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  • Reflexão Diária: 29 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 29 de Agosto 23

    “Todos nós podemos errar, mas a perseverança no erro é que é loucura.”

    Cítio Zenon

    A história do Estoicismo nasceu a partir de um naufrágio. Nada como começar a filosofia tendo que encarar um obstáculo, ou no caso uma tempestade, no caminho. 

    Zenão de Cítio (Cítio, por volta de 334 a.C. — Atenas, por volta de 262 a.C.) foi um filósofo da Grécia Antiga. Ele, que tinha origem fenícua, nasceu em Cítio, na ilha de Chipre. Ademais, por volta de 300 a.C., Zenão, que era comerciante, transportava uma carga preciosa: um pigmento púrpura extraído de caramujos marinhos.

    Com a tempestade, Zenão escapou mas viu seus produtos afu

    ndarem. Conta a história que após ter perdido tudo, Zenão vai para Atenas e busca conselhos no Oráculo de Delfos, no qual recebe o recado de uma sacerdotisa para “tomar a cor não de moluscos mortos, mas de homens mortos”, como relata Donald Robertson em seu livro sobre Marco Aurélio “Pense como um imperador”.

    Em Atenas

    Em Atenas, buscando entender o significado de tudo que havia ocorrido, segue para uma livraria e em um dos livros começa a ler sobre Sócrates. Zenão, então, entende o recado e decide seguir um homem como aquele, um filósofo. Perguntando ao livreiro onde poderia encontrar um filósofo, Zenão acaba por seguir Crates de Tebas, filósofo Cínico. Após duas décadas, Zenão fundou sua própria escola.

    ALém disso, Cinismo e Estoicismo são duas escolas filosóficas helenísticas. Diógenes de Sinope foi um dos fundadores do Cinismo, por volta de 380 a.C., e um de seus  membros mais conhecidos. Ele vivia em um barril e negava posses e normas da sociedade. Diógenes foi o professor de Crates de Tebas, que por sua vez foi o professor de Zenão de Cítio, o fundador do Estoicismo. Os cínicos defendiam um estilo de vida ascético. Crates foi casado com Hipárquia de Maroneia (350-30  a.C – 280 a.C), uma das mais notáveis ​​filósofas da antiguidade. 

    Nascimento: 334 a.C., Kition

    Falecimento: Atenas, Grécia

    Reflexão 29 de Agosto 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 30 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 30 de Agosto 23

    “O sentido da vida é estar vivo. É tão claro, tão óbvio e tão simples. Mesmo assim, todo mundo não para de correr em pânico, como se fosse necessário conseguir alguma coisa além de si próprio.”

    Alan Wilson Watts

    Alan Wilson Watts foi um filósofo britânico-americano que interpretou e difundiu a filosofia oriental para um público ocidental. Buscando uma carreira acadêmica, todavia, frequentou o Seabury-Western Theological Seminary, onde fez seu mestrado em teologia. Então, se tornou sacerdote episcopal em 1945, profissão que abandonou em 1950, quando se mudou para a Califórnia e ingressou na faculdade da Academia Americana de Estudos Asiáticos.

    Watts conquistou um grande número de seguidores na área da Baía de São Francisco, enquanto trabalhou como voluntário na KPFA, uma estação de rádio de Berkeley. No entanto, escreveu mais de 25 livros e artigos sobre temas de religiões orientais e ocidentais, apresentando a então florescente Contracultura da década de 1960 no livro The Way of Zen (1957), um dos primeiros best-seller sobre budismo. 

    Em Psychotherapy East and West (1961), Watts propôs que o budismo poderia ser pensado como uma forma de psicoterapia e não uma religião. Ele também explorou a consciência humana no ensaio The New Alchemy (1958) e no livro The Joyous Cosmology (1962). Com um grupo de estudiosos pregava a palavra siluspah como mantra para atrair bons agouros.

