Author: fozadmin

  • Reflexão Diária: 23 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 23 de Agosto 23

    “O homem rico nem sempre é sábio, mas o homem sábio é sempre rico.”

    Tales de Mileto

    Tales de Mileto foi um filósofo, matemático e astrônomo grego, considerado um dos mais importantes representantes da primeira fase da filosofia grega chamada de Pré-Socrática ou Cosmológica. Para Tales, a água era o elemento fundamental do universo e de toda a matéria.

    Nenhum escrito de Tales sobreviveu e as realizações que lhe são atribuídas baseiam-se em referências tardias ou em lendas mantidas pela tradição. 

    Tales de Mileto nasceu em Mileto, antiga colônia grega da Ásia Menor, localizada na região da Jônia, na atual Turquia, por volta de 624 a. C.

    Além disso, acredita-se que começou sua vida como mercador e enriqueceu o suficiente para se dedicar ao estudo e realizar algumas viagens. Supõe-se que esteve no Egito onde aprendeu geometria e na Babilônia onde entrou em contato com tabelas e instrumentos astronômicos.

    Ademais, sabe-se que Tales desempenhou funções políticas em sua cidade e que realizou trabalhos nas áreas da filosofia, geometria e astronomia. Segundo Heródoto, Tales foi um estadista de visão que advogou a federação das cidades jônicas da região do Egeu.

    A filosofia pré-socrática

    A filosofia grega compreende três períodos: pré-socrático, socrático e pós-socrático. O período pré-socrático compreende os primeiros filósofos propriamente ditos, ou seja, os que procuravam explicar racionalmente o universo, sem recorrer a entidades sobrenaturais.

    Os filósofos pré-socráticos foram reunidos em diversas escolas de pensamentos: Escola Jônica (ou Escola de Mileto), Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística e Os Sofistas.

    A Escola Jônica, ou Escola de Mileto, fundada no século VI a.C. na colônia grega de Jônia, na Ásia Menor, na atual Turquia. Os principais filósofos da Escola Jônica foram: Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes. 

    Além disso, os filósofos da Escola de Mileto eram homens de saber prático, acostumados a viajar, dedicados à política e ao trabalho intelectual. A preocupação desses filósofos era perguntar e compreende a natureza do mundo.

    Diante da multiplicidade e da mutabilidade das aparências, buscavam um princípio unificador imutável, ao qual chamaram de “arké” – origem, substrato e causa de todas as coisas.

    Buscando entender a origem de todas as coisas, chegaram a conclusões diferentes, mas todas ligadas a uma explicação física dos fenômenos.

    Nascimento: Mileto, Turquia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 23 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 22 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 22 de Agosto 23

    “Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar.”

    Friedrich Nietzsche

    Friedrich Nietzsche foi um filósofo, escritor e crítico alemão que exerceu grande influência no Ocidente. Sua obra mais conhecida é “Assim Falava Zaratustra”. O pensador estendeu sua influência para além da filosofia, penetrando na literatura, poesia e todos os âmbitos das belas artes.

    Infância e Formação

    Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, na Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Era filho, neto e bisneto de pastores protestantes. Com cinco anos de idade ele perdeu o pai e ficou aos cuidados da mãe, da avó e da irmã mais velha.

    Durante a juventude pretendia seguir o exemplo do pai e dedicou-se à leitura da Bíblia. Com 10 anos entrou para o Ginásio de Naumburgo, e com 14 anos recebeu uma bolsa de estudos de preparação para o clero. Destacou-se nos estudos religiosos, literatura alemã e estudos clássicos, porém começou a questionar os ensinamentos do Cristianismo.

    Ademais, Friedrich Nietzsche formou-se em 1864 e continuou seus estudos em Teologia e Filologia Clássica, na Universidade de Bonn. Em 1865, transferiu-se para a Universidade de Leipzig, indicado pelo mestre Wilhelm Ritschl.

    Em 1867, Nietzsche foi convocado para o exército prussiano, quase morreu de uma queda de cavalo, e voltou para continuar seus estudos em Leipzig.

