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  • Reflexão Diária: 03 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 03 de Julho 23

    “A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros.”

    Confúcio

    Confúcio (551- 479 a.C.) foi um filósofo chinês, cujas ideias serviram de norma de comportamento à sociedade chinesa durante mais de dois mil anos e exerceu grande influência sobre toda a cultura da Ásia Oriental.

    Confúcio ou K’ung Fu-tsu nasceu no Estado feudal de Lu (atual província de Shantung), na China, no ano de 551 a.C. Sua família era descendente dos Shag – a segunda dinastia da China antiga – mas viviam sem recursos.

    Órfão aos três anos de idade cresceu em um ambiente de pobreza o que não lhe permitiu ter mestres regulares durante a infância. Demonstrou desde cedo um espírito profundamente religioso e aprendeu sozinho, as letras, a arte dos arqueiros e a música.

    Com 19 anos, Confúcio casou-se e logo depois foi nomeado para um cargo administrativo de seu Estado, destacando-se pelo zelo e eficiência que desempenhou a função.

    As ideias de Confúcio

    Na China do século VI a.C. não havia leis gerais ou autoridades reconhecidas. Prevalecia um estado de constante anarquia, de absoluta falta de segurança.

    O contato diário com a miséria sensibilizava Confúcio e o desejo de ambicionar posições de destaque, vai sendo substituído pelo desejo de ajudar a melhorar a vida de seu povo.

    Dedicou-se então a difundir entre os jovens os princípios filosóficos e morais que tinha elaborado. Criou uma escola para jovens com a finalidade de instruí-los nos princípios da justiça e do bom governo.

    Os primeiros alunos eram seus amigos, muitos de sua própria idade. Fascinados com seus ensinamentos, buscavam novos alunos e aos poucos Confúcio se tornava um mestre famoso e respeitado.

    Nunca rejeitava um aluno, por mais humilde que fosse desde que mostrasse ser inteligente e esforçado. Seu ideal era ver um mundo onde a guerra e a miséria fossem substituídas pela paz, boa vontade e felicidade.

    Seus alunos o chamavam de “K’ung Fu-tsu (o mestre K’ung)”. Posteriormente, o mundo ocidental passou a chama-lo de Confúcio.

    Confúcio pretendia ascender a um cargo administrativo no qual pudesse por em prática suas ideias, mas os governantes as considerava muito perigosas.

    O mestre desenvolve uma técnica de ensino revolucionária para a época. Por meio do diálogo informal, com pequenos grupos, formou numerosos discípulos.

    Nascimento: Qufu, Jining, China

    Falecimento: Lu

    Reflexão 03 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Julho 23

    “Tua tarefa única na terra é esta: salvar almas.”

    John Wesley

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    John Wesley foi um reverendo anglicano e teólogo britânico. Foi o líder e precursor do Movimento Metodista ocorrido na Inglaterra no século XVIII.

    John Wesley nasceu em Epworth, na Inglaterra, no dia 17 de junho de 1703. Filho de um sacerdote anglicano foi o décimo quinto filho de uma família de dezenove irmãos.

    Estudou durante seis anos na escola de Charterhouse, em Londres. Em 1720 foi para a Christ Church College, em Oxford. Em 1726 elegeram-no membro da Lincoln College.

    John Wesley ordenou-se diácono para o Ministério Anglicano, em 1728, e passou a acompanhar seu pai na direção da Igreja Anglicana.

    Os Metodistas

    Em Oxford, Wesley se reunia com um grupo de estudantes, entre eles, seu irmão Charles Wesley e o pastor Jorge Whitefield, com a finalidade de estudar as Escrituras e praticar a religião com fidelidade.

    Logo John Wesley assumiu a liderança do grupo, no entanto, cujas atividades religiosas incluíam, várias práticas devotas, como comungar uma vez por semana, orar diariamente, além de reservar três horas diárias para estudar a Bíblia. 

    Então, passou a fazer pregações, onde reunia um grande número de pessoas na Inglaterra e na Irlanda. Em suma, fez campanhas para diversas questões sociais, entre elas, a reforma do sistema educacional e prisional.

