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  • Reflexão Diária: 12 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 12 de Setembro 23

    “Prefiro os que me criticam porque me corrige aos que me elogiam porque me corrompem”

    Santo Agostinho

    Santo Agostinho (354-430) foi um filósofo, escritor, bispo e importante teólogo cristão do norte da África durante a dominação romana. Suas concepções sobre as relações entre a fé e a razão, entre a Igreja e o Estado dominaram toda a Idade Média.

    Santo Agostinho foi o primeiro filósofo a refletir sobre o sentido da história, mas tornou-se acima de tudo o arquiteto do projeto intelectual da Igreja Católica.

    Santo Agostinho, conhecido também como Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste, na cidade da Numídia (hoje Argélia), no norte da África, região dominada pelo Império Romano, no dia 13 de novembro de 354.

    Sua infância e adolescência transcorreram principalmente em sua cidade natal em um ambiente limitado por um povoado perdido entre montanhas. Seu pai era pagão, e sua mãe uma cristã devota que exerceu grande influência sobre a conversão do filho.

    Estudo e religião

    Santo Agostinho iniciou seus estudos em Tagaste, em seguida, foi para Madaura, onde iniciou os estudos de retórica. Lia e decorava trechos de poetas e prosadores latinos, entre eles Virgílio e Terêncio. Estudou música, física, matemática e filosofia.

    Em 371, transferiu-se para Cartago, a maior cidade do Ocidente latino depois de Roma,  um grande centro do paganismo, onde se deixou cativar pelo esplendor das cerimônias em honra dos milenares desuses protetores do império.

    Em 373 nasceu Adeodato, filho de seu romance com uma cartaginense. Dedicou-se ao estudo das Escrituras, mas logo ficou desiludido diante do estilo simples da Bíblia. Depois de três anos termina o estudo superior em retórica e eloquência.

    De volta a sua cidade natal, abre uma escola particular onde ensina gramática e retórica. Em 374 foi para Cartago e mais uma vez dedica-se ao ensino da retórica. Em 383 seguiu para Roma e no ano seguinte nomea-se mestre de eloquência em Milão.

    Além disso, a inquietude era um tema permanente em sua vida. O despertar de seu espírito crítico o levou a adotar o “maniqueísmo”, pretendendo seguir a força única da razão.

    Durante doze anos foi seguidor de Mani, profeta persa que pregava uma doutrina na qual se misturavam Evangelho, ocultismo e astrologia. Segundo Mani, o bem e o mal constituíam princípios opostos e eternos, presentes em todas as coisas. O homem não era culpado por seus pecados, pois já trazia o mal dentro de si.

    Obras e pensamentos

    Entre 397 e 398, Agostinho se dedica a escrever “Confissões”, em que narra a juventude e sua conversão, quando revela os caminhos da fé em meio às angústias do mundo.

    O livro é uma autobiografia que também imprime o seu pensamento filosófico. Cria a noção de espaço interior como campo da verdade essencial do homem:

    Em 413 começa a obra “A Cidade de Deus”, escrita para consolar os cristãos após Roma ser saqueada pelos bárbaros visigodos, em 410. Na obra, Santo Agostinho apresenta a defesa do cristianismo e convida seus contemporâneos a compreender o sentido profundo da história.

    Ademais, já não se trata de um reino de Deus que sucede à vida terrena. A cidade de Deus e a dos homens coexistem: a primeira, antes simbolizada por Jerusalém, é agora a comunidade dos cristãos.

    A cidade dos homens tem poderes políticos, moral, e existências próprias. “As duas cidades permanecerão lado a lado até o fim dos tempos, mas depois a divina triunfará, para participar da eternidade”.

    Santo Agostinho deixou uma obra fundamental para a doutrina da igreja católica, que foi registrada em tratados filosóficos, teológicos, comentários, sermões e cartas. Exerceu grande influência em várias áreas do conhecimento.

    Além disso, Santo Agostinho teve papel importante na fixação da hierarquia na Igreja Católica e fez a síntese entre a filosofia grega e o pensamento cristão. Fixou a ideia da vida interior do homem como o palco essencial da construção da identidade.

