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  • Reflexão Diária: 24 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 24 de Julho 23

    “Educai as crianças para não seja necessário punir os adultos.”

    Pitágoras

    Pitágoras (582 – 497 a. C.) foi um matemático e filósofo grego. Autor do “Teorema de Pitágoras”: “Em um triangulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”. Desenvolveu trabalhos na área da filosofia, música, moral, geografia e medicina.

    Deve-se a Pitágoras a criação da irmandade pitagórica, de natureza religiosa, cujos princípios teóricos influenciaram o pensamento de Platão e Aristóteles.

    Vida e estudos

    Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no mar Egeu, Grécia, por volta de 582 a. C. Filho de um rico comerciante, sua vida e suas ideias são uma mistura de lenda e história real.

    Além disso, a lenda começa antes mesmo de Pitágoras nascer, quando por volta de 580 a. C. a sacerdotisa do Deus Apolo disse a sua mãe: “Tereis um filho de grande beleza e extraordinária inteligência, será um dos homens mais sábios de todos os tempos”.

    Lenda ou não, a inteligência do jovem Pitágoras impressionava os mestres das melhores escolas de Samos, que não conseguiam responder as perguntas do jovem.

    Ademais, com 16 anos de idade, Pitágoras foi enviado para Mileto para estudar com Tales, o maior sábio da época. Logo, Tales reconheceu que nada mais tinha que ensinar ao jovem e passou ele, o mestre, a estudar as descobertas geométricas e matemáticas do aluno.

    Adulto, em busca de novos conhecimentos, Pitágoras começou a somar, além dos números, ideias sobre ciência e religião de outros povos. Foi para a Síria, Arábia, Caldeia, Pérsia, Índia e Egito, onde se fixou e passou mais de 20 anos.

    Para conhecer melhor os mistérios da religião egípcia, se fez sacerdote. Quando Cambises conquistou o Egito, Pitágoras foi obrigado a seguir para a Babilônia, onde passou a estudar e descobrir como se desenvolviam as ciências naquela região.

    Escola Pitagórica

    Por volta de 530 a. C., Pitágoras voltou para Samos com o objetivo de abrir uma escola, mas encontrou a ilha governada pelo ditador Polícrates, que não queria saber nem de escolas nem de templos. Pitágoras foi expulso da Grécia e partiu para Crotona, no sul da Itália, onde se dedicou a ensinar aos filhos dos aristocratas.

    Finalmente, Pitágoras fundou sua escola, a “Escola Pitagórica”, que era mais que uma escola, era uma espécie de irmandade religiosa dedicada à Matemática, Religião, Política e Filosofia. Os membros do grupo pitagórico eram todos aristocratas e obrigados a sigilo, mediante juramento, por isso a irmandade era olhada com suspeição pelo povo comum.

    Ademais, além matemáticos e astrônomos, a escola abrigava biologistas e anatomistas. Os alunos formados, defensores da aristocracia, ocupavam altos cargos no governo local, e dominavam as cidades gregas do sul da Itália. Revoltas populares destruíram o prestígio da seita e incendiaram a escola, e Pitágoras, obrigado a se exilar em Metaponto, ao norte, na Lucânia.

    Embora ele não tenha deixado nenhuma obra escrita, sua doutrina tornou-se conhecida através de seus discípulos.

    Reflexão 24 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 22 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 22 de Julho 23

    “Todo o argumento permite sempre a discussão de duas teses contrárias, inclusive este de que a tese favorável e contrária são igualmente defensáveis.”

    Protágoras

    Protágoras (481-411 a. C.) foi um filósofo grego, um dos mais famosos Sofistas – filósofos que concentravam suas atenções na questão moral e política. É o autor da frase, “O homem é a medida de todas as coisas”.

    Protágoras nasceu em Abdera, na Grécia, por volta do ano 481 a. C. Nessa época, estudado como Período Clássico – século V a. C. e IV a. C., a civilização grega foi marcada por violentas lutas dos gregos contra os povos invasores (persas) e também entre si. Apesar disso, o século V a. C. foi considerado o apogeu da antiga civilização grega.

    Ademais, a filosofia, que surgiu no Período Arcaico da história grega com a chamada Escola de Mileto, da qual destacaram-se Tales, Anaxímenes e Anaximandro, atravessou várias outras escolas, onde os filósofos buscavam uma explicação para o mundo e para a vida.