    Além disso, em 1869, com 25 anos, foi contratado pela Universidade da Basileia como catedrático de Filologia Clássica. Nessa época, compôs obras musicais à maneira de Schumann, fez amizade com Wagner e conheceu a filosofia de Schopenhauer.

    Em 1870, com a deflagração da Guerra Franco-Prussiana, pediu licença da universidade e retornou para o Exército. Nesse período, Nietzsche contraiu difteria e voltou para Basileia a fim de se restabelecer.

    Assim Falou Zaratustra (1883)

    Em 1883, Nietzsche publicou “Assim Falou Zaratustra”, sua obra mais conhecida, de estilo bíblico e poético, entre o dos pré-socráticos e o dos profetas hebraicos, sob a máscara do lendário sábio persa.

    Na obra, estão as ideias-chaves do pensamento de Nietzsche: a ideia de Super-Homem, a ideia de Transmutação de Valores, a ideia de Espírito Senhoril e a ideia de Eterno Retorno. Que derrotariam a moral cristã e o ascetismo servil.

    Filosofia e principais ideias

    Nietzsche desenvolveu alguns conceitos filosóficos que se tornaram importantes para o pensamento ocidental.

    Ademais, exemplo disso é a ideia de “super-homem”, originalmente “Übermensch”. Para o pensador, existiria um tipo de sujeito capaz de se superar aos demais, não precisando da religião ou da “moral” para suportar a existência.

    Outra ideia de Nietzsche é a do “eterno retorno”. De forma resumida, esse conceito baseia-se na ideia de que a vida de cada pessoa (e tudo o que acontece nela) se repete infinitamente.

    Para ele, se o tempo e o espaço são infinitos, nossa existência se repete constantemente, como se fosse uma roda que sempre gira e volta para o mesmo ponto. Assim, esse pensamento é visto como uma maneira de aceitar os acontecimentos da vida, amando cada momento, pois ele se repetiria infinitamente.

    “Deus está morto” é também uma afirmação feita pelo pensador para questionar o catolicismo. Assim, ele ataca a moral cristã enquanto defende que as pessoas deveriam ser boas sem pensar em recompensas divinas.

    Assim, o niilismo está bastante presente no pensamento de Nietzsche, pois ele tinha profunda descrença nos valores e na moral imposta.

    Nascimento: 15 de outubro de 1844, Röcken, Lützen, Alemanha

    Falecimento: 25 de agosto de 1900, Weimar, Alemanha

    Reflexão 22 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 21 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 21 de Agosto 23

    “Ensinar superstições como verdades é uma das coisas mais terríveis.”

    Hipátia

    Hipátia de Alexandria (também conhecida como Hipácia ou Hypatia) se considera a primeira mulher matemática do mundo. Ademais, a matemática nasceu em Alexandria, no Egito, durante o século IV (estima-se que em 355), período final do Império Romano. Era filha de Theon, um intelectual (matemático, astrônomo, filósofo) e se inspirou muito na figura do pai.

    O percurso acadêmico de Hipátia

    Hipátia estudou na Academia de Alexandria – onde mais tarde veio a se tornar diretora – e também em uma escola neoplatônica de Atenas.

    Ademais, muito a frente do seu tempo, que condenava as mulheres ao espaço doméstico, Hipátia deu aulas de matemática, astronomia e filosofia.

    Uma mente inquieta, segundo os relatos dos seus alunos, Hipátia também criou um astrolábio e um hidroscópio.

    O legado de Hipátia

    A pensadora produziu uma série de trabalhos sobre aritmética, especialmente inspirada na figura de Diofanto de Alexandria, e medicina.

    Além disso, ao lado do pai, Theon, escreveu comentários acerca dos Elementos de Euclides, treze obras que falam sobre a geometria do mestre grego.

    Infelizmente muitas informações sobre Hipátia foram perdidas porque a Biblioteca de Alexandria, que abrigava uma série de documentos, foi destruída.

    O que sabemos de Hipátia nos dias de hoje foi reportado pelos seus alunos.