    Ruptura com a Igreja Anglicana

    Apesar de Wesley ter a intenção de permanecer como membro da Igreja Anglicana, em 1740, o bispo de Londres negou-se a ordenar fiéis para atuarem nos Estados Unidos. Wesley chamou para si essa missão.

    Quando excluiram os seus seguidores da comunhão, ele passou a administrar a comunhão durante as suas reuniões.

    Seus trabalhos logo foram difundidos em vários países. Principalmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, reunindo milhares de integrantes, deixando um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais.

    Só após a morte de Wesley, a Igreja Metodista se organizou como Igreja propriamente formada. Primeiro nos Estados Unidos e depois na Inglaterra.

    Nascimento: 28 de junho de 1703, Epworth, Reino Unido

    Falecimento: 2 de março de 1791, Londres, Reino Unido

    Reflexão 02 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 01 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Julho 23

    “Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.”

    Ludwig Wittgenstein

    Ludwig Wittgenstein (1889-1951) foi um filósofo austríaco que contribuiu com colocações inovadoras para a filosofia moderna, nos campos da lógica, da filosofia da linguagem e da mente.

    Ludwig Wittgenstein nasceu em Viena, na Áustria, no dia 26 de abril de 1889. Filho de rica família, em 1906, ingressou na Techinsche Hochschule de Berlim. Em 1908 entrou na Universidade de Manchester, com o objetivo de estudar engenharia aeronáutica.

    Logo desistiu do curso e por influência de Gottlob Frege, matemático e filósofo alemão e um dos criadores da lógica moderna, inscreve-se no curso do filósofo britânico, Bertrand Russell, no Trinity College, em Cambridge. Em 1913 mudou-se para a Noruega onde se dedicou ao estudo de lógica.

    Ademais, em 1914, quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, alistou-se como voluntário no exército austríaco, sendo enviado para a linha de frente na Rússia e na Itália. Em 1918 foi ferido e preso pelos italianos e só libertado em 1919. Nessa época, escreveu o esboço de sua principal obra, resultado de seus debates com Russel, intitulada “Tratado Lógico-Filosófico”.

    Em 1919, após o falecimento de seu pai, renunciou a herança e assumiu o cargo de professor em uma pequena escola primária na Baixa Áustria. Nessa época, elaborou um dicionário ortográfico para o ensino infantil. Em 1921 publicou “Tractatus Logico-Philosophicus” (Tratado Lógico-Filosófico), em alemão e traduzido para o inglês no ano seguinte.

    Além disso, em 1926, em razão de seu estilo rigoroso, demostrando pouca paciência com as crianças que não conseguiam acompanhar seu raciocínio, os pais dos alunos pediram seu afastamento da escola. Em seguida, trabalhou como jardineiro em um monastério nas proximidades de Viena.

    Doutorado

    Nesse mesmo ano concluiu o doutorado, apresentando como tese o próprio “Tractatus Logico-Philosophicus”, sob a orientação de Ramsey. A partir de 1930 passou a lecionar na mesma universidade.

    No contexto de seus debates com o Círculo de Viana, aos poucos, Ludwig Wittgenstein foi percebendo erros e equívocos graves em sua primeira obra, e começou a escrever “As Investigações Filosóficas”, publicada postumamente em 1953, numa edição bilíngue alemão/inglês.

    Ademais, em 1939, Ludwig Witttgenstein foi naturalizado cidadão britânico. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ofereceu-se como voluntário para os serviços de saúde e trabalhou no Guy’s Hospital. Dois anos depois da Guerra, demitiu-se da Universidade, passando a viver entre a Irlanda, Oxford e Cambridge.

    Além disso, a filosofia de Wittgenstein foi dividida em dois períodos: o primeiro, denominado Wittgenstein I, é o período anterior a 1929, que corresponde ao “Tratado Lógico-Filosófico”, e a enorme influência que exerceu sobre o Círculo de Viena.