    No século V a. C. surgiram os Sofistas, pensadores dedicados à crítica das tradições do Estado, da religião e dos privilégios e defensores da democracia. Os Sofistas tiveram um papel político extremamente importante, pois sua ação era no sentido de popularizar a cultura e levar ao povo as discussões científicas e filosóficas.

    Além disso, Protágoras foi o mais importante dos Sofistas, destacando-se também: Górgias, de Leôncio, na Sicília, Híppias, de Elis, entre outros. Protágoras tinha no homem o alvo de suas preocupações, recriminando aqueles que simplesmente especulavam sobre o universo. Dizia ele: “O homem é a medida de todas as coisas”. Para ele as coisas são relativas aos indivíduos, que têm a faculdade de julgar com justiça.

    Verdades Absolutas

    Protágoras não acreditava em verdades absolutas, em sua opinião, havia visões diferentes sobre o mundo e as coisas que estavam em contínua transformação. Era materialista, ou seja, procurava explicar a realidade concreta e sensível, distinguindo natureza e sociedade.

    Vindos de todas as partes do mundo grego, os Sofistas desenvolveram um ensino itinerante pelos locais em que passavam, mas não se fixavam em nenhum lugar. Com o brilhantismo da participação no debate público, os Sofistas deslumbravam os jovens de seu tempo. Desenvolveram o espírito crítico e a facilidade de expressão, mas eram frequentemente acusados de superficialidade, de pronunciar um discurso vazio.

    Com relação aos deuses, Protágoras dizia que não poderia afirmar se eles existiam, pois vários motivos o impediam de fazê-lo. Ele considerava o assunto obscuro e a vida breve para se achar uma resposta para a questão. Para ele, era possível criarmos argumentos tanto a favor como contra a existência dos deuses. Acusado de ateu, teve seus livros queimados em praça pública. Foi banido de Atenas e morreu logo depois em um naufrágio quando fugia para Sicília.

    Protágoras faleceu em Mileto, no ano 411 a. C.

    Nascimento: Abdera, Grécia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 22 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Julho 23

    “Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.”

    Voltaire

    Voltaire, (1694-1778) foi um filósofo e escritor francês, um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França. Foi também ensaísta, poeta, dramaturgo e historiador.

    Ademais, voltaire foi um dos homens mais influentes do século XVIII. Os monarcas esclarecidos sempre lhe pediam conselhos, seus livros foram lidos em toda a Europa. Voltaire, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau foram os três nomes mais significativos do Iluminismo francês.

    Voltaire, pseudônimo literário de François Marie Arouet, nasceu em Paris, França, no dia 21 de novembro de 1694. Descendente de família burguesa, entre 1704 e 1711, foi aluno do Collège Louis-le Grand, em Paris, uma das mais importantes instituições de ensino da França. Iniciou o curso de direito, porém não terminou.

    Ideias de Voltaire

    Além disso, na Inglaterra, Voltaire tomou contato com as ideias de John Locke e influenciado pelo regime de governo parlamentar, instituído após a Revolução Gloriosa de 1688, passou a defender a ideia de que a tolerância religiosa e a monarquia constitucional inglesa deveriam ser adotadas por todas as nações europeias.

    Voltaire condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada em que os reis, assessorados pelos filósofos fossem capazes de fazer reformas de acordo com o interesse da sociedade.

    Embora afirmasse que “todo homem tem o direito de acreditar ser igual aos outros homens”, Voltaire tinha verdadeiro desprezo pelo povo.

    Voltaire foi atuante propagandista das ideias liberais, defendendo o direito dos indivíduos à liberdade política e de expressão. Criticava a Igreja, mas não era ateu e sim deísta – acreditava que Deus estava presente na natureza, e como nela se encontra o homem, Deus estava presente também no homem, que pode descobri-lo por meio da razão, dizendo que ela guia o homem para a sabedoria.

    Últimos Anos

    Em 1744, Voltaire retornou para Paris, e dois anos mais tarde, eleito para a Academia Francesa e introduzido por Madame Pompadour na corte. Em 1749, com a morte da marquesa, e com a perda de prestígio na corte, aceitou o convite de Frederico II o Grande, da Prússia, para viver na corte de Potsdam.

    Além disso, em 1753, depois de se desentender com o rei, retirou-se para uma casa perto de Genebra. Nessa época, comprou o castelo e a fazenda de Ferney, perto de Genebra, onde instalou uma fábrica de tecidos e outra de relógios, ganhando muito dinheiro. Em 1778, viajou para Paris, onde foi recebido com entusiasmo, mas ali faleceu pouco depois.