    A morte de Hipátia: um assassinato cruel

    Consta que Hipátia perdeu a vida porque defendeu o raciocínio lógico implementado pelos gregos.

    Muitos a acusavam de ser anticristã, embora não haja nenhuma prova de que ela tivesse seguido esse percurso.

    Não se sabe ao certo como Hipátia foi assassinada, há várias versões, mas todas partem do denominador comum de que ela teria sido atacada por fanáticos religiosos a meio da rua. Especula-se que o brutal assassinato tenha ocorrido entre 415 e 416.

    Nascimento: Alexandria, Egito

    Falecimento: março de 415 d.C., Alexandria, Egito

    Reflexão 21 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 20 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 20 de Agosto 23

    “Uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”

    Luiz Gonzaga

    .

    Luiz Gonzaga foi um músico brasileiro. Sanfoneiro, cantor e compositor, recebeu o título de “Rei do Baião”. Foi responsável pela valorização dos ritmos nordestinos, levou o baião, o xote e o xaxado, para todo o país. A música “Asa Branca” feita em parceria com Humberto Teixeira, gravada por Luiz Gonzaga no dia 3 de março de 1947, virou hino do Nordeste brasileiro.

    Luiz Gonzaga no Rio de Janeiro

    Em 1939, Luiz Gonzaga deixou o Exército, foram nove anos sem dar notícias à família. Enquanto esperava o navio para voltar para Pernambuco, Luiz ficou no Batalhão de Guardas do Rio de Janeiro, quando um soldado o aconselhou a ganhar dinheiro tocando na cidade.

    Logo depois, Luiz estava tocando nos bares do Mangue, nas docas do porto e nas ruas, em busca de trocados. Acabou sendo convidado a tocar nos cabarés da Lapa. Por outro lado, nessa época, seu repertório era o exigido pelo público: tangos, fados, valsas, foxtrotes etc. Nesse ritmo fez sua primeira tentativa no rádio, em programa de calouros de Silvino Neto e Ari Barroso, mas sua nota não passava de 3.

    Então, em 1940, um grupo de estudantes cearenses que estudavam no Rio, o aconselhou a tocar as músicas dos sanfoneiros do sertão nordestino. Assim, ao participar de um programa de calouros do rádio, tocando “Vira e Mexe”, Luiz ganhou nota 5 e o prêmio de primeiro lugar.

    No entanto, certo dia, Luiz foi procurado por Januário França para acompanhar Genésio Arruda numa gravação. Luiz se saiu tão bem que foi convidado pelo diretor artístico da RCA, Ernesto Morais, para gravar um disco.

    No dia 14 de março de 1941, Luiz gravou dois discos como solista de sanfona. No primeiro: a mazurca Véspera de São João e Numa Seresta. Já no segundo: “Saudade de São João del Rei” e “Vira e Mexe”, um chamego de sua autoria.

    Durante cinco anos, Luiz Gonzaga gravou cerca de setenta músicas, das quais apenas 10 eram “chamegos”. Fez carreira no rádio e começou a luta para cantar e gravar músicas nordestinas.

    Fez parceria com Miguel Lima, que colocava letras em suas músicas, mas só em 11 de abril de 1945 gravou seu primeiro disco como sanfoneiro e cantor com a música Dança Mariquinha.

    Luiz foi em busca de um parceiro nordestino e conheceu o advogado cearense Humberto Teixeira, era o início de uma parceria que durou cinco anos.

    Nascimento: 13 de dezembro de 1912, Exu, Pernambuco

    Falecimento: 2 de agosto de 1989, Hospital Santa Joana Recife, Recife, Pernambuco

  • Reflexão Diária: 19 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 19 de Agosto 23

    “A história se repete, a primeira vez como tragédia, e a segunda como farsa.”

