Author: fozadmin

  • Reflexão Diária: 02 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Junho 23

    “O interesse e o medo são o princípio da sociedade.”

    Thomas Hobbes.

    Thomas Hobbes foi um teórico político e filósofo inglês. Sua obra de maior destaque é “Leviatã”, um tratado político cuja ideia central é a defesa do absolutismo e a elaboração da tese do contrato social.

    Sua teoria a respeito da origem contratual do estado, exerceu grande influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas.

    Infância e Formação

    Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Filho de um clérigo anglicano, vigário de Westport, teve uma infância marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, na época da rainha Elizabeth I.

    Inculto e violento, após uma briga com outro clérigo na frente de sua igreja, seu pai abandonou sua esposa e os três filhos, deixando-os sob a tutela de seu irmão.

    Educado por seu tio, aos quatro anos, Hobbes ingressou na escola da igreja de Westport, em seguida, ingressou em uma escola particular. Aos 15 anos foi matriculado na Magdalen Hall da Universidade de Oxford, onde se formou, em 1608.

    Além disso, Thomas Hobbes teve toda sua vida ligada à monarquia inglesa. Tornou-se preceptor de William Cavendish, que viria a ser o segundo duque de Devonshire, ficando amigo da família por toda a vida.

    Ademais, como era hábito na época, ele viajou com seu aluno para a França e Itália, entre 1608 e 1610. Lá, ele descobriu que a filosofia de Aristóteles, que estudou em Oxford, estava sendo combatida e desacreditada devido às descobertas de Galileu e Kepler.

    Entre 1621 e 1625 secretariou Francis Bacon ajudando-o a traduzir alguns de seus ensaios para o latim.

    Em 1628, com a morte de seu aluno, Hobbes voltou a viajar como preceptor do filho de Sir Gervase Clifton. Durante sua estada na França, entre 1629 e 1631, Hobbes estudou Euclides e despertou o interesse pela matemática. Em 1631 foi chamado como preceptor de outro filho da família Cavendish.

    Além disso, 1634, acompanhado de seu novo aluno, fez a terceira viagem pelo continente, ocasião em que entrou em contato com o matemático e teólogo Marin Mersenne. Em 1636 esteve com Galileu e René Descartes, mas desdenhava do experimentalismo de Galilei como também do de Francis Bacon.

    Leviatã (1651)

    Ainda em Paris, em 1651, Hobbes publicou “Leviatã”, no qual defende a monarquia absolutista. A razão disto vem da visão que ele tinha da sociedade, segundo ele, sempre ameaçada por uma guerra civil, quando todos os seus integrantes vivem em uma situação de permanente conflito: “uma guerra de um contra todos e de todos entre si”.

    O estado da natureza, segundo ele, não tinha nada de harmonioso. O mundo antigo dos primeiros homens era um mundo de feras, onde “o verdadeiro lobo do homem era o próprio homem”.

    Além disso, para se chegar a uma sociedade civil era necessário que todos, por meio de um “contrato social”, concordassem em transferir as suas liberdades naturais a um só homem: o rei, somente ele deveria deter o monopólio da violência. Somente o rei deve ter poderes que lhe permitam impor sua vontade sobre todos para o bem geral da comunidade.

    Ademais, no seu ponto de vista, não existe o direito à propriedade, nem à vida, nem à liberdade, que não sejam garantidos pela autoridade real. Rebelar-se contra ela, significa regredir no reino animal, onde impera sempre a violência, pondo em risco as conquistas da civilização.

    A obra desagradou a Igreja Católica e o Governo Francês, por caracterizar-se radicalista e, sob essa pressão, deixou o país.

    Nascimento: 5 de abril de 1588, Malmesbury, Reino Unido

    Falecimento: 4 de dezembro de 1679, National Trust – Hardwick Hall, Reino Unido

    Reflexão 02 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 04 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 04 de Junho 23

    “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”

    Chico Xavier

    Chico Xavier foi um médium brasileiro, certamente, reconhecido como o maior psicógrafo de todos os tempos. Com 4 anos de idade já via e ouvia os espíritos e conversava com eles.

    Seu primeiro livro com 256 poemas, atribuídos a poetas mortos, publicado em 1932. Além disso, psicografou mais de 400 livros e doou os direitos autorais para a Federação Espírita.