    Além disso, o segundo, denominado Wittgenstein II, é o período posterior a 1930 e correspondente às “Investigações Filosóficas”, que exerceram grande influência sobre a filosofia analítica em geral, e sobre as escolas de Cambridge e de Oxford.

    Ludwig Wittgenstein faleceu em Cambridge, Inglaterra, no dia 29 de abril de 1951.

    Nascimento: 26 de abril de 1889, Viena, Áustria

    Falecimento: 29 de abril de 1951, Cambridge, Reino Unido

    Reflexão 01 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 30 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Junho 23

    “Não considere nenhuma prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade eterna. Experimente.”

    Burrhus Frederic Skinner

    Burrhus Frederic Skinner foi um psicólogo norte-americano, seguidor do Behaviorismo de J. B. Watson, mas na década de 40, criou o Behaviorismo Radical com uma proposta filosófica sobre o comportamento humano.

    Burrhus Frederic Skinner nasceu em Susquehanna, Pensilvânia, Estados Unidos, no dia 20 de março de 1904. Filho de um advogado e de uma dona de casa desde cedo despertou o interesse sobre o comportamento dos animais.

    Ingressou no Hamilton College em Nova Iorque, com o objetivo de se tornar escritor. Em 1926 concluiu o bacharelado em Literatura Inglesa e Línguas Românicas. Durante dois anos se dedicou a escrever, mas concluiu que lhe faltava habilidades literárias.

    Em 1928, Skinner inscreveu-se no curso de pós-graduação em Psicologia pela Universidade de Harvard, embora nunca tenha estudado psicologia antes. Concluiu o mestrado em 1930 e o doutorado em 1931, permanecendo na Universidade, como pesquisador, até 1936.

    Nesse mesmo ano, casou-se com Yvonne Blue, com quem teve dois filhos. Ainda em 1936 começou a lecionar na Universidade de Minnesota, onde permaneceu durante nove anos. Entre 1945 e 1947 lecionou na Universidade de Indiana, onde se tornou presidente do Departamento de Psicologia. Em 1948 retornou para Harvard como professor titular.

    Teoria Comportamental

    Influenciado pela teoria dos reflexos condicionados de Pavlov e pelo estudo do comportamento de John B. Watson, Skinner acreditou que era possível explicar a conduta dos indivíduos como um conjunto de respostas fisiológicas condicionadas.

    Se dedicou ao estudo das possibilidades que ofereciam o controle científico da conduta mediante técnicas de reforço (estímulo do comportamento desejado). Para ele, a aprendizagem concentra-se na capacidade de estimular ou reprimir comportamentos, desejáveis ou indesejáveis.

    Além disso, seu encontro com o Behaviorismo de Watson o levou ao desenvolvimento de sua própria versão, o “Behaviorismo Radical”, que se definia contra causas internas (mentais) para explicar a conduta humana e negou também à realidade e a atuação dos elementos cognitivos, opondo-se a concepção de Watson. Para ele, o indivíduo era um ser único, homogêneo e não um todo construído de corpo e mente.

    Nascimento: 20 de março de 1904, Susquehanna Depot, Pensilvânia, EUA

    Falecimento: 18 de agosto de 1990, Cambridge, Massachusetts, EUA

    Reflexão 30 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 29 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Junho 23

    “A natureza deu-nos duas orelhas e uma só boca para nos advertir de que se impõe mais ouvir do que falar.”

    Zenão de Cítio

    A história do Estoicismo nasceu a partir de um naufrágio. Nada como começar a filosofia tendo que encarar um obstáculo, ou no caso uma tempestade, no caminho. 

    Zenão de Cítio (Cítio, por volta de 334 a.C. — Atenas, por volta de 262 a.C.) foi um filósofo da Grécia Antiga. Ele, que tinha origem fenícua, nasceu em Cítio, na ilha de Chipre. Ademais, por volta de 300 a.C., Zenão, que era comerciante, transportava uma carga preciosa: um pigmento púrpura extraído de caramujos marinhos.