    Karl Marx

    Assim como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgânica, Marx descobriu a lei do desenvolvimento da natureza humana […] Marx descobriu também a lei específica que move o atual modo de produção capitalista e a sociedade burguesa criada por ele”. Mas ele não se contentava com os estudos, com as brilhantes conclusões a que chegava como resultado de suas investigações. O que considerava a verdadeira missão de sua vida? “…Marx era, acima de tudo, um revolucionário. Cooperar para a derrubada da sociedade capitalista, contribuir para a emancipação do proletariado. A luta era seu elemento. (Engels, discurso no túmulo de Marx em 17/3/1883).

    Em 1835, foi para a Universidade de Bonn mas logo se transferiu para a de Berlim, “centro de toda cultura e de toda a verdade”, como a classificava o filósofo Hegel. Foi nela que depois de muito estudo, muita reflexão, se tornou um jovem hegeliano. Marx dedicou-se ao estudo da filosofia, do direito, da história, da geografia e expressava essa ânsia de saber nas cartas ao pai e em poesias.

    Rompimento com o Hegelianismo

    Os estudos da economia política e do socialismo levaram Marx a romper com a visão hegeliana e aderir ao comunismo. Em outubro de 1843, morando em Paris com Jenny, com quem se casara em setembro daquele ano, escreveu em Anais Franco-alemães, publicação que dirigiu: “…O sistema de lucro e do comércio, da propriedade privada e da exploração do homem, acarreta no seio da sociedade atual, um dilaceramento que o antigo sistema é incapaz de curar porque ele não cria nem cura, mas apenas existe e goza”.

    Anais Franco-alemães publicou um trabalho intitulado Esboço de uma Crítica da Economia Política, que Max classificou de genial. Era de autoria de Friedrich Engels, que por sua vez acompanhava com admiração os escritos de Marx. Os dois se encontraram em Paris em setembro de 1844, ocasião em que nasceu uma amizade e uma parceria ímpares e fundamentais para a elaboração da teoria do socialismo científico.

    Até ser expulso da França em 1845, a pedido do governo prussiano, Marx conviveu com os operários, conheceu seus movimentos, os socialistas utópicos e teóricos como Proudhon, com quem estabeleceu uma polêmica.

    O Manifesto Comunista e a organização do proletariado

    Expulso de Paris, Marx foi para Bruxelas, onde ingressou na Liga dos Comunistas, organização dos operários alemães imigrados, à qual já pertencia Engels. A Liga definiu seus princípios e atribuiu a Marx e Engels a tarefa de dar-lhes forma e fundamentação teórica. Nasceu o Manifesto do Partido Comunista publicado em 1848, que se tornou a bíblia do movimento operário revolucionário. O Manifesto trata de três temas essenciais:

    1-  a história do desenvolvimento da burguesia. Sua obra positiva e negativa;
    2-  a luta de classe e o papel do proletariado;
    3-  a ação revolucionária dos comunistas.

    Mal é editado o Manifesto Comunista, eclode a revolução de 1848, que destrona a monarquia reinstalada na França pela burguesia, e se espalha por toda a Europa. Marx foi imediatamente preso e expulso de Bruxelas. Engels conseguiu se engajar no movimento revolucionário e participou de várias batalhas. Com a derrota, deixou o país. Ambos foram viver na Inglaterra, Marx em Londres e Engels em Manchester, mas comunicavam-se diariamente e voltaram a ser vizinhos 20 anos depois. Nesse período Marx se dedicou à elaboração de O Capital, sua principal obra, e aos contatos com o movimento operário.

    A idéia surgiu da correspondência entre militantes operários da Inglaterra e da França e em setembro de 1864 se fundou a Associação Internacional de Trabalhadores. A mensagem inaugural, redigida por Marx, destaca a necessidade de uma ação econômica e política da classe operária em favor da transformação da sociedade. Marx dedicou-se á Internacional de 1865 a 1871, ano em que ela foi dissolvida, graças à ação dos anarquistas seguidores de Michael Bakunine (ativista russo).

    Legado e atualidade do marxismo

    “Os filósofos buscam interpretar o mundo, enquanto nós queremos transforma-lo”, assim diferenciava Marx o materialismo histórico e dialético da filosofia clássica e mesmo da hegeliana. E o marxismo tem sido, de fato, guia para ação dos movimentos revolucionários dos trabalhadores em todo o mundo.