    Primeira sessão em público

    Uma nova sede do Centro Espírita Luiz Gonzaga, embora construída no local onde se erguia a antiga casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.

    Primeiro livro

    Seu primeiro livro psicografado, “Parnaso de Além-Túmulo”, que reúne 256 poemas, assim atribuídos a poetas mortos, e publicado em julho de 1932. Em 1950, Chico Xavier já havia psicografado mais de 50 livros.

    Mudança para Uberaba

    Sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, no dia 5 de janeiro de 1959, Chico Xavier mudou-se para Uberaba, iniciando nessa mesma data as atividades mediúnicas, em reunião pública da “Comunhão Espírita Cristã”.

    Nessa época, teve início a famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da “Comunhão Espírita-Cristã”, o médium visitava alguns lares carentes levando-lhes a alegria de sua presença amiga acompanhado por grande número de pessoas. A cidade de Uberaba, transformou-se num polo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil e até mesmo do exterior.

    Chico psicografou 451 livros, que reproduziam o que os espíritos lhe transmitiam. E seus livros, traduzidos para vários países. Psicografou várias cartas de mortos para suas famílias. Ademais, os direitos autorais de seus livros publicados eram cedidos gratuitamente às editoras espíritas e desde os anos 70, Chico ajudava as pessoas necessitadas.

    Nascimento: 2 de abril de 1910, Pedro Leopoldo, Minas Gerais

    Falecimento: 30 de junho de 2002, Uberaba, Minas Gerais

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    Reflexão 04 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 31 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 31 de Maio 23

    “O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios.”

    Santo Agostinho

    Biografia de Santo Agostinho

    Santo Agostinho (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado dominaram toda a Idade Média.

    Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

    Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.

    Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão, e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.

    Estudo e religião

    Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.

    Em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma,  um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.

    Em 373 nasceu Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.

    De volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte é nomeado mestre de eloquência em Milão.

    A inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.

    Durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.

    Reflexão 31 de Maio 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 30 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Maio 23

    “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

    Simone de Beauvoir

    Simone de Beauvoir foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.

    Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.

    Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925, Simone de Beauvoir ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.

    Além disso, 1931, com 23 anos, Simone de Beauvoir foi nomeada professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até 1932. Em seguida foi transferida para Ruen. Em 1943, retornou à Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.

    Pensamentos de Simone de Beauvoir

    Para entender as ideias pensadas por Simone de Beauvoir é preciso entender algumas concepções sociológicas da autora. Sua convivência com Sartre fez com que muitos dos seus pensamentos tivessem influência no existencialismo sartriano.

    Sartre discordava dos valores impostos pela igreja e pela sociedade, sendo assim, defendia a liberdade de escolha de cada ser humano e que as decisões tomadas por eles iriam definir a sua essência e seu modo de viver.

    O Segundo Sexo (1949)

    Em 1949, Simone de Beauvoir publicou “O Segundo Sexo”, o principal livro da escritora, que representou uma desconstrução para os padrões impostos pela sociedade e pela igreja da época.

    Ademais, a obra que alcançou repercussão internacional, serviu de referência para o movimento feminista mundial e marcou toda uma geração interessada, como a autora, na abolição das questões ligadas à opressão feminina e a busca da independência da mulher diante da sociedade.

    Além disso,escrita em dois volumes, o primeiro representa a parte filosófica do pensamento da autora, em que ela apresenta importantes reflexões sobre o existencialismo e o contexto social da época – que trata de maneira desigual os papéis do homem e da mulher.

    Na segunda parte Simone traz a célebre frase que explicita a ideia fundamental da filosofia existencialista, segundo a qual a existência precede a essência:

    “O que é ser mulher?” Essa pergunta foi o que norteou Simone em “O Segundo Sexo”. Segundo a filósofa, o homem era uma experiência universal, no entanto, ser mulher era uma construção social.

    Para entender esse conceito é preciso considerar a condição da mulher no contexto de uma sociedade patriarcal que forjou sua condição historicamente, socialmente e culturalmente.

    A obra contribuiu de forma decisiva para a expansão da consciência feminina na segunda metade do século XX.