    Com a tempestade, Zenão escapou mas viu seus produtos afundarem. Conta a história que após ter perdido tudo, Zenão vai para Atenas e busca conselhos no Oráculo de Delfos, no qual recebe o recado de uma sacerdotisa para “tomar a cor não de moluscos mortos, mas de homens mortos”, como relata Donald Robertson em seu livro sobre Marco Aurélio “Pense como um imperador”.

    Em Atenas

    Em Atenas, buscando entender o significado de tudo que havia ocorrido, segue para uma livraria e em um dos livros começa a ler sobre Sócrates. Zenão, então, entende o recado e decide seguir um homem como aquele, um filósofo. Perguntando ao livreiro onde poderia encontrar um filósofo, Zenão acaba por seguir Crates de Tebas, filósofo Cínico. Após duas décadas, Zenão fundou sua própria escola.

    ALém disso, Cinismo e Estoicismo são duas escolas filosóficas helenísticas. Diógenes de Sinope foi um dos fundadores do Cinismo, por volta de 380 a.C., e um de seus  membros mais conhecidos. Ele vivia em um barril e negava posses e normas da sociedade. Diógenes foi o professor de Crates de Tebas, que por sua vez foi o professor de Zenão de Cítio, o fundador do Estoicismo. Os cínicos defendiam um estilo de vida ascético. Crates foi casado com Hipárquia de Maroneia (350-30  a.C – 280 a.C), uma das mais notáveis ​​filósofas da antiguidade. 

    Nascimento: 334 a.C., Kition

    Falecimento: Atenas, Grécia

    Reflexão 29 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 28 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 28 de Junho 23

    “Descubra quem você é, e seja essa pessoa. A sua alma foi colocada nesse mundo para ser isso, então viva essa verdade e todo o resto virá.”

    Ellen DeGeneres

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    A comediante Ellen DeGeneres nasceu em 26 de janeiro de 1958, em Metairie, Louisiana. O pai de Ellen DeGeneres, Elliot, era um vendedor de seguros, e sua mãe, Elizabeth Jane, era agente imobiliária. Eles se divorciaram oficialmente no início de 1974, e sua mãe se mudou para Atlanta, no Texas. DeGeneres se formou na Atlanta High School em 1976.

    Sem Medo da Vida

    Assumindo uma série de trabalhos variados, DeGeneres trabalhou em tudo que se possa imaginar, desde de auxiliar de escritório como em um restaurante que servia ostras, como garçonete. Eventualmente, os trabalhos braçais tornaram-se insatisfatórios, e DeGeneres e decidiu que queria fazer algo mais compatível com seus sonhos, que a realizaria mais pessoalmente.

    Constantemente chamada a realizar pontas para seus amigos, DeGeneres finalmente assumiu a rotina do palco. Ela debutou no Comédia Clyde’s Club, em Nova Orleans, onde obteve êxito em seus quadros. Além disso, durante este período, Ellen passou por uma das fases mais traumáticas da sua vida, quando seu namorado, Kat Perkoff a estava traindo e Ellen terminou o relacionamento. Alguns dias depois Kat veio a Eleen pedir que voltassem a namorar e foi ignorado por Ellen.

    Naquela mesma noite, em seu trajeto de volta para casa Ellen viu um acidente de carro na beira da estrada, mas como jamais pensaria que fosse alguém conhecido, passou direto e foi para casa dormir. No dia seguinte acordou com a notícia de que os destroços da noite anterior eram do carro de seu ex-namorado, Kat, morto no local.

    O Sucesso

    Definindo o seu caminho na televisão, DeGeneres foi caminhando em ascensão, definitivamente. No maior salto de sua carreira, sua marca particular de humor se transformou em sitcom própria, em 1994. Ademais, simplesmente intitulado Ellen, o espectáculo decorreu com sucesso de 1994 a 1998. Outras estrelas notáveis que fizeram parte do seu show incluíam Joely Fisher, Jeremy Piven, Bruce Campbell, e até mesmo Anne Heche, que apareceu em dois episódios.