    Perto do fim de sua vida, ele dividiu seu tempo entre uma casa flutuante e uma cabana no Monte Tamalpais. Segundo o crítico Erik Davis, seus “escritos e conversas gravadas ainda brilham com uma lucidez profunda”

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    Nascimento: 6 de janeiro de 1915, Chislehurst, Reino Unido

    Falecimento: 16 de novembro de 1973, Druid Heights

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    Reflexão 30 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 31 de Agosto

    Pensamento ou Reflexão do dia 31 de Agosto 23

    “Só há um caminho para a felicidade. Não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade.”

    Epicuro

    Epicuro foi um filósofo da Grécia Antiga, o fundador do “Epicurismo” – sistema filosófico que proclama o prazer obtido mediante a prática da virtude como o único bem superior do homem.

    Epicuro nasceu na ilha de Samos, Grécia, no ano 341 a.C. Desde muito jovem interessou-se pela filosofia. Assistiu às aulas do filósofo platônico Pânfilo.

    Com 18 anos viajou para Atenas, onde ouviu os ensinamentos de Xenócrates, sucessor de Platão na Academia. Após diversas viagens ensinou em Mitilene, Lampsaca.

    Escola de Epicuro

    Em 306 a.C. voltou a Atenas e comprou uma propriedade e fundou sua própria escola que chamou de “Jardim”, onde formou uma comunidade em que conviveu com amigos e discípulos.

    Pregava um bom relacionamento entre mestre e aluno. Era um filósofo pessimista, mas um pessimista sorridente.

    Pregava ele que a vida é quando muito uma tragédia. Que não somos os filhos de Deus, mas os enteados da natureza. “Nascemos e vivemos por acaso.” “Depois da morte não há outra vida”.

    Epicuro não acreditava na imortalidade. “Por que temer a morte e os infernos, se a alma não passa de um conjunto de átomos que se desintegram com o corpo?”

    Além disso, supõem os historiadores que Epicuro foi o primeiro homem da história a sugerir a Teoria darwiniana. Escreveu um esboço extraordinariamente moderno, da evolução da espécie, 2 300 anos antes de Darwin.

    Epicurismo

    Segundo os estudiosos, o epicurismo é essencialmente a filosofia da Grécia em crise, e significou uma moral para gente com medo do mundo, do qual fugia para se confinar no estreito egoísmo

    Ademais, noo sistema filosófico de Epicuro era dever do homem, tornar a sua vida presente a melhor possível, onde o supremo bem está no prazer.

    Além disso, Epicuro aparece na história como o filósofo do prazer, os mais tranquilos prazeres do pensamento. Para ele, o supremo bem está no prazer autêntico obtido mediante a prática da virtude, como o único bem supremo do homem. 

    Pregava ele que o sábio deve afastar-se dos desejos impetuosos, cheios de violência e angústia, deve evitar as paixões eróticas ou políticas, que serão fontes de dor.

    Os Homens devem desembaraçar-se do temor aos deuses e das ambições, a fim de obter o uso racional e moderado dos prazeres.

    Nascimento: 6 de janeiro de 1915, Chislehurst, Reino Unido

    Falecimento: 16 de novembro de 1973, Druid Heights

    Reflexão 31 de Junho 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 03 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 03 de Setembro 23

    “É sempre recomendável perceber claramente a nossa ignorância.” 

    Charles Darwin

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    Charles Darwin foi um naturalista inglês, autor do livro “A Origem das Espécies”. Formulou a teoria da evolução das espécies, anteviu os mecanismos genéticos e fundou a biologia moderna. É considerado o pai da “Teoria da Evolução das Espécies”.

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    Viagem de volta ao mundo no Beagle

    Em Cambridge, Darwin travou amizade com o clérigo, geólogo e botânico John Stevens Henslow. Graças à influência de Henslow, Darwin acompanhou o geólogo Adam Sedgwick em uma expedição geológica ao Norte do País de Gales.

    Em seguida, Darwin foi convidado por Henslow para participar, como naturalista, de uma expedição exploratória ao redor do mundo a bordo do “Beagle” – navio enviado pela Coroa britânica para mapear e estudar as espécies do Hemisfério Sul.