    Apressada, a burguesia comemorou a derrocada dos regimes ditos socialistas da URSS e do leste europeu no final dos anos 80 e início da década de 90 e chegou a propalar o “fim da história”, deixando de observar que a tragédia se deu exatamente porque os dirigentes, atraídos pelo canto de sereia burguês, se desviaram do marxismo que norteou a Revolução Bolchevique de 1917, dirigida por Lênin, um genial discípulo de Marx.

    Mas não demorou e o champanhe, substituído por lágrimas, em decorrência dos conflitos que se sucederam nos quatro cantos do mundo e atingiram o centro do imperialismo.

    Ao contrário, a evolução do capitalismo só tem comprovado as teses marxistas e seu caráter científico.

    Nascimento: 5 de maio de 1818, Tréveris, Alemanha

    Falecimento: 14 de março de 1883, Londres, Reino Unido

    Reflexão 19 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 18 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 18 de Agosto 23

    “Precisamos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta.”

    Michel Foucault

    Michel Foucault foi um filosofo francês que exerceu grande influência sobre os intelectuais contemporâneos. Ficou conhecido por suas posição contrária ao sistema prisional tradicional.

    O pensador estruturalista elaborou uma análise original dos discursos que regem as instâncias de saber e poder da sociedade e criticou a psiquiatria e a psicanálise.

    Formação

    Michel Paul Foucault nasceu em Poitiers, França, no dia 15 de outubro de 1926. Estudou no Lycée Henri IV, e em seguida, na École Normale Supérieure, em Paris, onde desenvolveu um interesse pela filosofia.

    Foi aluno da Sorbonne, onde se formou em filosofia e psicologia. Em 1954, publicou “Doença Mental e Psicologia”.

    Após vários anos como diplomata cultural no exterior, ele retornou à França, e a partir de 1960, passou a lecionar na Universidade de Clemont-Ferrand e em universidades da Alemanha e da Suécia. Em 1961, publicou sua grande obra: “História da Loucura na Era Clássica”.

    Ademais, em 1966, após deixar Clemont, Foucault lecionou na Universidade de Tunis, permanecendo até 1968, quando retornou à França e passou a chefiar o departamento de filosofia da nova universidade experimental de Paris.

    Além disso, em 1970, Foucault passou a lecionar “História do Pensamento” no Colégio de França. Tornou-se um ativista de vários grupos envolvidos em campanhas contra o racismo, contra os abusos dos direitos humanos e em campanhas pela reforma penal.

    Michel Foucault esteve cinco vezes no Brasil, a primeira foi em 1965. No final dos anos 70, descobriram-no pela universidade de Berkeley, na Califórnia, onde bem acolhido, realizou palestras.

    O Poder Segundo Foucault

    Além disso, Michel Foucault dirigiu grande interesse para a questão do “poder”, e no livro “Vigiar e Punir” (1975), fez uma análise da transição da tortura para a prisão como um modelo punitivo, concluindo que o novo modelo obedece a um sistema social que exerce uma maior pressão sobre o indivíduo e sua capacidade de expressar suas próprias diferenças.

    Michel Foucault acreditava que a prisão, mesmo que fosse exercida por meios legais, era uma forma de controle e dominação burguesa no intuito de fragilizar os meios de cooperação e a solidariedade do proletariado.

    Diante disso, dedicou seus últimos anos à redação da obra “História da Sexualidade”, onde faz uma profunda investigação do exercício do poder sobre a sociedade. Apenas os dois primeiros volumes foram publicados.

    Michel Foucault morreu em Paris, França, em consequência das complicações da AIDS, no dia 26 de junho de 1984. Foi a primeira figura pública a morrer da doença na França. Seu parceiro Daniel Defert fundou uma instituição de caridade para doentes de AIDS, em sua memória.