    Nascimento: 9 de janeiro de 1908, 6º arrondissement de Paris

    Falecimento: 14 de abril de 1986, Paris, França

    Reflexão 30 de Maio 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 29 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Maio 23

    Brincar é condição fundamental para ser sério.

    Arquimedes

    Arquimedes foi um físico, matemático e inventor grego. A “Espiral de Arquimedes” e a “Alavanca” são algumas de suas criações. Desenvolveu a ideia de “gravidade específica”, denominada de “Princípio de Arquimedes”.

    Arquimedes nasceu na colônia grega de Siracusa, na Sicília, Itália, por volta de 287 a. C., Filho de Fídias, um astrônomo grego, que costumava reunir em sua casa a elite de filósofos e homens da ciência, para trocarem ideias sobre seus trabalhos. Nessa época, reinava Hieron II, que tinha certo grau de parentesco com a família de Arquimedes.

    Formação

    Quando Siracusa ficou pequena para Arquimedes, ele foi estudar na escola de Matemática de Alexandria, que embora situada no Egito era culturalmente grega e na época era o centro intelectual do mundo grego.

    Arquimedes teve contato com o que havia de mais avançado na ciência do seu tempo, convivendo com grandes matemáticos e astrônomos. Entre os quais Eratóstenes de Cirene, o matemático que fez o primeiro cálculo da circunferência da terra.

    Descobertas e Invenções de Arquimedes

    Além disso, ao voltar para sua cidade, Arquimedes resolveu colocar em prática uma série de projetos. Ademais, chegou à ideia da “gravidade específica”, denominada de “Princípio de Arquimedes”, no qual afirmou “Qualquer corpo mais denso que um fluido, ao ser mergulhado neste, perderá peso correspondente ao volume de fluido deslocado”. Após a descoberta, saiu correndo pela rua gritando: Eureka! Eureka! 

    Seu enunciado, que a partir de então se tornou conhecido com o nome de “Princípio de Arquimedes”, veio permitir um entendimento bem melhor do comportamento dos líquidos e constitui um dos principais fundamentos da hidrostática.

    Nascimento: Siracusa, Itália

    Falecimento: Siracusa, Itália

    Reflexão 29 de Maio 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 28 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 28 de Maio 23

    “O maior inimigo da criatividade é o bom senso.”

    Pablo Picasso

    Pablo Picasso foi um pintor espanhol. Guernica e Les Demoiselles d’Avignon, são algumas de suas obras mais famosas. Foi um dos iniciadores do “Cubismo”, um dos mais destacados movimentos de arte do século XX.

    Durante quase oitenta dos seus 91 anos de vida, Picasso dedicou-se à sua monumental obra que inclui desenho, pintura, gravura, escultura, colagem e cerâmica, mas foi principalmente a pintura que o tornou célebre.

    Ademais, Pablo Ruiz y Picasso nasceu em Málaga, Espanha, ainda menino, Picasso mostrou seu talento para as artes e recebeu o incentivo do pai. Seus primeiros desenhos representavam touradas. Com 14 anos, ingressou na Escola de Belas-Artes de Barcelona. Em 1896 seu pai alugou um estúdio para o filho.

    Fases e obras de Pablo Picasso

    Além disso, Pablo Picasso foi seduzido por Paris e influenciado pelo Estilo Impressionista passou a adotá-lo em suas obras, com a típica pincelada de pigmento puro em vez de suaves modelagens, como na obra As Vendedoras de Flores (1901) (Glasgow Art Gallery, Escócia). Dentro das propostas do Cubismo, Picasso atravessou três fases:

    1.ª fase – Cubismo Analítico (1907-1909)

    Ademais, as obras iniciais do Cubismo Analítico, geralmente retratam figuras únicas ou naturezas mortas utilizando uma gama limitada de tons de cinza e marrom, onde as figuras são descompostas e reorganizadas, como na tela Nu (1910), que se encontra na Tate Gallery, Londre).

    2.ª fase – Cubismo Hermético (1909-1912)

    Nessa fase, as figuras deixam de existir, a não ser através de alguns traços esquemáticos. Em seu lugar, apenas formas e volumes, como na tela O Poeta (1911).