    Voltaire faleceu em Paris, França, no dia 30 de maio de 1778.

    Nascimento: 21 de novembro de 1694, Paris, França

    Falecimento: 30 de maio de 1778, Paris, França

    Reflexão 21 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 23 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Julho 23

    “Não siga a estrada, apenas; ao contrário. Vá por onde não haja estrada e deixe uma trilha.”

    Ralph Waldo Emerson

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    Ralph Waldo Emerson foi um escritor, ensaísta, poeta e filósofo norte-americano. É um dos fundadores do movimento cultural denominado Transcendentalismo.

    Filho do Reverendo Willian Emerson, figura ilustre nas artes e na literatura que impulsionou o ambiente cultural de Boston e de Ruth Haskins com quem teve cinco filhos. Ficou órfão com oito anos de idade. Nos três anos seguintes, a mãe e as crianças continuaram morando na casa paroquial da Igreja. Apesar de a família ter passado por muitas necessidades, a preocupação da mãe com a educação dos filhos e a influência intelectual da tia Mary Mood Emerson estiveram sempre presentes. Ralph foi estudar em Harvard, aos 14 anos de idade, obtendo a graduação quatro anos mais tarde, em 1821.

    Evolução do Pensamento

    O seu percurso eclesiástico teve início ao aceitar uma oferta para pastor júnior na Segunda Igreja de Boston. Contudo, era reconhecido como uma pessoa de mente aberta, envolvida com a comunidade, tendo dado voz aos defensores da abolição da escravatura na sua igreja. Em 1829 se casou com a jovem Ellen Tucker e pouco tempo depois se tornou pastor sênior. Mas Ellen tinha graves problemas de saúde e veio a falecer após um ano e meio de casados.

    Inconformado com a perda da esposa, então, não encontrou conforto espiritual na Igreja e começou a discordar de alguns dos rituais religiosos, como a oração em público ou a administração da comunhão. Renunciou ao serviço religioso por não considerá-lo compatível com o seu desejo de evolução intelectual, passando assim a gozar da liberdade necessária para refletir sobre novas ideias. Viajou para a Europa onde esteve em contato com ilustres pensadores da época. mesmo que com Thomas Carlyle manteve uma relação de amizade especial tendo sido profundamente influenciado pelas suas teorias.

    Transcendentalismo

    Participava ativamente do Transcendental Club, constituído por um grupo de intelectuais que defendiam a mesma linha de pensamento, no qual teve origem o movimento denominado Transcendentalismo da Nova Inglaterra. Nas suas frequentes palestras discursava sobre essa nova doutrina e, desse modo, abordava outro tema sensível: a sua oposição à escravatura. 

    Tornou-se um conferencista reconhecido nos Estados Unidos, no entanto, e em outros países onde divulgou o seu trabalho. Não obstante, após um discurso na Harvard Divinity School, no qual criticava o cristianismo por transformar Jesus em um “semideus”, como resultado, acusaram-no de ser ateu e de corromper os jovens com suas ideias.

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    Nascimento: 25 de maio de 1803, Boston, Massachusetts, EUA

    Falecimento: 27 de abril de 1882, Concord, Massachusetts, EUA

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 20 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Julho 23

    “O silêncio é um amigo que nunca trai”

    Confúcio

    Confúcio (551- 479 a.C.) foi um filósofo chinês, cujas ideias serviram de norma de comportamento à sociedade chinesa durante mais de dois mil anos e exerceu grande influência sobre toda a cultura da Ásia Oriental.

    Confúcio ou K’ung Fu-tsu nasceu no Estado feudal de Lu (atual província de Shantung), na China, no ano de 551 a.C. Sua família era descendente dos Shag – a segunda dinastia da China antiga – mas viviam sem recursos.

    Órfão aos três anos de idade cresceu em um ambiente de pobreza o que não lhe permitiu ter mestres regulares durante a infância. Demonstrou desde cedo um espírito profundamente religioso e aprendeu sozinho, as letras, a arte dos arqueiros e a música.

    Com 19 anos, Confúcio casou-se e logo depois foi nomeado para um cargo administrativo de seu Estado, destacando-se pelo zelo e eficiência que desempenhou a função.