    Recomeço

    Em setembro de 2003, DeGeneres lançou seu novo talk show, The Ellen DeGeneres Show. Ninguém poderia prever o grande sucesso que se tornaria. A vida pessoal de DeGeneres é incrivelmente devassada em público. Um romance com a atriz Anne Heche foi manchete em todos os tablóides, que custou o fim do namoro.

    Além disso, após o término de seu relacionamento, Ellen namorou, Portia de Rossi, vencedora de um reality show e com quem viria a se casar alguns anos depois.

    Nascimento: 26 de janeiro de 1958 (idade 65 anos), Metairie, Luisiana, EUA

    Reflexão 28 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 27 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 27 de Junho 23

    “Todo o progresso é precário, e a solução para um problema coloca-nos diante de outro problema.”

    Martin Luther King

    Martin Luther King Jr. foi um ativista norte-americano, lutou contra a discriminação racial e tornou-se um dos mais importantes líderes dos movimentos pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964.

    Martin Luther King nasceu em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos, no dia 15 de janeiro de 1929. Filho e neto de pastores da Igreja Batista, resolveu seguir pelo mesmo caminho.

    Em 1951 formou-se em Teologia na Universidade de Boston. Convertido em pastor, em 1954, Martin Luther King assumiu a função de pastor em uma igreja na cidade de Montgomery, no Alabama.

    Luta pelos direitos dos negros

    Desde jovem, Martin Luther King tomou consciência da situação de segregação social e racial em que viviam os negros de seu país, em especial nos estados do Sul.

    Ademais, em 1955 começou sua luta pelo reconhecimento dos direitos civis dos negros norte-americanos, com métodos pacíficos, inspirado na figura de Mahatma Gandhi e na teoria da desobediência civil de Henry David Thoreau, as mesmas fontes que inspiraram a luta de Nelson Mandela contra a Apartheid, na África do Sul.

    No dia 1 de dezembro de 1955 a costureira negra Rosa Parks foi detida e multada por ocupar um assento reservado para as pessoas brancas, pois nos ônibus de Montgomery o motorista tinha que ser branco e os negros só podiam ocupar os últimos lugares.

    O protesto silencioso de Rosa Parks propagou-se rapidamente. O Conselho Político Feminino organizou um boicote aos ônibus urbanos, como medida de protesto.

    Ademais, Martin Luther King apoiou a ação e, pouco a pouco, milhares de negros passaram a caminhar quilômetros a caminho do trabalho, causando prejuízo às empresas de transporte. O protesto durou 382 dias, terminou em 13 de novembro de 1956, quando a Suprema Corte norte-americana aboliu a segregação racial nos ônibus de Montgomery.

    Além disso, foi o primeiro movimento vitorioso do gênero registrado no solo americano. No dia 21 de dezembro de 1956, Martin Luther King e Glen Smiley, sacerdote branco, entraram juntos e ocuparam lugares na primeira fila do ônibus.

    Nascimento: 15 de janeiro de 1929, Atlanta, Geórgia, EUA

    Assassinato: 4 de abril de 1968, Lorraine Motel, Memphis, Tennessee, EUA

    Reflexão 27 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 26 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 26 de Junho 23

    “⁠O que julga ser senhor dos demais é de todos o maior escravo.”

    Jean-Jacques Rousseau

    Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo social, teórico político e escritor suíço. Foi considerado um dos principais filósofos do Iluminismo e um precursor do Romantismo. Em sua obra mais importante “O Contrato Social” desenvolveu sua concepção de que a soberania reside no povo.

    Iluminismo

    Jean-Jacques Rousseau viveu em uma época em que o absolutismo dominava toda a Europa e diversos movimentos buscavam uma renovação cultural, entre eles o Iluminismo – nome dado ao movimento composto por intelectuais que condenavam as estruturas de privilégios absolutistas e colonialistas e defendiam a reorganização da sociedade.