    3.ª fase – Cubismo Sintético (1912-1914)

    Além disso, na fase seguinte, a obra de Picasso chega a quase total eliminação do objeto, onde a abstração impede a visão real do objeto pintado, é o Cubismo Sintético, quando letras e palavras aparecem nos quadros, como em O Aficionado (1912), (Kunstmuseum, Basiléia).

    Embora fosse mais famoso como pintor, Pablo Picasso produziu também gravuras e esculturas. No final dos anos 40, passou a produzir cerâmicas.

    Nascimento: 25 de outubro de 1881, Málaga, Espanha

    Falecimento: 8 de abril de 1973, Mougins, França

    Reflexão 28 de Maio 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 27 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 27 de Maio 23

    “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço.”

    Immanuel Kant

    Immanuel Kant foi um filósofo alemão, fundador da “Filosofia Crítica” – sistema que procurou determinar os limites da razão humana. Sua obra é considerada a pedra angular da filosofia moderna.

    Sua obra-prima “Crítica da Razão Pura” deu início a grande era da metafísica alemã. A obra diz respeito a “tudo que transcende o mundo físico que experimentamos”.

    Infância e Formação

    Immanuel Kant nasceu na cidade báltica de Königsberg, então capital da província alemã da Prússia Oriental (atualmente Kaliningrado, na Rússia), no dia 22 de abril de 1724. Filho de um artesão de descendência escocesa era o quarto de nove filhos.

    Além disso, sua mãe tinha o hábito de levá-lo para passeios no campo e dizer-lhe o nome das plantas e flores. À noite, costumava mostrar-lhe as estrelas indicando o seu nome e as constelações a que pertenciam.

    Em 1737, sua mãe faleceu. Ademais, 1740, com 16 anos, Kant ingressou na Universidade de Königsberg, como estudante de Teologia. No início, recebeu ajuda financeira da igreja e colaborava dando aulas para alguns alunos mais atrasados.

    Além disso, foi aluno do filósofo Martin Knutzen e se aprofundou no estudo da filosofia racionalista de Leibniz e de Christian Wolff. Mostrou interesse também por matemática e física.

    Além disso, Kant tentou sem sucesso um emprego em uma escola local e abandonou a universidade. Nos nove anos seguintes trabalhou dando aulas particulares para famílias ricas nas áreas rurais vizinhas.

    Ademais, em 1754, Kant retornou à universidade e após concluir os estudos universitários foi nomeado docente-livre, lecionou Filosofia Moral, Lógica e Metafísica. Publicou diversas obras na área das Ciências Naturais e da Física. Finalmente, em 1770, Immanuel Kant ocupou a cátedra de Lógica e Metafísica na Universidade, cargo que exerceu até o fim de sua vida.

    Nascimento: 22 de abril de 1724, Königsberg

    Falecimento: 12 de fevereiro de 1804, Königsberg

    Reflexão 27 de Maio 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 26 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 26 de Maio 23

    “O ser é o não ser, o não ser é o nada, o nada, é tudo.”

    Parmênides

    Parmênides foi um filósofo grego da Antiguidade, o primeiro pensador a discutir questões relativas ao “Ser”. Foi um dos três mais importantes filósofos da escola eleática, junto com Xenófanes e Zenão.

    Parmênides ou Parmênides de Eleia nasceu na colônia grega de Eleia, no litoral sudoeste da atual Itália, na Magna Grécia. Descendente de uma família rica e ilustre recebeu boa educação sendo admirado por seus conterrâneos por levar uma vida regrada e exemplar. Seu interesse pela filosofia o levou a se aproximar das ideias do filósofo Pitágoras (582-497) e da escola itálica. Esteve em Atenas, porém não se aprofundou nas questões difundidas por ele.

    Parmênides fez parte dos primeiros sábios gregos a estudar a natureza cosmológica, procurando um elemento constitutivo de todas as coisas sem recorrer aos mitos, portanto, é a passagem do mito para a razão. Na Grécia, o filósofo era também o homem do saber científico. Os escritos desses filósofos desapareceram com o tempo, e só restaram alguns fragmentos ou referências feitas por outros filósofos posteriores. Os primeiros filósofos gregos foram, mais tarde, classificados como pré-socráticos, pois a divisão da filosofia grega se centraliza na figura de Sócrates.