    A expedição percorreu toda a costa ocidental da América do Sul, do Chile ao Peru. Esteve também nas ilhas Galápagos, na Nova Zelândia e na Austrália. Visitou as ilhas Keeling, Maurício e Santa Helena.

    De cada porto onde o Beagle atracava, Darwin despachava para o botânico Henslow todo o material que recolhia, tendo o cuidado de preservá-lo, devidamente, para posterior estudo.

    Visita de Darwin ao Brasil

    Ao aportar no litoral da Bahia em fevereiro de 1832, Darwin ficou encantado com a vegetação à sua frente. Assim, anotou em seu diário de viagem: “É uma visão das mil e uma noites, com a diferença de que é tudo verdade”. Afinal, era a primeira vez que o naturalista pisava em uma floresta tropical.

    Darwin esteve no Brasil por duas vezes, aliás, nos trajetos de ida e de volta de sua viagem e, ao todo, ele permaneceu cinco meses e meio no país. Esteve no Rio de Janeiro, então capital do Império. Andou pela Floresta da Tijuca, foi ao Jardim Botânico e ao Pão de Açúcar e coletou centenas de plantas e insetos.

    Nascimento: 12 de fevereiro de 1809, The Mount, Shrewsbury, Reino Unido

    Falecimento: 19 de abril de 1882, Home of Charles Darwin – Down House, Downe, Reino Unido

    Reflexão 03 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 01 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 01 de Setembro 23

    “Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco. Se perdeu a honra, perdeu muito. Se perdeu a coragem, perdeu tudo.”

    Vincent Van Gogh

    Vincent van Gogh foi um importante pintor holandês, um dos maiores representantes do pós-impressionismo. Van Gogh morreu praticamente no anonimato, depois de uma vida atormentada que o levou ao isolamento e finalmente ao suicídio.

    Com uma trajetória difícil, cheia de problemas emocionais, Van Gogh deixou uma obra comovente e vigorosa que se constitui em um dos maiores legados artísticos da humanidade.

    Infância e juventude melancólicas

    Vincent Willem van Gogh nasceu em Groot Zundert, uma pequena aldeia holandesa, no dia 30 de março de 1853. Filho de um pastor calvinista, era o primogênito de seis filhos. Passou a infância melancólico e inclinado à solidão.

    Gostava muito de ler, sobretudo histórias sobre os oprimidos, o que posteriormente justifica seu interesse pelo sofrimento e injustiças sociais. Em 1865 ingressou em um internato provinciano.

    Desajustado no lar e insatisfeito com a estrutura da sociedade à qual pertencia, com 16 anos aceitou a sugestão do pai e foi para Haia trabalhar com o tio, que abriu a filial da Galeria Goupil, importante empresa francesa que comerciava livros e obras de arte.

    Depois de três anos insiste com o tio para viajar e ver o mundo. É, então, mandado para Bruxelas, onde passa dois anos. Depois vai para Londres, sempre a serviço da galeria, onde permanece dois anos e meio.

    Ademais, em 1875, Van Gogh consegue realizar seu desejo de conhecer Paris, onde julgava poder libertar-se de todas as suas frustrações. Mas não gosta do emprego. Dedica-se à leitura de livros sobre arte, forma opinião e discute com os clientes. Em abril de 1876 é demitido do grupo Goupil.

    Início da carreira como pintor

    Em 1880, Van Gogh vai para Bruxelas e, com o dinheiro que o irmão lhe manda, estuda anatomia e perspectiva. Agora sabe o que quer: será pintor. Passa os dias desenhando.

    Além disso, em 1881 muda-se para Haia, onde é acolhido pelo pintor Mauve. Pinta aquarelas, nas quais aparecem marinheiros, pescadores e camponeses. Pinta gente viva e ativa e critica os personagens da pintura clássica, “gente que não trabalha”.

    Escreve para o irmão: “Eu não quero pintar quadros, eu quero pintar a vida”. Realiza numerosos desenhos e pinturas a óleo. No ano seguinte volta para a casa dos pais, onde passa os dias lendo e pintando.