    O Iluminismo teve início na Inglaterra, mas difundiu-se rapidamente na França, onde Montesquieu (1689-1755) e Voltaire (1694-1778) desenvolveram uma série de críticas à ordem estabelecida.

    Antes de 1750, Rousseau era conhecido apenas como músico, mas nessa época ele descobriu o “Iluminismo” e passou a colaborar com o movimento. No mesmo ano, participou do concurso da Academia de Dijon: “As artes e as ciências proporcionam benefícios à humanidade?”, que oferecia um prêmio ao melhor ensaio sobre o assunto.

    Além disso, Rousseau, incentivado por seu amigo Denis Diderot, participou com o trabalho “Discurso Sobre as Ciências e as Artes” que recebeu o primeiro prêmio, além de uma fama polêmica por afirmar em seu ensaio que as ciências, as letras e as artes são os piores inimigos da moral e, como criadoras de novas necessidades tornam-se fonte de escravidão.

    Obras e Ideias de Rousseau

    Discurso Sobre a Desigualdade (1755)

    A contestação da sociedade tal como estava organizada foi o tema de seu novo trabalho, onde Rousseau reforçava a teoria já levantada, reafirmando: “O homem é naturalmente bom e é só devido às instituições que ele se torna mau.”

    Rousseau não faz objeção à desigualdade natural, originada da idade, saúde e inteligência, mas ataca a desigualdade resultante de privilégios. “Para desfazer o mal, basta abandonar a civilização. Quando alimentado, em paz com a natureza e amigo dos semelhantes, o homem é naturalmente bom.”

    Julie: ou a Nova Heloísa (1761)

    Além disso, Rousseau fez muito sucesso com o romance Julie: ou a Nova Heloísa, que exalta o direito da paixão, mesmo ilegítima, contra a hipocrisia da sociedade. Ademais, exalta as delícias da virtude, o prazer da renúncia, a poesia das montanhas, florestas e lagos. “Só o ambiente campestre pode purificar o amor e libertá-lo da corrupção social.”

    O livro, recebido com arrebatamento. A natureza entra na moda desencadeando uma paixão por toda a Europa. É a primeira manifestação do Romantismo.

    Nascimento: 28 de junho de 1712, Genebra, Suíça

    Falecimento: 2 de julho de 1778, Ermenonville, França

    Reflexão 26 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 24 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Junho 23

    “A leitura traz ao homem plenitude; o discurso, segurança; e a escrita, precisão.”

    Francis Bacon

    Francis Bacon foi um filósofo, político e ensaísta inglês. Recebeu os títulos de Visconde de Albans e Barão de Verulam. Foi importante na formulação de teorias que fundamentaram a ciência moderna. Se considerado o pai do método experimental.

    Além disso, Francis Bacon nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 22 de janeiro de 1561. Filho caçula de Sir Nicholas Bacon, Guardião do Selo Real, e de sua segunda esposa Ann. Estudou no Trinity College em Cambridge em 1576 formou-se em Direito, pela Universidade de Cambridge.

    Destinado à carreira diplomática, esteve na França como acompanhante do embaixador inglês, e só em 1579, com o falecimento do pai, regressou para Londres a fim de retomar a carreira jurídica e política.

    Carreira política

    Além disso, em 1584, Bacon eleito para a Câmara dos Comuns, como representante de um pequeno distrito. Nessa época escreve a Carta de Conselhos à rainha Elizabeth I, que advoga várias medidas de tolerância religiosa e de supremacia estatal em relação à Igreja.

    Pretendendo se ligar aos serviços da coroa, fez uso das influências do tesoureiro real Lord Burghley, seu tio materno, e do Conde de Essex até tornar-se seu conselheiro particular. Mas não conseguiu, sob o reinado de Elizabeth I, nomeado procurador geral, como ambicionava.

    Sob o reinado de Jaime I, foi sucessivamente nomeado procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), Lorde Conselheiro (1616), Lorde Guardião (1617) e finalmente Lorde Chanceler (1618). Ainda em 1618 foi nomeado Barão de Verullan e, em 1621, Visconde de St. Albans.

