseia. A fim de colocar estrelas nos olhos dos espectadores, o diretor mantém apenas o que há de melhor: o circo, o gigantismo ao estilo americano e a criação de uma comunidade calorosa e colorida de marginalizados.

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    Data de lançamento: 28 de dezembro de 2017 (Brasil)

    Diretor: Michael Gracey

    Bilheteria: 435 milhões USD

    Distribuído por: 20th Century Studios

    Prêmios: Nickelodeon Kids’ Choice Award: Atriz de Cinema Favorita, MAIS

    Indicações: Nickelodeon Kids’ Choice Award: Atriz de Cinema Favorita, MAIS

    Diretora de arte: Laura Ballinger

    Foz em Destaque – 27 de Março

  • Reflexão Diária: 28 de Março

    Pensamento do dia 28 de Março de 2023

    “O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar.”

    Clarice Lispector

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    Clarice Lispector foi um dos maiores nomes da literatura brasileira do Século XX. Com seu romance inovador e com sua linguagem altamente poética, certamente, sua obra se destacou diante dos modelos narrativos tradicionais. Seu primeiro livro, “Perto do Coração Selvagem”, recebeu o Prêmio Graça Aranha.

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    Características da obra de Clarice Lispector

    Clarice Lispector, considerada uma escritora intimista e psicóloga, mas sua produção acaba por se envolver também em outros universos, sua obra é também social, filosófica e existencial.

    Em busca de uma linguagem especial para expressar paixões e estado da alma, todavia, a escritora utilizou recursos técnicos modernos como a análise psicológica e o monólogo interior.

    As histórias de Clarice raramente têm um começo, meio e fim. Enquanto sua ficção transcende o tempo e o espaço e os personagens, postos em situações limite, são com frequência femininos, quase sempre situados em centros urbanos.

    Clarice Lispector viveu quase duas décadas fora do Brasil e, decerto escreveu muitas cartas aos amigos e com olhar cosmopolita, fala nas correspondências sobre os absurdos do cotidiano, as agruras da condição humana e as banalidades da vida. Assim, suas cartas foram reunidas na obra “Todas as Cartas”, publicada em 2020.

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    Nascimento: 10 de dezembro de 1920, Chechelnyk, Ucrânia

    Falecimento: 9 de dezembro de 1977, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

    Foz em Destaque – 28 de Março

  • Reflexão Diária: 29 de Março

    Pensamento do dia 29 de Março de 2023

    “Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários.”

    C.S. Lewis

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    C. S. Lewis foi um escritor, professor e crítico literário irlandês. Decerto, ficou conhecido por seu trabalho sobre literatura medieval, por suas palestras e escritos cristãos, como também pela série de sete livros de ficção e fantasia intitulada “As Crônicas de Nárnia”.

    Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, nasceu em Belfast, na Irlanda (atual Irlanda do Norte), no dia 29 de novembro de 1898. Filho caçula do advogado Albert James Lewis e de Florence Augusta Lewis, filha de um clérigo da Igreja da Irlanda, e criado na fé cristã.

    Educado inicialmente por sua mãe e por uma governanta, assim, passava a maior parte do tempo na biblioteca da família dedicado à leitura de livros clássicos. Com 10 anos ficou órfão de mãe. Contudo, estudou em diversas escolas e com 12 anos foi enviado para a Malvern College, em Worcestershire, na Inglaterra.

    Com 15 anos, no entanto, Lewis se tornou ateu e despertou o interesse pelo ocultismo. Ainda na adolescência, já se interessava pela mitologia nórdica e grega e pelo latim e o hebraico.

    Em 1925 foi aprovado para lecionar no Magdalen College da Universidade de Oxford. Aliás, foi amigo do professor J R R Tolkien, escritor da obra O Senhor dos Anéis. Além disso, lecionou também no Magdalene College da Universidade de Cambridge.

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    As Crônicas de Nárnia

    A obra As Crônicas de Nárnia é uma série de sete romances de ficção e fantasia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa (1950), Príncipe Caspian (1951) A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952) A Cadeira de Prata (1953) O Cavalo e Seu Menino (1954) O Sobrinho do Mago (1955) e A Última Batalha (1956), a saber.

    Em suma, em As Crônicas de Nárnia, o escritor usou elementos da mitologia grega e nórdica, como também os tradicionais contos de fadas, em que os animais falam, a magia é frequente e ocorrem batalhas entre o bem e o mal, onde o leão “Aslam” ajuda a derrotar a feiticeira e trazer a paz de volta à Nárnia.

    Ademais, a obra, traduzida em mais de 41 idiomas e adaptada para a televisão e o cinema. Bem com em 2005 o primeiro livro da série foi transformado em uma grande produção da Walt Disney Studios.

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    Nascimento: 29 de novembro de 1898, Belfast, Reino Unido

    Falecimento: 22 de novembro de 1963, Oxonia, Reino Unido

    Foz em Destaque – 29 de Março

  • Reflexão Diária: 16 de Fevereiro

    Pensamento do dia 16 de Fevereiro de 2023

    Reflexão Diária: 16 de Fevereiro.

    “O Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”

    Millôr Fernandes

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    Millôr Fernandes foi um desenhista, humorista, tradutor, escritor e dramaturgo brasileiro. Era um artista com múltiplas funções. Assim, escreveu colunas de humor para as revistas O Cruzeiro e Veja, para o tablóide O Pasquim, e para o Jornal do Brasil.

    Millôr Viola Fernandes nasceu no bairro do Méier, no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923. Era filho do engenheiro Francisco Fernandes, um imigrante espanhol, e de Maria Viola Fernandes. Deveria ter se chamado Milton, mas a caligrafia do tabelião o fez Millôr.