    Santo Agostinho faleceu em Hipona, África, no dia 28 de agosto de 430. Santo Agostinho foi canonizado por aclamação popular, e reconhecido como Doutor da Igreja, em 1292, pelo papa Bonifácio VIII.

    Nascimento: 13 de novembro de 354 d.C., Tagaste

    Falecimento: 28 de agosto de 430 d.C., Hipona, Annaba, Argélia

    Reflexão 12 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 11 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 11 de Setembro 23

    “⁠A Informação Gera a Ação e a Desinformação Gera a Conformação”

    Georg Wilhelm Friedrich Hegel


    Georg Wilhelm Friedrich Hegel
     foi um filósofo alemão idealista que abriu novos campos de estudo na História, Direito, Arte, entre outros, através dos seus postulantes e da lógica dialética.

    Carreira:

    Hegel nasceu em 27 de agosto de 1770, em Stuttgart, na Alemanha. Fez seus estudos em casa com tutores e a mãe, mas também no colégio local, onde permaneceu até os 17 anos.

    Com incentivo do pai, em 1788, ingressou no seminário da Universidade Tübingen a fim de ser pastor. Entre seus companheiros estavam o filósofo Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling (1775- 1854) e o poeta Friedrich Hölderlin (1770 – 1843).

    Quando viveu em Nuremberg, Hegel publicou vários fascículos de a “Ciência da Lógica” nos anos de 1812, 1813 e 1816. Além disso, a partir de 1816, o filósofo aceita ser professor de filosofia na Universidade de Heidelberg.

    Legado:

    Hegel foi um filósofo alemão idealista que abriu novos campos de estudo na História, Direito, Arte, entre outros, através dos seus postulantes e da lógica dialética.

    Certamente seu pensamento marcou o mundo influenciando grandes pensadores, como Ludwig Feuerbach, Bruno Bauer, Friedrich Engels e Karl Marx.

    Nascimento: 27 de agosto de 1770, Stuttgart, Alemanha

    Falecimento: 14 de novembro de 1831, Berlim, Alemanha

    Reflexão 11 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 09 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 09 de Setembro 23

    “É passageira a felicidade de todos esses que vês caminhar com arrogância.”

    Sêneca

    Sêneca foi um filósofo, escritor e político romano. Mestre da retórica foi o principal representante do Estoicismo durante o Império Romano.

    Lucius Annaeus Sêneca, conhecido como Sêneca o Jovem, nasceu em Córdoba, Espanha, por volta do ano 04 a. C., durante o Império Romano. Filho do célebre orador Lucius Annaeus Séneca (o Velho), ainda criança, foi enviado a Roma para estudar oratória e filosofia.

    Em Roma, Sêneca recebeu ensinamentos de vários mestres que o iniciaram no Estoicismo. Mais tarde, passou uma temporada no Egito, para tratamento da saúde.

    Senador Romano

    Quando retornou a Roma, por volta de 31 da era cristã, Sêneca iniciou sua carreira de orador e advogado e logo o nomearam questor e em seguida Senador.

    Ao discursar no foro criticando a instituição da escravidão e as desigualdades sociais do governo de Calígula e, destacando a fraternidade e o amor como fundamento das relações entre os homens, provocou a ira de Calígula que se sentiu ofendido e decidiu mata-lo, porém Sêneca foi salvo por uma das amantes do imperador.

    Trabalhos Filosóficos

    Em 41, com o assassinato de Calígula, sobe ao poder o imperador Cláudio. Nesse mesmo ano, acusam Sêneca de adultério com a princesa Julia Livilla, sobrinha do imperador. Então o exilam na ilha de Córsega, onde viveu oito anos.

    Ademais, nessa época, Sêneca dedicou-se aos estudos e redigiu seus principais tratados filosóficos, entre eles, “Ad Marciam de Consolationes”, “Ad Helviam” e “Ad Polybium” em que expõe os ideais estoicos clássicos de renúncia aos bens materiais e a busca da tranquilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação.

    Conselheiro de Nero

    Ao Nero tornar-se imperador, Sêneca se tornou um de seus principais conselheiros e tentou orienta-lo para uma política justa e humanitária. Durante algum tempo, exerceu influência sobre o imperador, mas em 59, decepcionado com os maus instintos de Nero, Sêneca resolve se retirar da vida pública.