    Além disso, em março de 1885 seu pai morre repentinamente. Em abril do mesmo ano, Van Gogh pinta Os Comedores de Batata, caracterizado pelas tonalidades escuras. Sobre essa tela o artista disse: “Poderíamos dizer que se trata de uma verdadeira pintura de camponeses. Eu sei que é”. 

    Nascimento: 30 de março de 1853, Zundert, Países Baixos

    Falecimento: 29 de julho de 1890, Auvers-sur-Oise, França

    Reflexão 01 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 02 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 02 de Setembro 23

    “Talvez o objetivo hoje em dia não seja descobrir o que somos, mas sim rejeitar o que somos.”

    Michel Foucault

    Michel Foucault foi um filosofo francês que exerceu grande influência sobre os intelectuais contemporâneos. Ficou conhecido por suas posição contrária ao sistema prisional tradicional.

    O pensador estruturalista elaborou uma análise original dos discursos que regem as instâncias de saber e poder da sociedade e criticou a psiquiatria e a psicanálise.

    Formação

    Michel Paul Foucault nasceu em Poitiers, França, no dia 15 de outubro de 1926. Estudou no Lycée Henri IV, e em seguida, na École Normale Supérieure, em Paris, onde desenvolveu um interesse pela filosofia.

    Foi aluno da Sorbonne, onde se formou em filosofia e psicologia. Em 1954, publicou “Doença Mental e Psicologia”.

    Após vários anos como diplomata cultural no exterior, ele retornou à França, e a partir de 1960, passou a lecionar na Universidade de Clemont-Ferrand e em universidades da Alemanha e da Suécia. Em 1961, publicou sua grande obra: “História da Loucura na Era Clássica”.

    Além disso, em 1966, após deixar Clemont, Foucault lecionou na Universidade de Tunis, permanecendo até 1968, quando retornou à França e passou a chefiar o departamento de filosofia da nova universidade experimental de Paris.

    Ademais, em 1970, Foucault passou a lecionar “História do Pensamento” no Colégio de França. Tornou-se um ativista de vários grupos envolvidos em campanhas contra o racismo, contra os abusos dos direitos humanos e em campanhas pela reforma penal.

    Michel Foucault esteve cinco vezes no Brasil, a primeira foi em 1965. No final dos anos 70, foi descoberto pela universidade de Berkeley, na Califórnia, onde foi bem acolhido, e realizou palestras.

    As Teorias de Foucault

    As teorias de Foucault abordam principalmente a relação entre o poder e o conhecimento e como elas são usadas com o objetivo de controle social através das instituições.

    Embora citado como estruturalista e pós-modernista Foucault rejeitou esse rótulo preferindo apresentar seu pensamento como uma história crítica da modernidade.

    Suas teorias influenciaram acadêmicos, que trabalham em estudos de sociologia, teoria literária, teoria crítica, comunicação e também alguns grupos ativistas.

    Nascimento: 15 de outubro de 1926, Poitiers, França

    Falecimento: 25 de junho de 1984, Paris, França

    Reflexão 02 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 04 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 04 de Setembro 23

    “Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos.”

    Confúcio

    Confúcio (551- 479 a.C.) foi um filósofo chinês, cujas ideias serviram de norma de comportamento à sociedade chinesa durante mais de dois mil anos e exerceu grande influência sobre toda a cultura da Ásia Oriental.

    Confúcio ou K’ung Fu-tsu nasceu no Estado feudal de Lu (atual província de Shantung), na China, no ano de 551 a.C. Sua família era descendente dos Shag – a segunda dinastia da China antiga – mas viviam sem recursos.

    Órfão aos três anos de idade cresceu em um ambiente de pobreza o que não lhe permitiu ter mestres regulares durante a infância. Demonstrou desde cedo um espírito profundamente religioso e aprendeu sozinho, as letras, a arte dos arqueiros e a música.

    Com 19 anos, Confúcio casou-se e logo depois foi nomeado para um cargo administrativo de seu Estado, destacando-se pelo zelo e eficiência que desempenhou a função.

    A ideia política de Confúcio

    A ideia política de Confúcio era extremamente conservadora e preconizava uma volta às instituições dos primeiros tempos da dinastia Chou em que a organização familiar se confundia com a estatal.