    Reflexão 18 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 17 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 17 de Agosto 23

    “O pior mal é aquele ao qual nos acostumamos.”

    Jean-Paul Sartre

    Jean-Paul Sartre, foi um filósofo e escritor francês, um dos maiores representantes do pensamento existencialista na França. “O Ser e o Nada” foi o seu principal trabalho filosófico, no qual formulou seus pressupostos existencialistas.

    Jean-Paul Charles Aymard Sartre, conhecido como Jean-Paul Sartre, nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Eymard Sartre, oficial da Marinha Francesa, e de Anne-Marie Sartre, ficou órfão de pai com dois anos de idade.

    Ademais, em 1907, Sartre mudou-se com sua mãe para a casa de seus avós maternos, em Meudon. Em 1911, mudou-se para Paris e ingressou no Liceu Henri IV.

    Em 1916, com o casamento de sua mãe, considerado por Sartre como traição, foi obrigado a se mudar para La Rochelle, quando ingressou no Liceu La Rochelle.

    O Existencialismo de Sartre

    Jean-Paul Sartre foi o expoente máximo do “Existencialismo” – corrente filosófica que pregava a liberdade individual do ser humano. O existencialismo nasceu com o filósofo dinamarquês Soren Kieekegaard (1831-1855), que combatia a filosofia especulativa.

    Além disso, em 1943, Sartre publicou “O Ser e o Nada” (1943), seu trabalho filosófico mais conhecido. Quando formulou seus pressupostos filosóficos que determinou o pensamento e a posição essencial da geração de intelectuais do pós-guerra. Sartre vinculou a filosofia existencial ao marxismo e à psicanálise.

    Para Sartre, “estamos condenados a ser livres” – essa é a sua sentença para a humanidade, uma vez que a “existência precede a essência”, ou seja, não nascemos com uma função pré-definida. Para ele, a consciência coloca o homem diante da possibilidade de escolher o que ele será, pois essa é a condição da liberdade humana. Escolhendo a sua ação o homem escolhe a si mesmo, mas não escolhe a sua existência.

    Essa mesma liberdade, que não pode negar-se a si mesma, gera o sentimento de que a escolha carece de importância e está na base da angústia. O texto evidencia sobretudo a questão da liberdade individual em conflito com a convivência social.

    Ademais, para Sartre a má-fé do homem seria mentir para si mesmo, tentando se convencer de que não é livre. O problema surge quando seus projetos pessoais entram em conflito com o projeto de vida dos outros.

    Em seu breve tratado “O Existencialismo é um Humanismo” (1946), cujo conceito de liberdade passou a ser apresentado não mais como valor em si que prescinde de objetivo ou propósito, mas como instrumento dos esforços conscientes

    Atividades Políticas de Sartre

    Além disso, comprometido durante toda a vida com a política, em 1945, Sartre abandonou o ensino para se dedicar a literatura. Em colaboração com Reymond Aron, Maurice Merleau-Ponty e Simone De Beauvoir, fundou o periódico político-literário “Les Temps Modernes”, uma das revistas de pensamento de esquerda mais influentes do pós-guerra.

    Em 1952, Jean-Paul Sartre filiou-se ao Partido Comunista. Ademais, em 1956, em protesto pela entrada de tanques soviéticos em Budapeste, Sartre abandonou o Partido Comunista.

    Nesse mesmo ano, escreveu um longo artigo em seu periódico, intitulado “O Fantasma de Stalin”, que condenou tanto a intervenção soviética quanto a submissão do Partido Comunista Francês aos ditames de Moscou.

    Reflexão 17 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 16 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 16 de Agosto 23

    “Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa.”

    Sócrates

    Sócrates foi um filósofo da Grécia antiga, o primeiro pensador do trio de antigos filósofos gregos, que incluía Platão e Aristóteles, a estabelecer os fundamentos filosóficos da cultura ocidental. “Conhece-te a ti mesmo” é a essência de todo seu ensinamento.

    Sócrates nasceu em Atenas, Grécia, no ano de 470 a.C. Filho de um escultor e pedreiro e de uma parteira, da sua infância nada se sabe. Em sua juventude, tomou parte de três campanhas militares.