    A ideia política de Confúcio

    A ideia política de Confúcio era extremamente conservadora e preconizava uma volta às instituições dos primeiros tempos da dinastia Chou em que a organização familiar se confundia com a estatal.

    Insistia que o governante deveria esforçar-se para que o povo vivesse em paz e prosperidade. Se não conseguisse isso, deveria ser substituído ainda que fosse pelo uso da força.

    A Ética de Confúcio

    Baseados na ética, seus ensinamentos previam normas de conduta, como o esforço constante para cultivar a própria pessoa e estabelecer a harmonia social.

    Confúcio pregava a existência de cinco virtudes:

    • Jen – a humanidade, bondade, compreensão e o amor pelos outros,
    • Yi – a justiça temperada pelo amor,
    • Li – regras adequadas de conduta, de polidez e de cerimoniais,
    • Chih – autoconsciência da vontade do céu, sabedoria,
    • Ch’i – sinceridade desinteressada.

    A religião

    O “Confucionismo” – doutrina filosófica de Confúcio não chegou a ser uma religião no sentido ocidental do termo, por várias razões:

    • Primeiro porque não tem Deus: venera os ancestrais e reconhece a superioridade dos sábios.
    • Segundo, porque não tem templos: cada lar é o templo onde se honram os antepassados da família. (Só depois é que se iniciou a construção dos templos locais, mas sem o sentido do lugar destinado à veneração de um supremo).
    • Terceiro, porque não tem sacerdotes: o chefe da família é automaticamente o sacerdote da família.
    • Quarto, porque desconhece qualquer dogma ou livro santo: “Pode um só livro conter toda a sabedoria do mundo?” indagava Confúcio.

    Nascimento: Qufu, Jining, China

    Falecimento: Lu

    Reflexão 20 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 19 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 19 de Julho 23

    “Não poderás encontrar nenhuma paixão se te conformas com uma vida que é inferior àquela que és capaz de viver.”

    Nelson Mandela

    Nelson Mandela foi presidente da África do Sul. Foi o líder do movimento contra o Apartheid – legislação que segregava os negros no país. Condenado em 1964 à prisão perpetua, libertado em 1990 depois de grande pressão internacional. Recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”, em dezembro de 1993, por sua luta contra o regime de segregação racial.

    Infância e juventude

    Nelson Mandela nasceu em Mzevo, África do Sul, no dia 18 de julho de 1918. Foi um dos treze filhos de Nkosi Mandela. chefe do povo Thembu com sua terceira mulher, Noqaphi Nosekeni. Descendente de uma família de nobreza tribal, da etnia Xhosa, e membro do clá Madiba. recebeu o nome de Rolihiahia Dalibhunga Mandela.

    Além disso, em 1925 ingressou na escola primária, quando passou a se chamar, pela professora, com o nome de Nelson, em homenagem ao Almirante Nelson, seguindo um costume de dar nomes ingleses a todas as crianças que frequentavam a escola.

    Com nove anos de idade, após a morte do seu pai, Mandela foi levado para a vila real onde ficou aos cuidados do regente do povo Thembu.

    Ademais, ao terminar sua formação elementar, Mandela entrou na escola preparatória, Clarkebury Boarding Institute, um colégio exclusivo para negros, onde estudou a cultura ocidental. Em seguida, ingressou no Colégio Healdtown, onde era interno.

    Em 1939, Mandela ingressou no curso de Direito, na Universidade de Fort Hare, a primeira Universidade da África do Sul a ministrar cursos para negros.

    Ademais, por se envolver em protestos, junto com o movimento estudantil, contra a falta de democracia racial na instituição, ele foi obrigado a abandonar o curso. Mudou-se para Joanesburgo, onde se deparou com o regime de terror imposto à maioria negra.

    Além disso, em 1943, concluiu o bacharelado em Artes pela Universidade da África do Sul. Continuou os estudos de Direito, por correspondência, na universidade de Fort Hare. (Mais tarde receberia o título de “Doutor Honoris Causa”, na tentativa de compensar a sua expulsão).

    A luta de Mandela contra as leis de Apartheid

    Em 1944, junto com Walter Sisulo e Oliver Tambo, Mandela fundou a “Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA)”, que se tornou o principal instrumento de representação política dos negros.

    Além disso, entre as heranças deixadas pelos colonizadores europeus na África, o mais brutal foi o racismo da África do Sul. Apoiados nas ideias de superioridade racial do branco, o homem europeu instituiu leis que sustentaram o regime de “apartheid” (separação), que foi instalado em 1948 pelo Partido Nacional. 