    O Pensamento de Parmênides

    Ao contrário da maioria dos primeiros filósofos gregos que escreviam em prosa, Parmênides escreveu grande parte de seu pensamento na obra poética denominada “Da Natureza”, em versos hexâmetros semelhantes aos de Homero. A maioria dos primeiros filósofos considerava um elemento concreto como princípio de todas as coisas, porém Parmênides organizou uma doutrina seguindo um pensamento abstrato. Em sua doutrina, surge o monismo e o imobilismo, onde propôs que tudo que existe é eterno, imutável, indestrutível, indivisível, portanto imóvel.

    Parmênides acreditava que o pensamento humano poderia atingir o conhecimento genuíno e a compreensão. Esta percepção do domínio do “ser” corresponde às coisas que são percebidas pela mente. Porém, o que é percebido pelas sensações é enganoso e falso, pertencendo ao domínio do “não ser”. Seu pensamento influenciou a “teoria das formas” de Platão (427-347).

    Além disso, em seu poema “Da Natureza”, que está dividido em duas partes, na primeira, Parmênides trata do que seria o pensamento verdadeiro – “a via da verdade”, e na segunda parte trata do pensamento errôneo – a “via da opinião”, através da qual os mortais, por confiarem em seus sentidos, (audição, tato, olfato, visão e paladar), não chegam à verdade nem à certeza, prevalecendo opiniões e convenções de linguagem. Para ele, os sentidos enganam, levam ao erro e ilusões. Somente se chega à “via da verdade” confiando apenas no que é razoável, ou seja, a razão.

    Parmênides faleceu provavelmente em Eleia, na Magna Grécia, no ano 460 a. C.

    Data de nascimento: ca. 530 a.C.

    Reflexão 26 de Maio 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 25 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 25 de Maio 23

    “É necessário que ao menos uma vez na vida você duvide, tanto quanto possível, de todas as coisas.”

    René Descartes

    René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês. Autor da frase: “Penso, logo existo”. É considerado o criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna.

    Sua preocupação era com a ordem e a clareza. Propôs fazer uma filosofia que nunca acreditasse no falso, que fosse fundamentada única e exclusivamente na verdade.

    Além disso, René du Perron Descartes nasceu em La Hayne, antiga província de Touraine, hoje Descartes, na França, no dia 31 de março de 1596. Seu pai, Joachim Descartes, era advogado e juiz, proprietário de terras, com o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza. Era também conselheiro no Parlamento de Rennes na vizinha cidade de Bretanha.

    Infância e Adolescência

    René Descartes estudou no Colégio Jesuíta Royal Henry – Le Grand, que era estabelecido no castelo De La Flèche. Doado aos jesuítas pelo rei Henrique IV, era o colégio mais prestigiado da França, tinha com objetivo treinar as melhores mentes.

    Em 1615, formou-se em Direito pela Universidade de Poitiers, mas não exerceu a profissão. Decepcionado com o ensino, afirmava que só a matemática demonstrava aquilo que afirmava.

    Ademais, em 1617, René Descarte ingressou no exército do príncipe Maurício de Nassau, na Holanda. Estabeleceu contato com as descobertas recentes da Matemática estudando com o cientista holandês Isaac Beeckman. Aos 22 anos, começou a formular sua “geometria analítica” e seu “método de raciocinar corretamente”.

    Descartes rompeu com a filosofia de Aristóteles, adotada nas academias. Em 1619, propôs uma ciência unitária e universal, lançando as bases do método científico moderno.

    Além disso, Descartes tomou parte da Guerra dos Trinta Anos, combatendo sob as ordens de Tilly na Batalha do Monte Branco, em 1621. Regressou depois à França, quando empreendeu viagens pela Itália, Holanda e Espanha. De 1629 a 1649 permaneceu nos Países-Baixos.

    Ademais, René Descartes realizou diversos trabalhos na área da filosofia, ciências e matemática. Relacionou a álgebra com a geometria, fato que fez surgir a geometria analítica e o sistema de coordenadas, conhecido hoje como “Plano Cartesiano”.

    Aperfeiçoou a álgebra, sugerindo notações mais simples, fez diversas descobertas no terreno da física e criou a teoria das refrações da luz através das lentes.