    Ficou órfão de pai quando tinha 2 anos de idade. Entretanto, passou a infância ao lado da mãe e dos irmãos, Hélio, Judith e Ruth, época em que enfrentavam dificuldades financeiras.

    Aos 12 anos, perdeu a mãe e os irmãos se separaram. Millôr foi morar na casa de um tio materno. Além disso, tinha habilidades para o desenho e leitor de histórias em quadrinho, copiava quadro por quadro com perfeição.

    Veja e Pasquim

    Então, em 1968, Millôr passou a publicar seu trabalho na revista Veja. Nesse mesmo ano, ajudou a criar “O Pasquim”, um tabloide que fustigava a ditadura militar e que, na opinião de Millôr, “se fosse independente não duraria 100 dias e se durar 100 dias não é independente”. O jornal durou 8 173 dias.

    Millôr insistiu em fazer propaganda política para Brizola, então candidato ao governo do Rio de Janeiro, na sua seção da Veja, foi então demitido em 1982. Porém, voltou a escrever para a revista em 2004, permanecendo até 2009.

    Em 1970, os responsáveis pela editoria e fechamento do Pasquim foram presos, entre eles, Ziraldo, Fortuna, Sérgio Cabral e Paulo Francis, que permaneceram dois meses na cadeia.

    Em 1971, Millôr assumiu a presidência do Pasquim, que estava submetido à censura prévia. A liberação do tabloide só veio em 1975.

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    Nascimento: 16 de agosto de 1923, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

    Falecimento: 27 de março de 2012, Ipanema, Rio de Janeiro

    Foz em Destaque – 16 de Fevereiro

  • Reflexão Diária: 17 de Fevereiro

    Pensamento do dia 17 de Fevereiro de 2023

    “Não sou louco! Minha realidade é apenas diferente da sua.” 

    Gato Cheshire

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    O Gato de Cheshire, Gato Risonho, Gato Listrado ou Gato Que Ri é um gato fictício famoso através do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll. A personagem caracteriza-se, principalmente, pelo seu sorriso pronunciado. Embora mais celebrado relacionando-se a Alice no País das Maravilhas, o Gato de Cheshire antecede o romance de 1865 e transcende o contexto da literatura. Evidencia-se também na cultura popular e na mídia – da propaganda política à televisão – , sendo alvo de diversos estudos. Uma das suas características mais distintas é que, de tempos em tempos, o seu corpo desaparece, com a última parte visível sendo o seu icónico sorriso.

    A expressão foi finalmente explicada amalgamada com a outra frase “grinning like a cat that got the [split] cream”. Ou seja, “sorrindo como um gato que tem o creme derramado”). Que se poderia referir a qualquer outra região, embora Cheshire tenha sido o principal produtor de leite, queijo e creme por séculos – com o status político privilegiado único de Cheshire. Mesmo que qualquer uma dessas teorias teriam sido algo que a justificasse bem.

    O nome Pusey sugerido por Alice, chamado ao gato “Cheshire Puss” (por outras palavras, “Gatinho/Bichano de Cheshire”). Pusey era uma autoridade dos Pais da Igreja. Embora, na época de Carroll, Pusey era conhecido, após a Sucessão Apostólica, como a Catenária Patrística (ou Patristic Catenary).

    Como matemático, Carrol estaria bem familiarizado com um outro significado da palavra “catenária“. Curva plana que representa uma curva formada pelo peso de um fio flexível suspenso em duas extremidades. O que sugere a forma do sorriso do Gato de Cheshire

    Foz em Destaque – 17 de Fevereiro

  • Reflexão Diária: 18 de Fevereiro

    Pensamento do dia 18 de Fevereiro de 2023

    Reflexão Diária 18 de Fevereiro

    “O homem é a medida de todas as coisas.”

    Protágoras

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    Protágoras (481-411 a. C.) foi um filósofo grego, um dos mais famosos Sofistas – filósofos que concentravam suas atenções na questão moral e política. É o autor da frase, “O homem é a medida de todas as coisas”.

    Protágoras nasceu em Abdera, na Grécia, por volta do ano 481 a. C. Embora nessa época, estudado como Período Clássico – século V a. C. e IV a. C., a civilização grega foi marcada por violentas lutas dos gregos contra os povos invasores (persas) e também entre si. Apesar disso, no século V a. C. foi considerado o apogeu da antiga civilização grega.

    A filosofia, que surgiu no Período Arcaico da história grega com a chamada Escola de Mileto, da qual destacaram-se Tales, Anaxímenes e Anaximandro, atravessou várias outras escolas, onde os filósofos buscavam uma explicação para o mundo e para a vida.

    No século V a. C. surgiram os Sofistas, pensadores dedicados à crítica das tradições do Estado, da religião e dos privilégios e defensores da democracia. Os Sofistas tiveram um papel político extremamente importante, pois sua ação era no sentido de popularizar a cultura e levar ao povo as discussões científicas e filosóficas.

    Protágoras não acreditava em verdades absolutas, em sua opinião, havia visões diferentes sobre o mundo e as coisas que estavam em contínua transformação. Era materialista, ou seja, procurava explicar a realidade concreta e sensível, distinguindo natureza e sociedade.Para ele, era possível criarmos argumentos tanto a favor como contra a existência dos deuses. Acusado de ateu, teve seus livros queimados em praça pública. Banido de Atenas e morreu logo depois em um naufrágio quando fugia para Sicília.

    Nascimento:  Abdera, Grécia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Foz em Destaque – 18 de Fevereiro