    Ademais, o regime proibia o casamento inter-racial, obrigava o registro da raça na certidão, brancos e negros viviam em áreas separadas nas escolas, hospitais, praças, etc., onde eram estabelecidos em locais distintos para as duas raças. 

    Além disso, a segregação racial, a falta de direitos políticos e civis e o confinamento dos negros em regiões determinadas pelo governo branco provocou uma série de massacres e mortes da população negra.

    Ademais, muitos homens e mulheres da comunidade negra sul-africana dedicaram suas vidas a essa grande causa: o fim do apartheid. Nelson Mandela foi um dos mais notáveis líderes do movimento negro da África do Sul.

    Nascimento: 18 de julho de 1918, Mvezo, África do Sul

    Falecimento: 5 de dezembro de 2013, Houghton, Johanesburgo, África do Sul

    Reflexão 19 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 18 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 18 de Julho 23

    “Um homem livre é aquele que, tendo força e talento para fazer uma coisa, não encontra barreiras à sua vontade.”

    Thomas Hobbes

    Thomas Hobbes foi um teórico político e filósofo inglês. Sua obra de maior destaque é “Leviatã”, um tratado político cuja ideia central é a defesa do absolutismo e a elaboração da tese do contrato social.

    Sua teoria a respeito da origem contratual do estado, exerceu grande influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas.

    Infância e Formação

    Thomas Hobbes nasceu em Westport, Inglaterra, no dia 5 de abril de 1588. Filho de um clérigo anglicano, vigário de Westport, teve uma infância marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, na época da rainha Elizabeth I.

    Inculto e violento, após uma briga com outro clérigo na frente de sua igreja, seu pai abandonou sua esposa e os três filhos, deixando-os sob a tutela de seu irmão.

    Educado por seu tio, aos quatro anos, Hobbes ingressou na escola da igreja de Westport, em seguida, ingressou em uma escola particular. Aos 15 anos, matriculado na Magdalen Hall da Universidade de Oxford, onde se formou, em 1608.

    Além disso, Thomas Hobbes teve toda sua vida ligada à monarquia inglesa. Tornou-se preceptor de William Cavendish, que viria a ser o segundo duque de Devonshire, ficando amigo da família por toda a vida.

    Ademais, como era hábito na época, ele viajou com seu aluno para a França e Itália, entre 1608 e 1610. Lá, ele descobriu que a filosofia de Aristóteles, que estudou em Oxford, estava sendo combatida e desacreditada devido às descobertas de Galileu e Kepler.

    Entre 1621 e 1625 secretariou Francis Bacon ajudando-o a traduzir alguns de seus ensaios para o latim.

    Do Cidadão (1642)

    Em 1637, Hobbes voltou à Inglaterra que se achava às vésperas de uma guerra civil. Em 1640 decidiu circular entre seus amigos o exemplar manuscrito do terceiro trabalho de sua planejada trilogia filosófica: “De Cive” (Do Cidadão), com o título de “Elementos da Lei Natural e Política”, em que tratou a questão das relações entre a Igreja e o Estado.

    Ademais, para Hobbes, a Igreja cristã e o Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito de interpretar as Escrituras, decidir as questões religiosas e presidir o culto.

    Quando o Arcebispo Laud e o Conde de Strafford, principais auxiliares do rei, foram levados à torre acusados de conspiração, Hobbes retirou-se para a França. Em 1642 publicou “Do Cidadão”.

    Além disso, em 1646 tornou-se professor de matemática do príncipe Carlos, futuro Carlos II, filho de Carlos I, da Inglaterra, que também estava exilado na França, depois da instalação da república na Inglaterra, sob a liderança de Oliver Cromwell.

    Leviatã (1651)

    Ainda em Paris, em 1651, Hobbes publicou “Leviatã”, no qual defende a monarquia absolutista. A razão disto deriva da visão que ele tinha da sociedade, segundo ele, sempre ameaçada por uma guerra civil, quando todos os seus integrantes vivem em uma situação de permanente conflito: “uma guerra de um contra todos e de todos entre si”.

    O estado da natureza, segundo ele, não tinha nada de harmonioso. O mundo antigo dos primeiros homens era um mundo de feras, onde “o verdadeiro lobo do homem era o próprio homem”.