    Pensamento Cartesiano

    Ademais, René Descartes fundou o sistema filosófico denominado “Racionalismo” ou “Pensamento Cartesiano” (o termo vem de Cartesius, nome alatinado de Descartes). Além disso, segundo ele, se o homem pretende investigar a verdade, deve examinar seu próprio intelecto, o conhecimento é o mesmo para todos os objetos e o universo espiritual, contém o universo cognitivo da coisa em si.

    Descartes parte do ponto de vista, de que na vida se deve duvidar, por princípio, de todas as opiniões recebidas. O fundamento de que parte não é outro senão a autoconsciência.

    Reflexão 25 de Maio 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 24 de Maio

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Maio 23

    “O homem rico nem sempre é sábio mas o homem sábio é sempre rico.”

    Tales de Mileto

    Tales de Mileto foi um filósofo, matemático e astrônomo grego, considerado um dos mais importantes representantes da primeira fase da filosofia grega chamada de Pré-Socrática ou Cosmológica. Para Tales, a água era o elemento fundamental do universo e de toda a matéria.

    Nenhum escrito de Tales sobreviveu e as realizações que lhe são atribuídas baseiam-se em referências tardias ou em lendas mantidas pela tradição. 

    Tales de Mileto nasceu em Mileto, antiga colônia grega da Ásia Menor, localizada na região da Jônia, na atual Turquia, por volta de 624 a. C.

    Além disso, credita-se que começou sua vida como mercador e enriqueceu o suficiente para se dedicar ao estudo e realizar algumas viagens. Supõe-se que esteve no Egito onde aprendeu geometria e na Babilônia onde entrou em contato com tabelas e instrumentos astronômicos.

    Ademais, Sabe-se que Tales desempenhou funções políticas em sua cidade e que realizou trabalhos nas áreas da filosofia, geometria e astronomia. Segundo Heródoto, Tales foi um estadista de visão que advogou a federação das cidades jônicas da região do Egeu.

    A filosofia pré-socrática

    A filosofia grega compreende três períodos: pré-socrático, socrático e pós-socrático. O período pré-socrático compreende os primeiros filósofos propriamente ditos, ou seja, os que procuravam explicar racionalmente o universo, sem recorrer a entidades sobrenaturais.

    Os filósofos pré-socráticos foram reunidos em diversas escolas de pensamentos: Escola Jônica (ou Escola de Mileto), Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística e Os Sofistas.

    Escola Jônica, ou Escola de Mileto foi fundada no século VI a.C. na colônia grega de Jônia, na Ásia Menor, na atual Turquia. Os principais filósofos da Escola Jônica foram: Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes. 

    Além disso, os filósofos da Escola de Mileto eram homens de saber prático, acostumados a viajar, dedicados à política e ao trabalho intelectual. A preocupação desses filósofos era perguntar e compreende a natureza do mundo.

    Diante da multiplicidade e da mutabilidade das aparências, buscavam um princípio unificador imutável, ao qual chamaram de “arké” – origem, substrato e causa de todas as coisas.

    Buscando entender a origem de todas as coisas, chegaram a conclusões diferentes, mas todas ligadas a uma explicação física dos fenômenos.

    A Filosofia de Tales de Mileto

    O filósofo Tales de Mileto se considera o primeiro filósofo grego, um dos fundadores da Escola de Mileto ou Escola Jônica.

    Admitia que o princípio criador de todas as coisas e a essência do Universo era a “água”. Explicava:

    • O que é quente, precisa da umidade para viver.
    • Todos os germes são úmidos.
    • Os alimentos estão cheios de seiva.
    • O que morre resseca.

    É natural que as coisas se nutram daquilo de que provêm. A água é o princípio da natureza úmida e a Terra repousa sobre a água.

    Considera-se Tales de Mileto o precursor do pensamento filosófico, por que pensou a matéria de maneira diferente de como se pensava antes, com interferências divinas e invocações a deuses superiores.

    Ademais, ele acreditava que a matéria sofria transformações ao longo do tempo, com isso, o filósofo inaugurou o método de observação e especulação diferente das explicações teológicas e religiosas, para todas as coisas, em vigor na época.

    Reflexão 24 de Maio 23 – Foz em Destaque