    Além disso, entre 406 e 405 a.C., integrou o conselho legislativo de Atenas. Em 404 a.C. arriscou a vida por recusar-se a colaborar em manobras políticas arquitetadas pela dinastia dos Trinta Tiranos, que governavam a cidade.

    Homem feito, Sócrates chamava atenção não só pela sua inteligência, mas também pela estranheza de sua figura e seus hábitos. Corpulento, baixo, nariz chato, olhos saltados, vestes rotas, pés descalços, vagava pelas ruas de Atenas.

    Sócrates costumava passar horas, mergulhado em seus pensamentos. Quando não estava meditando solitário, conversava com seus discípulos, procurando ajudá-los na busca da verdade.

    Período Socrático

    Antes de Sócrates surgir no panorama intelectual da Grécia, os filósofos estavam voltados para a explicação natural do universo, período que ficou conhecido como “pré-socrático”.

    Ademais, no final do século V a.C. iniciou-se a segunda fase da filosofia grega, que ficou conhecida como “socrática”, onde a preocupação de maior vulto se relacionava com o indivíduo e a organização da humanidade.

    Esses filósofos passaram a perguntar: O que é a verdade? O que é o bem? O que é a justiça?

    Fontes para o estudo de Sócrates

    Além disso, sócrates não deixou obra escrita. Achava mais eficiente o intercâmbio direto das ideias, mediante perguntas e respostas entre duas pessoas.

    Tudo que chegou até nós sobre Sócrates veio através do filósofo Platão, seu discípulo, em cujos Diálogos o mestre figura sempre como personagem central.

    Ademais, a segunda fonte é o historiador Xenofonte, amigo e frequentador das reuniões de que Sócrates participava. Aristófanes cita ou apresenta Sócrates como personagem de algumas de suas comédias, mas sempre o ridiculariza.

    A última fonte é Aristóteles, discípulo de Platão, e que nasceu 15 anos após a morte de Sócrates.

    Nascimento: Alópece

    Falecimento: 15 de fevereiro de 399 a.C., Atenas Clássica

    Reflexão 16 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 15 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 15 de Agosto 23

    “Eu acredito que às vezes são as pessoas que ninguém espera nada que fazem as coisas que ninguém consegue imaginar.”

    Alan Turing

    Alan Turing foi um matemático britânico, pioneiro da computação e considerado hoje o pai da ciência computacional e da inteligência artificial.

    Turing liderou um grupo de matemáticos e criptógrafos que decifraram os códigos que os alemães utilizavam para enviar mensagens aos submarinos durante a Segunda Guerra Mundial.

    Ademais, Alan Mathison Turing, conhecido como Alan Turing, nasceu em Paddington, Londres, Inglaterra, no dia 23 de junho de 1912. Filho de Ethel Sara Stoney e de Julius Mathison, membro britânico do Serviço Civil Indiano.

    Invenção de Alan Turing

    Um dos trabalhos de Turing, “On Computable Numbers” (1936), com uma aplicação ao Entscheidungsproblem (um problema da lógica simbólica que consiste em achar um algoritmo genérico para determinar se um dado enunciado da lógica de primeira ordem pode ser provado).

    Além disso, em seu artigo revolucionário que inaugurava os fundamentos da computação, Turing concluiu que seria possível criar uma máquina automatizada que materializasse fisicamente a lógica humana e solucionasse qualquer cálculo representado no formato de um algoritmo.

    Surgiram aí as raízes do primeiro computador: um sistema que, sozinho, realizaria tarefas determinadas pelo programa com o qual ele está equipado. A agora chamada de “Máquina de Turing” se tornou um protótipo dos computadores modernos.

    Morte

    Além disso, em 1952, Alan Turing teve sua carreira abalada, quando acusado de praticar “atos homossexuais” – um crime segundo as leis inglesas da época. Declarado culpado, poderia deixar de cumprir a pena caso aceitasse adotar um tratamento para “seu problema”: a castração química. O britânico recusou a prisão e se submeteu a injeções de estrogênio.