    Além disso, para se chegar a uma sociedade civil era necessário que todos, por meio de um “contrato social”, concordassem em transferir as suas liberdades naturais a um só homem: o rei, somente ele deveria deter o monopólio da violência. Somente o rei deve ter poderes que lhe permitam impor sua vontade sobre todos para o bem geral da comunidade.

    Ademais, no seu ponto de vista, não existe o direito à propriedade, nem à vida, nem à liberdade, que não sejam garantidos pela autoridade real. Rebelar-se contra ela, significa regredir no reino animal, onde impera sempre a violência, pondo em risco as conquistas da civilização.

    A obra desagradou a Igreja Católica e o Governo Francês, por ser muito radicalista e, sob essa pressão foi obrigado a deixar o país.

    Nascimento: 5 de abril de 1588, Malmesbury, Reino Unido

    Falecimento: 4 de dezembro de 1679, National Trust – Hardwick Hall, Reino Unido

    Reflexão 18 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 17 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Julho 23

    “A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.”

    Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Ademais, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Além disso, em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    Assim Falou Zaratustra (1883)

    Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

    Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

    Filosofia e principais ideias

    Nietzsche desenvolveu alguns conceitos filosóficos que se tornaram importantes para o pensamento ocidental.

    Ademais, exemplo disso é a ideia de “super-homem”, originalmente “Übermensch”. Para o pensador, existiria um tipo de sujeito capaz de se superar aos demais, não precisando da religião ou da “moral” para suportar a existência.

    Outra ideia de Nietzsche é a do “eterno retorno”. De forma resumida, esse conceito baseia-se na ideia de que a vida de cada pessoa (e tudo o que acontece nela) se repete infinitamente.

    Para ele, se o tempo e o espaço são infinitos, nossa existência se repete constantemente, como se fosse uma roda que sempre gira e volta para o mesmo ponto. Assim, esse pensamento é visto como uma maneira de aceitar os acontecimentos da vida, amando cada momento, pois ele se repetiria infinitamente.

    “Deus está morto” é também uma afirmação feita pelo pensador para questionar o catolicismo. Assim, ele ataca a moral cristã enquanto defende que as pessoas deveriam ser boas sem pensar em recompensas divinas.

    Assim, o niilismo está bastante presente no pensamento de Nietzsche, pois ele tinha profunda descrença nos valores e na moral imposta.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 17 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 16 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 16 de Julho 23

    “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”

    Paracelso 

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    Paracelso foi um médico, alquimista e filósofo suíço. Revolucionou a medicina de seu tempo ao anunciar alguns dos princípios que seriam resgatados no século XIX pela homeopatia.

    Médico inovador e criativo, preparou e aplicou muitos novos medicamentos, formados sobretudo de substâncias tóxicas como o arsênio, o mercúrio, o enxofre e o ópio.

    Biografia

    Philippus Aureolus Theophrastus Bombast von Hohenheim, conhecido como Paracelso, nasceu em Einseideln, na Suíça,  entre 10 e 14 de novembro de 1493. Formou-se em medicina em Viena e doutorou-se em Ferrara na Universidade de Basileia.

    Adotou o nome Paracelso, que para muitos significa “superior a Celso” (Aulo Cornélio Celso, famoso médico romano do século I). Para outros, vem do equivalente ao seu sobrenome alemão “Hohenheim”, “lugar alto”. Porém, o prefíxo grego pará ocorre com certa frequência nos escritos de Paracelso como sentido superlativo.

    Após uma estada em Tirol, quando se ocupou em pesquisar a natureza dos minerais, voltou para a Basileia, quando, em 1527, chamaram-no para ocupar uma cadeira no curso de medicina.

    Paracelso, com suas ideias inovadoras, opunha-se à medicina ensinada na época, baseada nas teses de Cláudio Galeno, Avicena e Rhazés. Afastado do cargo e viajou pela Europa, estudando e divulgando suas teorias.

    Precursor da homeopatia

    Paracelso pretendia que houvesse correspondência entre o mundo exterior e as diversas partes do organismo humano, e seguindo as lições dos alquimistas, no entanto, ensinava que o “mercúrio, o sal e o enxofre” eram os elementos principais do nosso corpo.

    Segundo ele, a predominância de um deles causaria determinada enfermidade. De suas observações surgiram métodos inovadores. Em 1530 fez a melhor descrição até então registrada da sífilis e assegurou que a doença podia ser curada com doses de mercúrio.