    Últimos Textos

    Além disso, em 62, Sêneca passa a se dedicar a escrever e defender sua filosofia. Entre seus últimos textos estão um trabalho científico intitulado “Problemas Naturais”, os tratados: “Sobre a Brevidade da Vida” e “Sobre o Ócio” e, sua obra mais profunda, as “Epistolai Morales ad Lucilium”, em que reúne conselhos estoicos e elementos epicuristas na pregação de uma fraternidade universal, mais tarde adotadas pela igreja cristã.

    Sêneca deixou também nove peças dramáticas inspiradas nos modelos clássicos e que são de fato estudos das tensões emocionais a que se vêm submetidos os personagens. Entre elas: “Medeia”, “Fedra”, Édipo”, “Hércules” e “Agamenon”.

    Nascimento: 4 a.C., Córdoba, Espanha

    Falecimento: 65 d.C., Roma, Itália

    Reflexão 09 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 10 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 10 de Setembro 23

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    “Eu quero sentir a minha vida enquanto eu estou nela.”

    Meryl Streep

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    Meryl Streep é uma atriz norte-americana, consagrada como uma das mais talentosas e premiadas da história do cinema. Já concorreu vinte vezes ao Oscar vencendo três vezes, com Kramer vs. Kramer, A Escolha de Sofia e A Dama de Ferro.

    Biografia

    Meryl Streep , nome artístico de Mary Louise Streep, nasceu em Summit, New Jersey, Estados Unidos, no dia 22 de junho de 1949. Filha de Harry William Streep, executivo de uma indústria farmacêutica e de Mary Wolf, comerciante de artes e editora de uma publicação especializada.

    Em “A Dama de Ferro” (2011), uma cinebiografia de Margaret Thatcher, Meryl Streep recebeu o Globo de Ouro, um BAFTA e o Oscar de Melhor Atriz de 2012, sua terceira estatueta, aliás.

    Meryl Streep é uma das atrizes mais premiada do cinema, já recebeu 29 indicações ao Globo de Ouro. Afinal, venceu oito, já recebeu 20 indicações ao Oscar, vencendo três, já recebeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, entre outros prêmios. Seu mais recente trabalho é “Florence – Quem é Essa Mulher?” Uma comédia dramática, lançada em 2016, que foi indicado ao Prêmio Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia, certamente.

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    Nascimento: 22 de junho de 1949 (idade 74 anos), Summit, Nova Jersey, EUA

    Reflexão 10 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 08 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 08 de Setembro 23

    “Se a liberdade consistisse em fazer o que se quer, homem algum seria livre.”

    Jean-Jacques Rousseau

    Jean-Jacques Rousseau foi um filósofo social, teórico político e escritor suíço. Foi considerado um dos principais filósofos do Iluminismo e um precursor do Romantismo. Em sua obra mais importante “O Contrato Social” desenvolveu sua concepção de que a soberania reside no povo.

    Iluminismo

    Jean-Jacques Rousseau viveu em uma época em que o absolutismo dominava toda a Europa e diversos movimentos buscavam uma renovação cultural, entre eles o Iluminismo – nome dado ao movimento composto por intelectuais que condenavam as estruturas de privilégios absolutistas e colonialistas e defendiam a reorganização da sociedade.

    O Iluminismo teve início na Inglaterra, mas difundiu-se rapidamente na França, onde Montesquieu (1689-1755) e Voltaire (1694-1778) desenvolveram uma série de críticas à ordem estabelecida.

    Antes de 1750, Rousseau era conhecido apenas como músico, mas nessa época ele descobriu o “Iluminismo” e passou a colaborar com o movimento. No mesmo ano, participou do concurso da Academia de Dijon: “As artes e as ciências proporcionam benefícios à humanidade?”, que oferecia um prêmio ao melhor ensaio sobre o assunto.

    Além disso, Rousseau, incentivado por seu amigo Denis Diderot, participou com o trabalho “Discurso Sobre as Ciências e as Artes” que recebeu o primeiro prêmio, além de uma fama polêmica por afirmar em seu ensaio que as ciências, as letras e as artes são os piores inimigos da moral e, como criadoras de novas necessidades tornam-se fonte de escravidão.