    Insistia que o governante deveria esforçar-se para que o povo vivesse em paz e prosperidade. Se não conseguisse isso, deveria ser substituído ainda que fosse pelo uso da força.

    A Ética de Confúcio

    Baseados na ética, seus ensinamentos previam normas de conduta, como o esforço constante para cultivar a própria pessoa e estabelecer a harmonia social.

    Confúcio pregava a existência de cinco virtudes:

    • Jen – a humanidade, bondade, compreensão e o amor pelos outros,
    • Yi – a justiça temperada pelo amor,
    • Li – regras adequadas de conduta, de polidez e de cerimoniais,
    • Chih – autoconsciência da vontade do céu, sabedoria,
    • Ch’i – sinceridade desinteressada.

    A religião

    O “Confucionismo” – doutrina filosófica de Confúcio não chegou a ser uma religião no sentido ocidental do termo, por várias razões:

    • Primeiro porque não tem Deus: venera os ancestrais e reconhece a superioridade dos sábios.
    • Segundo, porque não tem templos: cada lar é o templo onde se honram os antepassados da família. (Só depois é que se iniciou a construção dos templos locais, mas sem o sentido do lugar destinado à veneração de um supremo).
    • Terceiro, porque não tem sacerdotes: o chefe da família é automaticamente o sacerdote da família.
    • Quarto, porque desconhece qualquer dogma ou livro santo: “Pode um só livro conter toda a sabedoria do mundo?” indagava Confúcio.

    Nascimento: Qufu, Jining, China

    Falecimento: Lu

    Reflexão 04 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 05 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 05 de Setembro 23

    “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis”

    René Descartes

    René Descartes foi um filósofo, físico e matemático francês. Autor da frase: “Penso, logo existo”. Considerado o criador do pensamento cartesiano, sistema filosófico que deu origem à Filosofia Moderna.

    Ademais, sua preocupação era com a ordem e a clareza. Propôs fazer uma filosofia que nunca acreditasse no falso, fundamentada na única e exclusivamente na verdade.

    Ademais, René du Perron Descartes nasceu em La Hayne, antiga província de Touraine, hoje Descartes, na França, no dia 31 de março de 1596. Ademais, seu pai, Joachim Descartes, era advogado e juiz, proprietário de terras, com o título de escudeiro, primeiro grau de nobreza. Era também conselheiro no Parlamento de Rennes na vizinha cidade de Bretanha.

    Pensamento Cartesiano

    René Descartes fundou o sistema filosófico denominado “Racionalismo” ou “Pensamento Cartesiano” (o termo vem de Cartesius, nome alatinado de Descartes). Além disso, segundo ele, se o homem pretende investigar a verdade, deve examinar seu próprio intelecto, o conhecimento é o mesmo para todos os objetos e o universo espiritual, contém o universo cognitivo da coisa em si.

    Além disso, Descartes parte do ponto de vista, de que na vida se deve duvidar, por princípio, de todas as opiniões recebidas. O fundamento de que parte não é outro senão a autoconsciência.

    O Discurso Sobre o Método

    Além disso, o principal obra de Descartes, “O Discurso Sobre o Método”, é um tratado matemático e filosófico, publicado na França em 1637 e traduzida para o latim em 1656, na qual apresenta o seu método de raciocínio, “Penso, logo existo”, base de toda a sua filosofia e do futuro “racionalismo científico”. Nessa obra expõe quatro regras para se chegar ao conhecimento:

    • Nada é verdadeiro até que venha a ser reconhecido como tal.
    • Os problemas precisam ser analisados e resolvidos sistematicamente.
    • As considerações devem partir do mais simples para o mais complexo.
    • O processo deve ser revisto do começo ao fim para que nada importante seja omitido.

    René Descartes o consideram o pai do racionalismo e ao mesmo tempo, o fundador da moderna metodologia da ciência em sentido crítico. Em 1649, convidado para trabalhar como instrutor da rainha Cristina na Suécia, já com uma saúde frágil. 