    Em 1536 publicou “Grande Tratado de Cirurgia”, que lhe trouxe fama e riqueza. Descobriu que a doença dos mineiros era silicose e não castigo divino, como se acreditava, e enunciou alguns dos princípios que seriam, no futuro, resgatados no século XIX por Hahnemann, fundador da homeopatia.

    Sempre perseguido, Paracelso encontrou refúgio em Salzburg onde permaneceu, graças à proteção do arcebispo Ernst, até seus últimos dias.

    Nascimento: Egg SZ, Einsiedeln, Suíça

    Falecimento: 24 de setembro de 1541, Salzburgo, Áustria

    Reflexão 14 de Julho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 14 de Julho

    Pensamento ou Reflexão do dia 14 de Julho 23

    “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”

    Immanuel Kant

    Immanuel Kant foi um filósofo alemão, fundador da “Filosofia Crítica” – sistema que procurou determinar os limites da razão humana. Sua obra é considerada a pedra angular da filosofia moderna.

    Sua obra-prima “Crítica da Razão Pura” deu início a grande era da metafísica alemã. A obra diz respeito a “tudo que transcende o mundo físico que experimentamos”.

    Infância e Formação

    Immanuel Kant nasceu na cidade báltica de Königsberg, então capital da província alemã da Prússia Oriental (atualmente Kaliningrado, na Rússia), no dia 22 de abril de 1724. Filho de um artesão de descendência escocesa era o quarto de nove filhos.

    Na época do nascimento de Kant, a Prússia Oriental se recuperava das devastações trazidas pela guerra e pela peste, que dizimou mais da metade da população.

    Além disso, sua mãe tinha o hábito de levá-lo para passeios no campo e dizer-lhe o nome das plantas e flores. À noite, costumava mostrar-lhe as estrelas indicando o seu nome e as constelações a que pertenciam.

    Kant passou grande parte de sua vida nos arredores de sua cidade natal. Dos pais luteranos recebeu uma severa educação religiosa. Dos oito aos 16 anos frequentou a escola local.

    Em 1737, sua mãe faleceu. Em 1740, Ademais, com 16 anos, Kant ingressou na Universidade de Königsberg, como estudante de Teologia. No início, recebeu ajuda financeira da igreja e colaborava dando aulas para alguns alunos mais atrasados.

    Pensamento Filosófico de Kant

    O pensamento filosófico de Kant se distingue por três períodos distintos:

    • Em seu período inicial, Kant sofreu a influência da filosofia de Leibniz e de Christian Wolff e na física de Newton, como fica evidente em seu trabalho: “História Geral da Natureza e Teoria do Céu”.
    • No segundo período, gradativamente, Kant se deixou influenciar pela ética e pela filosofia empírica dos ingleses, sobretudo de David Hume. Segundo o próprio Kant, ele “despertou do sono dogmático.” Passou a adotar uma postura crítica ante a estreita correlação entre conhecimento e realidade. Nessa época publicou; “Sonhos de Um Visionário” (1766).
    • No terceiro período, Kant desenvolveu a sua própria “Filosofia Crítica”, que começou, em 1770, com sua aula inaugural como professor de Filosofia, intitulada: “Sobre a Forma e Os Princípios do Mundo Sensível e Inteligente”, conhecida como “Dissertação”, quando ele estabeleceu as bases sobre as quais se desenvolveria sua obra filosófica.

    A Filosofia de Kant

    Além disso, o sistema filosófico Kantiano foi concebido como uma síntese e superação das duas grandes correntes da filosofia da época: o “racionalismo” que enfatizava a preponderância da razão como forma de conhecer a realidade, e o “empirismo”, que dava primazia à experiência.

    Com Kant surge o “Racionalismo Crítico” ou “Criticismo”: sistema que procura determinar os limites da razão humana. Sua filosofia foi sintetizada em suas três obras principais: “Crítica da Razão Pura”, “Crítica da Razão Prática” e “Crítica do Juízo”.

    Ademais, com a publicação de “Crítica da Razão Pura” (1781), sua obra-prima, Kant tratou de fundamentar o conhecimento humano e fixar seus limites. Além disso, diante da questão: “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos?” Kant colocou a razão num tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não tem fundamento. Com isso pretendia superar a dicotomia racionalismo-empirismo.

    Nascimento: 22 de abril de 1724, Königsberg

    Falecimento: 12 de fevereiro de 1804, Königsberg

    Reflexão 14 de Julho 23 – Foz em Destaque