    Obras e Ideias de Rousseau

    Discurso Sobre a Desigualdade (1755)

    A contestação da sociedade tal como estava organizada foi o tema de seu novo trabalho, onde Rousseau reforçava a teoria já levantada, reafirmando: “O homem é naturalmente bom e é só devido às instituições que ele se torna mau.”

    Rousseau não faz objeção à desigualdade natural, originada da idade, saúde e inteligência, mas ataca a desigualdade resultante de privilégios. “Para desfazer o mal, basta abandonar a civilização. Quando alimentado, em paz com a natureza e amigo dos semelhantes, o homem é naturalmente bom.”

    Julie: ou a Nova Heloísa (1761)

    Além disso, Rousseau fez muito sucesso com o romance Julie: ou a Nova Heloísa, que exalta o direito da paixão, mesmo ilegítima, contra a hipocrisia da sociedade. Ademais, exalta as delícias da virtude, o prazer da renúncia, a poesia das montanhas, florestas e lagos. “Só o ambiente campestre pode purificar o amor e libertá-lo da corrupção social.”

    O livro, recebido com arrebatamento. A natureza entra na moda desencadeando uma paixão por toda a Europa. É a primeira manifestação do Romantismo.

    Nascimento: 28 de junho de 1712, Genebra, Suíça

    Falecimento: 2 de julho de 1778, Ermenonville, França

    Reflexão 08 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 07 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 07 de Setembro 23

    “Muitas palavras não indicam necessariamente muita sabedoria.”

    Tales de Mileto

    Anaximandro foi um filósofo grego, pré-socrático. Acreditava que o princípio de todas as coisas era o “apeiron” – o infinito, matéria eterna e indestrutível.

    Anaximandro nasceu em Mileto, antiga cidade da Ásia Menor, na época da colonização grega, (atual Turquia), na costa do Mar Egeu, no ano de 610 a.C.

    Escola de Mileto

    Anaximandro foi um filósofo pré-socrático que desenvolveu seu pensamento na Escola de Mileto ou Escola Jônica, berço da filosofia grega.

    Além disso, fundada pelo filósofo Tales de Mileto, a Escola de Mileto buscava definir um princípio único ou substância fundamental para a formação de todas as coisas.

    Os principais filósofos da Escola de Mileto foram Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes.

    Teoria de Anaximandro

    Para Anaximandro, a substância primeira na formação de todas as coisas era o infinito.

    Segundo ele, o infinito (apeiron) um princípio complexo, é uma matéria ilimitada e indeterminada que possibilita a união e a separação dos diferentes corpos.

    Ademais, para ele, o elemento primordial não tinha limites, nem determinação, nem forma, era indefinido, indeterminado e ilimitado, estava presente em todos os lugares, era o início, o meio e o fim.

    Para Anaximandro, as sequências de se criar, desenvolver e destruir eram fenômenos naturais da matéria.

    Segundo os estudiosos, a teoria do princípio gerador e regulador de todas as coisas, estabelecida pelo filósofo, era um princípio que lembra a ideia de Deus, em um momento em que minguem falava em Deus dessa forma.

    Além disso, para Tales de Mileto a substancia fundamental na formação de todas as coisas era a água, para Anaxímenes essa substância era o ar.

    Apesar das diferenças sobe qual seria o elemento primeiro, os filósofos da Escola de Mileto pensavam o mundo como algo em movimento.

    Nascimento: Mileto, Turquia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 07 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 06 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 06 de Setembro 23

    “Otimismo é a mania de sustentar que tudo está bem quando tudo está mal.”

    Voltaire

    François Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um dos mais importantes filósofos do iluminismo. Defensor das liberdades individuais e da tolerância, foi uma das principais inspirações da Revolução Francesa. Para Voltaire, deve ser garantido às pessoas o direito à liberdade de expressão, à liberdade religiosa e à liberdade política. Por suas defesas, perseguiram o filósofo, como a Igreja Católica e pelo Estado absolutista francês.

    Os ideais de Voltaire estão bem alinhados com os de outros iluministas franceses, mas com alguma ênfase na questão da liberdade. Voltaire acreditava que o ser humano deveria ser livre para expressar sua vida criativa, sem interferências de cunho moral e religioso. Ele era contra o absolutismo e a favor da separação entre Igreja e Estado, ou seja, foi um dos primeiros defensores da ideia de Estado Laico.