    Ademais, em 1621, Francis Bacon, o Grande Chanceler do rei, foi acusado de suborno e corrução pela Câmara dos Comuns, e condenado pela Câmara dos Lordes ao pagamento de enorme multa e à prisão na Torre de Londres.

    Embora perdoado pelo rei, não pode mais retornar às atividades públicas, porém, havia conquistado fama de orador e escritor. O resto da vida foi dedicado inteiramente à filosofia científica e ao ensaio político. E sua obra literária teve muito mais importância que toda sua carreira de estadista.

    A Filosofia de Francis Bacon

    Paralelamente à atividade política, Bacon elaborou uma importante obra filosófica reunida em textos como Novum Organum (1620, Novo Método) e De Dignitate et Augmentis Scientiarum (1623, Sobre a Dignificação e Progresso da Ciência).

    Além disso, nas obras, Bacon expõe sua filosofia da ciência, de grande influência sobre o pensamento posterior, onde salienta a primazia dos fatos em relação à teorização e rejeita a especulação filosófica como cientificamente válida.

    Ademais, seus textos deveriam fazer parte de uma obra ambiciosa que ficou inacabada, intitulada Instauratio Magna (Grande Restauração). Com a qual pretendia criar uma nova ciência, capaz de restaurar o saber, infecundo e falso dos pensadores precedentes.

    Nascimento: 22 de janeiro de 1561

    Falecimento: 9 de abril de 1626, Highgate, Londres, Reino Unido

    Reflexão 24 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Junho

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Junho 23

    “Nunca foi alcançado nada de grande sem perigo.”

    Nicolau Maquiavel

    Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi um filósofo político, historiador, estadista e escritor italiano, autor da obra-prima “O Príncipe”. Foi profundo conhecedor da política da época e a estudou em suas diferentes obras. Viveu durante o governo de Lourenço de Médici. Realista e patriota, definiu os meios para a unificação da Itália.

    Além disso, Nicolau Maquiavel nasceu em Florença, Itália, no dia 3 de maio de 1469. Sua família de origem Toscana participou dos cargos públicos por mais de três séculos. Seu pai, Bernardo Maquiavel, era jurista e tesoureiro da província de Marca de Ancona. Sua mãe, Bartolomea Nelli, era ligada às mais ilustres família de Florença.

    Ademais, interessado pelos problemas de seu tempo, Maquiavel participou ativamente da política de Florença. Com 29 anos tornou-se secretário da Segunda Chancelaria durante o governo de Piero Soderini. Tinha a seu cargo questões militares e de ordem interna.

    Realizou várias missões diplomáticas envolvendo a França, Alemanha, os Estados papais e diversas cidades italianas, como Milão, Pisa e Veneza.

    Entre 1502 e 1503, Maquiavel exerceu o cargo de embaixador junto a César Bórgia, filho do papa Alexandre VI e capitão das forças papais que dominava o governo papal.

    Ademais, o estadista inescrupuloso usava todos os meios para conquistar novas terra e estender o domínio da família Bórgia. Os cinco meses como embaixador junto a César Bórgia encheu Maquiavel de admiração.

    Exílio

    Em 1512 quando os Médici derrubaram a República e retomaram o governo de Florença, perdido em 1494, Maquiavel foi destituído de seu cargo e recolheu-se ao exílio voluntário na propriedade de San Casciano, perto de Florença, onde iniciou sua atividade de escritor político, historiador e literato.

    Além disso, em 1513, Maquiavel começou a trabalhar nos “Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio”, no qual faz uma análise da República Romana e procura nas experiências do passado uma solução para os problemas da Itália.

    Ademais, durante o exílio, escreveu também “O Príncipe” (1513) e “O Diário em Torno de Nossa Língua” (1516) procurando demonstrar a superioridade do dialeto florentino sobre os demais dialetos da Itália.

    Nascimento: 3 de maio de 1469, Florença, Itália

    Falecimento: 21 de junho de 1527, Florença, Itália

    Reflexão 23 de Junho 23 – Foz em Destaque