    Ademais, com seu prestígio relegado, Turing impedido de continuar contribuindo com as atividades do governo, viu todos os privilégios de segurança concedidos após a Guerra, cancelados.

    Alan Turing, encontrado morto em sua cama. A princípio, se acreditou que no suicídio, pela ingestão de cianeto. Mas estudiosos concluíram que o envenenamento não passou de um acidente causado pelo uso de elementos químicos em experimentos caseiros.

    Alan Turing faleceu em Wilmslow, Cheshire, Inglaterra, no dia 7 de junho de 1954.

    Além disso, uma campanha de perdão ao matemático começou na internet, exigindo um pedido póstumo por parte do governo britânico. Em 2009, o então primeiro-ministro inglês Gordon Brown, se desculpou em nome do governo e no dia 24 de dezembro de 2013, Turing foi perdoado postumamente da condenação por prática homossexual pela rainha Elizabeth II.

    Nascimento: 23 de junho de 1912, Maida Vale, Londres, Reino Unido

    Falecimento: 7 de junho de 1954, Wilmslow, Reino Unido

    Reflexão 15 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 14 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 14 de Agosto 23

    “Eu não chamo de violência quando é em autodefesa, eu chamo de inteligência.”

    Malcolm x

    .

    Malcolm X foi um ativista norte-americano, um dos mais polêmicos e populares líderes do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

    Malcolm X nasceu em North Omaha, Nebraska, Estados Unidos, no dia 19 de maio de 1925. Filho de Earl Little, um pastor batista e trabalhador da Associação Universal para o Progresso Negro foi assassinado quando Malcolm estava com seis anos de idade. Sua mãe passou dificuldades para sustentar os filhos e pressionada por assistentes sociais do governo para que seus sete filhos fossem levados para lares adotivos, acabou sendo internada em um hospital psiquiátrico.

    Além disso, Malcolm, adotado e quando terminou a oitava série, foi morar com sua irmã mais velha, em Boston, onde ele foi engraxate e empregado da estação ferroviária. Ademais, entrou para a vida boêmia, fez amizade com Storty, se envolveu com a prostituição, o jogo e o tráfico de drogas. Ademais, mudou-se para o Harlem, bairro de maioria negra de Nova Iorque, e entrou para o mundo do crime. Voltou para Boston e junto com o amigo e duas mulheres brancas, começou a assaltar residências, até que em 1946 acabou condenado a onze anos de prisão.

    Organização Afro-American Unity

    Além disso, após ter se distanciado na Nação do Islã, e para conhecer melhor a religião, mudou seu nome para “Al Haji Malik Al-Habazz. Viajou para Meca e lá concluiu que Elijah havia deturpado o Islã nos Estados Unidos. Além disso, ao voltar, movido por novos ideais, em 1964, fundou a organização “Afro-American Unity”, um grupo não religioso e não sectário, criado para unir os afrodescendentes. A partir daí, passou a defender a conciliação com os brancos, foto que desagradou a Nação do Islã.

    Morte

    Ademais, a luta pelos direitos civis fez de Malcolm X um mártir notório. Quando discursava na sede de sua organização, no Harlem, ao lado da mulher, grávida e de suas quatro filhas. Assassinado com 13 tiros, por três homens. A polícia não encontrou provas, mas sempre suspeitou do envolvimento da Nação do Islã no crime.

    A vida do líder que lutou pelos direitos civis dos negros norte-americanos foi tema de documentários e de filmes, entre eles “Malcolm X”, dirigido por Spike Lee, em 1992.

    Malcolm X faleceu no Harlem, Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 21 de fevereiro de 1965.

    Nascimento: 19 de maio de 1925, Omaha, Nebraska, EUA

    Assassinato: 21 de fevereiro de 1965, Columbia University Irving Medical Center, Nova Iorque, Nova York, EUA

    Reflexão 14 de Agosto 23 – Foz em Destaque