    Ademais, Voltaire também era absolutamente a favor da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, além da liberdade religiosa e da tolerância. Para o pensador, o progresso da sociedade somente viria com o reconhecimento dessas liberdades individuais e com o respeito e a tolerância a todas as formas de pensar.

    A frase “posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tem de dizer” é frequentemente atribuída a Voltaire. No entanto, ela não é de autoria do filósofo, e sim de uma biógrafa que escreveu sobre a vida do pensador, Evelyn Beatrice Hall. Apesar da não autoria de Voltaire, essa frase condensa a essência de suas ideias.

    Nascimento: 21 de novembro de 1694, Paris, França

    Falecimento: 30 de maio de 1778, Paris, França

    Reflexão 06 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 05 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 05 de Setembro 23

    “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis”

    René Descartes

    René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês. Autor da frase: “Penso, logo existo”. Considerado o criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna.

    Ademais, sua preocupação era com a ordem e a clareza. Propôs fazer uma filosofia que nunca acreditasse no falso, fundamentada na única e exclusivamente na verdade.

    Ademais, René du Perron Descartes nasceu em La Hayne, antiga província de Touraine, hoje Descartes, na França, no dia 31 de março de 1596. Ademais, seu pai, Joachim Descartes, era advogado e juiz, proprietário de terras, com o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza. Era também conselheiro no Parlamento de Rennes na vizinha cidade de Bretanha.

    Pensamento Cartesiano

    René Descartes fundou o sistema filosófico denominado “Racionalismo” ou “Pensamento Cartesiano” (o termo vem de Cartesius, nome alatinado de Descartes). Além disso, segundo ele, se o homem pretende investigar a verdade, deve examinar seu próprio intelecto, o conhecimento é o mesmo para todos os objetos e o universo espiritual, contém o universo cognitivo da coisa em si.

    Além disso, Descartes parte do ponto de vista, de que na vida se deve duvidar, por princípio, de todas as opiniões recebidas. O fundamento de que parte não é outro senão a autoconsciência.

    O Discurso Sobre o Método

    Além disso, o principal obra de Descartes, “O Discurso Sobre o Método”, é um tratado matemático e filosófico, publicado na França em 1637 e traduzida para o latim em 1656, na qual apresenta o seu método de raciocínio, “Penso, logo existo”, base de toda a sua filosofia e do futuro “racionalismo científico”. Nessa obra expõe quatro regras para se chegar ao conhecimento:

    • Nada é verdadeiro até que venha a ser reconhecido como tal.
    • Os problemas precisam ser analisados e resolvidos sistematicamente.
    • As considerações devem partir do mais simples para o mais complexo.
    • O processo deve ser revisto do começo ao fim para que nada importante seja omitido.

    René Descartes o consideram o pai do racionalismo e ao mesmo tempo, o fundador da moderna metodologia da ciência em sentido crítico. Em 1649, convidado para trabalhar como instrutor da rainha Cristina na Suécia, já com uma saúde frágil. 

    Nascimento: 31 de março de 1596, Descartes, França

    Falecimento: 11 de fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia

    Reflexão 05 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 04 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 04 de Setembro 23

    “Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.”

    Confúcio

    Confúcio (551- 479 a.C.) foi um filósofo chinês, cujas ideias serviram de norma de comportamento à sociedade chinesa durante mais de dois mil anos e exerceu grande influência sobre toda a cultura da Ásia Oriental.

    Confúcio ou K’ung Fu-tsu nasceu no Estado feudal de Lu (atual província de Shantung), na China, no ano de 551 a.C. Sua família era descendente dos Shag – a segunda dinastia da China antiga – mas viviam sem recursos.

    Órfão aos três anos de idade cresceu em um ambiente de pobreza o que não lhe permitiu ter mestres regulares durante a infância. Demonstrou desde cedo um espírito profundamente religioso e aprendeu sozinho, as letras, a arte dos arqueiros e a música.

    Com 19 anos, Confúcio casou-se e logo depois foi nomeado para um cargo administrativo de seu Estado, destacando-se pelo zelo e eficiência que desempenhou a função.