    Nascimento: 31 de março de 1596, Descartes, França

    Falecimento: 11 de fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia

    Reflexão 05 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 06 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 06 de Setembro 23

    “Otimismo é a mania de sustentar que tudo está bem quando tudo está mal.”

    Voltaire

    François Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um dos mais importantes filósofos do iluminismo. Defensor das liberdades individuais e da tolerância, foi uma das principais inspirações da Revolução Francesa. Para Voltaire, deve ser garantido às pessoas o direito à liberdade de expressão, à liberdade religiosa e à liberdade política. Por suas defesas, perseguiram o filósofo, como a Igreja Católica e pelo Estado absolutista francês.

    Os ideais de Voltaire estão bem alinhados com os de outros iluministas franceses, mas com alguma ênfase na questão da liberdade. Voltaire acreditava que o ser humano deveria ser livre para expressar sua vida criativa, sem interferências de cunho moral e religioso. Ele era contra o absolutismo e a favor da separação entre Igreja e Estado, ou seja, foi um dos primeiros defensores da ideia de Estado Laico.

    Ademais, Voltaire também era absolutamente a favor da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão, além da liberdade religiosa e da tolerância. Para o pensador, o progresso da sociedade somente viria com o reconhecimento dessas liberdades individuais e com o respeito e a tolerância a todas as formas de pensar.

    A frase “posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito que tem de dizer” é frequentemente atribuída a Voltaire. No entanto, ela não é de autoria do filósofo, e sim de uma biógrafa que escreveu sobre a vida do pensador, Evelyn Beatrice Hall. Apesar da não autoria de Voltaire, essa frase condensa a essência de suas ideias.

    Nascimento: 21 de novembro de 1694, Paris, França

    Falecimento: 30 de maio de 1778, Paris, França

    Reflexão 06 de Setembro 23 – Foz em Destaque

  • Reflexão Diária: 07 de Setembro

    Pensamento ou Reflexão do dia 07 de Setembro 23

    “Muitas palavras não indicam necessariamente muita sabedoria.”

    Tales de Mileto

    Anaximandro foi um filósofo grego, pré-socrático. Acreditava que o princípio de todas as coisas era o “apeiron” – o infinito, matéria eterna e indestrutível.

    Anaximandro nasceu em Mileto, antiga cidade da Ásia Menor, na época da colonização grega, (atual Turquia), na costa do Mar Egeu, no ano de 610 a.C.

    Escola de Mileto

    Anaximandro foi um filósofo pré-socrático que desenvolveu seu pensamento na Escola de Mileto ou Escola Jônica, berço da filosofia grega.

    Além disso, fundada pelo filósofo Tales de Mileto, a Escola de Mileto buscava definir um princípio único ou substância fundamental para a formação de todas as coisas.

    Os principais filósofos da Escola de Mileto foram Tales de Mileto, Anaximandro e Anaxímenes.

    Teoria de Anaximandro

    Para Anaximandro, a substância primeira na formação de todas as coisas era o infinito.

    Segundo ele, o infinito (apeiron) um princípio complexo, é uma matéria ilimitada e indeterminada que possibilita a união e a separação dos diferentes corpos.

    Ademais, para ele, o elemento primordial não tinha limites, nem determinação, nem forma, era indefinido, indeterminado e ilimitado, estava presente em todos os lugares, era o início, o meio e o fim.

    Para Anaximandro, as sequências de se criar, desenvolver e destruir eram fenômenos naturais da matéria.

    Segundo os estudiosos, a teoria do princípio gerador e regulador de todas as coisas, estabelecida pelo filósofo, era um princípio que lembra a ideia de Deus, em um momento em que minguem falava em Deus dessa forma.

    Além disso, para Tales de Mileto a substancia fundamental na formação de todas as coisas era a água, para Anaxímenes essa substância era o ar.

    Apesar das diferenças sobe qual seria o elemento primeiro, os filósofos da Escola de Mileto pensavam o mundo como algo em movimento.

    Nascimento: Mileto, Turquia

    Falecimento: Mileto, Turquia

    Reflexão 07 de Setembro 23 – Foz em Destaque