    A ideia política de Confúcio

    A ideia política de Confúcio era extremamente conservadora e preconizava uma volta às instituições dos primeiros tempos da dinastia Chou em que a organização familiar se confundia com a estatal.

    Insistia que o governante deveria esforçar-se para que o povo vivesse em paz e prosperidade. Se não conseguisse isso, deveria ser substituído ainda que fosse pelo uso da força.

    A Ética de Confúcio

    Baseados na ética, seus ensinamentos previam normas de conduta, como o esforço constante para cultivar a própria pessoa e estabelecer a harmonia social.

    Confúcio pregava a existência de cinco virtudes:

    • Jen – a humanidade, bondade, compreensão e o amor pelos outros,
    • Yi – a justiça temperada pelo amor,
    • Li – regras adequadas de conduta, de polidez e de cerimoniais,
    • Chih – autoconsciência da vontade do céu, sabedoria,
    • Ch’i – sinceridade desinteressada.

    A religião

    O “Confucionismo” – doutrina filosófica de Confúcio não chegou a ser uma religião no sentido ocidental do termo, por várias razões:

    • Primeiro porque não tem Deus: venera os ancestrais e reconhece a superioridade dos sábios.
    • Segundo, porque não tem templos: cada lar é o templo onde se honram os antepassados da família. (Só depois é que se iniciou a construção dos templos locais, mas sem o sentido do lugar destinado à veneração de um supremo).
    • Terceiro, porque não tem sacerdotes: o chefe da família é automaticamente o sacerdote da família.
    • Quarto, porque desconhece qualquer dogma ou livro santo: “Pode um só livro conter toda a sabedoria do mundo?” indagava Confúcio.

    Nascimento: Qufu, Jining, China

    Falecimento: Lu

    Reflexão 04 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Setembro 23

    “Talvez o objetivo hoje em dia não seja descobrir o que somos, mas sim rejeitar o que somos.”

    Michel Foucault

    Michel Foucault foi um filosofo francês que exerceu grande influência sobre os intelectuais contemporâneos. Ficou conhecido por suas posição contrária ao sistema prisional tradicional.

    O pensador estruturalista elaborou uma análise original dos discursos que regem as instâncias de saber e poder da sociedade e criticou a psiquiatria e a psicanálise.

    Formação

    Michel Paul Foucault nasceu em Poitiers, França, no dia 15 de outubro de 1926. Estudou no Lycée Henri IV, e em seguida, na École Normale Supérieure, em Paris, onde desenvolveu um interesse pela filosofia.

    Foi aluno da Sorbonne, onde se formou em filosofia e psicologia. Em 1954, publicou “Doença Mental e Psicologia”.

    Após vários anos como diplomata cultural no exterior, ele retornou à França, e a partir de 1960, passou a lecionar na Universidade de Clemont-Ferrand e em universidades da Alemanha e da Suécia. Em 1961, publicou sua grande obra: “História da Loucura na Era Clássica”.

    Além disso, em 1966, após deixar Clemont, Foucault lecionou na Universidade de Tunis, permanecendo até 1968, quando retornou à França e passou a chefiar o departamento de filosofia da nova universidade experimental de Paris.

    Ademais, em 1970, Foucault passou a lecionar “História do Pensamento” no Colégio de França. Tornou-se um ativista de vários grupos envolvidos em campanhas contra o racismo, contra os abusos dos direitos humanos e em campanhas pela reforma penal.

    Michel Foucault esteve cinco vezes no Brasil, a primeira foi em 1965. No final dos anos 70, foi descoberto pela universidade de Berkeley, na Califórnia, onde foi bem acolhido, e realizou palestras.

    As Teorias de Foucault

    As teorias de Foucault abordam principalmente a relação entre o poder e o conhecimento e como elas são usadas com o objetivo de controle social através das instituições.

    Embora citado como estruturalista e pós-modernista Foucault rejeitou esse rótulo preferindo apresentar seu pensamento como uma história crítica da modernidade.

    Suas teorias influenciaram acadêmicos, que trabalham em estudos de sociologia, teoria literária, teoria crítica, comunicação e também alguns grupos ativistas.

    Nascimento: 15 de outubro de 1926, Poitiers, França

    Falecimento: 25 de junho de 1984, Paris, França

    Reflexão 02 de Setembro 23 – Foz em Destaque